Creation Science News


Última fronteira intocada da Terra prestes a ser alcançada
29/01/2011, 8:52 PM
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”]Vidas desconhecidas

 

Se algum ambiente da Terra ainda pode ser considerado totalmente intocado, este é o caso do Lago Vostok.

Até hoje “visto” apenas por radar, o lago está escondido nas profundezas da Antártica, coberto por uma camada de 4 quilômetros de gelo.

Os cientistas acreditam que ele está assim, selado e isolado do restante do macroambiente terrestre, aí incluída a atmosfera, há pelo menos 14 milhões de anos.

O que pode haver lá ninguém sabe, mas as especulações incluem formas de vida únicas, que evoluíram de forma independente.

O fato é que, o que quer que viva no Lago Vostok, são organismos muitos antigos – ou, quem sabe, formas de vida totalmente desconhecidas. [Exemplo: Camarão encontrado a 600 metros abaixo do gelo na Antártica e Criaturas marinhas similares encontras em dois mares diferentes separados por camada de gelo]

Preservação

Mas esse suspense não vai durar por muito tempo.

O Secretariado do Tratado da Antártica, o organismo supranacional que cuida da preservação do continente, autorizou a primeira captura direta de uma amostra de água do Lago Vostok.

Os pesquisadores do instituto russo AARI (Arctic and Antarctic Research Institute) já estão a postos, e esperam que sua perfuratriz atinja o até agora insondável Lago Vostok ainda em Janeiro.

A grande preocupação do Secretariado era evitar qualquer contaminação das águas intocadas do lago.

A autorização foi dada depois que os russos idealizaram uma técnica de exploração bastante engenhosa, em que a pressão da água do próprio lago irá empurrar todo o aparato de perfuração para cima, congelando-se em seguida e selando novamente o Lago Vostok.

Na verdade, a proposta foi feita em 1998. Seguiram-se etapas exaustivas em que especialistas questionavam cada chance de erro do procedimento proposto pela equipe. Mas parece que eles conseguiram convencer a todos.

Fronteira desconhecida

Agora que a autorização foi dada, os pesquisadores russos, sediados na estação que também leva o nome de Vostok, correm contra o tempo, à medida que se aproxima o fim da estação de pesquisas na Antártica.

Segundo Valery Lukin, do AARI, a base do novo poço está agora a 3.650 metros, mais ou menos 100 metros acima do lago.

“Nós primeiro vamos usar uma broca mecânica e [a mistura tradicional de] freon e querosene para atingir 3.725 metros. Então, uma nova cabeça de perfuração termal especialmente desenvolvida, usando um fluido limpo à base de óleo de silicone e equipada com uma câmera, vai passar pelos últimos 20 a 30 metros de gelo.”

Embora o Lago Vostok seja bem conhecido a partir de dados sismológicos e de radar, essas informações não são precisas o suficiente para determinar exatamente a que profundidade está a fronteira entre o gelo e a superfície líquida do lago.

Segundo Lukin, em entrevista ao jornal The Voice of Russia, os métodos geofísicos utilizados têm uma margem de erro de 20 metros.

“Assim, a fronteira gelo-água pode estar localizada entre 3.730 e 3.770 metros. Nós esperamos, mas não temos certeza que será possível, alcançar o lago durante esta estação Antártica, porque não podemos avançar mais do que 4 metros por dia, dadas as circunstâncias,” relatou.

Com isso, os cientistas não conseguem prever com exatidão quando seu mecanismo automático entrará em ação e trará à superfície as amostras tão esperadas, uma verdadeira cápsula do tempo, isoladas da atmosfera e da biosfera terrestre por milhões de anos.

“Naturalmente, será um excelente material natural para desenvolver tecnologias, resolver problemas de engenharia e conduzir experimentos voltados para a busca de vida em outros planetas do Sistema Solar,” completou Lukin.

Lagos na Antártica

O glaciologista russo Igor Zotikov foi o primeiro a propor a existência de lagos abaixo da superfície da Antártica.

Mapa dos lagos subglaciais na Antártica

Ele estimou que o calor do solo da Antártica fundiria o gelo, e a grossa camada de gelo acima funcionaria como uma espécie de garrafa térmica, fazendo com que a água em estado líquido se acumulasse.

Mais tarde, dados sísmicos e de radar confirmaram a existência de um gigantesco lago abaixo da estação russa Vostok. O lago, que herdou o nome da estação, tem 20 mil quilômetros quadrados de área e uma profundidade de 740 metros de água líquida.

