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10 possíveis evidências de que seres superiores existem
27/01/2017, 10:09 PM
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Será que um outro ser é responsável por nossas vidas – ou até mesmo pelo universo inteiro? Se você acredita em Deus, você tem sua resposta. No entanto, alguns estudos incompreensíveis sugerem outras possibilidades de seres superiores que poderiam ser responsáveis pela nossa existência.

10. O universo não deveria existir

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De acordo com alguns estudos, o universo não deveria ter sobrevivido mais do que um segundo. Por exemplo, o Big Bang deveria ter produzido quantidades iguais de matéria e antimatéria, cancelando-se mutuamente. Em vez disso, um pouco mais de matéria foi produzida, criando todo o universo observável. Nós definitivamente não podemos explicar por que isso aconteceu.

Em outra teoria, o universo está no campo de Higgs, que dá às partículas suas massas. Um grande campo de energia impede que nosso universo caia no “vale”, um campo mais profundo, onde não poderia existir.

No entanto, se o modelo padrão da física está correto, uma rápida expansão do universo imediatamente após o Big Bang deveria ter movido o universo para o vale. Isso teria o destruído antes que ele tivesse um segundo de idade.

A impossibilidade da vida na Terra também é absurdamente alta. Galáxias não poderiam existir sem a mistura certa de matéria, matéria escura e energia escura e, mesmo assim, existem. A Terra teria que ter a distância exata do sol que tem para abrigar vida. Se fosse um planeta do tamanho de Júpiter, a Terra atrairia mais asteroides e cometas, ou teria uma superfície muito violenta para sustentar a vida.

Será que a vida realmente superou “sozinha” todas estas probabilidades, ou o universo teve alguma ajuda, de alguma forma?

9. A semente da vida?

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Segundo a teoria da panspermia, de Francis Crick, a vida se originou em outro lugar e foi enviada à Terra por seres avançados. Uma teoria anterior da panspermia sugeria que a vida chegou aqui em um asteroide ou um cometa.

Em julho de 2013, o astrobiologista Milton Wainwright afirmou que encontrou uma verdadeira “semente da vida”. Depois de lançar um balão meteorológico sobre a Inglaterra, ele capturou uma bola metálica da largura de um fio de cabelo. Dentro de sua concha de titânio e vanádio, a bola continha um líquido biológico pegajoso. Muitos cientistas são céticos a respeito desta reivindicação.

8. Busca alienígena biológica

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Os seres humanos são constituídos por cerca de 22.000 genes, o que é 3% do genoma humano. Os outros 97% são “sobras de DNA”, que poderiam conter uma mensagem codificada ou um sinal de que a vida se originou em outro lugar ou foi criada por um ser superior.

Em 2013, dois pesquisadores do Cazaquistão alegaram ter encontrado uma sequência ordenada de uma linguagem simbólica em nossas sobras de DNA que não teria acontecido naturalmente. No entanto, muitos criticaram essa busca por sinais biológicos.

Alternativamente, o geneticista Francis Collins argumentou em seu livro “A Linguagem de Deus” que o DNA seria o “alfabeto de Deus”, o que faria de nós o livro da vida.

7. Raios cósmicos

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Em 2003, o filósofo Nick Bostrom postulou que o universo é uma simulação de computador, uma teoria aceita por Elon Musk e Neil de Grasse Tyson. Se isso for verdade, um ser superior – ou seres – teve que construir a simulação. O Universo seria também finito, porque todos os computadores têm limites.

Alguns pesquisadores acreditam que poderíamos detectar essa simulação de computador se pudermos encontrar os limites do universo. Para testar isso, pesquisadores alemães construíram simuladores em rede em um computador quântico.

Eles se concentraram em raios cósmicos, que são fragmentos de átomos que vêm de fora do sistema solar. Os raios cósmicos têm uma quantidade finita de energia e deterioram ao longo do tempo.

Quando chegam à Terra, todos eles têm quantidades semelhantes de energia, que é um máximo de 10 elétron-volts. Isto sugere que todos os raios cósmicos têm pontos de partida semelhantes, como a borda da rede de simulação de um computador quântico.

6. A propagação da vida

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Em 2015, um estudo do Centro Harvard-Smithsonian de Astrofísica sugeriu que a vida poderia ter se espalhado via panspermia, se movendo de estrela em estrela em aglomerações e “sobrepondo-se como bolhas em uma panela de água fervente”. Esta simulação também sugere que a vida poderia ter se espalhado como uma epidemia.

Os cientistas testaram duas possibilidades para trazer vida para a Terra: por asteroides e por seres inteligentes. O resultado foi que ambas eram possíveis e teriam seguido o mesmo padrão. Se estiver correto, este estudo também indica que existe vida em outras partes da galáxia.

5. Constantes físicas

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De acordo com o físico teórico John D. Barrow, podemos dizer se o universo é uma simulação procurando por erros ou falhas nele. Barrow acredita que até mesmo civilizações avançadas não teriam conhecimento completo das leis da natureza.

Haveria falhas notáveis na Matrix, tais como alterações nas constantes físicas. Estas são propriedades físicas, como a velocidade da luz, que são as mesmas em todos os lugares ao longo do tempo.

Em 2001, pesquisadores australianos encontraram evidências de que a velocidade da luz tem diminuído ao longo dos últimos bilhões de anos, mesmo que isso contradiga a relatividade geral. O astrônomo John Webb descobriu que a luz de um quasar tinha absorvido o tipo errado de fótons em sua jornada de 12 bilhões de anos até a Terra.

