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Arqueólogo israelense diz ter encontrado o túmulo do rei Herodes
01/09/2010, 11:19 PM
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Um arqueólogo israelense diz ter encontrado o túmulo do rei Herodes, que governou a Judéia durante a dominação romana.

A tumba estava protegida por uma muralha dupla construída sobre uma colina artificial

O arqueólogo, Ehud Netzer, da Universidade Hebraica de Jerusalém, disse que o túmulo está numa colina chamada Herodium, ao sul da cidade, no Deserto da Judéia.

Ele vinha procurando o túmulo desde 1972.

Yaako Kalman, um arqueólogo que participou das escavações, disse à BBC que vários fragmentos do sarcófago estava espalhados pelo local.

Ele disse que a equipe se convenceu de que se tratava da tumba de Herodes pela descrição deixada pelo historiador judeu do século 1 Flavius Josefus.

Herodes é retratado como o responsável pelo Massacre dos Inocentes, de acordo com relato bíblico de Mateus.

O rei teria mandado matar todos os meninos com menos de dois anos de idade em Belém e arredores por volta da época do nascimento de Jesus.

De acordo com o Novo Testamento, o pai de Jesus, José, foi alertado para uma ameaça em um sonho e fugiu com a mulher e a criança para o Egito.

Herodium fica ao sul de Jerusalém, em Israel

Palácio

Herodes construiu um palácio em uma colina em Herodium, e há muito acreditava-se que ele foi enterrado lá.

Herodes foi indicado governador da Galiléia aos 25 anos de idade e feito “Rei dos Judeus” pelo Senado romano, mantendo-se no cargo por cerca de 34 anos.

Ele ampliou o templo de Jerusalém e construiu as muralhas da cidade e a fortaleza de Masada, foco de resistência de rebeldes judeus em 73 d.C.

Se a descoberta for confirmada, será uma das maiores da arqueologia, de acordo com o correspondente da BBC em Jerusalém, Tim Franks.

Especialistas supunham que o rei tinha sido enterrado em algum lugar dentro do complexo do palácio que construiu, mas tinham dificuldade em encontrar evidências para apoiar tal teoria.

(Veja mais fotos da tumba)

Fonte: BBC



O dilúvio que a Bíblia não conta
01/09/2010, 7:50 PM
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Exploradores procuram indícios da catástrofe natural que pode ter sido a inspiração para narrações antigas

Cores da Inundação Noah's Ark: Sunset - The 41st Day, de Gerrit Greve (1992)

Deve ter sido aterrorizante. Há cerca de 7.500 anos, quando o homem começava a assentar nas terras férteis da Europa Central e do Oriente Médio, uma enchente avassaladora alterou a história da região. As águas invadiram casas, celeiros, santuários, destruíram plantações, afogaram animais e gente. A fúria do mar engoliu florestas e mudou o relevo. Muitos tentaram escapar em frágeis embarcações, levando consigo o que podiam carregar de gado e alimentos. A maioria não sobreviveu à catástrofe, mais tarde atribuída à ira dos deuses. Apelidada de Dilúvio, a tragédia ficou gravada nas mentes dos que se salvaram e passou para as gerações seguintes, seja por meio das narrativas sumérias e babilônicas, seja pelo Antigo Testamento da Bíblia, com detalhes sobre o drama do patriarca Noé e sua arca diante da ira de Deus sobre os homens.

Mas o que tem a ciência a dizer sobre isso? Dois oceanógrafos, William Ryan e Walter Pitman, da Universidade Columbia, em Nova York, acreditam que esses relatos estão ligados a uma gigantesca invasão das águas do Mediterrâneo no Mar Negro ocorrida naquela época. O explorador Robert Ballard, acostumado a lidar com histórias fantásticas, não considera essa hipótese impossível. Famoso como o descobridor dos restos do transatlântico Titanic, que afundou em 1912 perto da costa do Canadá, Ballard resolveu procurar vestígios de antigas embarcações no Mar Negro. Em entrevista por telefone com a reportagem de Galileu, durante o intervalo de suas pesquisas patrocinadas pela National Geographic, ele contou os passos dessa aventura. Só não revelou se pretende encontrar sinais da suposta Arca de Noé.

Dá para imaginar as dimensões do dilúvio proposto pelos pesquisadores norte-americanos? De repente, rompeu-se a barreira natural que impedia a passagem das águas salgadas do Mediterrâneo no vizinho Mar Negro, hoje unidas pelo Estreito de Bósforo (veja mapa). O mar interior, até então de água doce e menor do que nos dias atuais, foi invadido por torrentes de água. Os pesquisadores descrevem até o som terrível que deve ter acompanhado a catástrofe. O Mar Negro, abaixo do nível do Mediterrâneo, começou a transbordar. A cada dia, o nível subia 15 centímetros; ao final de três anos, estava 150 metros mais profundo e a costa inundada até 2 quilômetros terra adentro. Proporcionalmente, algo como os cientistas de hoje dizem que deve ocorrer quando o aquecimento global provocar o derretimento do gelo nas regiões polares, aumentando o nível do mar e engolindo ilhas e as zonas litorâneas mais baixas dos continentes.

