Creation Science News


Misteriosa construção das pirâmides desvendada
30/09/2010, 6:03 AM
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Arquiteto norueguês publica estudo sobre estrutura das antigas edificações

Ole J. Bryn analisou a grande Pirâmide de Khufu.

Durante milhares de anos, vários investigadores tentaram compreender como é que os egípcios conseguiram edificar as gigantes pirâmides. Agora, um arquiteto e investigador da Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia (UTNU), diz ter a resposta para este misterioso e antigo puzzle.

Os cientistas têm estado demasiado preocupados com a questão do peso das pedras que se esqueceram de pensar num problema maior: como é que os egípcios sabiam exatamente onde colocar os enormes e pesados blocos? E como conseguia o grande ‘arquiteto’ da obra comunicar detalhadamente os seus planos para um grupo de milhares de homens iletrados?

Este foi o ponto de partida para Ole J. Bryn começar a examinar a grande Pirâmide de Khufu, em Giza. Mais conhecida como Pirâmide de Cheops, a edificação consiste em 2,3 milhões de blocos de calcário que pesam pelo menos sete milhões de toneladas. Com 146, 6 metros de altura, manteve o record de estrutura mais alta, jamais edificada, durante quatro mil anos.

Bryn acreditava que os egípcios inventaram a moderna construção, separando o sistema que mede a estrutura do próprio edifício físico se, assim introduzindo ‘tolerância’, como é chamado pela engenharia de hoje e profissionais da arquitetura.

O investigador estudou planos das trinta pirâmides mais antigas do Egito, e descobriu o sistema de precisão que tornou possível alcançar o ponto mais alto da pirâmide, com um impressionante grau de exatidão. Ao explorar e fazer um plano da construção é possível preparar documentação moderna do projeto e não só uma, mas de todas as pirâmides de qualquer período.

Investigador estudou planos das trinta pirâmides mais antigas do Egipto.

Novo mapa para arqueólogos

A partir do momento que o arquiteto sabe as dimensões da estrutura, pode projetar o edifício tal como o faria com uma construção moderna, mas com métodos e medidas conhecidas durante o antigo Egito, segundo adianta o arquiteto nos seus estudos.

Num artigo publicado no Nordic Journal of Architectural Research, Bryn aborda aspectos de estrutura que podem explicar uma vasta quantidade de pirâmides egípcias, não se referindo ao edifício físico em si, como o ponto de partida para a análise. Se os princípios que estão por detrás dos desenhos de Bryn estiverem corretos, os arqueólogos terão um novo ‘mapa’ para demonstrar que as pirâmides não são “um monte de pedras pesadas sem uma estrutura precisa”.

Os dados de Ole J. Bryn são apresentados e explicados na exposição «The Apex Point in Trondheim» (O culminar do ponto em Trondheim), na Noruega, durante a próxima semana e serão publicados em livro, cujo lançamento está previsto para a primavera de 2011.

Matéria completa (Inglês) CLIQUE AQUI
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Referência: Ciência Hoje


Leis da Física podem variar ao longo do Universo
25/09/2010, 7:21 AM
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Uma equipe de astrofísicos está propondo uma teoria que muda radicalmente a forma como entendemos o Universo.

Em um artigo ainda não aceito para publicação em revistas científicas, o grupo afirma ter encontrado indícios de que as leis da física são diferentes em diferentes partes do Universo.

Constante alfa

O artigo propõe que uma das supostas constantes fundamentais da natureza talvez não seja assim tão constante.

Em vez disso, este “número mágico”, conhecido como constante de estrutura fina – ou constante alfa – parece variar ao longo do Universo. A constante alfa mede a magnitude da força eletromagnética – em outras palavras, a intensidade das interações entre a luz e a matéria.

Há alguns anos, físicos propuseram que alfa poderia ter variado ao longo do tempo – numa escala de 12 bilhões de anos – mas agora os físicos propõem que ela varia ao longo do espaço.

Pelos dados obtidos pelos pesquisadores, a constante alfa não seria constante, mas variável, contrariando o princípio da equivalência de Einstein, que estabelece que as leis da física são as mesmas em qualquer lugar.

“As implicações para o nosso entendimento atual da ciência são profundas. Se as leis da física passam a ser apenas ‘sub-leis locais’, pode ser que, embora a nossa parte observável do Universo favorece a existência da vida e dos seres humanos, outras regiões mais distantes podem ter diferentes leis que se oponham à formação da vida, pelo menos tal como a conhecemos,” especula ele.

