Creation Science News


Cientistas encontram restos de humano mais antigo
26/02/2011, 4:20 PM
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Restos mortais, encontrados no sítio arqueológico no centro do Alasca, aparentam ser de uma criança

Cientistas anunciaram nesta quinta-feira terem localizado os restos mortais humanos mais antigos já encontrados no subártico da América do Norte, o que traz uma nova luz sobre as vidas dos primeiros habitantes do continente.

A descoberta dos restos parcialmente incinerados ocorreu em uma fogueira de uma antiga habitação no sítio arqueológico Upward Sun River, de acordo com um artigo a ser publicado na edição da revista “Science” [1].

Pesquisadores afirmam que os restos mortais, encontrados neste sítio arqueológico recém-escavado no centro do Alasca, aparenta ser de uma criança de três anos que teria sido enterrada e, posteriormente, cremada em uma cerimônia.

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A datação por radiocarbono da madeira no sítio indica que a cremação ocorreu aproximadamente 11.500 anos atrás, quando o estreito de Bering ainda conectava o Alasca com a Ásia, de acordo com cientistas da Universidade do Alasca, em Fairbanks.

“Este sítio reflete muitos comportamentos diferentes nunca vistos antes nessa parte do mundo durante a última era do Gelo, e a preservação e ausência de perturbações nos permitem explorar o modo de vida dessas pessoas de forma nova”, afirmou o arqueólogo Ben Potter, que escavou o sítio com quatro colegas.

Pesquisadores afirmam que estudos dos dentes encontrados no local confirmam que a criança, batizada de Xaasaa Cheege Ts’eniin, que significa “Criança de Upward Sun River”, é biologicamente associada aos americanos nativos e aos asiáticos do nordeste da Ásia.

Os restos mortais no sítio, segundo os pesquisadores, são possivelmente os mais antigos já encontrados no nordeste da América do Norte, assim como a segunda criança mais jovem da era do Gelo no continente.

Os arqueólogos informaram estar trabalhando ao lado de habitantes do Alasca para garantir que a escavação e subsequentes testes sejam realizados de forma a respeitar a cultura tradicional local.

Fonte: Folha

Referências:

1. B. A. Potter, J. D. Irish, J. D. Reuther, C. Gelvin-Reymiller, V. T. Holliday. “A Terminal Pleistocene Child Cremation and Residential Structure from Eastern Beringia” (Science, 2011; 331 (6020): 1058 DOI: 10.1126/science.1201581)

2. “Oldest subarctic North American human remains found” (University of Alaska)



Cientistas acham ‘dinossauro chutador’
26/02/2011, 4:00 PM
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Cientistas britânicos e americanos anunciaram ter descoberto uma nova espécie de dinossauro – batizada de Brontomerus mcintoshi.

O nome em latim significa “coxas de trovão” e é uma homenagem às poderosas pernas traseiras, capazes de disparar poderosos chutes.

Os ossos do Brontomerus foram descobertos na década de 90 em Utah, nos Estados Unidos.

Eles estavam numa pedreira e tinham sido vandalizados por comerciantes de fósseis do mercado negro, provavelmente por pensarem que não tinham valor comercial.

Pesquisadores do museu de História Natural de Oklahoma ficaram com os ossos até que em 2007, o professor Mike Taylor, da University College London, na Grã-Bretanha, decidiu examiná-los mais detalhadamente.

A ilustração mostra como o dinossauro teria usado as pernas traseiras (Imagem: Cortesia UCL)

O estudioso afirma que a parte superior do osso do quadril é muito maior que o de outros saurópodes.

Segundo ele, isso o levou a deduzir que ele teria muitos músculos até em cima.

O Brontomerus então teria coxas muito fortes, musculosas e capazes de disparar chutes poderosos.

Por isso, o Taylor acredita que inicialmente, os coices teriam sido usados para disputar a atenção de fêmeas, possivelmente evoluindo para defesa.