Aconteceu isso de fato? Pesquisas no Mar Negro confirmam que um enorme volume de água pode ter rompido o atual Estreito de Bósforo há 7.500 anos e ocupado o Mar Negro, elevando a sua profundidade e a área. A teoria foi proposta em 1997 pela dupla de oceanógrafos Ryan e Pitman, tendo por base o estudo de fósseis e sedimentos marinhos. “Foi aceita por uma parte dos pesquisadores, criticada por outra, e está sendo revista por mim e meus alunos de pós-graduação”, disse Ryan a Galileu. Ele garante que a ocorrência da enchente naquela época não está em discussão, mas apenas a sua magnitude. No final de 1998, os cientistas lançaram o livro Noah’s Flood (O Dilúvio de Noé, ainda sem tradução no Brasil), em que descrevem essas idéias. O livro fez sucesso e a teoria está sendo avaliada. Se for comprovada, refere-se a uma tragédia de “proporções bíblicas”, que ocorreu em um momento significativo da civilização.

O mar sobe e desce

Tesouros submersos Ânforas de embarcação descoberta no Mar Negro

Os pesquisadores sabem que há mais ou menos 18 mil anos o planeta passou por um de seus períodos glaciais. Parte da água dos oceanos ficou aprisionada nas calotas de gelo, e o nível do mar abaixou em até 130 metros. Em seguida, ocorreu o fenômeno oposto, ou seja, com o degelo das calotas, a água dos oceanos voltou a subir em todo o mundo. Quer dizer, em quase todo o mundo. “Uma barreira de rocha impedia a conexão das águas entre o Negro e o Mediterrâneo”, conta Michel Mahiques, professor de oceanografia geológica da USP. Essa barragem natural seria destruída com o tempo, provocando o dilúvio. Para Ryan e Pitman, a catástrofe foi vivenciada pelos povos às margens do antigo Mar Negro. Expulsos pela água, os sobreviventes migraram para a Europa Central e para o Oriente Médio.

Nesses locais, refizeram suas vidas, desenvolveram a agricultura, impulsionaram o comércio e contactaram outras culturas. Mas apesar da distância do Mar Negro, continuaram a lembrar da enchente. A história do desastre perpetuou-se até se tornar a fonte primária da narrativa bíblica do Dilúvio.

Os historiadores acreditam que a história bíblica é uma versão de uma lenda mais antiga. As primeiras citações sobre a ocorrência de uma grande enchente no Oriente Médio remontam há 4.500 anos e foram encontradas entre os sumérios. A história passou com pequenas transformações pelos babilônios e foi absorvida pelo livro Gênesis, do Antigo Testamento,entre os anos 550 e 450 a.C. Faz sentido que se refira a um fenômeno real, apesar das críticas à tese de Ryan e Pitman.

Entra em cena o explorador norte-americano Robert Ballard. Famoso, prestigiado pelas suas pesquisas submarinas quase sempre envolvendo fatos espetaculares da História, Ballard tem um instituto de exploração de águas profundas respeitado internacionalmente. Com apoio e financiamento da National Geographic Society, já descobriu navios naufragados na Segunda Guerra Mundial, como o couraçado Bismarck e outros – depois, é claro, de todo o reconhecimento obtido com as fotos espetaculares do Titanic.

Agora, sua missão é mais delicada. “Nossa primeira tarefa foi convencer a nós mesmos de que houve essa enchente”, disse Ballard na entrevista a Galileu. O oceanógrafo e o arqueólogo-chefe da missão, Fredrik Hiebert, da Universidade da Pensilvânia, haviam decidido explorar o Mar Negro por outras razões. Como a região não tem oxigênio abaixo de 200 metros, qualquer embarcação de madeira em águas mais profundas permaneceria em excelente estado de conservação mesmo depois de passado um tempo considerável do naufrágio. “A cerca de 300 metros, encontramos uma embarcação quase intacta”, conta Ballard. “Apesar de parecer recente, ela tinha 1.500 anos.”

Vestígios do mar

A descoberta entusiasmou o explorador e sua equipe. Naquele momento, com a pesquisa em andamento, Ballard retomou seus apontamentos sobre a teoria do dilúvio dos cientistas da Universidade Columbia. Apesar de seu comentário anterior sobre as dúvidas em relação à tese, não foi difícil se convencer de que poderia estar correta.

