Creation Science News


Fóssil de dentes em Israel pode mudar teoria da evolução humana
29/12/2010, 12:53 AM
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Fósseis de dentes de 400 mil anos pode mudar a teoria da evolução humana, segundo arqueólogos israelenses que o encontraram.

Fósseis de dentes podem questionar teoria aceita sobre origem do 'Homo sapiens'. (Foto: Reuters)

Os pesquisadores da Universidade de Tel Aviv acreditam que os dentes seriam de seres humanos modernos, tornando o fóssil a mais antiga evidência da existência de um Homo sapiens.

A teoria aceita atualmente é a de que os Homo sapiens se originaram na África há cerca de 200 mil anos antes de se espalhar pelo mundo.

Os fósseis de dentes foram encontrados durante as escavações da caverna de Qesem, um sítio pré-histórico encontrado em 2000 a 12 quilômetros ao leste de Tel Aviv, em Israel.

A descoberta foi relatada em um artigo publicado na revista especializada American Journal of Physical Anthropology.

Paradigmas

O coordenador do estudo, Avi Gopher, diz que mais pesquisas são necessárias para comprovar a teoria de seus pesquisadores, mas afirma que a descoberta tem o potencial de mudar o conceito da evolução humana.

“A datação da caverna mostra que a presença do Homo sapiens nesta parte do mundo é mais antiga do que as outras evidências que tínhamos até então”, afirma Gopher.

“Esta conclusão pode ser de grande importância, porque pode ser a primeira evidência para mudar alguns dos paradigmas que usamos em termos da evolução humana”, diz o pesquisador.

Teoria atual é de que "Homo sapiens" se originaram na África há cerca de 200 mil anos antes de se espalhar pelo mundo

A equipe da Universidade de Tel Aviv analisou os fósseis com raios-X e tomografias computadorizadas.

A datação foi feita com base na análise da camada de terra na qual eles foram encontrados.

Segundo a teoria aceita atualmente, os humanos modernos e os neandertais se originaram de um ancestral comum que vivia na África há cerca de 700 mil anos.

Um grupo que migrou para a Europa se desenvolveu nos neandertais antes de serem extintos. Outro grupo, que permaneceu na África, teria gerado os seres humanos modernos, ou Homo sapiens.

Fonte: BBC

Veja o video abaixo:



Estudo revela que neandertais consumiam alimentos vegetais
28/12/2010, 11:56 PM
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Homem de neandertal

Pesquisadores dos Estados Unidos afirmam que os neandertais cozinhavam e consumiam legumes e verduras, seguindo uma dieta bem mais sofisticada do que se supunha.

Cientistas da Universidade George Washington pesquisaram fósseis de neandertais e encontraram grãos e material vegetal cozido entre seus dentes.

A crença até então, apoiada por algumas provas circunstanciais, era de que os neandertais tinham sido grandes consumidores de carne. Análises químicas dos seus ossos sugeriam que eles comiam pouco ou até nenhum vegetal.

Essa suposta predominância da carne na dieta foi apresentada por alguns pesquisadores como uma das razões de os neandertais terem sido extintos, à medida que o número de grandes animais como mamutes também diminuía na chegada da Era do Gelo.

O estudo da Universidade George Washington é o primeiro a confirmar que a dieta dos neandertais não era restrita à carne. A pesquisa foi publicada na revista especializada Proceedings of the National Academy of Sciences.

Nova análise

A nova análise de restos de neandertais descobertos em várias partes do mundo encontrou provas diretas que contradizem a imagem de consumidores de carne, com a descoberta de grãos fossilizados e material vegetal em seus dentes e de que parte deste material teria sido cozido.

Escavações tinham revelado previamente a presença de grãos de pólen em locais habitados por neandertais, mas apenas agora foram encontradas provas claras de que legumes e verduras foram realmente consumidos por eles.

“Encontramos grãos de pólen nos locais (onde havia) neandertais, mas você nunca sabe se eles estavam comendo a planta, dormindo em cima dela ou outra coisa”, disse Alison Brooks, professora da Universidade George Washington, à BBC.

“Mas aqui nós temos um caso no qual um pouco de planta está na boca, então sabemos que os neandertais estavam consumindo o alimento”, afirmou.