Eixo magnético universal

As conclusões dos pesquisadores foram baseadas em medições realizadas com o Very Large Telescope (VLT), no Chile, e com os maiores telescópios ópticos do mundo, no Observatório Keck, no Havaí.

“Os telescópios Keck e VLT estão em hemisférios diferentes – eles olham para direções diferentes ao longo do Universo. Quando olhamos para o norte com o Keck, vemos em média um alfa menor nas galáxias distantes, mas quando olhamos para o sul com o VLT, vemos um alfa maior,” explica o Dr. Julian King, coautor do trabalho.

A variação observada é muito pequena, não mais do que 1 parte em 100.000. “Mas é possível que variações muito maiores possam ocorrer fora do nosso horizonte observável”, especula King.

“Depois de medir a constante alfa em cerca de 300 galáxias distantes, surgiu uma consistência: este número mágico, que nos dá a força do eletromagnetismo, não é o mesmo em todos os lugares, como ele é aqui na Terra, e parece variar continuamente ao longo de um eixo preferencial através do universo,” explica o professor John Webb, da Universidade de Nova Gales do Sul, na Austrália.

”]Este talvez seja o elemento mais intrigante da proposta, o fato de a variação ter sido detectada como uma continuidade ao longo do espaço, o que daria uma espécie de “eixo preferencial” para o Universo – é como se houvesse um eixo magnético universal, atravessando todo o Universo observável, da mesma forma que há um eixo magnético de polo a polo da Terra.

De forma bastante interessante, esse eixo magnético universal coincide com medições anteriores que deram origem à teoria do chamado Fluxo Escuro, que indica que uma parte da matéria do nosso Universo estaria vazando por uma espécie de “ralo cósmico”, sugada por alguma estrutura de um outro universo.

Variação das leis da física

Se os dados se confirmarem – e não tiverem outra explicação menos revolucionária – um achado como esse poderia obrigar os cientistas a repensarem totalmente sua compreensão das leis da Natureza.

“A constante de estrutura fina, e outras constantes fundamentais, são absolutamente centrais para a nossa teoria atual da física. Se elas realmente variam vamos precisar de uma teoria melhor, mais profunda,” arrisca o Dr. Michael Murphy, coautor do trabalho.

A variação das leis da física, seja no espaço ou no tempo, sempre ocupou a mente dos cientistas. Pelas teorias atuais, uma pequena variação de alfa, por exemplo, significaria que as estrelas não produziriam carbono, a base da química que forma a vida na Terra.

É por isso que os cientistas afirmam que são as características “especiais” deste nosso ponto no Universo que criam as condições para a vida como a conhecemos, características estas que poderiam não existir em outros pontos. Uma afirmação de resto circular – poderia haver outros “pontos de equilíbrio”, que dariam origem a formas de vida diferentes da nossa, algo como “se a vida não fosse assim, seria diferente” – descartada, obviamente, a hipótese da “não-vida”.

“Embora uma ‘constante variável’ possa abalar a nossa compreensão do mundo que nos rodeia, afirmações extraordinárias exigem evidências extraordinárias. O que estamos descobrindo é extraordinário, não há dúvida sobre isso,” diz Murphy.

Talvez. Mas tudo recomenda que se espere até que o artigo seja revisado por outros cientistas e aceito para publicação em uma revista conceituada. Resta saber, sobretudo, se os outros cientistas acharão que uma variação de 1 em 100.000 é assim tão extraordinária.

[Obs.: Sublinhado / Negrito  – “Grifo nosso’]

Fonte: Inovação Tecnológica

Fonte de orgiem (Inglês): arXiv.org

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COMENTÁRIO:

Por Daniel F. Zordan

É por isso que sou cristão, criacionista e estudante da palavra de DEUS (Bíblia). Variações nas Leis da física, complexidade do universo; do planeta terra; da vida;  do DNA e etc. – nada disso é novidade para os crentes.

A bíblia nos diz em Hebreus 11:3,

“Pela fé entendemos que os mundos pela palavra de Deus foram criados; de maneira que aquilo que se vê NÃO foi feito do que é aparente.

É óbvio que a ciência sempre tropeçara em suas próprias teorias. A cada dia são apresentadas novas propostas, novos estudos, corrigindo – refutando – contrariando – questionando, justamente por não perceberem “que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente.” (não visível aos nossos olhos naturais e sim, para os que possuem a fé, com os olhos espirituais).