Fonte: BBC Brasil

Referências:

1. Michael P. Taylor, Mathew J. Wedel, and Richard L. Cifelli “A new sauropod dinosaur from the Lower Cretaceous Cedar Mountain Formation, Utah, USA” (Acta Palaeontologica Polonica 56 (1), 2011: 75-98 doi:10.4202/app.2010.0073)

2. “New ‘Thunder-Thighs’ Dinosaur Discovered” (The Sam Noble Oklahoma Museum of Natural History, University of Oklahoma)



Grupo criacionista vai reconstruir Arca de Noé
26/02/2011, 3:37 PM
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SÃO PAULO – Parque temático criacionista, o Ark Encounter terá atrações para crianças e adultos, sendo seu grande destaque uma réplica em tamanho real da Arca de Noé.

O projeto é parceria entre a empresa privada Ark Encounter e a organização Answers in Genesis, um grupo que defende o criacionismo e está por trás do Museu da Criação (Creation Museum), nos Estados Unidos.

Localizado no estado americanos de Ohio, o museu atraiu mais de 1,2 milhões de visitantes em três anos de funcionamento, e foi construído com R$35 milhões arrecadados em doações.

A mesma prática será adotada para o novo projeto. O Ark Encounter deve ser construído em uma propriedade de 3,2 km2, a 40 minutos do Museu da Criação – 35 minutos da cidade de Cincinnati. O custo total está estimado em US$125 milhões, porém uma campanha foi lançada para arrecadar os US$24,5 milhões destinados somente à construção da Arca.

Segundo a organização, a “réplica em tamanho real da Arca de Noé” será construída “de acordo com as dimensões bíblicas e construída com materiais e métodos os mais parecidos o possível com aqueles do tempo de Noé”.

O projeto terá um grande complexo de atrações bíblicas, com lazer, lojas, restaurantes, um zoológico com alguns dos animais que teriam entrado na Arca original, playground para crianças, uma Torre de Babel de 30 metros com um cinema 3D de 500 lugares. Haverá também uma réplica de uma cidade do Oriente Médio do século I, três aviários e uma área de eventos.

Projeto do Parque Criacionista

Se tudo sair como planejado, o parque abrirá em janeiro de 2014 – e os números mostram que não há motivo para os organizadores acharem que algo sairá fora do previsto. Em menos de uma semana, mais de US$129 mil já foram arrecadados, de acordo com a contagem em tempo real do site. As doações são divididas em três categorias: prego de madeira (US$100), tábua (US$1000) e viga (US$5000).

De acordo com a Gallup Organizations, que realiza pesquisas periódicas sobre criacionismo X evolucionismo, em 2004, 45% da população se dizia criacionista. Isso significa que quase metade dos americanos acredita que Deus criou todos os seres vivos, e que o homem existe, da forma exata como é hoje, há 10 mil anos.

Em 2007, a mesma organização se juntou ao USA Today para uma nova pesquisa, que revelou dados similares: 39% dos americanos acham que criacionismo é “definitivamente verdade”, e 27% acham que é “possivelmente verdade”. Já a evolução é “definitivamente verdade” para apenas 18% das pessoas, e “possivelmente verdade” para 35% delas.

Em 2005, uma outra pesquisa conduzida pelo Pew Forum on Religion and Public Life reportou que 38% dos americanos preferiria que o criacionismos fosse ensinado nas escolas no lugar da teoria da evolução.

É esta parcela da população que o Ark Encounter pretende atrair para seu novo parque, um projeto que já está sendo chamado de a Disneylândia do Criacionismo.

Projeto do parque temático: previsão de abertura em 2014 e parte do dinheiro vinda de doações.

Fonte: INFO Online

Videos:



Cientistas debatem se fóssil da Ardi era de humana ou macaca
26/02/2011, 2:38 PM
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Reconstituição de Ardi

Macaca ou humana? O fóssil da pequena Ardi, uma criatura 1,2 metro e 50 kg que viveu há 4,4 milhões de anos, despertou um furioso debate agora que um artigo na “Nature” [1] colocou mais dúvidas sobre ela ser de fato um ancestral humano.

Batizada com o nome científico Ardipithecus ramidus, sua descrição detalhada na “Science” [2] em 2009 [Vol. 326 no. 5949 pp. 64, 75-86 [3] / 68, 68e1-68e7 [4] / 69, 94-99 [5]] [video divulgado pela Science em 2009] se tornou a descoberta do ano. O fóssil foi declarado o mais espetacular achado paleontológico desde a escavação de Lucy, em 1974, com 3,2 milhões de anos.