Atualmente já são conhecidos mais de 150 desses lagos subglaciais.

Fonte: Inovação TecnológicaThe Voice of Russia

Referências:

1. “New record set on Lake Vostok” (The Voice of Russia, Jan 25, 2011)

2. “Last 100 metres to go to Lake Vostok” (The Voice of Russia, Jan 4, 2011)



Origem da vida pode estar no barro, diz estudo
29/01/2011, 8:59 AM
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Uma pesquisa [publicada em outubro de 2003 ] na revista “Science” estabeleceu que, tal como afirmam muitas religiões, a vida na Terra possivelmente tenha surgido do barro. Um grupo de cientistas do Instituto Médico Howard Hughes e do Hospital Geral de Massachusetts, em Boston, assinala na “Science” que reuniu materiais típicos do barro que são fundamentais no processo inicial de formação biológica.

Entre eles figura uma substância chamada “montmorillonite” que participa da formação de depósitos gordurosos e ajuda às células a compor o material genético chamado ARN (ácido ribonucléico), indispensável para a origem da vida. Segundo os cientistas, a argila ou o barro podem ser catalizadores das reações químicas para a criação do ARN a partir dos nucleotídeos.

Também descobriram que a argila acelera o processo de criação de ácidos grassos em estruturas chamadas vesículas, até as quais se chega ao ARN. “A formação, crescimento e divisão das primeiras células pode haver ocorrido como resposta à reações similares de partículas minerais e agregados de material e energia”, disseram os pesquisadores.

No entanto, Jack Szostak, um dos investigadores, esclareceu em um comunicado que “não estamos afirmando que foi assim que iniciou a vida. O que estamos dizendo é que comprovamos um crescimento e divisão sem interferência bioquímica”.

Fonte: Terra

Referências:

1. Martin M. Hanczyc,* Shelly M. Fujikawa,* Jack W. Szostak “Experimental Models of Primitive Cellular Compartments: Encapsulation, Growth, and Division” (Science 24 October 2003: Vol. 302 no. 5645 pp. 618-622, DOI: 10.1126/science.108990)   (Em PDF)

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COMENTÁRIO:

Por Daniel F. Zordan

Essa pesquisa publicada na revista “Science” estabeleceu que, tal como a Bíblia afirma no livro Gênesis, a vida na Terra possivelmente tenha surgido do barro.

Segundo o livro de Gênesis nos versus 2:7 e 2:19, Deus criou toda forma de vida (plantas, aves, peixes, animais terrestres e pessoas) através do barro. Toda a vida veio de Deus.

E formou o SENHOR Deus o homem do pó da terra”[…]”o SENHOR Deus formado da terra todo o animal do campo, e toda a ave dos céus”

 

A ciência nos diz que é possível à vida ter se originado do barro. Porem, não pode nos dizer como isso aconteceu.

 

Nós criacionistas acreditamos pela fé que Deus através de sua palavra e sabedoria criou os céus, os corpos celestiais, e a vida.

“Pela fé entendemos que os mundos pela palavra de Deus foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente.”  (Hebreus 11 : 3)

Ao observar a vida, bem como todo o vasto universo podemos saber que seu Criador tinha de ser muito sábio. Mas, além disso, podemos saber que sua sabedoria deve ser infinita além da nossa. Embora homens estudem a origem da vida e do universo, ainda há muitas coisas que não serão reveladas.

“O SENHOR com sabedoria fundou a terra, com inteligência estabeleceu os céus.” (Pv 3.19)

“Os céus declaram a glória de Deus e o firmamento ununcia a obra de suas mãos.” (Sl 19.1)

The peace of God



Hadrossauro sobreviveu à extinção de dinossauros, diz estudo
29/01/2011, 5:13 AM
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Hadrossauro sobreviveu à extinção de dinossauros causada por asteoride

A crença [Filosofia Naturalista] que prevalece é de que os dinossauros desapareceram aproximadamente 65 milhões de anos atrás, depois da colisão de um asteroide contra a Terra, causando condições extremas como o desaparecimento do sol e a morte da vegetação. Mas uma equipe da Universidade de Alberta (Canadá) diz que há animais que sobreviveram mais de 700 mil anos depois do impacto. [O Estudo foi publicado na «Geology» [“Milhões de anos” – Segundo a cronologia evolucionista. Infelizmente os fósseis não vêm com certidão de nascimento e óbito, sendo assim, fica fácil fazer qualquer interpretação.]

