Creation Science News


Mamíferos não crescem há milhões de anos
27/11/2010, 6:12 AM
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Mamíferos não crescem há milhões de anos

O tamanho dos mamíferos terrestres “explodiu” depois da extinção dos dinossauros, 65 milhões de anos atrás. Mas, depois de chegar ao auge do tamanho após 25 milhões de anos, o tamanho se estabilizou em todos os continentes desde então.

A conclusão é de uma pesquisa feita por uma equipe internacional, que analisou fósseis de todo o planeta em busca dos maiores espécimes de cada espécie.

“Os grandes dinossauros eram animais ectotérmicos, ou seja, eles não regulam sua temperatura corporal interna. Os mamíferos são endotérmicos e regulam a temperatura corporal. Isso consome cerca de 90% da energia que os mamíferos ingerem”, disse à Folha a líder do estudo, Felisa Smith [1] [2], da Universidade do Novo México em Albuquerque, nos EUA.

“Assim, com o mesmo recurso de alimentos, répteis e dinossauros podem ficar dez vezes maiores”, diz.

“Nosso estudo sugere que as limitações de energia tiveram um papel na evolução dos mamíferos, o que também pode ter sido o caso de dinossauros. Os maiores dinos herbívoros eram cerca de dez vezes maiores que os maiores mamíferos.”

“Durante os primeiros 140 milhões de anos de sua história evolutiva, os mamíferos eram pequenos e ocupavam uma faixa bastante estreita de tamanhos de corpo”, escreveram os autores no estudo publicado na revista americana “Science”.

Os mamíferos variavam em tamanho de três gramas –algo do tamanho de um filhote de camundongo– até 10 kg ou 15 kg, o peso de um cachorro de tamanho médio.

O tamanho realmente “explodiu”: o recorde foi de 17 toneladas para grandes herbívoros como o Indricotherium transouralicum e as espécies de Deinotherium na Eurásia e África.

O aumento ocorreu porque os mamíferos passaram a adotar os estilos de vida que eram dos dinossauros.

Reunir todas as informações sobre todas espécies de mamíferos, vivos ou extintos, tomou dois anos de pesquisa da equipe. Os fatores que, segundo o grupo, mais influenciam o tamanho dos animais são a disponibilidade de terra e a temperatura.

Quanto maior a área, maiores são as populações, e o risco de extinção dos maiores animais é menor; já a temperatura afeta o modo como os mamíferos dissipam calor do corpo. Quanto mais frio o clima, maior o animal tende a ficar, pois mamíferos grandes conservam o calor de modo mais eficiente.

Fonte: Science Daily e   Folha



Israelenses e palestinos se unem para exploração do mar Morto
23/11/2010, 10:37 PM
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Exploração do mar Morto envolve seis países; lama e sedimentos serão analisados por universidade alemã

A lama e o sedimento do mar Morto podem estar escondendo objetos com 500 mil anos de idade e de grande valor arqueológico e geológico –alguns dos quais forneceriam novas abordagens sobre a mudança climática contemporânea.

O projeto de investigação, conduzido pelos cientistas israelenses Zvi Ben-Avraham e Mordechai Stein, recebeu aprovação para ser levado adiante somente neste ano.

Apresentado uma década atrás, o projeto foi adiado vários vezes devido ao conflito político entre Israel e a Palestina, que agora formam parceria com outros quatro países –incluindo a Jordânia– para tornar o estudo científico viável.

A maior parte dos sedimentos do mar Morto permanece intacta. Isso ocorre porque o rio Jordão é o único a despejar suas águas e nenhum outro desemboca no local. Essas características permitem aos cientistas analisar e determinar a época e o tipo de clima predominante em certos períodos da história.

As camadas também podem mostrar possíveis ocorrências de terremotos descritos em textos bíblicos e elucidar os fluxos migratórios humanos.

Com custo estimado em US$ 2,5 milhões, o projeto deve se estender por 40 dias. Os trabalhadores vão participar das escavações, revezando-se em escalas de 12 horas contínuas.