Isto só pode acontecer se houve uma mudança na velocidade da luz ou na carga de um elétron, ambas constantes físicas. Pesquisadores mais céticos discordam dessa teoria.

Independentemente disso, ninguém tem certeza por que as constantes físicas são constantes. Mas elas são fundamentais para a existência do nosso universo. Alguns cientistas especulam que as constantes físicas são evidências de que o Universo foi “afinado” para que a vida existisse.

4. A Prova Ontológica de Godel

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Na década de 1940, o físico Kurt Godel tentou provar a existência de Deus. Ela é baseada neste argumento do Santo Anselmo de Canterbury:

  1. Há um grande ser chamado de Deus, e nada maior que Deus pode ser imaginado;
  2. Deus existe como uma ideia na mente;
  3. Com todas as outras coisas sendo iguais, um ser que existe tanto na mente quanto na realidade é melhor do que um ser que só existe na mente;
  4. Portanto, se Deus só existe na mente, então é possível que podemos imaginar um ser mais poderoso do que Deus;
  5. No entanto, isso contradiz a argumentação número 1, porque nada maior do que Deus pode ser imaginado;
  6. Portanto, Deus existe.

Usando a lógica modal e universos paralelos, Godel argumentou que um ser todo-poderoso existe, se ele existe em pelo menos um universo paralelo. Como há um número infinito de universos com um número infinito de possibilidades, um universo tem um ser tão poderoso que seria considerado um Deus onipotente. Portanto, Deus existe.

Em 2013, dois matemáticos realizaram equações de Godel em um MacBook e descobriram que elas estavam corretas. No entanto, o teorema não prova que Deus existe – prova simplesmente que é possível que um ser todo-poderoso poderia existir de acordo com a lógica.

3. A realidade não existe a menos que estejamos olhando para ela

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Um videogame se desenvolve quando você está olhando para uma área particular. Caso contrário, ele não existe. A realidade é semelhante, porque só existem certos aspectos se estamos olhando para eles.

Este misterioso fenômeno é baseado na mecânica quântica. Objetos subatômicos são geralmente ondas ou objetos sólidos de partículas semelhantes. Raramente, eles podem ser ambos. Alguns exemplos incluem luz e objetos que têm uma massa semelhante à de elétrons.

Quando não estão sendo observados, esses objetos ficam em um estado duplo. Mas quando eles são medidos, eles “decidem” tornar-se uma onda ou um objeto sólido. Estes fundamentos da nossa realidade permanecem latentes até que olhamos para eles, o que não é muito diferente do mundo simulado em um videogame.

2. Princípio holográfico

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Em 1997, o físico teórico Juan Maldacena propôs que o nosso universo é um holograma bidimensional completamente plano que percebemos em três dimensões. Cordas minúsculas chamadas grávitons vibrariam para criar este universo holográfico. Se estiver correta, essa teoria ajudaria a resolver algumas diferenças entre a mecânica quântica e a teoria da gravidade de Einstein.

Alguns estudos mostram que um universo 2D é possível. Pesquisadores japoneses calcularam a energia interna de um buraco negro, a posição do horizonte de eventos e outras propriedades em um mundo 3D e, em seguida, calcularam as mesmas coisas em um mundo 2D sem gravidade. Os cálculos bateram. Outro modelo mostrou que o universo é 2D se o espaço-tempo for plano.

Os pesquisadores do Fermilab, nos EUA, estão usando um laser gigante para procurar “ruído holográfico”, que é uma evidência de “buffering” no cosmos. Se um universo holográfico 3D foi construído sobre um sistema 2D de linhas em movimento (como linhas de código), isso indica fortemente que o universo é uma simulação.

1. Codificação no cosmos

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De acordo com o físico teórico Sylvester James Gates, evidências convincentes sugerem que estamos vivendo em uma simulação. Enquanto trabalhava em equações de supercordas com adinkras (símbolos usados na álgebra super simétrica), Gates encontrou codificação criada pelo matemático Richard Hamming chamada “códigos de bloco duplamente equilibrados auto-dual lineares binários de correção de erros”. Gates questionou se esta codificação básica é de alguma forma responsável por controlar o universo.

No vídeo acima (em inglês), Gates diz que “[uma] conexão insuspeita sugere que estes códigos podem ser onipresentes na natureza e até mesmo incorporados na essência da realidade. Se isso é verdade, poderíamos ter algo em comum com os filmes de ficção científica Matrix, que retratam um mundo onde a experiência de cada ser humano é o produto de uma rede de computadores geradores de realidade virtual”.

Hype Science

Referência:

1 . “10 Scientific Hints Of Possible Higher Beings” (Listverse, July 17, 2016)



Estudo contradiz principal teoria de formação da Lua
13/01/2017, 7:23 PM
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Teoria dominante diz que Lua resultou de única colisão entre Terra e corpo celeste. Nova teoria propõe impacto de uma série de pequenos corpos.

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Foto da Lua (photo by: Daniel F. Zordan)

A lua, companheira do nosso planeta há cerca de 4,5 bilhões de anos, pode ter sido formada pelo impacto de uma série de pequenos corpos com uma Terra embrionária, afirmaram pesquisadores [na última] segunda-feira (9).

Isso explicaria uma grande inconsistência na teoria dominante, segundo a qual a Lua é resultado de uma única e gigantesca colisão entre a Terra e um corpo celeste do tamanho de Marte. Segundo esta hipótese, cerca de um quinto do material da Lua teria vindo da Terra, e o resto do segundo corpo.