Não foi por ACASO que o universo, estrelas, galáxias, planetas, vida, veio a existir. Mas sim “pela palavra de Deus foram criados”

“A ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e perversão dos homens que detêm a verdade pela injustiça; porquanto o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou. Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis…” (Romanos 1:18-20)

 

Quando olharmos para o vasto universo – para o nosso belo planeta – para as maravilhas da fauna e flora (animais e plantas) – para nossos filhos – enfim, para toda a criação, devemos ver o Deus vivo que está por trás dela.

Até mesmo as pessoas que nunca leram a Bíblia são capazes de reconhecer que Deus é DEUS, e que Ele existe, pois ele se manifestou em sua obra criadora:

“OS céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos. Um dia faz declaração a outro dia, e uma noite mostra sabedoria a outra noite. Não há linguagem nem fala onde não se ouça a sua voz. A sua linha se estende por toda a terra, e as suas palavras até ao fim do mundo. Neles pôs uma tenda para o sol,” (Salmo 19:1-4)

The peace of God



LIVROS: “The End of Science” (O fim da ciência) e “The Undiscovered Mind” (A mente desconhecida), de John Horgan
24/09/2010, 5:37 PM
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“The End of Science” (O fim da ciência) , de John Horgan – Uma discussão sobre os limites do conhecimento científico

The End of Science, de John Horgan (O FIM DA CIENCIA)

Em busca de respostas para uma série de perguntas sobre o futuro da ciência, John Horgan, um dos editores da revista Scientific American, entrevistou dezenas de cientistas e pensadores, entre eles físicos, biólogos, filósofos, historiadores e lingüistas. Este livro explora, entre outras, as seguintes questões: Será que a ciência atingiu o fim da linha? O que ainda se pode esperar dela em termos e melhorar o conhecimento que o ser humano tem a respeitar do mundo? A sociedade faria melhor em reduzir os esforços de natureza científica a que tem se dedicado e concentrar mais seus recursos na aplicação do que já se sabe, de modo a melhorar a condição humana?
O fim da ciência não oferece uma resposta acabada e conclusiva, mas ilumina muitos dos caminhos que precisarão ser explorados para que qualquer pessoa possa chegar a suas próprias conclusões com o máximo de conhecimento de causa.


“The Undiscovered Mind” (A mente desconhecida), de John Horgan – Por que a ciência não consegue replicar, medicar e explicar o cérebro humano

"The Undiscovered Mind" (A mente desconhecida), de John Horgan

Com competência investigativa e espírito crítico exemplares, além de um humor desconcertante, Horgan nos conduz a laboratórios, hospitais e universidades para conhecer neurocientistas, analistas freudianos, terapeutas de eletrochoque, geneticistas comportamentais, psicólogos evolucionistas, engenheiros de inteligência artificial e filósofos da consciência. Nesse percurso, investiga, por exemplo, o que chama de “dilema de Humpty Dumpty”, o fato de que os neurocientistas conseguem desmontar o cérebro e a mente em muitos pedaços, mas são incapazes de tornar a montá-los. Doenças como a esquizofrenia e a depressão dão um baile nos pesquisadores, e Horgan apresenta provas de que o efeito placebo é o ingrediente principal do Prozac, da psicoterapia e de outros tratamentos de distúrbios mentais.
Uma das estratégias do autor consiste em usar os argumentos de uma área para encostar a outra na parede, submetendo todas elas a um interrogatório implacável. A partir desse fogo cruzado, Horgan mostra que ainda estamos muito longe de desvendar os mistérios da mente humana.

Autor: John Horgan

John Horgan

Nasceu nos Estados Unidos em 1955. Formado em jornalismo pela Universidade de Columbia, foi editor da revista Scientific American e colaborador de diversas publicações americanas e européias, como The New York Times, The Washington Post, The New Republic, Discover e The London Post. Entre outros prêmios, recebeu o Science Journalism Award, concedido pela American Association for the Advancement of Science, e o Science-in-Society Award, da National Association of Science Writers.