Posteriormente, camadas do solo serão retiradas e enviadas para a Universidade de Bremen, na Alemanha, para serem refrigeradas e preparadas para estudos posteriores.

Fonte:   Associated Press e    Folha



Teste genético britânico revela procedência dos ancestrais
22/11/2010, 12:59 PM
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Cientistas da Universidade de Edimburgo, no Reino Unido, desenvolveram um teste genético que revela a procedência dos ancestrais e as características das comunidades há milhares de anos.

Em um trabalho publicado nesta quarta-feira pela Public Library of Science (PLoS), os cientistas afirmaram que o teste permite identificar se nossos antepassados procederam de uma comunidade pequena, grande e cosmopolita ou se viviam em grupos isolados.

Através do estudo também é possível descobrir se os pais de uma pessoa ou se seus ancestrais tinham algum tipo de vínculo familiar como, por exemplo, se procediam de uma comunidade na qual o casamento entre primos-irmãos era comum.

Os pesquisadores anunciaram que a descoberta permitirá identificar comunidades com riscos de doenças genéticas, como a fibrose quística e a distrofia muscular.

O doutor Jim Wilson ressaltou o valor histórico do estudo, que poderá traçar as migrações das populações.

“É como um arquivo escrito em código genético, de modo que podemos entender a maneira como nossas povoações se desenvolveram num passado distante”, afirmou.

Os cientistas analisaram o DNA de mais de mil pessoas de 51 grupos étnicos, incluindo comunidades amazônicas, europeias e das ilhas do Pacífico, e identificaram as que herdaram uma cópia idêntica de material genético de seus progenitores.

A condição se chama “homozigose” e indica que o pai e a mãe do indivíduo têm um antepassado comum.

As provas permitiram constatar que a população nativa da América do Sul tinha a porcentagem mais alta de DNA compartilhado, o que sugere que essas comunidades foram pequenas e viveram isoladas durante muitas gerações.

Por outro lado, as comunidades africanas apresentaram o menor grau de semelhança genética, o que sugere que foram povoações que sofreram mais transformações ao longo dos anos.

“Se um indivíduo recebe pedaços de DNA que são idênticos entre a mãe e o pai, isso demonstra que os pais são parentes próximos”, disse Wilson.

De acordo com o pesquisador, “em algum ponto no passado todos fomos relacionados”.

Fonte: Terra



Mamute esculpido em marfim há 35 mil anos.
21/11/2010, 8:45 PM
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Museu alemão expõe obra de arte tida como mais antiga do mundo

Mamute esculpido em marfim foi feito há 35 mil anos.
Artefato foi encontrado no sul da Alemanha.

Mulher observa uma pequena escultura de marfim de um mamute, feita há 35 mil anos. Especialistas acreditam que o artefato é o trabalho artístico mais antigo do mundo. Foi encontrado no sul da Alemanha e está exposto no Museu Neandertal na cidade alemã de Mettmann. (Foto: Martin Meissner / AP Photo)

Fonte: G1



Estudo desvenda mistério de como gatos bebem leite sem se lambuzar
21/11/2010, 7:41 AM
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Gatos usam a língua para carregar o leite para a boca sem romper a tensão na superfície do líquido

Um novo estudo, feito por pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos, diz ter encontrado a resposta para um mistério que envolve o modo como gatos bebem leite sem molhar o queixo.

Ao examinar um gato doméstico com as câmeras de alta velocidade, os cientistas constataram que o animal usa a língua para carregar a água para a boca sem romper a tensão na superfície do líquido.

O estudo, publicado na revista Science, explica como os gatos se diferenciam dos cachorros, que fazem mais bangunça na hora de matar a sede.

O biofísico do MIT Roman Stocker, que coordenou o estudo, diz que teve a ideia de investigar a física das lambidas desses animais após assistir ao seu próprio gato Cutta Cutta se alimentando.

“Me dei conta de que há um problema biomecânico interessante por trás dessa ação tão simples. O projeto evoluiu a partir daí”, declarou.