No entanto, a composição da Terra e da Lua são quase idênticas – uma improbabilidade que há muito tempo intriga os defensores da hipótese do impacto único. “O cenário de múltiplos impactos é uma forma mais ‘natural’ de explicar a formação da Lua”, disse Raluca Rufu, do Instituto Weizmann de Ciências, em Rehovot, Israel, coautor do novo estudo, publicado na revista científica “Nature Geoscience“.

Tais impactos múltiplos teriam escavado mais material da Terra do que um único impacto, o que significa que os satélites resultantes se assemelhariam mais à composição do nosso planeta, disseram os autores do estudo.

Simulações

Rufu e uma equipe criaram quase mil simulações de computador de colisões entre uma proto-Terra e planetas embrionários chamados planetesimais, menores do que Marte. Teriam sido necessárias cerca de 20 dessas colisões para formar a Lua, concluíram os pesquisadores.

Cada colisão teria formado um disco de detritos ao redor da proto-Terra, que se aglomerariam para formar um pequeno satélite natural, segundo os autores. Estes pequenos satélites eventualmente se fundiriam, formando a Lua, acrescentaram.

“Nas primeiras etapas do Sistema Solar, os impactos eram muito abundantes, por isso é mais natural que vários deles tenham formado a Lua, em vez de um em especial”, disse Rufu à AFP.

Acredita-se que nosso Sistema Solar se formou há 4,567 bilhões de anos, seguido pela Lua, cerca de 100 milhões de anos mais tarde.

 

A teoria principal da formação da Lua foi proposta em meados da década de 1970. Nos anos 1980, foram feitas as primeiras sugestões de que o satélite teria sido resultado de várias colisões.

O novo estudo “reavivou o cenário até agora em grande parte descartado de que uma série de impactos menores e mais comuns, em vez de um único golpe gigante, formaram a Lua”, escreveu Gareth Collins, do Imperial College London, em um comentário publicado pela revista. “Construir a Lua desta maneira leva muitos milhões de anos, o que implica que a formação da Lua se sobrepôs a uma parcela considerável do crescimento da Terra”, acrescentou.

G1, ciência

Refêrencia:

1. Raluca Rufu, Oded Aharonson, Hagai B. Perets “A multiple-impact origin for the Moon” (Nature Geoscience, 2017; DOI: 10.1038/ngeo2866)

Abstract

The hypothesis of lunar origin by a single giant impact can explain some aspects of the Earth–Moon system. However, it is difficult to reconcile giant-impact models with the compositional similarity of the Earth and Moon without violating angular momentum constraints. Furthermore, successful giant-impact scenarios require very specific conditions such that they have a low probability of occurring. Here we present numerical simulations suggesting that the Moon could instead be the product of a succession of a variety of smaller collisions. In this scenario, each collision forms a debris disk around the proto-Earth that then accretes to form a moonlet. The moonlets tidally advance outward, and may coalesce to form the Moon. We find that sub-lunar moonlets are a common result of impacts expected onto the proto-Earth in the early Solar System and find that the planetary rotation is limited by impact angular momentum drain. We conclude that, assuming efficient merger of moonlets, a multiple-impact scenario can account for the formation of the Earth–Moon system with its present properties.

 


Fóssil réptil ajuda pesquisadores a desvendarem como as cobras perderam suas pernas
02/01/2016, 9:30 PM
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Fóssil réptil ajuda pesquisadores a desvendarem como as cobras perderam suas pernas4

A análise de um fóssil réptil está ajudando os cientistas a resolver um enigma evolutivo: como as cobras perderam suas pernas.

O crânio fóssil possui 90 milhões de anos. As comparações entre tomografias feitas do exemplar e de répteis modernos indicam que as cobras perderam suas pernas quando seus ancestrais evoluíram para viver e caçar em tocas, o que muitas cobras ainda fazem hoje.

Os resultados mostram que esses animais não perderam seus membros a fim de viver no mar, como tinha sido sugerido anteriormente.

Característica comum

Fóssil réptil ajuda pesquisadores a desvendarem como as cobras perderam suas pernas2

Os cientistas usaram tomografia computadorizada para examinar o ouvido interno do Dinilysia patagonica, um réptil de dois metros de comprimento intimamente ligado às cobras modernas.

Estes canais e cavidades ósseas, como aqueles nos ouvidos de cobras escavadoras modernas, controlavam sua audição e equilíbrio.

Foram construídos modelos virtuais em 3D para comparar em seguida os ouvidos internos dos fósseis com os de lagartos e cobras modernas.

Fóssil réptil ajuda pesquisadores a desvendarem como as cobras perderam suas pernas

Crânio do D. patagonica

Os pesquisadores descobriram uma estrutura distinta dentro do ouvido interno do fóssil e dos animais que escavam ativamente. Essa estrutura pode ajudá-los a detectar presas e predadores, e não está presente em cobras modernas que vivem na água ou acima do solo.

Espécie ancestral

As descobertas vão ajudar os cientistas a preencher lacunas na história da evolução das cobras.

“Como as cobras perderam suas pernas tem sido um mistério para os cientistas, mas parece que isso aconteceu quando os seus antepassados se tornaram peritos na construção de tocas”, disse o Dr. Hongyu Yi, da Escola de Geociência da Universidade de Edimburgo, na Escócia, que liderou a pesquisa.

Dinilysia patagonica foi confirmada como a maior cobra escavadora já conhecida. Também pode oferecer pistas sobre uma espécie ancestral hipotética, do qual todas as cobras modernas seriam descendentes, que provavelmente era escavadora.