Ao usar um novo método de datação à base de urânio (U-Pb, sigla em inglês de “uranium lead”) em um fóssil de hadrossauro encontrado no Novo México, o grupo chegou à conclusão que os dinossauros NÃO SUMIRAM da face da Terra por causa do asteroide. [Fica até difícil crer no mito do asteroide! Já são tantas teorias que se levantaram para justificar as extinções dos dinossauros, que ficamos em dúvida em qual delas crer. Qual dessas teorias aconteceu de fato? Clique aqui! ]

Larry Heaman

De acordo com Larry Heaman, do Departamento de Ciências Terrestres e Atmosféricas da universidade, os pesquisadores consideraram várias razões que explicariam por que o hadrossauro sobreviveu à extinção em massa de dinossauros no fim do período Cretáceo.

Heaman supõe que a vegetação não tenha sumido em algumas áreas, o que possibilitou a sobrevivência de hadrossauros, que se alimentam de plantas. [Se os hadrossauros sobreviveram, é certo que muitos outros tenham sobrevivido também.]

Ele também acredita que se for aplicado a nova técnica de medição nos fósseis encontrados, o meio científico pode ter que revisar a tese da extinção dos dinossauros. [Há muito tempo que cientistas querem refazer as datações dos fósseis. O problema é que universidades e museus não querem liberar os fósseis para aplicar novas datações. Não querem ver o mito da “Teoria da Evolução das espécies” indo por água abaixo. Existem inúmeros fósseis idênticos com nomes diferentes e com datações diferentes, quando não datações chutadas. ]

[Obs.: Entre colchetes (verde), negritos e sublinhados – “Destaques e comentários de Daniel F. Zordan”]

Fonte: Folha

Referências:

1. J. E. Fassett, L. M. Heaman, A. Simonetti. “Direct U-Pb dating of Cretaceous and Paleocene dinosaur bones, San Juan Basin, New Mexico.” (Geology; February 2011; v. 39; no. 2; p. 159-162; DOI: 10.1130/G31466.1)

2. “Test shows dinosaurs survived mass extinction by 700,000 years” (University of Alberta, January 28, 2011)

3. “Did dinosaurs survive the meteorite disaster? Fossil suggests they lived 700,000 years longer than previously thought” (Daily Mail, 28th January 2011)

4. “Dinosaurs Survived Mass Extinction by 700,000 Years, Fossil Find Suggests” (ScienceDaily, Jan. 28, 2011)

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COMENTÁRIO:

Por Daniel F. Zordan

A publicação na Science Daily trás algumas observações muito interessantes. Eles afirmam que atualmente os paleontólogos tem usado a técnica chamada cronologia relativa (com base na anterioridade ou sequencialidade de determinadas formações geológicas) para datar os fósseis. A idade de um fóssil é estimada em relação à idade conhecida pela deposição de uma camada de sedimentos em que foi encontrado. No entanto, para obter uma datação precisa para as rochas sedimentares é muito difícil.

“A potential weakness for the relative chronology approach is that over millions of years geologic and environmental forces may cause erosion of a fossil-bearing horizon and therefore a fossil can drift or migrate from its original layer in the strata. The researchers say their direct-dating method precludes the reworking process.” Os pesquisadores dizem que ponto fraco da cronologia relativa é que durante milhões de anos forças geológicas e ambientais podem causar erosão em locais de deposito de fósseis, o que faria com que um fóssil pudesse mudar de sua camada original nos estratos geológicos. Eles afirmam que esse método de datação direta impede o processo de reformulação.

Concluindo…

Existem muitos fósseis com datações chutadas, baseado em outros fósseis encontrados anteriormente. Isso é comum em fósseis que não estão onde deviria estar nas camadas geológicas. Por isso que presenciamos nas descobertas o largo espaço de tempo na idade do fóssil.

Um exemplo de DATAÇÃO CHUTADA aconteceu na descoberta do fóssil Saadanius hijazensis”. Foi afirmado que teria vivido, provavelmente, entre 28 e 24 milhões de anos atrás.