Proteína

De acordo com a professora Alison Brooks os exames prévios realizados nos ossos dos neandertais eram baseados em medições de níveis de proteína e, por isso, muitos concluíram que essas proteínas vinham apenas da carne consumida.

“Nossa tendência é pensar que, se você tem um valor muito alto de proteína na dieta, deve vir da carne. Mas é possível que alguma proteína da dieta deles tenha vindo de plantas, afirmou.

O último estudo sugere que, em vez de serem selvagens embrutecidos, os neandertais teriam sido mais parecidos com o homem moderno do que se pensava anteriormente.

Fonte: BBC



Espécie “fantasma” cruzou com o ser humano, diz estudo
25/12/2010, 9:50 PM
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Caverna Denisova

Os mesmos cientistas que revelaram a ascendência parcialmente neandertal de europeus e asiáticos de hoje flagraram outro caso de amor entre a nossa espécie e um primo extinto. Só que, desta vez, o “amante” pré-histórico é um fantasma.

Apenas um osso (a ponta de um dedo) e um dente quebrado da criatura, habitante da caverna de Denisova, na Sibéria, chegaram até nós. Foi o suficiente para que o genoma inteiro do hominídeo de 40 mil anos fosse lido –e comparado com o de pessoas de hoje e o de neandertais.

O resultado está na revista científica britânica “Nature”: os denisovanos (como foram apelidados por seus descobridores) parecem ter evoluído de forma separada por algumas centenas de milhares de anos. Sumiram, mas não antes de legar pedacinhos de seu DNA aos ancestrais de alguns povos do Pacífico.

Segundo a equipe liderada por David Reich, da Universidade Harvard (EUA), e Svante Pääbo, do Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva (Alemanha), cerca de 5% do DNA dos melanésios, moradores de Papua Nova-Guiné e adjacências, teria vindo do povo de Denisova.

Se as conclusões estiveram corretas, fica mais forte a ideia de que a interação entre várias espécies de hominídeos contribuiu para criar a humanidade moderna.

PEGANDO LEVE

Interior da Caverna Denisova

Os últimos resultados sobre os cacos de hominídeos siberianos são, ao mesmo tempo, mais e menos radicais do que os indícios preliminares tinham sugerido.

No primeiro estudo sobre Denisova, publicado em março, Pääbo e companhia haviam analisado só o mtDNA (DNA mitocondrial) oriundo do osso do dedo. Presente nas mitocôndrias, as usinas de energia das células, o mtDNA é transmitido pelo lado materno e corresponde apenas a uma pequena parte do patrimônio genético de um indivíduo.

Olhando só o mtDNA, os cientistas tinham estimado que o povo de Denisova está evolutivamente isolado há cerca de 1 milhão de anos, antes que os ancestrais do Homo sapiens e dos neandertais tivessem se separado em duas linhagens diferentes.

“Seja lá o que for isso, trata-se de uma nova criatura, que simplesmente tinha escapado ao nosso radar até agora”, declarou Pääbo.

Os novos dados, mais completos, indicam que, na verdade, os denisovanos são primos de primeiro grau dos neandertais, tendo se separado deles há uns 250 mil anos. Antes disso, formavam uma linhagem comum que teria divergido da nossa há uns 400 mil anos.

Aldeão de tribo de Papua-Nova Guiné, possível descendente do hominídeo da Sibéria, apelidado de denisovano

O mais maluco, no entanto, é que alguns trechos de DNA exclusivos dos denisovanos só aparecem no DNA de nativos de Papua-Nova Guiné e ilhas próximas, entre uma série de pessoas de origem europeia, asiática e africana cujo genoma foi analisado pelos pesquisadores.

A hipótese mais natural para explicar isso é que, quando deixaram a África, ancestrais das pessoas de hoje toparam com denisovanos em algum lugar da Ásia, tiveram filhos com eles e, mais tarde, essa população foi parar na Nova Guiné.

Ninguém sabe que cara tinha o povo de Denisova, mas o único dente (um molar) é enorme e tem morfologia peculiar. Suas dimensões lembram as de dentes de hominídeos muito primitivos.