Êxodo: Divisão do mar teria sido no Nilo
24/09/2010, 4:44 AM
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Então Moisés estendeu a sua mão sobre o mar, e o SENHOR fez retirar o mar por um forte vento oriental toda aquela noite; e o mar tornou-se em seco, e as águas foram partidas. E os filhos de Israel entraram pelo meio do mar em seco; e as águas foram-lhes como muro à sua direita e à sua esquerda.” (Êxodo 14:21-22)

De acordo com o texto bíblico, “um forte vento” soprando durante toda noite abriu as águas do mar para que os israelitas pudessem fugir dos egípcios. Agora, dois cientistas dizem que o “milagre” é compatível com as leis da física.

Carl Drews, do Centro Nacional de Pesquisas Atmosféricas dos EUA, e Weiqing Han, da Universidade do Colorado em Boulder, traçam um cenário que eles consideram “relativamente próximo” do descrito no livro do Êxodo, o segundo da Bíblia.

Como publicamos anteriormente, os cientistas estimam que um vento de mais de 100 km por hora, que durasse mais de 12 horas, poderia ter empurrado a água, para uma lagoa costeira ao longo do Mar Mediterrâneo. Assim um caminho teria se aberto, permitindo que as pessoas andassem com segurança em lodaçais no meio do Mar. Quando o vento amainou, as águas recuaram.

Drews e Han chegaram a essa conclusão com Simulações, em computador, do comportamento do líquido, e levando em conta como seria a topografia do Egito no fim da Idade do Bronze (por volta de 1250 a.C.). Essa é a época mais aceita para a suposta fuga dos escravos israelitas, liderados pelo profeta Moisés.

Um detalhe importante para que a análise dê certo é que, de acordo com essa hipótese, a travessia dos fugitivos não teria acontecido no mar Vermelho atual.

Estudiosos das escrituras sagradas (bíblia) consideram que a melhor tradução para o termo original hebraico, “Yam Suph”, não é “mar Vermelho”, mas sim “mar de Caniços”. A expressão seria uma referência, portanto, não ao mar entre a África e a Arábia, mas a uma área pantanosa (daí os caniços, plantas aquáticas) onde o Nilo encontra o mar Mediterrâneo.

Acontece que as simulações de como era o delta do Nilo nessa época, levando em conta as rochas e sedimentos da região, indicam a presença de um grande braço do rio, o qual se conectava com uma lagoa salobra, o chamado lago de Tânis.

O vento leste descrito no Êxodo, portanto, teria feito recuar as águas rasas (com cerca de 2 m de profundidade) do braço do Nilo e do lago, o que, em tese, teria permitido a passagem de Moisés e seu povo para longe dos guerreiros do faraó.

Editoria de Arte / Folhapress/Editoria de Arte / Folhapress

Oficiais britânicos relataram fenômeno parecido ao da Bíblia em 1882

A travessia israelita “a pé enxuto” pelas águas, como diz a Bíblia, pode ou não ter acontecido, mas o fenômeno do vento empilhando as ondas para um lado já foi visto no delta do Nilo.

Eis o que diz o major-general Alexander Tulloch, do Exército britânico, num artigo no qual ele relata o que viu em 1882 no lago Manzala, norte do Egito:

Editoria de Arte / Folhapress/Editoria de Arte / Folhapress

“Certo dia, uma rajada de vento leste se tornou tão forte que tive de parar de trabalhar. Na manhã seguinte, descobri que o lago Manzala tinha desaparecido totalmente. O vento na água rasa havia levado o lago para além do horizonte, e os nativos estavam caminhando na lama, num local onde, no dia anterior, havia barcos de pesca flutuando n’água.”

O próprio Tulloch diz ter pensado na conexão entre o que via e o Êxodo.

“Ao notar esses efeitos extraordinários, passou pela minha cabeça que eu testemunhara um evento similar ao que aconteceu entre 3.000 e 4.000 anos atrás, na época da travessia do chamado mar Vermelho pelos israelitas”, escreve o oficial.

Veja vídeo com o pesquisador

Fonte: Dados extraídos da Folha.com –  AQUI e AQUI

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Veja também:

ESTUDO: Vento pode ter separado Mar Vermelho para Moisés



Neandertais eram muito mais evoluídos do que se pensava: Eles tinham tecnologia própria e sofisticada, segure pesquisa
23/09/2010, 12:08 AM
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A imagem mostra a reconstrução de um homem (à esquerda) e uma mulher (à direita), ambos Neandertais (Frederico Gambarini/epa/Corbis)

Por décadas, cientistas acreditaram que os Neandertais desenvolveram ornamentos e ferramentas “modernas” apenas pelo contato com o Homo sapiens. Mas, uma nova pesquisa realizada na Universidade do Colorado Denver mostra agora que estes robustos antepassados eram capazes de adaptar, inovar e evoluir sua própria tecnologia.