Hype Science

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COMENTÁRIO:

Por Daniel Froes Zordan

Isso faz me lembrar da passagem bíblica:

“E disse o Eterno Deus à serpente: Porquanto fizeste isto, maldita é tu, mais que todo quadrúpede e mais que todo animal do campo; sobre o teu ventre andarás, e pó comerás todos os dias da tua vida” (Gênesis 3:14)

Do ponto de vista bíblico, as cobras não evoluíram a partir de outro tipo de criatura e, nem perderam suas patas através de processos evolutivos ao longo de milhões de anos, como propõe a teoria evolucionista. Todavia, isso não quer dizer que as cobras têm permanecido inalteradas desde a sua criação; pelo contrário, é evidente que ocorreram mudanças evolutivas – porém, em pequena escala (Micro-evolução). Por exemplo, originalmente as serpentes comiam plantas (Gênesis 1:30), hoje são carnívoras; algumas espécies vivem nos desertos, outras em águas, outras em florestas – além de possuírem diversos tipos de coloração de pele e tamanho.  

No relato de gênesis podemos ver que Deus amaldiçoou a serpente, implicando que iria andar sobre teu ventre. Isto sugere que, provavelmente, esse tipo específico de serpente, possuía originalmente patas. Deus, possivelmente, fez uma alteração genética que levou à perda de patas na prole daquele animal específico

Assim sendo, os dados apenas nos mostram que as cobras sempre foram cobras, com patas ou não, encaixando-se perfeitamente com o que diz a o relato de gênesis. Deus criou e estabeleceu as estruturas básicas da vida, com suas possibilidades de variações genéticas limitadas, para que pudessem reproduzir e multiplicar segundo a sua espécie (Gênesis 1:22-25) – não entre espécies

Referências:

1 . H. Yi, M. A. Norell “The burrowing origin of modern snakes” (Science Advances, 2015; 1 (10): e1500743 DOI: 10.1126/sciadv.1500743)

Abstract

Modern snakes probably originated as habitat specialists, but it controversial unclear whether they were ancestrally terrestrial burrowers or marine swimmers. We used x-ray virtual models of the inner ear to predict the habit of Dinilysia patagonica, a stem snake closely related to the origin of modern snakes. Previous work has shown that modern snakes perceive substrate vibrations via their inner ear. Our data show that D. patagonicaand modern burrowing squamates share a unique spherical vestibule in the inner ear, as compared with swimmers and habitat generalists. We built predictive models for snake habit based on their vestibular shape, which estimated D. patagonica and the hypothetical ancestor of crown snakes as burrowers with high probabilities. This study provides an extensive comparative data set to test fossoriality quantitatively in stem snakes, and it shows that burrowing was predominant in the lineages leading to modern crown snakes.



Homo Naledi: Novo hominídeo é descoberto
12/09/2015, 5:40 AM
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Novo hominídeo é descoberto e pode mudar nossa compreensão da evolução da espécie

Ilustração Artística do Homo Naledi (National Geographic)

Ilustração Artística do Homo Naledi (National Geographic)

No fundo de um sistema de cavernas da África do Sul, uma equipe de cientistas descobriu 15 esqueletos parciais de uma espécie hominídea completamente nova.

Ela pode ser a mais primitiva do nosso gênero já encontrada, visto que estima-se que os restos possam ter até 3 milhões de anos.

A surpresa

Uma equipe internacional de mais de 60 cientistas liderados por Lee R. Berger, paleoantropólogo americano que é professor de Evolução Humana na Universidade de Witwatersrand, em Johanesburgo, escavou o local da descoberta.

O nome da espécie, Homo naledi, refere-se ao sistema de cavernas onde os ossos foram achados, chamado de Rising Star. “Naledi” significa “estrela” no idioma local Sesotho.

Os pesquisadores ainda não podem dizer com certeza a idade dos ossos, algo que é difícil de medir por causa dos sedimentos confusos e da ausência de fauna na região.

Sua anatomia primitiva, como o cérebro do tamanho de uma laranja, indica que a espécie evoluiu próxima à ou na raiz do gênero Homo, o que significa que deve ter de 2,5 milhões a 2,8 milhões de anos. Geólogos sugerem que a caverna tenha mais de três milhões de anos.

Mais completo, impossível

Dois espeleólogos, Rick Hunter e Steven Tucker, descobriram os fósseis em 2013, cerca de 50 quilômetros a noroeste de Johanesburgo. Eles foram recuperados em duas missões em 2013 e 2014 pela equipe internacional.

Os pesquisadores encontraram mais de 1.500 ossos e fragmentos de ossos e 140 dentes em uma única viagem. Esse número é praticamente inédito em sítios de restos Homo.

Eles representam pelo menos 15 indivíduos diferentes, incluindo crianças, jovens, adultos e idosos de ambos os sexos. Essa será provavelmente a espécie hominídea mais bem estudada de todas até agora.

“Nós vamos saber quando seus filhos foram desmamados, quando nasceram, como se desenvolveram, a velocidade com que se desenvolveram, a diferença entre homens e mulheres em todas as fases de desenvolvimento, desde a infância até a adolescência, e a forma como envelheceram e morreram”, afirma Berger.

Fósseis do Homo Naledi

Fósseis do Homo Naledi

Anatomia

Os cientistas acreditam que as características observadas no crânio, as mãos e os dentes dos esqueletos os tornam parte do gênero Homo.

Os restos mortais que foram estudados até agora indicam que o Homo naledi era uma criatura de aparência incomum. Sua pelve e seu ombro são, aparentemente, uma reminiscência de macacos que viviam 4 milhões de anos atrás, enquanto os pés se assemelham a Homo sapiens de apenas 200 mil anos atrás.