Fonte: Folha



Dados matam consenso sobre a gênese africana do homem
25/12/2010, 9:24 PM
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Com um punhado de “papers” (artigos científicos) publicados ao longo deste ano, o sueco Svante Pääbo e seus colegas embolaram o que parecia ser um consenso dos mais consolidados no estudo da evolução humana.

E o mais irônico é que Pääbo foi um dos arquitetos desse consenso. Ao longo dos anos 1990 e 2000, parecia cada vez mais claro que as raízes do Homo sapiens eram africanas, e só africanas.

Numa grande onda de expansão que teria começado há uns 60 mil anos, teríamos deixado o continente ancestral e varrido os chamados hominídeos arcaicos –neandertais e Homo erectus entre eles- da Eurásia.

A equipe do Instituto Max Planck ajudou a consolidar essa ideia ao obter DNA mitocondrial de vários espécimes neandertais e anunciar “desculpe, nenhuma pessoa hoje tem esse tipo de mtDNA”.

GENE VERSUS GENTE

Por isso mesmo, Pääbo e companhia apostavam que a mestiçagem entre Homo sapiens e primos arcaicos era impossível ou, no máximo, irrelevante. Mas sabiam, como costuma dizer o bioantropólogo brasileiro Walter Neves, que “história de um só gene não é história de população”. E o mtDNA equivale, na verdade, a um único gene.

Muitas pesquisadores contrários ao consenso, por isso mesmo, sentiram-se vingados com a confirmação dos cruzamentos entre H. sapiens e neandertais. Os dados de Denisova, porém, levam a coisa para outro patamar.

Afinal, se um hominídeo raro a ponto de ainda não ter sido identificado via fósseis pode legar genes para papuanos de hoje, é sinal de que a mestiçagem entre espécies pode ter sido relativamente comum nessa época.

É provável que muita gente não goste do fim do consenso por razões que passam raspando pelo ideológico. A hipótese da origem africana tinha, de fato, a vantagem de reforçar a ideia de uma origem comum, recente, para todas as pessoas vivas hoje -uma refutação genômica do racismo, digamos.

Nossas diferenças, pelo visto, vão um pouco mais fundo. Que seja -é uma boa razão para celebrá-las e para conviver com elas.

Fonte: Folha

Ilustrações: botareli.blogspot.com

 



Cientistas testam fotossíntese artificial, que pode produzir combustível “verde”
25/12/2010, 8:11 PM
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Editoria de Arte / Folhapress/Editoria de Arte / Folhapress

Cientistas dos EUA e da Suíça estão tentando imitar o que as plantas fazem ao converter CO2 e água em carboidratos e oxigênio na presença de clorofila e luz do Sol.

Por meio de uma máquina do tamanho aproximado de um computador, desenvolvida pelos próprios cientistas, eles conseguiram fazer uma “fotossíntese artificial”.

A invenção que, está publicada na última edição da revista científica “Science”, poderá resultar em combustíveis mais sustentáveis no futuro, com base em energia solar ou hidrogênio.

O aparelho criado pelos pesquisadores captura radiação solar na sua parte superior e H2O (água) e CO2 (gás carbônico) nas laterais (veja infográfico a cima).

No interior da máquina, em altas temperaturas, a radiação solar e os gases capturados reagem com Cério- um elemento químico bastante usado pela indústria.

A máquina, então, expele oxigênio, hidrogênio e monóxido de carbono.

“A dissociação termoquímica da água e do gás carbônico é um caminho atraente para a produção de combustível solar eficientemente e em altas taxas no futuro”, explica Aldo Steinfeld, do Instituto Paul Scherrer (Suíça), um dos autores do trabalho.

A tentativa dos cientistas imitarem a natureza na produção de energia via fotossíntese não é uma novidade.

Mas a baixa eficiência das conversões já experimentadas, especialmente na redução de CO2, fez com que muitos pesquisadores desistissem da ideia.

Além de eficiente, a máquina apresentada agora pelos cientistas utiliza Cério no lugar de metais preciosos (raros e caros), testados em metodologias anteriores.

“O Cério é um óxido metálico abundante na natureza e adequado para reações de oxirredução [transferência de elétrons entre sustâncias] por causa da sua rápida de reação”, disse Steinfeld.