As conclusões da antropóloga Julien Riel-Salvatore, professora na Universidade de Denver, desafiam meio século de sabedoria convencional, a qual supõe que os Neandertais de ossatura pesada eram “homens das cavernas” completamente primitivos e sem nenhuma habilidade, como aquelas pertencentes aos seres humanos “modernos” – os mais avançados seres humanos que chegavam na Europa da África. Segundo ela, eles eram “bem mais capazes do que se tem imaginado”.

Sua pesquisa, a ser publicada no Journal of Archaeological Method and Theory em dezembro, baseou-se em sete anos de estudo em sítios arqueológicos de Neandertais em toda a Itália, com enfoque especial na cultura Uluziana desaparecida.

A cultura Aurinhacense, atribuída aos modernos Homo sapiens, apareceu no norte da Itália há 42 mil anos, enquanto a Itália central continuava a ser ocupada pelos Neandertais da cultura Musteriense de pelo menos 100 mil anos. Neste mesmo tempo, uma nova cultura suposta Neandertal surgiu ao sul. Eles eram os Uluzianos e eram muito diferentes.

Riel-Salvatore identificou marcas de projéteis, ferramentas de ossos, ornamentos e possíveis evidências de pequenas peças de pesca e caça em sítios arqueológicos uluzianos em todo o Sul da Itália. Tais inovações não são tradicionalmente associadas aos Neandertais. Elas sugerem que os uluzianos evoluíram independentemente em decorrência de mudanças drásticas no clima. Mais importante ainda: eles surgiram em uma área geograficamente separada do homem moderno.

“A minha conclusão é que se o Uluziano é de uma cultura Neandertal, os contatos com seres humanos modernos não são necessários para explicar a origem desse novo comportamento. Isto contraria as noções dos últimos 50 anos de que os Neandertais tinham que ser aculturados pelos seres humanos para chegar a essa tecnologia”, disse ela. “Quando nós mostramos que os Neandertais poderiam ter inovado por si próprios, isto joga uma nova luz sobre eles. Isto os humaniza.” (Grifo nosso)

Milhares de anos atrás, o Sul da Itália sofreu uma mudança climática, tornando-se cada vez mais deserta e árida, disse Riel-Salvatore. Neandertais que ali viviam enfrentaram uma escolha difícil entre se adaptar ou desaparecer. A evidência sugere que começaram a usar dardos ou setas para caçar presas menores para compensar a tradicional caça de mamíferos maiores, cada vez mais escassos.

“O fato de que os Neandertais poderiam adaptar-se às novas condições e inovar mostra que eles são culturalmente semelhantes a nós”, disse ela.  “Biologicamente também são semelhantes. Acredito que eles eram uma subespécie do homem, mas não uma espécie diferente”. (Grifo Nosso)

Os Neandertais foram descobertos no Vale de Neander na Alemanha em 1856. Quem eles foram exatamente, como viveram e porque desapareceram permanece um mistério.

A pesquisa mostra que eles contribuíram com 1 a 4% do seu material genético para os povos da Ásia e da Europa. Riel-Salvatore rejeita a teoria de que eles foram exterminados por seres humanos modernos. Homo sapiens simplesmente poderiam ter existido em grupos maiores e tinham taxas de nascimento ligeiramente superiores, disse ela.

“É provável que os Neandertais tenham sido absorvidos pelo homem moderno”, disse ela.  “Minha pesquisa sugere que eles eram um tipo diferente de humanos, mas seres humanos. Nós somos mais irmãos que primos distantes”. (Grifo Nosso)

Fonte: Science Daily

Referência:

1. Julien Riel-Salvatore. “A Niche Construction Perspective on the Middle–Upper Paleolithic Transition in Italy.” (Journal of Archaeological Method and Theory, 2010; DOI: 10.1007/s10816-010-9093-9)

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Comentário:

Por Daniel F. Zordan

Que os Neandertais são tão humanos quanto nós; não há qualquer sombra de dúvidas. Como bem frisou o pesquisador “… eles eram um tipo diferente de humanos, mas seres humanos. Nós somos mais irmãos que primos distantes”.