No entanto a matéria publicada na Nature dizia: [The Saadanius team has estimated the age of the fossil at 29–28 million years old, on the basis of the known ages of other fossils found nearby. The date correlates roughly with their interpretation of its position in the family tree. Yet it “should still be treated as preliminary”, says Seiffert, until follow-up studies using palaeomagnetism can confirm the age of the rocks in which the fossil rested…] Os cientistas afirmam que a datação do fóssil foi feito a partir de outros fosseis encontrados nas proximidades do local. Dizem ainda que a data estipulada é com base na INTERPRETAÇÃO de sua posição na genealogia fóssil. Também salientam que o achado “ainda deve ser tratado como preliminar”, até que sejam feitos outros estudos nas rochas onde estava o fóssil.

O paleontólogo Eric Delson afirmava: [“He warns that relying entirely on fossils is hazardous: Fossils only reflect part of the diversity of a group of animals. The length of a fossil primate face can also be distorted over time by geological pressure, making it hard to learn the true shape of the species from only a few examples…”] Ele avisa que confiar inteiramente em fósseis é arriscado. Alertando que o formato “comprimento” da face de um fóssil pode sofrer mudanças / distorção por ocasião do tempo e pela própria pressão geológica. O que torna difícil saber a verdadeira origem “forma” da espécie a partir de um único fóssil encontrado. Ou seja, seria necessário encontrar mais fosseis da espécie.

The peace of God



Paleontólogos encontram fóssil de dinossauro com apenas uma garra
29/01/2011, 5:05 AM
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Vestígios de animal foram encontrados na Mongólia Interior, na China. Espécie teria o tamanho de um papagaio.

Ilustração mostra como seria o 'Linhenykus monodactylus'. (Crédito: Julius T. Csotonyi)

Uma equipe internacional de cientistas descobriu um fóssil de um dinossauro com apenas uma garra perto da cidade de Linhe, na Mongólia Interior, região no norte da China. O achado foi divulgado nesta segunda-feira (24) na versão digital da publicação científica “Proceedings of the National Academy of Sciences” (PNAS).

Clique na imagem para ampliar

Os paleontólogos nomearam a espécie como Linhenykus monodactylus. O animal foi encontrado em rochas do Cretáceo tardio do país, formadas entre 85 milhões e 74 milhões de anos atrás. Com o tamanho de um papagaio, o organismo era carnívoro e pertence a um grupo conhecido como tetrápodes, vertebrados que usam quatro membros para locomoção.

Até a publicação da pesquisa, haviam sido desenterrados ossos da coluna vertebral, das patas dianteiras e da região pélvica do fóssil.

A maior parte dos tetrápodes possui três garras em cada membro. No caso de dinossauros similares ao Linhenykus, duas delas são normalmente encontradas retraídas, apenas como pequenos resquícios dos “dedos”.

O fóssil foi encontrado perto da cidade de Linhe, na Mongólia Interior, região no norte da China (Clique na imagem para ampliar)

Para um dos autores do estudo, o professor Michael Pittman, da College University de Londres, o exemplo da espécie descoberta na Mongólia Interior exemplifica como são complexas as modificações sofridas pelos tetrápodes no decorrer da evolução animal. A variedade vai desde cinco garras nos animais mais primitivos do grupo até duas, como no caso de tiranossauros.

O Linhenykus é a única espécie conhecida de dinossauro com apenas uma garra, que pode ter sido usada no passado para cavar a terra em busca de insetos.

Fonte: G1 –   Science Daily –  Daily Mail

Professor Michael Pittman fala sobre a descoberta. Veja o Video




Homem moderno emigrou da África há menos de 100 mil anos, diz estudo
29/01/2011, 5:01 AM
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Vestígios achados na península arábica são provas, segundo cientistas. Descoberta será divulgada na revista ‘Science’.

Sítio arqueológico de Jebel Faya, local onde os artefatos foram achados. (Foto: Copyright Science / AAAS)

O Homo sapiens emigrou da África há menos de 100 mil anos, muito antes do que se pensava até agora, revelam ferramentas descobertas na península arábica, segundo trabalho que será publicado na edição desta semana da revista científica “Science”.

A presença do homem moderno na península arábica pode remontar há 125.000 anos, segundo a equipe internacional de pesquisas chefiada por Hans-Peter Uerpmann, da Universidade Eberhard Karls em Tübingen, Alemanha.

O período no qual o homem moderno começou a emigrar do continente africano e a cronologia de sua dispersão pelo Mediterrâneo e ao longo da costa da península arábica têm sido tema de debate há tempos.

No entanto, a maioria dos vestígios e rastros descobertos até o momento leva a crer que esta migração ocorreu há 60 mil anos.

