Creation Science News


LIVROS: “The End of Science” (O fim da ciência) e “The Undiscovered Mind” (A mente desconhecida), de John Horgan
24/09/2010, 5:37 PM
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“The End of Science” (O fim da ciência) , de John Horgan – Uma discussão sobre os limites do conhecimento científico

The End of Science, de John Horgan (O FIM DA CIENCIA)

Em busca de respostas para uma série de perguntas sobre o futuro da ciência, John Horgan, um dos editores da revista Scientific American, entrevistou dezenas de cientistas e pensadores, entre eles físicos, biólogos, filósofos, historiadores e lingüistas. Este livro explora, entre outras, as seguintes questões: Será que a ciência atingiu o fim da linha? O que ainda se pode esperar dela em termos e melhorar o conhecimento que o ser humano tem a respeitar do mundo? A sociedade faria melhor em reduzir os esforços de natureza científica a que tem se dedicado e concentrar mais seus recursos na aplicação do que já se sabe, de modo a melhorar a condição humana?
O fim da ciência não oferece uma resposta acabada e conclusiva, mas ilumina muitos dos caminhos que precisarão ser explorados para que qualquer pessoa possa chegar a suas próprias conclusões com o máximo de conhecimento de causa.


“The Undiscovered Mind” (A mente desconhecida), de John Horgan – Por que a ciência não consegue replicar, medicar e explicar o cérebro humano

"The Undiscovered Mind" (A mente desconhecida), de John Horgan

Com competência investigativa e espírito crítico exemplares, além de um humor desconcertante, Horgan nos conduz a laboratórios, hospitais e universidades para conhecer neurocientistas, analistas freudianos, terapeutas de eletrochoque, geneticistas comportamentais, psicólogos evolucionistas, engenheiros de inteligência artificial e filósofos da consciência. Nesse percurso, investiga, por exemplo, o que chama de “dilema de Humpty Dumpty”, o fato de que os neurocientistas conseguem desmontar o cérebro e a mente em muitos pedaços, mas são incapazes de tornar a montá-los. Doenças como a esquizofrenia e a depressão dão um baile nos pesquisadores, e Horgan apresenta provas de que o efeito placebo é o ingrediente principal do Prozac, da psicoterapia e de outros tratamentos de distúrbios mentais.
Uma das estratégias do autor consiste em usar os argumentos de uma área para encostar a outra na parede, submetendo todas elas a um interrogatório implacável. A partir desse fogo cruzado, Horgan mostra que ainda estamos muito longe de desvendar os mistérios da mente humana.

Autor: John Horgan

John Horgan

Nasceu nos Estados Unidos em 1955. Formado em jornalismo pela Universidade de Columbia, foi editor da revista Scientific American e colaborador de diversas publicações americanas e européias, como The New York Times, The Washington Post, The New Republic, Discover e The London Post. Entre outros prêmios, recebeu o Science Journalism Award, concedido pela American Association for the Advancement of Science, e o Science-in-Society Award, da National Association of Science Writers.



Êxodo: Divisão do mar teria sido no Nilo
24/09/2010, 4:44 AM
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Então Moisés estendeu a sua mão sobre o mar, e o SENHOR fez retirar o mar por um forte vento oriental toda aquela noite; e o mar tornou-se em seco, e as águas foram partidas. E os filhos de Israel entraram pelo meio do mar em seco; e as águas foram-lhes como muro à sua direita e à sua esquerda.” (Êxodo 14:21-22)

De acordo com o texto bíblico, “um forte vento” soprando durante toda noite abriu as águas do mar para que os israelitas pudessem fugir dos egípcios. Agora, dois cientistas dizem que o “milagre” é compatível com as leis da física.

Carl Drews, do Centro Nacional de Pesquisas Atmosféricas dos EUA, e Weiqing Han, da Universidade do Colorado em Boulder, traçam um cenário que eles consideram “relativamente próximo” do descrito no livro do Êxodo, o segundo da Bíblia.

Como publicamos anteriormente, os cientistas estimam que um vento de mais de 100 km por hora, que durasse mais de 12 horas, poderia ter empurrado a água, para uma lagoa costeira ao longo do Mar Mediterrâneo. Assim um caminho teria se aberto, permitindo que as pessoas andassem com segurança em lodaçais no meio do Mar. Quando o vento amainou, as águas recuaram.

Drews e Han chegaram a essa conclusão com Simulações, em computador, do comportamento do líquido, e levando em conta como seria a topografia do Egito no fim da Idade do Bronze (por volta de 1250 a.C.). Essa é a época mais aceita para a suposta fuga dos escravos israelitas, liderados pelo profeta Moisés.

Um detalhe importante para que a análise dê certo é que, de acordo com essa hipótese, a travessia dos fugitivos não teria acontecido no mar Vermelho atual.

Estudiosos das escrituras sagradas (bíblia) consideram que a melhor tradução para o termo original hebraico, “Yam Suph”, não é “mar Vermelho”, mas sim “mar de Caniços”. A expressão seria uma referência, portanto, não ao mar entre a África e a Arábia, mas a uma área pantanosa (daí os caniços, plantas aquáticas) onde o Nilo encontra o mar Mediterrâneo.

Acontece que as simulações de como era o delta do Nilo nessa época, levando em conta as rochas e sedimentos da região, indicam a presença de um grande braço do rio, o qual se conectava com uma lagoa salobra, o chamado lago de Tânis.

O vento leste descrito no Êxodo, portanto, teria feito recuar as águas rasas (com cerca de 2 m de profundidade) do braço do Nilo e do lago, o que, em tese, teria permitido a passagem de Moisés e seu povo para longe dos guerreiros do faraó.

Editoria de Arte / Folhapress/Editoria de Arte / Folhapress

Oficiais britânicos relataram fenômeno parecido ao da Bíblia em 1882

A travessia israelita “a pé enxuto” pelas águas, como diz a Bíblia, pode ou não ter acontecido, mas o fenômeno do vento empilhando as ondas para um lado já foi visto no delta do Nilo.

Eis o que diz o major-general Alexander Tulloch, do Exército britânico, num artigo no qual ele relata o que viu em 1882 no lago Manzala, norte do Egito:

Editoria de Arte / Folhapress/Editoria de Arte / Folhapress

“Certo dia, uma rajada de vento leste se tornou tão forte que tive de parar de trabalhar. Na manhã seguinte, descobri que o lago Manzala tinha desaparecido totalmente. O vento na água rasa havia levado o lago para além do horizonte, e os nativos estavam caminhando na lama, num local onde, no dia anterior, havia barcos de pesca flutuando n’água.”

O próprio Tulloch diz ter pensado na conexão entre o que via e o Êxodo.

“Ao notar esses efeitos extraordinários, passou pela minha cabeça que eu testemunhara um evento similar ao que aconteceu entre 3.000 e 4.000 anos atrás, na época da travessia do chamado mar Vermelho pelos israelitas”, escreve o oficial.

Veja vídeo com o pesquisador

Fonte: Dados extraídos da Folha.com –  AQUI e AQUI

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Veja também:

ESTUDO: Vento pode ter separado Mar Vermelho para Moisés