Os paleontólogos sempre especularam sobre como seria a forma do ancestral comum, se algo intermediário entre o humano e os grandes macacos africanos. “Nós vimos o ancestral, e não é um chimpanzé”, declarou Tim White, da Universidade da Califórnia em Berkeley, que chefiou os estudos.

Ardi é o grande achado de White e colegas. Por isso, é compreensível que não gostem da ideia de que ela seja apenas uma macaca velha.

Ardipithecus ramidus é apenas 200 mil anos mais velho que o Australopithecus anamensis. Mesmo com a melhor boa vontade do mundo eu não consigo ver o Ardipithecus ramidus evoluindo para o Au. anamensis“, disse à Folha um dos autores do artigo da “Nature”, Bernard Wood, da Universidade George Washington.

O outro autor do mesmo trabalho é Terry Harrison, da Universidade Nova York. “Não há absolutamente nada de novo nesse artigo”, reagiu White, em declaração à Folha sobre o artigo de Wood e Harrison, que criticam a humanidade de Ardi.

O principal argumento da dupla é que White e colegas não teriam considerado a hipótese de “convergência evolutiva”, isto é, o mesmo traço anatômico –a forma de um osso, por exemplo– surgir em espécies que não são diretamente relacionadas.

Reconstituição de "Ardi" (esquerda) e "Lucy" (Direita)

A ancestralidade humana de Ardi já tinha sido criticada no ano passado na própria “Science” [6] por Esteban Sarmiento, primatologista da Fundação Evolução Humana, em Nova Jersey.

Para ele, o Ardipithecus é um quadrúpede palmígrado, que se apóia nas plantas das quatro patas, e não um bípede, como dito por White.

Sarmiento não gostou nem da réplica de White e colegas publicada na mesma “Science”, nem do novo artigo de Wood e Harrison.

Ilustração de "Ardi" à esquerda e fotografia de um "Bonobo" à direita (uma subespécie de chimpanzé originária do Zaire) (Ref. 7)

“Para ser capaz de decidir sobre as relações ancestral-descendente entre macacos vivos e fósseis, nós precisamos olhar para traços suficientemente complexos de modo a deixarem um registro de convergência na anatomia”, declarou Sarmiento.

Segundo ele, a dupla, com base nos mesmos traços anatômicos, aceita que o Australopithecus seja da linhagem humana, mas não o Ardipithecus.

[Obs.: Negrito e Sublinhado “Grifo Nosso”]

Fonte: Folha

Video divulgado pela Science em 2009:

Referências:

1. Bernard Wood & Terry Harrison “The evolutionary context of the first hominins” (Nature, Volume: 470, Pages: 347–352, 17 February 2011, DOI: 10.1038/nature09709)

2. “Ardipithecus ramidus” (Science, 2 October 2009)

3. Tim D. White, Berhane Asfaw, Yonas Beyene, Yohannes Haile-Selassie, C. Owen Lovejoy, Gen Suwa & Giday WoldeGabriel “Ardipithecus ramidus and the Paleobiology of Early Hominids” (Science, 2 October 2009: Vol. 326, nº 5949 pp. 64,75-86, DOI: 10.1126/science.1175802)

4. Gen Suwa, Berhane Asfaw, Reiko T. Kono, Daisuke Kubo, C. Owen Lovejoy & Tim D. White “The Ardipithecus ramidus Skull and Its Implications for Hominid Origins” (Science, 2 October 2009: Vol. 326, nº 5949 pp.68,68e1-68e7, DOI: 10.1126/science.1175825)

5. Gen Suwa, Reiko T. Kono, Scott W. Simpson, Berhane Asfaw, C. Owen Lovejoy& Tim D. White “Paleobiological Implications of the Ardipithecus ramidus Dentition” (Science, 2 October 2009: Vol. 326, nº 5949 pp. 69,94-99, DOI: 10.1123/science.1175824)

6. Esteban E. Sarmiento “Comment on the Paleobiology and Classification of Ardipithecus ramidus” (Science, 28 May 2010, Vol. 328 nº 5982 p. 1105, DOI: 10.1126/science.1184118)

7. John Feliks “Ardi: How to create a science myth” (Pleistocene Coalition News, Vol. 2, Issue: 1 January – Bebruary 2010)




Neandertais como nós: ciência descobriu homens vaidosos, sensíveis e com jeito para a cozinha
25/02/2011, 9:09 PM
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Cientistas encontram cada vez mais semelhanças entre os antepassados do homem atual. Outras estarão por escavar.