Enquanto isso, o crânio é muito menor que o de humanos modernos, com um cérebro inferior a metade do tamanho do nosso: com 500 centímetros cúbicos, é quase tão grande como uma laranja média, em comparação aos cerca de 1.200 a 1.600 centímetros cúbicos dos cérebros humanos atuais.

Em média, o Homo naledi tinha 1,5 metro de altura e pesava cerca de 45 kg.

Combinações estranhas

A surpreendente mistura de traços de hominídeos primitivos e modernos é intrigante, e nunca tinha sido vista antes. Talvez essa espécie seja uma “ponte” na evolução humana.

Por exemplo, enquanto suas mãos sugerem capacidades de uso de ferramentas, pesquisadores acreditavam que tais capacidades tinham sido acompanhadas de um impulso no tamanho do cérebro, o que não é o caso do Homo naledi, que tinha um crânio pequeno.

Além disso, seus pés são praticamente indistinguíveis dos humanos modernos. Isto, juntamente com suas longas pernas, sugerem que a espécie era adaptada para uma vida na terra. Só que seus dedos eram extremamente curvados, mais do que qualquer outra espécie de hominídeo primitiva, o que aponta para uma vida adequada para subir em árvores.

“O que estamos vendo são mais e mais espécies que sugerem que a natureza estava experimentando com a forma de evoluir os seres humanos, dando assim origem a vários tipos diferentes de criaturas humanoides em paralelo em diferentes partes da África. Apenas uma linha eventualmente sobreviveu, para dar origem a nós”, Berger disse à BBC News.2

Enterro

Homo Naledi Novo hominídeo é descoberto3 Homo Naledi Novo hominídeo é descoberto4 Homo Naledi Novo hominídeo é descoberto5

O grande número de ossos encontrados em um só local sugere que os corpos podem ter sido deliberadamente deixados no sistema de cavernas, o que por sua vez sugere que os humanos primitivos podem ter enterrado seus mortos.

“Homo naledi é um membro primitivo de nosso gênero, talvez o mais primitivo que já vimos, mas tinha a capacidade mental e comportamental de eliminar restos de uma forma ritual”, disse Berger.

A parte isolada do sistema onde os restos foram achados nunca foi aberta diretamente para a superfície. Dos milhares de ossos recuperados, apenas cerca de uma dúzia não eram hominídeos, mas sim restos de pequenos animais como pássaros e ratos.

Não há nenhuma evidência de que água ou lama tenham levado estes ossos para o local, nem existem marcas de mordida sugerindo que predadores ou carniceiros carregaram os restos mortais para a caverna.

Enquanto tudo isso sugere que os corpos foram colocados ali intencionalmente, esta é a primeira vez que tal comportamento com os mortos tem sido visto com uma espécie tão primitiva na árvore familiar humana. Isso sugere que essa é uma descoberta extraordinária, um divisor de águas, que pode mudar nossa compreensão da evolução humana.

Dúvidas

A descoberta é claramente importante, embora alguns pesquisadores estejam compreensivelmente cautelosos sobre o que ela pode nos dizer. Jeffrey Schwartz, da Universidade de Pittsburgh, nos EUA, por exemplo, disse ao jornal New Scientistque “os espécimes agrupados como Homo naledi representam duas formas cranianas”.

E, enquanto poucos estão em dúvida sobre a espécie ser a mais nova adição ao gênero Homo, essa é uma preocupação de Ian Tattersall, paleoantropólogo do Museu Americano de História Natural, que não participou da pesquisa.

“Eu sou um grande defensor da noção de que o gênero Homo é muito inclusivo”, disse. “Eu não gosto de colocar coisas novas em caixas velhas. Eu não acho que temos o vocabulário necessário para descrever a diversidade que estamos vendo nos primeiros hominídeos”.

Hominídeos incluem a linhagem humana e seus parentes, depois da separação da linhagem dos chimpanzés.

Hype Science

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COMENTÁRIO NOSSO:

Por Daniel Froes Zordan

A fé da paleontologia evolucionista...

Será mais um macaco que estão querendo “humanizar” ou um humano que estão querendo “macaquizar”?

Não é de hoje que os evolucionistas reviram terras, e mais terras, em busca de um único “elo perdido”. Muitos dos fósseis que foram tidos como hominídeos eram apenas macacos, quando não humanos.

Mas e essa descoberta, o que significa? Bem, a princípio temos alguns problemas com os dados coletados:

– Não tem dada exata para os fósseis (o que dificulta colocá-los em ordem cronológica);

– Não se sabe exatamente como os fósseis foram parar na caverna;

– A ilustração artística é apenas uma imaginação do artista (Impossível de descrever textura de pele, pelos, olhos, etc… do fóssil apenas analisando os ossos).

Chris Stringer, do Museu de Londres, explica que “alguns aspectos do Homo naledi, como as mãos, os pulsos e os pés, são muito próximos dos do ser humano moderno. Ao mesmo tempo, o pequeno cérebro e a forma da parte superior do corpo estão mais próximos de um grupo pré-humano denominado australopiteco.” [“Some of Homo naledi’s features, such as its hands, wrist and feet, are very similar to those of modern humans. On the other hand, the species’ small brain and the shape of its upper body are more similar to a prehuman group called australopithecines.”]

No dia 2 de Setembro de 2015, a Folha de São Paulo publicou uma matéria, de autoria jornalista Reinaldo José Lopes, com o título Afobação faz cientistas classificarem fósseis de símios como hominídeos”. Em entrevista Tattersall disse que “Os paleontólogos têm simplesmente enfiado fósseis mais e mais antigos no gênero sem se preocupar muito com a questão morfológica. Em vez de fazer as coisas com cuidado, os trabalhos seguem o desejo de descobrir o ‘Homo mais antigo’, o que não dá muito certo.”