Cutta Cutta foi também a cobaia do estudo, que envolveu engenheiros, físicos e matemáticos do Instituto Politécnico da Virgínia e da Universidade de Princeton, e durou três anos e meio.

As imagens mostram que gatos usam um mecanismo mais complexo e sutil para beber, ao contrário de humanos, que sugam o líquido, e de cachorros, que dobram a língua para a frente formando uma espécie de concha.

veja o video

A língua do gato se dobra para trás ao descer em direção ao liquido e toca levemente na superfície dele, ao invés de mergulhar.

Stocker explica que “o fluido entra em contato com a língua e adere a ela. Ao puxar a língua rapidamente de volta, o gato cria uma coluna de líquido que vai até a boca”.

Ao fechar a mandíbula, o animal captura parte do leite, e repete o movimento.

LÍNGUA-ROBÔ

Para compreender o mecanismo com mais detalhes, os pesquisadores criaram uma língua de gato mecânica, e concluíram que o processo é o resultado do equilíbrio entre duas forças – a inércia e a gravidade.

Segundo Roman Stocker, a criação da coluna de líquido é regida pela inércia – a tendência de uma substância de se movimentar em uma direção até que outra força intervenha. A outra força em questão é a gravidade.

“No início, a coluna de leite tem mais comprimento e volume, mas em algum momento a gravidade se sobrepõe à inércia e ela cai de volta na tigela”, explica.

Por isso, de acordo com o estudo, o gato precisa saber qual é o exato momento de fechar a boca, para conseguir capturar o máximo de leite que sobre na coluna.

Gatos domésticos dão, em média, quatro lambidas por segundo, cada uma trazendo cerca de 0,1 mililitros de leite para a boca. Grandes felinos como os tigres, lambem mais devagar para manter o equilíbrio entre as duas forças, já que tem línguas maiores.

Stocker e seu time não sabem explicar por que o ato de beber para os gatos envolve um mecanismo tão diferente de outros animais, mas a suspeita é de que ele pode ter nascido da conhecida aversão dos felinos à água.

Eles acreditam que a cara do animal, especialmente a região ao redor do nariz, é extremamente sensível. “Por causa isso, eles devem querer que ela fique o mais seca possível”, diz Stocker.

Fonte: BBC



Bolhas gigantes de energia encontradas na galáxia intrigam astrônomos
15/11/2010, 12:26 AM
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Há algo ocorrendo no centro da galáxia, e os astrônomos não sabem ainda dizer o que é.

O telescópio de raios gama Fermi, da Nasa (agência espacial norte-americana), revelou uma estrutura até então desconhecida bem no centro da Via Láctea.

As duas bolhas com limites bem definidos e emissoras de raios gama se estendem por 25 mil anos-luz para o norte e para o sul do centro galático e reúnem uma energia equivalente a cem mil explosões de supernovas.

As origens das bolhas ainda são um mistério para os cientistas. “Não entendemos completamente sua natureza ou origem”, disse astrônomo Doug Finkbeiner, do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian Center em Cambridge (EUA).

Imagina-se que possam ser remanescentes de uma erupção de um buraco negro ou que são alimentadas por uma sucessão de nascimentos e mortes de estrelas no interior da galáxia.

O estudo será publicado no “The Astrophysical Journal“.

Fonte: Folha

 



Crise na Física e na Biologia?
13/11/2010, 6:00 AM
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Falta explicar a origem de 96% do material cosmológico e da consciência

Em 27 de abril de 1900, na Royal Institution of Great Britain, o matemático e físico escocês William Thomson, Lorde Kelvin de Lars (1824-1907), fez um discurso que se tornou conhecido e resumido pelos historiadores da ciência nos seguintes termos: “Vejo apenas duas pequenas ‘nuvens’ no sereno céu do conhecimento científi co: o experimento de Michelson-Morley, realizado em 1887, e a discordância entre os valores medidos e os valores teóricos previstos pela termodinâmica para os calores específi cos em baixas temperaturas”.