Reconstituição de Neandertal

Em 2010 foram acrescentadas dezenas de páginas à pré-história. Algumas das quais uma surpresa sobre uma população que até aqui se pensava ser intelectualmente inferior. Para os investigadores, não sobram dúvidas de que os Neandertais seriam da mesma espécie que o homem moderno, o homo sapiens, apenas de raça diferente. Um exemplo: cozinhavam vegetais e usavam colares de conchas. Por perceber estarão outros detalhes do quotidiano – em parte por falta de financiamento, afirma ao i o especialista português João Zilhão.

Comparação de crânios: Homem moderno e Neandertal (Clique na imagem para ampliar)

Depois de décadas de caricaturas – e opiniões contracorrente como a do antropologista norte-americano Carleton Coon, que em 1939 ousou dizer que um Neandertal barbeado, de fato e chapéu, passaria despercebido no metro de Nova Iorque – o Neandertal só começou a receber o respeito intelectual há meia dúzia de anos. João Zilhão, recém-chegado ao departamento de Pré-História da Universidade de Barcelona, explica que a tese de que os Neandertais seriam inferiores aos homens modernos se manteve por exclusão de hipóteses: era a espécie que não tinha sobrevivido, enquanto os primeiros evoluíram até hoje.

“Percebeu-se que as diferenças genéticas que reforçavam a tese de espécies diferentes podem resultar do simples fato de, ao contrário da população atual, esta não ter passado pelos últimos 50 mil anos de evolução, explica.

Da confirmação das capacidades cognitivas aos vestígios arqueológicos que validaram uma dieta rica em vegetais confeccionados, a vida dos Neandertais tem vindo a somar contornos dignificantes – depois de uma longa passagem pela Europa, entre 300 mil a.C. e 37 mil a.C., segundo a última datação publicada por Zilhão. Penny Spikins, investigadora da Universidade de York, concorda que não há dúvidas de que sejam da mesma espécie, até pelas evidências de miscigenação. E resume:

“Apesar de uma diferença de aspecto exacerbada, por terem vivido um isolamento prolongado, eram uma raça. Contribuíram para o nosso patrimônio genético.”

O contributo foi visto ao detalhe dos genes em 2010: cada europeu, nos dias de hoje, herda 1% a 4% de ADN Neandertal.

Homem de Neandertal (Ilustração)

Em aberto Ao i, Spikins explica que desde que descobriu que os Neandertais eram seres sociais – os machos mais unidos – pretendeu descobrir se a sociedade era bem disposta. “Adorava poder saber como eram quando conversavam, para lá da imagem séria com que são retratados sem justificação.” Zilhão espera perceber porque é que em zonas específicas da Península Ibérica, Algarve e Sul de Espanha, terão coexistido com os homens modernos durante um período adicional de 5 mil anos. “Seria um ambiente diferente, recursos diferentes?” E diplomacia? “Para isso acho que nunca teremos resposta.”

Depois do genoma, novas escavações parecem ser a melhor porta para o passado. “Na Península Ibérica só conhecemos uma pontinha do icebergue”, diz o investigador. Em Portugal a situação é catastrófica: “Não há financiamento. Ou descobre-se por acaso ou então quando há obras públicas.” Os vestígios serão abundantes. “Se pensarmos no mundo de há 50 mil anos, viveriam na Península Ibérica metade dos habitantes da Europa. De Paris para cima era tudo gelo.”