Basta olharmos para todas as características atribuídas os Neandertais para chegarmos a uma única e satisfatória conclusão:

“Os Neandertais são tão humanos quanto nós”. Veja AQUI e AQUI

“E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.”  (Gênesis 1 : 27)

Não houve evolução – processo lento e gradual ao longo de milhões de anos. Eles são a imagem e a semelhança do DEUS criador “YHWH”. A ciência também nos diz que viemos de uma única mulher “EVA MITOCONDRIAL”.

The peace of God



ESTUDO: Vento pode ter separado Mar Vermelho para Moisés
21/09/2010, 11:50 PM
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Modelo de computador explica como Moisés separou o Mar Vermelho

Simulação comprova teoria de que fortes ventos teriam empurrado água de volta para o rio e “aberto” o mar para os judeus

Ilustração mostra como a força dos ventos poderiam ter causado a divisão do Mar Vermelho ( Foto: Nicolle Rager Fuller )

Dar explicações físicas para um milagre. Foi isso que Carl Drews e Weiqing Han do Centro Nacional de Pesquisas Atmosféricas (NCAR), da Universidade do Colorado, nos Estados Unidos, fizeram ao criar um modelo que simula por computador como o movimento do vento, descrito no Antigo Testamento, poderia ter separado as águas do Mar Vermelho. O trabalho foi publicado na revista científica PLoS ONE.

As simulações de computador mostram que um forte vento leste noturno, de mais de 100 km por hora, que durasse mais de 12 horas, poderia ter empurrado a água, para uma lagoa costeira ao longo do Mar Mediterrâneo. Assim um caminho teria se aberto, permitindo que as pessoas andassem com segurança em lodaçais no meio do Mar. Quando o vento amainou, as águas recuaram. Veja no vídeo abaixo:

Eles descobriram que um vento de 63 km/h, com duração de 12 horas, teria empurrado as águas de 6 metros de profundidade. Este fato teria exposto sapais, durante quatro horas, criando uma passagem de 3, 2 km de comprimento e 5 km de largura.

Quadro retrata o mar voltando ao normal e afogando os egípcios por um suposto comando de Moisés: milagre explicado (Foto: Getty Images )

O estudo destina-se a apresentar um cenário possível de eventos que, de acordo com a Bíblia, ocorreu há mais de 3.000 anos. Mesmo assim, peritos têm dúvidas se eles realmente ocorreram. A pesquisa foi baseada em uma reconstrução dos locais prováveis e profundidades dos canais do delta do Nilo, que mudaram consideravelmente ao longo do tempo.

“As simulações são bastante fiéis ao que é relatado no Êxodo”, disse Carl Drews do NCAR, autor do estudo. “A separação das águas pode ser compreendida através da dinâmica de fluidos. O vento move a água de uma forma que, em conformidade com as leis da física, cria uma passagem segura de água em dois lados e, em seguida, abruptamente permite que a água retorne”.

E o mar se abriu
O livro do Êxodo descreve a fuga de Moisés e dos judeus do Egito. Enquanto eles estavam ficaram encurralados entre as carruagens egípcias e um corpo de água frequentemente identificada como o Mar Vermelho, um poderoso vento oriental soprou por toda a noite. As águas se abriram, deixando um caminho para que Moisés e os israelitas conseguissem escapar. Quando o exército do Faraó tenta persegui-los pela manhã, a água retornou abruptamente e os soldados morreram afogados.

Publicado em português: iG São Paulo

Publicação original (inglês): Plos One

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Veja também:

Êxodo: Divisão do mar teria sido no Nilo



2012 – Uma verificação da realidade científica
18/09/2010, 2:17 PM
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Cientista da NASA e coordenador do programa NEO, explica o que não vai acontecer em 2012.

Don Yeomans é cientista sênior na NASA

Don Yeomans, cientista e pesquisador sênior da NASA, responsável pelo programa de busca de asteróides potencialmente perigosos “Near Earth Object” (NEO) publicou um artigo falando a respeito das verdades científicas sobre os alegados eventos de 2012.

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Aparentemente há uma grande dose de interesse das pessoas em objetos celestiais, suas localizações e trajetórias ao final do ano de 2012 Eu pessoalmente adoro um bom livro ou um filme, tanto como você. Mas é importante ressaltar que o que estamos vendo no ciberespaço, na TV e nos cinemas sobre 2012 não é baseado em ciência. Existe até um falso website com ‘notícias da NASA’ na rede…

Nibiru, um objeto de grande porte em direção da Terra, simplesmente não existe! Não existe nenhuma evidência confirmada – seja por telescópio ou por outros meios – que suporta a existência de tal objeto Nibiru. Também não há nenhuma evidência de quaisquer efeitos gravitacionais em quaisquer dos outros objetos (planetas, luas, asteróides, cometas, etc…) do sistema solar.