O discurso foi reproduzido pela Philosophical Magazine – Revista Brasileira de Ensino de Física, com o título de “Duas nuvens ainda fazem sombra na reputação de Lorde Kelvin”. Em dois trabalhos que publiquei (www.searadaciencia.ufc.br/curiosidadesdafisica), escrevi que essas “duas pequenas nuvens” transformaram-se em duas violentas tempestades: 1) A Teoria da Relatividade Restrita de Einstein (1905) e 2) a Teoria Quântica de Planck (1900). Ainda nesses trabalhos, considerei a existência de “outras nuvens” no “sereno céu” da física do fi nal do século 20 que poderão desencadear novas tempestades agora. Uma delas está “ligada à cosmologia, relacionada com a existência da matéria e da energia escuras.” Vejamos a razão disso.

Em 30 de junho de 2001, a Nasa lançou o satélite Wilkinson Microwave Anisotropy Probe (WMAP) com o objetivo de examinar algumas anomalias na radiação cósmica de fundo de micro-onda (RCFM), detectada, em 1965, indicando o resquício da “grande explosão” (Big Bang) observada pelo satélite Cosmic Background Explorer (Cobe), lançado em novembro de 1989. Com o término da missão do WMAP, em setembro de 2003, iniciaram-se as análises dos dados que ele enviou. Em março de 2006, a equipe desse satélite anunciou que o nosso Universo tem a idade aproximada de 13,7 bilhões de anos e é composto de 23% de matéria escura, 73% de energia escura e 4% de matéria bariônica, a matéria convencional.

As análises indicaram ainda que a velocidade de expansão do Universo é de 21,8 km/s, por milhão de anos-luz, e que a densidade de sua massa crítica vale Ω = 1,024, o que significa que a geometria do Universo é quase euclidiana (plana). Esses dados, no entanto, não são explicados pelo Modelo Padrão Cos mológico do Big Bang (MPCBB). Esse modelo foi proposto nos anos 40 e desenvolvido entre 1970 e 2000, supondo que o Universo começou com a “explosão” de uma singularidade.

Assim, creio que a não explicação (até agosto passado) de aproximadamente 96% de material cosmológico (matéria e energia) represente uma crise na cosmologia. Em contraposição, a não descoberta do bóson de Higgs (bH), (previsto em 1964), peça fundamental do Modelo Padrão da Teoria das Partículas Elementares (MPTPE) também ampliará a crise da cosmologia, pois é o bH que explica a origem das massas das partículas elementares, sendo estas os componentes da matéria convencional cosmológica observada.

A crise na física referida anteriormente, no meu entendimento, está associada a uma outra, agora na biologia, particularmente na genética. Vejamos como. A Teoria da Evolução formulada por Charles Robert Darwin (1809-1882) e Alfred Russel Wallace (1823-1913), exposta em 1859, tem como característica básica a evolução do homem em quatro grandes momentos: Homo erectus, Homo habilis, Homo sapiens e Homo sapiens sapiens. Além disso, existe muita controvérsia sobre a evolução do homem a partir dos macacos (principalmente de gorilas e chimpanzés). Mas a grande questão é saber por que o homem é dotado de consciência e os macacos não, considerando que o homem e os chimpanzés e gorilas têm aproximadamente 98% de genes idênticos. A crise na biologia, por intermédio da genética, é explicar se existe algum gene responsável pela consciência humana.

Os genes são segmentos do composto orgânico chamado DNA, molécula armazenadora de instruções que coordenam o desenvolvimento e o funcionamento de todos os seres vivos. A história dessa molécula começa, em 1869, quando o médico suíço Johann Friedrich Miescher (1844-1895) descobriu uma nova substância localizada no núcleo das células, denominada por ele de nucleína. Em 1889, o patologista alemão Richard Altmann (1852-1900) sugeriu que essa nova substância se chamasse ácido nucleico. Depois de vários estudos sobre os ácidos nucleicos, a estrutura molecular em dupla hélice do DNA foi fi nalmente descoberta, em 1953, pelos biólogos moleculares James Dewey Watson, americano, e Francis Harry Compton Crick, inglês.

Fonte: Scientific American Brasil