Artefatos encontrados na península arábica eram usados como machados. (Foto: Copyright Science / AAAS)

A equipe de cientistas, chefiada por Simon Armitage do Royal Holloway da Universidade de Londres, descobriu um conjunto de ferramentas no sítio arqueológico de Jebel Faya, em particular sílexes talhados em ambos os lados para cortar ou cavar, machados sem empunhadura e raspadeiras. 

Os cientistas começaram a escavar em 2003 e inicialmente encontraram artefatos da Idade do Ferro, do Bronze e do Neolítico, mas depois descobriram estas ferramentas que remontam ao Paleolítico médio, período que se estende de 300.000 até 30.000 anos atrás.

Os arqueólogos recorreram a uma técnica chamada luminiscência por estímulo óptico, que permite medir há quanto tempo um objeto não está exposto à luz. Assim determinaram que estas ferramentas de pedra remontam a um período que vai de 100 mil a 125 mil anos.

Fonte: G1 –   ABC Science –  BBC

Referência:

1. Simon J. Armitage, Sabah A. Jasim, Anthony E. Marks, Adrian G. Parker, Vitaly I. Usik, and Hans-Peter Uerpmann. “The Southern Route “Out of Africa”: Evidence for an Early Expansion of Modern Humans into Arabia.” (Science, 28 January 2011: 453-456. DOI:10.1126/science.1199113)



Vulcões ajudaram a extinguir vida há 250 milhões de anos, diz estudo
29/01/2011, 4:50 AM
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Cientistas usam camadas de cinzas no Canadá como provas para teoria. Fuligem acabou com 95% da vida marinha e 70% dos seres em terra.

Vestígio estava perto do Lago Buchanan, no Canadá (Foto: Steve Grasby / Universidade de Calgary / NRCan)

Cientistas da Universidade de Calgary, no Canadá, descobriram evidências para explicar como grandes erupções de vulcões há 250 milhões de anos produziram carvão suficiente para formar nuvens de cinzas na atmosfera, gerando gases de efeito estufa que acabaram com um ciclo de vida na Terra. O estudo foi divulgado neste domingo (23) na publicação científica “Nature Geoscience”.

As pistas foram encontradas no norte do país e são camadas de carvão e fuligem, depositadas na região ártica. Mas o material teria sido originado em vulcões hoje localizados na Sibéria, atual Rússia, próximos a cidades como Tura, Yakutsk e Irkutsk. Na área de 2 milhões de metros quadrados, maior que a da Europa, a atividade vulcânica gerou a fuligem que se encontra agora no outro lado do mundo, no norte do continente americano.

Na época estudada pelos pesquisadores canadenses, a Terra continha apenas um supercontinente, conhecido como Pangea, com ecossistemas variados como desertos e florestas. Entre os seres vivos presentes, os cientistas afirmam que havia animais apoiados em quatro patas como anfíbios e répteis primitivos, além de um grupo extinto chamado synapsida, que teria dado origem a mamíferos.

O impacto teria sido tão grande que 95% da vida marinha e 70% dos seres vivos no planeta teriam sido dizimados, segundo os canadenses Steve Grasby, Benoit Beauchamp e Hamed Sanei, professores do Departamento de Geociências da universidade e responsáveis pelo artigo.

 

Minúsculas partículas encontradas em rochas antigas do Canadá (à esquerda), são semelhantes às partículas de cinzas de carvão encontrada nas usinas de hoje (à direita). Essa comparação resultou em uma pista no mistério de extinção.

“Nossa pesquisa é a primeira a detectar que erupções vulcânicas massivas, as maiores que o mundo já testemunhou, causaram combustão de carvão suficiente para explicar aumento significativo na emissão de gases de efeito estufa naquela época”, afirma Grasby. “Aqui no Canadá, nos achamos camadas com matéria orgânica abundante, que o professor Hamed distinguiu como formadas por carvão e cinzas, como as produzidas atualmente por usinas termoelétricas.”Apocalipse diferente
A teoria de Grasby, Bauchamp e Sanei para explicar a extinção de boa parte da vida na Terra há 250 milhões de anos é diferente das suposições sobre o fim da era dos dinossauros, répteis que viveram no planeta e desapareceram há 65 milhões de anos. No segundo caso, uma das causas mais defendidas pelos especialistas é a de um impacto de meteorito na superfície terrestre. A península de Yucatán, no México, é apontada como um dos prováveis locais para a colisão. 