Em 1999, a expedição de Ballard encontrou debaixo d’água, na costa turca, um relevo que poderia fazer parte de uma região costeira do passado, além de fósseis de conchas que indicavam a invasão de água salgada há 7.500 anos. E então, o que parecia bom demais para ser verdade, ocorreu: em setembro do ano passado os minissubmarinos robóticos de Ballard encontraram o que poderiam ser as fundações de uma antiga moradia. “Estávamos tão felizes por ter descoberto restos de construções abaixo d’água… estávamos inclusive totalmente despreparados para uma descoberta dessas!”, conta Hiebert, entusiasmado.

Mas era cedo para comemorar. A descoberta, que poderia ter confirmado a presença humana no dilúvio, não pôde ser comprovada. Pedaços de madeira recolhidos para análise mostraram ter menos de 200 anos. Hiebert explica que, em um sítio arqueológico, é muito difícil separar artefatos históricos do que pertence a épocas recentes. Ainda mais debaixo d’água. “Se você retirar algo da superfície, é muito provável que seja um caco de vidro ou uma lata de Coca-Cola. Mal comparando, foi o que aconteceu.” Ballard concorda. “Acredito que há indícios de ocupação mais antiga, mas teremos muito mais a dizer dentro de alguns meses.”

Teólogos duvidam

A descoberta de vestígios de culturas antigas reforçariam a tese de que o mito da inundação tem uma base histórica. Mas os teólogos duvidam. “O dilúvio é uma representação simbólica, sem vínculo especial com qualquer evento que possa ter ocorrido há milhares de anos”, afirma Fernando Altemeyer, professor do Departamento de Teologia da PUC (Pontifícia Universidade Católica) de São Paulo. Segundo ele, representa a renovação em seguida às chuvas, da mesma forma que, depois de uma grande enchente, o solo úmido torna-se mais fértil.

Norberto Luiz Guarinello, professor de História Antiga da USP, também não acredita em fundamentos históricos para a enchente. Ele diz que o Mar Negro está distante da Mesopotâmia, onde se acredita tenham se originado os relatos do dilúvio. Para Guarinello, só depois dos reinados de Davi e Salomão são citados eventos históricos na Bíblia. “Há debates para saber se os judeus estiveram aprisionados no Egito”, afirma. Nos manuscritos egípcios, não há menção sobre isso.”

Fonte: Galileo.globo.com




Teoria que explicava formação dos planetas cai por terra
01/09/2010, 7:52 AM
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Uma nova pesquisa demonstra que a turbulência na poeira estelar não permitiria que processos gravitacionais levassem à formação de planetas. A descoberta destrói a atual explicação sobre como os planetas nascem.

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Teoria da instabilidade gravitacional

Utilizando simulações tridimensionais da poeira e dos gases que orbitam as estrelas, o estudo demonstra que a turbulência é um obstáculo significativo à instabilidade gravitacional , o processo que os cientistas têm usado desde os anos 1970 para explicar os estágios iniciais da formação dos planetas.

A teoria da instabilidade gravitacional propõe que a poeira interestelar iria se acumular no centro de um disco protoplanetário em órbita de uma estrela recém-formada. Esta poeira iria gradualmente se tornando mais densa e mais grossa, até atingir um ponto crítico, colapsando em aglomerados de vários quilômetros de diâmetro, que mais tarde se atrairiam mutuamente e se juntariam para formar o planeta.

Tempestades estelares

A pesquisa do professor Joseph Barranco, da Universidade Estadual de São Francisco, nos Estados Unidos, agora demonstrou que a turbulência mantém a poeira e os gases girando como um redemoinho, impedindo a formação de uma camada densa o suficiente para que a instabilidade gravitacional entre em ação e crie os primeiros aglomerados rochosos.

“Estes resultados desafiam a solução proposta para a formação dos planetas,” disse Barranco. O pesquisador propõe que tempestades estelares gigantescas poderiam ser uma boa opção para uma nova teoria.

“Os cientistas têm usado há muito tempo a teoria da instabilidade gravitacional para explicar como partículas milimétricas crescem até dimensões quilométricas, mas estas novas simulações abrem novas avenidas para investigação. Talvez tempestades estelares maciças, similares aos furacões encontrados na Terra e em Júpiter, forneçam dicas sobre como minúsculos grãos de poeira se aglomeram para formar matacões de quilômetros de diâmetro,” sugere o astrofísico.

Sementes de novos planetas

As pesquisas anteriores, que davam suporte à teoria da instabilidade gravitacional, usavam modelos bidimensionais. Segundo Barranco, esses modelos não levam em conta o Efeito Coriolis, uma força crucial para a turbulência. O Efeito Coriolis é o mesmo mecanismo que leva à formação dos ciclones e dos tornados na Terra.

“O que acontece com a poeira e o gás depois de um período de turbulência ainda é uma questão em aberto,” diz Barranco. “Mas esse material poderia ficar no centro tranqüilo de uma tempestade espacial parecida com um furacão, ficando preso e se acumulando, formando a semente para o início da formação dos planetas.”

[Sublinhado e Negrito – Grifo Nosso]

Fonte: Inovação Tecnológica