Fonte: i On line

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COMENTÁRIO NOSSO:

Podemos acrescentar outras similaridades entre os Neandertais e o Homem moderno, tais como:

  • DNA do homem de Neandertal é 99,9% igual ao nosso – “Aqui”

Características físicas dos Neandertais:

Eles eram adaptados ao clima frio, cérebro 10% maior, nariz curto, largo e volumoso (As populações sub-árticas possuem essas características.), 1,65 m de altura e mais fortes. Eram mais altos que o homem moderno, feições morfológicas distintas, especialmente do crânio, que gradualmente acumulou aspectos distintos, particularmente devido ao relativo isolamento geográfico. A sua estatura atarracada pode ter sido uma adaptação ao clima frio da Europa durante o Pleistoceno.

Sendo assim, eles eram totalmente, 100% ou melhor, 99,9% iguais a nós (Humano moderno). Calcula-se que tanto Neandertais e humanos modernos têm entre 99,5% e 99,9% de genes idênticos. Trata-se da mesma diferença genética (de até 0,5%) que se observa entre os 6,7 bilhões de humanos.

A pesquisadora Julien Riel-Salvatore, em um artigo publicado no Journal of Archaeological Method and Theory [1], afirmava [2] que; “It is likely that Neanderthals were absorbed by modern humans,”… “My research suggests that they were a different kind of human, but humans nonetheless. We are more brothers than distant cousins.” [“É provável que os Neandertais tenham sido absorvidos pelo homem moderno”, … “Minha pesquisa sugere que eles [neandertais] eram um tipo diferente de humanos, mas seres humanos. Nós somos mais irmãos que primos distantes”.]

Michael Shermer, em uma publicação no Scientific American Magazine [3], disse: “Our Neandertal Brethren: Why They Were Not a Separate Species” [Nossos irmãos Neandertais: “Por que eles não eram uma Espécie separada]

Mais adiante no texto ele diz: “The Neandertal species did not go extinct, because it was never a separate species” [As espécies de Neandertais não foram extintas, porque nunca foi uma espécie separada]
.
Em suas finalizações, Shermer confirma o que todos nós já sabemos. Asiáticos, europeus, árabes, africanos, ocidentais e etc. Ambas as etnias/raças são descendentes de grupos diferentes de Neandertais, que migraram para lugares diferentes em épocas diferentes. No entanto, somos todos iguais, com características morfologias diferentes. Asiático com olhos mais puxados, europeus mais brancos e olhos claros, africanos mais escuros, formato de rosto, altura, órgão e etc. Ele ainda afirma que “as espécies de Neandertais não foram extintas, porque nunca foi uma espécie separada”. Algumas populações de Neandertais foram extintas há 30 mil anos atrás. Enquanto outras populações sobreviveram através do cruzamento com homem moderno (irmãos e irmãs dos Neandertais) que vive até hoje.

Conclusão…

Neandertais são tão humanos quanto nós. Como é mencionado no início da matéria “Para os investigadores, não sobram dúvidas de que os Neandertais seriam da mesma espécie que o homem moderno, o homo sapiens, apenas de raça diferente.” E para finalizar vale lembrar as palavras de Carleton Coon, “Um Neandertal barbeado, de fato e chapéu, passaria despercebido no metro de Nova Iorque”

Referências:

1. Julien Riel-Salvatore “A Niche Construction Perspective on the Middle–Upper Paleolithic Transition in Italy” (Journal of Archaeological Method and Theory, Volume 17, Number 4, 323-355, DOI: 10.1007/s10816-010-9093-9 ) (Em PDF)

2 . “Neanderthals More Advanced Than Previously Thought: They Innovated, Adapted Like Modern Humans, Research Shows” (Science Daily, Sep. 22, 2010)

3. Michael Shermer “Our Neandertal Brethren: Why They Were Not a Separate Species” (Scientific American Magazine, August 11, 2010)

The peace of God



Neandertais já usariam penas como ornamento há 44 mil anos
25/02/2011, 6:44 PM
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Os neandertais eram tão aculturados quando o Homo sapiens

Desenho de possível reconstruão do uso de penas por um Neandertal

Arqueólogos da Universidade de Ferrara, na Itália, afirmam ter descobertos indícios de que os neandertais já utilizavam penas para se enfeitar há 44 mil anos. A pesquisa aumenta o debate sobre o quão distantes eram os neandertais do Homo sapiens. As informações são do site da revista New Scientist.