O período estudado pela equipe da Universidade de Calgary é conhecido como Permiano Tardio. É uma faixa de tempo entre 300 milhões e 250 milhões de anos atrás, dentro da era Paleozoica. Segundo os pesquisadores, à época a Terra já enfrentava aquecimento, com o nível do oxigênio nos oceanos diminuindo.

“Eram tempos ruins para a Terra. Para piorar, essas erupções vulcânicas, jogando aquelas cinzas altamente tóxicas, contribuíram para o pior caso de extinção de espécies na história terrestre”, diz Grasby.

Fonte: G1

Referências:

1. Stephen E. Grasby, Hamed Sanei e Benoit Beauchamp Catastrophic dispersion of coal fly ash into oceans during the latest Permian extinction” (Nature Geoscience, Volume: 4, Pages: 104–107 (2011), DOI: doi:10.1038/ngeo1069)

2. “Coal-fired trigger of mass extinction” (Nature, 23 January 2011)

3. “Toxic Ash Clouds Might Be Culprit in Biggest Mass Extinction” (Science, 23 January 2011)



Unidade de produção de vinho de 6.100 anos é descoberta na Armênia
22/01/2011, 10:48 AM
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Complexo vinícola é o mais antigo conhecido atualmente.
Descoberta foi divulgada na publicação ‘Journal of Archaeological Science’.

Objetos de produção vinícola foram descobertos no sítio em região montanhosa da Armênia. (Foto: Gregory Areshian / National Geographic / AP Photo)

Uma unidade completa de produção de vinho, de 6.100 anos de antiguidade, a mais antiga conhecida até então, foi descoberta numa caverna na Armênia, anunciou nesta terça-feira (11) uma equipe internacional de arqueólogos. Antes disso, vestígios comparáveis a esses equipamentos de produção vinícola remontavam a 5.000 anos.

“Pela primeira vez, temos uma imagem arqueológica completa de um sistema de produção de 6.100 anos”, comemorou Gregory Areshian, responsável pelas escavações e vice-diretor do Instituto de Arqueologia Cotsen da Universidade da Califórnia, em Los Angeles.

Entre os objetos descobertos, estavam sementes de uva, restos de grãos prensados, ramos de videira atrofiados, uma prensa rudimentar, uma cuba em argila aparentemente usada para a fermentação, cacos de cerâmica impregnados de vinho, uma taça e uma caneca para bebê-lo.

A descoberta foi realizada no mesmo sítio de cavernas onde foi encontrado, em junho de 2010, um mocassim de couro perfeitamente preservado datando de 5.500 anos, o que fez dele o mais velho calçado conhecido no mundo.

As cavernas ficam numa espécie de canyon situado na província armênia de Vayotz Dzor, uma região na fronteira do Irã e da Turquia.

Análises químicas confirmaram a datação das instalações e de outros objetos, e a escavação foi financiada, em parte pela National Geographic Society, segundo o texto publicado na edição on-line do “Journal of Archaeological Science”. [Completa Em PDF]

Testes de radiocarbono efetuados por pesquisadores da Universidade da Califórnia confirmaram a datação.

Fonte: G1 e The New York Times

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COMENTÁRIO NOSSO:

Segundo a publicação do “Journal of Archaeological Science” as escavações arqueológicas no sudeste da Armênia revelou instalações e artefatos que datam de cerca de 4000 a.C.. Os cientistas verificaram a idade e função com datação por radiocarbono, que muitas das vezes não são precisas.

O conhecimento histórico daquela época se concentrava nas civilizações que se desenvolviam no Egito ou na Mesopotâmia. Mas o pesquisador acredita e defende que “existiam muitos centros únicos, especializados, de civilização no mundo antigo, que hoje só conseguimos olhar como um mosaico de populações.” disse Gregory Areshian.

Tudo isso me faz lembrar de Gênesis 9:20 e 21 quando “…começou Noé a ser lavrador da terra, e plantou uma vinha.”… “bebeu do vinho, e embebedou-se; e descobriu-se no meio de sua tenda.”

Lembrando que a Arca teria atracado no Monte Ararate, uma região bem próxima da vinícola descoberta.

Seria possível essa vinícola ter pertencido à Noé ou a algum de seus descendentes (Filhos ou netos)? – Não sabemos! Mas com certeza essa caverna tem muito que nos revelar ainda. Vamos aguardar as explorações que continuam no local.

The peace of God