Outro cientista, Esteban Sarmiento, da Fundação Evolução Humana, dos EUA, diz que tal tendência tem levado cientistas mais afoitos a enxergar hominídeos em toda parte – certos fósseis na verdade seriam de macacos primitivos.

“Existe um desejo subliminar de enxergar certos fósseis como hominídeos”, pondera Tattersall. “Nós, por exemplo, descobrimos que muitos dentes do Extremo Oriente atribuídos ao Homo erectus poderiam ser interpretados de forma mais razoável como pertencentes a primos dos orangotangos. O status de hominídeo de algumas formas africanas muito antigas chegou a ser contestado.”

Homo Naledi, portanto, pode não ser o que alguns esperam que seja. Vamos aguardar para ver o que acontece com o Homo Naledi após analises mais minuciosas por parte de outros cientistas. Eu acho que sei a resposta!

Referências:

  1. Paul HGM Dirks, Lee R Berger, Eric M Roberts, Jan D Kramers, John Hawks, Patrick S Randolph-Quinney, Marina Elliott, Charles M Musiba, Steven E Churchill, Darryl J de Ruiter, Peter Schmid, Lucinda R Backwell, Georgy A Belyanin, Pedro Boshoff, K Lindsay Hunter, Elen M Feuerriegel, Alia Gurtov, James du G Harrison, Rick Hunter, Ashley Kruger, Hannah Morris, Tebogo V Makhubela, Becca Peixotto, Steven Tucker “Geological and taphonomic context for the new hominin speciesHomo naledifrom the Dinaledi Chamber, South Africa”. (eLife, 2015; 4 DOI: 10.7554/eLife.09561)

Abstract

We describe the physical context of the Dinaledi Chamber within the Rising Star cave, South Africa, which contains the fossils ofHomo naledi. Approximately 1550 specimens of hominin remains have been recovered from at least 15 individuals, representing a small portion of the total fossil content. Macro-vertebrate fossils are exclusivelyH. naledi, and occur within clay-rich sediments derived from in situ weathering, and exogenous clay and silt, which entered the chamber through fractures that prevented passage of coarser-grained material. The chamber was always in the dark zone, and not accessible to non-hominins. Bone taphonomy indicates that hominin individuals reached the chamber complete, with disarticulation occurring during/after deposition. Hominins accumulated over time as older laminated mudstone units and sediment along the cave floor were eroded. Preliminary evidence is consistent with deliberate body disposal in a single location, by a hominin species other than Homo sapiens, at an as-yet unknown date.

2. “New human-like species discovered in S Africa” (BBC News, 10 September 2015)

3. “New species of extinct human found in cave may rewrite history” (New Scientist, 10 September 2015)



Arca de Noé comportaria 70 mil animais, diz estudo
25/07/2015, 8:11 AM
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Arca de Noé comportaria 70 mil animais, diz estudoDesde que o filme Noé obteve grande sucesso nos cinemas, a história bíblica da salvação dos animais do Dilúvio voltou a ser comentada. Inclusive no meio acadêmico.

Estudantes do mestrado de Física e Astronomia na Universidade de Leicester, Inglaterra fez um aprofundado estudo sobre as dimensões exatas da grande barca descritas em Gênesis. Sua motivação era descobrir se uma construção tão grande e tão pesada poderia mesmo flutuar.

Deus instruiu Noé a construir uma arca com 300 côvados de comprimento por 50 de largura e 30 de altura. Mandou usar madeira de Gofer e revestir com pinche.

Os estudantes ingleses começaram tomando por base as medidas de côvado usadas pelos hebreus e egípcios. Estabeleceram uma média para tentar descobrir com exatidão o quanto ele mediria. Os hebreus adotavam a medida de 44,5 centímetros, enquanto que o dos egípcios tinha 52,3 centímetros. Os pesquisadores adotaram a média, ou seja, 48,2 centímetros.

Feita a multiplicação a partir desse referencial, concluíram que a Arca tinha 144,6 metros de comprimento por 14,1 m de altura e 24,1 m de largura. Isso seria semelhante ao tamanho dos grandes navios cargueiros que existem hoje, como Ark Royal.

Os pesquisadores dizem que Gofer poderia ser cedro, cipreste ou pinheiro. Para efeitos da pesquisa foi utilizado o cipreste, estimando que seria semelhante em densidade. O peso da arca vazia seria cerca de 1,2 milhão de quilos.

Pelas leis da física, para flutuar, um objeto precisa exercer uma força igual ao peso da água deslocada por ele. Portanto, a arca afundaria se sua densidade fosse maior que a da água ao seu redor.

Arca de Noé comportaria 70 mil animais, diz estudo2O estudante Benjamin Jordan, 21, explica: “Usando as dimensões da Arca e a densidade da água, fomos capazes de calcular a força de empuxo. Isso, de acordo com o princípio de Arquimedes, é igual ao peso do volume de fluído deslocado pelo objeto”. “Não há dúvidas que o peso gravitacional superaria a força de empuxo, fazendo com que o ela não afundasse”

A pesquisa indicou que para abrigar todos os animais que a Bíblia pedia, seriam necessários 8.454 metros quadrados, com a capacidade de cerca de 34 metros cúbicos de espaço. Seria o equivalente a 445 vagões, ou 10 trens com 44 vagões cada.

Tendo um formato de “caixa”, poderia carregar 51 milhões de quilos, sem afundar. Isso seria o equivalente ao peso de 70 mil animais, levando em conta o tamanho e peso médio de cada espécie. Eles usaram esse referencial a partir de uma pesquisa anterior, a qual estima que havia cerca de 35 mil espécies de animais que precisariam ser salvos por Noé.