“O material já está adequado para aplicações mais realistas”, conclui.

Fonte: Folha



Novas imagens da Nasa mostram lado oculto da lua
25/12/2010, 7:53 PM
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As cores indicam elevação: áreas vermelhas são mais altas e as azuis, mais baixas (Foto: NASA/GSFC/MIT/SVS)

Uma sonda da agência espacial americana, Nasa, está permitindo aos pesquisadores criar o mais completo e preciso mapa da Lua.

A Sonda de Reconhecimento Lunar da Nasa usa um dispositivo, o Altímetro a Laser da Sonda Lunar (Lola, na sigla em inglês), para fazer mapas dos terrenos e crateras da Lua, incluindo o lado mais distante.

“O conjunto de dados está sendo usado para a criação de mapas de terreno e mapas digitais de relevo que se servirão como referência fundamental para futuras missões científicas e de exploração à Lua”, disse Gregory Neumann, do Centro de Voos Espaciais Godard da Nasa.

“Depois de um ano recolhendo dados, já temos quase cerca de 3 bilhões de pontos de informações do Altímetro a Laser da Sonda Lunar a bordo da Sonda de Reconhecimento Lunar.”

Neumann afirmou que a equipe de pesquisadores espera continuar coletando as medidas do terreno da Lua e, perto dos polos, os cientistas esperam “fornecer capacidade de navegação próxima a do GPS”.

Raio dividido em cinco

O Altímetro a Laser da Sonda Lunar funciona pela propagação de apenas um raio por meio de um elemento ótico de difração, que divide o raio em cinco. Estes raios, por sua vez, atingem a superfície lunar e retornam, sendo medidos pelo Lola para, junto com o rastreamento da sonda, criar padrões bidimensionais para revelar a superfície lunar.

Os mapas feitos pelo Lola são os mais acurados e mostram mais lugares na superfície da Lua do que qualquer outro mapa anterior.

“Os erros posicionais dos mosaicos de imagens do lado mais distante da Lua, onde o rastreamento da espaçonave (que é mais preciso) não estão disponíveis, eram de um a dez quilômetros”, disse Neumann.

“Estamos diminuindo isto para o nível de 30 metros, e um metro verticalmente. Nos polos, onde a iluminação raramente dá mais do que um lampejo da topografia abaixo dos picos das crateras, descobrimos erros sistemáticos horizontais de centenas de metros”, acrescentou.

O dispositivo também permite estudar o histórico de iluminação no ambiente lunar, segundo o cientista. A história da iluminação na Lua é importante para a descoberta de áreas que ficaram muito tempo nas sombras.

Estes lugares, geralmente em crateras profundas perto dos polos lunares funcionam como locais de armazenamento, capazes de acumular e preservar materiais voláteis como gelo.

Mistério

A paisagem nas crateras dos polos da Lua é tão misteriosa devido a sua profundidade, que geralmente permanece nas sombras.

O novo conjunto de dados fornecido pelo Lola está revelando detalhes da topografia destas crateras pela primeira vez.

“Até a Sonda de Reconhecimento Lunar e a recente missão japonesa Kaguya, não tínhamos ideia dos extremos que eram as inclinações das crateras polares”, disse o cientista. “Agora descobrimos inclinações de 36 graus (que se estendem) por vários quilômetros na cratera Shackleton, por exemplo, o que faria a travessia muito difícil e, aparentemente, causa deslizamentos.”

Neumann afirmou ainda que as medidas tomadas pelo Lola estão ajudando a equipe a criar modelos para avaliar a temperatura destas crateras e no desenvolvimento dos mapas térmicos destes locais.

Fonte: BBC Brasil e   Nasa



Predador marinho é reconstruído em 3D
25/12/2010, 7:32 PM
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Com a ajuda de um avançado aparelho de tomografia computadorizada, cientistas britânicos estão construindo uma imagem em 3D de um dos maiores predadores que já existiu na Terra.

O Pliossauro era um réptil marinho carnívoro que nadava de maneira semelhante a uma baleia.

Um enorme fóssil encontrado recentemente na costa britânica está sendo usado como base para a criação da animação.

Fonte: BBC Brasil