Eu pessoalmente até gosto do nome “Nibiru”. Se eu for comprar um peixinho dourado para por em meu aquário (e farei isto em algum momento no inicio de 2013), “Nibiru” certamente estará na minha lista de nomes a dar ao peixinho.

O calendário Maia não termina em Dezembro de 2012. Assim como o calendário que nós temos na parede de nossas cozinhas e que não cessa no dia 31 de dezembro, o calendário Maia também não termina em 21 de dezembro de 2012. A data coincide simplesmente com o fim do período de “contagem – longa” dos Maias, mas depois (da mesma forma que nossos calendários se reiniciam no dia 01 de janeiro) um novo período de “contagem – longa” irá se iniciar para o calendário Maia.

Não há previsões de eventos astronômicos catastróficos em 2012. O Sol possui uma atividade cíclica com um período aproximado de 11 anos e a ocorrência do ciclo de máximo solar está prevista para ocorrer iniciando no período de 2010 a 2012. Entretanto, rotineiramente, a Terra pode enfrentar alguns períodos de intensa atividade solar, por eras, sem sofrer efeitos catastróficos.

Em 16 de dezembro de 1992, 8 dias após um flyby pela Terra no seu caminho com destino a Júpiter, a espaçonave Galileu voltou suas câmeras para a Terra a uma distância de 6,2 milhões de quilômetros e capturou esta fantástica visão da Lua em órbita da Terra. Crédito: NASA/JPL

O campo magnético terrestre, que desvia as partículas iônicas carregadas emitidas pelo Sol de fato pode sofrer reversões em seus pólos a cada 400.000, mas não existe qualquer evidência que uma reversão, que toma milhares de anos para se concretizar irá iniciar-se em 2012. Mesmo que um processo de reversão de milhares de anos estivesse hipoteticamente para ocorrer (não está!), tal jamais iria afetar a rotação da Terra nem tampouco a direção do eixo de rotação terrestre. Só mesmo o Super-Homem conseguiria fazer isso.

Os únicos empurrões gravitacionais que a Terra experimenta são provocados apenas pela Lua e pelo Sol. Não há alinhamentos planetários previstos para as próximas décadas. A Terra não irá cruzar o plano do disco da galáxia em 2012 e mesmo se tais alinhamentos porventura ocorressem, os efeitos na Terra seriam absolutamente desprezíveis. No mês de dezembro, em todos os anos, a Terra e o Sol se alinham de forma aproximada do centro da nossa galáxia, a Via Láctea. O ‘alinhamento galáctico’ é um evento comum que ocorre todos os anos, que não trás nenhum impacto em nosso planeta.

As previsões sobre o fim do mundo ou mudanças dramáticas a ocorrer em 21 de dezembro de 2012 são todas falsas. Falsas ou incorretas previsões de fim do mundo já foram antevistas diversas vezes nos últimos séculos na história humana. Os leitores devem ter sempre em mente, como disse Carl Sagan, que “alegações extraordinárias sempre necessitam de evidências extraordinárias” para suportá-las.

Para quaisquer alegações de desastres ou mudanças dramáticas por vir em 2012, à responsabilidade de provar pertencem às pessoas que fazem estas suposições.

Onde está a ciência por trás das alegações? Onde estão as evidências comprobatórias? Não existem explicações plausíveis. Trata-se de anúncios histéricos, irracionais, persistentes e até lucrativos, pois acarretam a venda de livros, filmes, documentários, bugigangas ou até mesmo propaganda comercial através da Internet. Estas falsas alegações não podem mudar os fatos reais: não existe nenhuma evidência confiável para quaisquer das supostas previsões de eventos incomuns a ocorrer em Dezembro de 2012.

Para mais informações sobre as tolices acerca de Dezembro de 2012 veja: 

FONTE:  NASA    e     Jet Propulsion Laboratory – NASA    

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Veja entrevista com Don Yeomans    

    

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David Morrison, astrobiólogo da NASA,também fala sobre o assunto (2012)    

    

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Por Alexandre Cherman – Astrônomo da Fundação Planetário do RJ, falou para o fantástico sobre o tema 2012.