Presumindo que todas as espécies marinhas permaneceram no oceano, logo a arca acomodaria perfeitamente todas as espécies que existiam naquele tempo.

A conclusão dos ingleses é que um barco com essas dimensões e peso poderia sim flutuar. O estudante Thomas Morris, 22, esclarece “Não estamos tentando provar que ela realmente existiu, mas o que está relatado [na Bíblia] definitivamente funciona”Com informações de Telegraph

Gospel Prime

Referência:

1. O. Youle, K. Raymer, B Jordan, T. Morris “P2_9 The animals float two by two, hurrah!” (Journal of Physics Special Topics, Department of Physics and Astronomy, University of Leicester, Leicester, LE1 7RH. November 11, 2013)

Abstract

Genesis, 6:13 – 22, God commands Noah to build an ark, and to do so God provides exact dimensions. Ultimately the ark will home at least two of all the Earth’s animals. Using Archimedes principle we conclude that the ark will be of sufficient buoyancy to withstand a mass of 50.54×106 kg and therefore can safely support the mass of the animals.



Teoria do Design Inteligente: Evidências Científicas no Campo das Ciências Biológicas e da Saúde
28/06/2015, 1:54 PM
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Teoria do Design Inteligente Evidências Científicas no Campo das Ciências Biológicas e da SaúdePor Everton Fernando Alves

Descrição

Atualmente, tem havido um grande questionamento se a origem da vida é mais bem explicada pelo acaso ou design. A teoria do design inteligente tem tido crescente atenção, tornando-se um tema de debate e investigação principalmente no campo das Ciências Biológicas e da Saúde. Este livro te apresentará uma perspectiva científica ainda pouco conhecida. Aqui, você encontrará evidências da assinatura de um projeto intencional nas estruturas biológicas complexas presentes na natureza e nos seres vivos.

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Cientistas encontram sangue de dinossauro de 75 milhões de anos
12/06/2015, 9:05 AM
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Os cientistas descobriram que as células encontradas são semelhantes às dos emus, ave prima dos dinossauros

Os cientistas descobriram que as células encontradas são semelhantes às dos emus, ave prima dos dinossauros

Cientistas descobriram(1) o que parecem ser glóbulos vermelhos e fibras de colágeno em ossos de dinossauro, o que significa que restos orgânicos podem ser encontrados em muito mais fósseis do que eles pensavam.

Os fósseis analisados

Usando microscopia molecular, uma equipe britânica analisou oito fragmentos de ossos de dinossauros que viveram cerca de 75 milhões de anos atrás, no período Cretáceo.

Os fósseis estavam tão mal conservados que era impossível dizer exatamente qual tipo de animal alguns deles foram.

As amostras incluíram a garra de um dinossauro carnívoro, alguns ossos do dedo do pé de um ceratopsiano (grupo que incluía o chifrudo tricerátopo), o bico de um hadrossauro e fragmentos de costela de uma espécie desconhecida. Todos os ossos vieram de um parque em Alberta, no Canadá, e estavam no Museu de História Natural de Londres há 100 anos, desde quando foram desenterrados.

escaneamento do fóssil de dinossauro, mostrando o que podem ser filamentos de colágeno, por Sergio Bertazzo et al

Escaneamento do fóssil de dinossauro, mostrando o que podem ser filamentos de colágeno, por Sergio Bertazzo et al

“O que descobrimos são estruturas que poderiam ser células vermelhas do sangue, e também outras estruturas que poderiam ser fibras de colágeno originais”, disse um dos coautores do estudo, Sergio Bertazzo.

A surpresa

Há muito tempo se pensava que moléculas de proteína não podiam sobreviver por mais de quatro milhões de anos.

Bertazzo e sua equipe usaram um microscópio especial com um feixe de átomos pesados para fazer cortes de escala nanométrica (um nanômetro é um bilionésimo de um metro) nas amostras. “O microscópio também tem um braço robótico com uma micro agulha que pode ser usada para pegar e mover coisas no interior do microscópio”, explica Bertazzo.

Combinando o feixe e a agulha, os pesquisadores cortaram pequenos pedaços de fósseis e realizaram uma análise para verificar se havia fragmentos de aminoácidos.

A equipe tinha a intenção de analisar as lacunas deixadas no osso por material orgânico decomposto, e não imaginavam que iriam encontrar estruturas parecidas com células vermelhas do sangue e fibras de colágeno, uma proteína que compõe a maior parte dos tecidos conjuntivos em animais.

material de carbono amorfo (esquerda) e estruturas parecidas com as células de sangue (direita).

Material de carbono amorfo (esquerda) e estruturas parecidas com as células de sangue (direita).

Caça por sangue de dinossauro

Outros pesquisadores já encontraram(2)(3restos de material orgânico em ossos de dinossauros, mas apenas em fósseis excepcionalmente bem preservados(2)(3), que são raros.

Sendo assim, a nova descoberta indica que a probabilidade de encontrar material orgânico em fósseis é muito maior do que se pensava, pelo menos na escala microscópica.

No futuro

Por enquanto, mais evidências são necessárias para confirmar a natureza das estruturas. Caso fique provado que estamos diante de sangue de dinossauro, e mais amostras possam ser coletadas em outros fosseis, os pesquisadores poderão responder várias questões sobre a evolução animal.

Os dinossauros são ancestrais distantes das aves modernas, e os cientistas esperam que este tipo de pesquisa revele como e quando um lagarto de sangue frio deu origem a aves de sangue quente com um metabolismo rápido.