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O arqueólogo Marco Peresani e sua equipe investigaram 660 ossos de aves encontrados com ossadas de neandertais na caverna Fumane, norte do país. Muitos dos ossos estavam cortados e raspados onde as penas de voo estavam presas, o que sugere que as penas eram sistematicamente removidas.

Assim como acredita-se que os neandertais usavam conchas como enfeite, Peresani pensa que as penas também poderiam ser ornamentos. Segundo o pesquisador, muitas das espécies encontradas era uma fonte pobre de alimentação e afirma que a adição de penas às flechas só foi ocorrer bem depois, o que descarta essas possibilidades.

João Zilhão da Universidade de Barcelona, na Espanha, afirma à reportagem que a pesquisa reforça as evidências de que os neandertais eram tão aculturados quando o Homo sapiens.

[Obs.: Negrito e Sublinhado “Grifo Nosso”]

Fonte: Terra

Referências:

1. Marco Peresani, Ivana Fiore, Monica Gala, Matteo Romandiniand Antonio Tagliacozzo “Late Neandertals and the intentional removal of feathers as evidenced from bird bone taphonomy at Fumane Cave 44 ky B.P., Italy” (Proceedings of the National Academy of Sciences, January 20, 2011, DOI: 10.1073/pnas.1016212108) (Artigo em PDF)

2. “Did Neanderthals use feathers for fashion?” (New Scientist, 21 February 2011)
3. “Neanderthals Wore Feathers as Fashion Accessories” (Discovery News, Feb 23, 2011)


Núcleo da Terra gira mais devagar do que se pensava até agora
25/02/2011, 5:40 PM
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Um grupo de geofísicos descobriu que o núcleo da Terra gira mais devagar do que acreditava-se previamente, afetando o campo magnético, indica um artigo publicado neste domingo na revista “Nature Geoscience“.

O estudo desenvolvido pelo Departamento de Ciências da Terra da Universidade de Cambridge detalha que o núcleo do planeta se move mais lentamente do que o grau anual do que se pensava, a velocidade de rotação é inferior a um grau a cada 1 milhão de anos.

O núcleo interno da Terra cresce mais devagar na medida em que o fluído externo vai se solidificando sobre a superfície do núcleo externo, afirma a pesquisa de Lauren Waszek, e a diferença na velocidade hemisférica leste-oeste deste processo fica congelada na estrutura do núcleo interno.

“Descobrimos que a velocidade de rotação provém da evolução da estrutura hemisférica, e assim demonstramos que os hemisférios e a rotação são compatíveis”, explica Waszek.

Até agora, assinalou a geofísico da Universidade de Cambridge, este era um importante problema para a geofísica, “porque as rápidas velocidades de rotação eram incompatíveis com os hemisférios observados no núcleo interno, não permitiam tempo suficiente para que as diferenças congelassem a estrutura”.

Para obter estes resultados, os cientistas utilizaram ondas sísmicas que cruzaram o núcleo interno, 5,2 mil quilômetros abaixo da superfície da Terra, e as compararam com o tempo de viagem das ondas refletidas na superfície do núcleo.

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Posteriormente, observaram as diferenças na rotação dos hemisférios leste e oeste e comprovaram que giram de maneira consistente em direção a leste e para dentro, por isso que a estrutura mais profunda é a mais velha.

A descoberta é importante porque o calor produzido durante a solidificação e o crescimento do núcleo interno dirige a convecção do fluído nas camadas externas do núcleo.

Os fluxos de calor são os que encontram os campos magnéticos, que protegem à superfície terrestre da radiação solar, e sem os quais não haveria vida na Terra.

Waszek disse que os resultados “apresentam uma perspectiva adicional para compreender a evolução do nosso campo magnético”.

Fonte: EFE

Referências:

1. Lauren Waszek, Jessica Irving, Arwen Deuss. “Reconciling the hemispherical structure of Earth’s inner core with its super-rotation” ( Nature Geoscience, 2011; DOI: 10.1038/ngeo1083) (Artigo em PDF)

2.  “Scientists give first accurate estimate of how fast the Earth’s core rotates” (University of Cambridge, 22 February 2011)