Em vertebrados, quanto menor o glóbulo vermelho, maior a taxa metabólica. “Se pudermos encontrar células sanguíneas em muitos dinossauros diferentes, sua gama de tamanho pode fornecer uma linha independente de evidência sobre quando os dinossauros passaram a ter sangue quente”, disse Bertazzo.

Quanto à probabilidade de encontramos DNA dinossauro, não se empolgue. Muitos mais estudos devem ser feitos antes de os cientistas sequer poderem dizer se isso é possível ou não.

Hype Science

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COMENTÁRIO NOSSO:

Por Daniel F. Zordan

O que era raro (impossível) de se encontrar, agora se tornou comum.

Cientistas eram totalmente céticos a respeito da possibilidade de encontrar em um fóssil – com milhões de anos – qualquer vestígio de tecido macio. Para os naturalistas, isso seria impossível; mas para os criacionistas, uma questão de tempo. Os criacionistas sustentam que o homem e os dinossauros foram contemporâneos – e que ambos viveram juntos até, pelo menos, 6000 anos atrás – quando uma grande catástrofe (um dilúvio universal) teria dizimado boa parte da vida terrestre, incluindo, principalmente os dinossauros.

Em 2005, uma descoberta choca os céticos naturalistas, mas alegra os criacionistas. A paleontóloga Mary Schweitzer e a sua equipe anunciavam a descoberta de tecido macio dentro do osso de uma perna de Tiranossauro rex datado com 68 milhões de anos – era uma descoberta controversa levando em conta que os cientistas eram de opinião de que as proteínas do tecido macio se degeneravam em menos de 1 milhão de anos nas melhores das condições. Depois de ter sido recuperado, o tecido foi reidratado e os testes revelaram sinais de estruturas intactas tais como vasos sanguíneos, matrizes ósseas, e tecido conjuntivo.

“Sempre foi assumido que a preservação [de ossos de dinossauro] não se estendia ao nível celular e molecular […] Os caminhos para a deterioração celular dos animais modernos são bem conhecidos. Extrapolações preveem que todo o material orgânico desapareça por completo em 100,000 anos, no máximo. disse Mary Schweitzer.(4)

“Geralmente é difícil encontrar ADN que tenha mais de 100.000 anos, e trabalho com ADN fossilizado centra-se, principalmente, em material que é de algumas dezenas de milhares de anos, no máximo.” disse Anders Goetherstroem.(5)

Agora, em 2015,  Sergio Bertazzo e equipe, se chocaram com o que descobriram. Escaneando os pedaços cortados com um microscópio eletrônico, “não vimos cristalinos dos ossos”, como esperado, disse a paleontóloga Susannah Maidment.

“O que vimos foi tecido mole. Algo completamente inesperado. Minha resposta inicial ao resultado é que ele não era real”. (6)

A descoberta é tão interessante porque as amostras de fósseis usadas no estudo não possuíam nada de extraordinário. Os cientistas naturalistas, diferente do que acreditavam no passado, agora afirmam que se os resultados se concretizarem, isso pode significar que tecidos moles podem ser preservados em muitos outros fósseis. Ou seja, o que anteriormente era motivo de risos para os naturalistas contra os criacionistas, hoje é tortura. Como diz o ditado ” Quem ri por último, ri melhor”.

Referências:

1. Sergio Bertazzo, Susannah C. R. Maidment, Charalambos Kallepitis, Sarah Fearn, Molly M. Stevens and Hai-nan Xie “Fibres and cellular structures preserved in 75-million–year-old dinosaur specimens” (Nature Communications, 2015 DOI: 10.1038/ncomms8352)

Abstract

Exceptionally preserved organic remains are known throughout the vertebrate fossil record, and recently, evidence has emerged that such soft tissue might contain original components. We examined samples from eight Cretaceous dinosaur bones using nano-analytical techniques; the bones are not exceptionally preserved and show no external indication of soft tissue. In one sample, we observe structures consistent with endogenous collagen fibre remains displaying ~67nm banding, indicating the possible preservation of the original quaternary structure. Using ToF-SIMS, we identify amino-acid fragments typical of collagen fibrils. Furthermore, we observe structures consistent with putative erythrocyte remains that exhibit mass spectra similar to emu whole blood. Using advanced material characterization approaches, we find that these putative biological structures can be well preserved over geological timescales, and their preservation is more common than previously thought. The preservation of protein over geological timescales offers the opportunity to investigate relationships, physiology and behaviour of long extinct animals.

2. Schweitzer MH, Wittmeyer JL, Horner JR and Toporski JK  “Soft-tissue vessels and cellular preservation in Tyrannosaurus rex” (Science25 March 2005, Vol. 307 no. 5717 pp. 19521955, DOI:10.1126/science.1108397)

3. Mary H. Schweitzer, Wenxia Zheng, Chris L. Organ, Recep Avci, Zhiyong Suo, Lisa M. Freimark, Valerie S. Lebleu, Michael B. Duncan, Matthew G. Vander Heiden, John M. Neveu, William S. Lane, John S. Cottrell, John R. Horner, Lewis C. Cantley, Raghu Kalluri, and John M. Asara “Biomolecular Characterization and Protein Sequences of the Campanian Hadrosaur B. canadensis” (Science, 2009; 324 (5927): 626 DOI: 10.1126/science.1165069)

4. “Protein links T. rex to chickens” (BBC News, 12 April 2007)

5. “Scientists Find 400,000 Year Old DNA” (NCbuy, 14 July 2006)

6. “Signs of ancient cells and proteins found in dinosaur fossils” (Science, 9 June 2015)