Creation Science News


Telescópios da Nasa fotografam nebulosa quadrada; veja
26/03/2011, 8:57 PM
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Nebulosa quadrada MWC 922 seria formada por gases expelidos de estrela ou conjunto de estrelas central

Ninguém sabe realmente dizer como uma nebulosa toma a forma de um quadrado, mas esse é justamente o caso da MWC 922.

Uma das hipóteses diz que uma estrela, ou um conjunto de estrelas, que está no centro do sistema estelar expele cones de gases durante a fase final de desenvolvimento, originando esse peculiar feitio.

Com base em evidências científicas, os pesquisadores especulam que a MWC 922 pode se transformar, um dia, em uma supernova.

A foto, divulgada nesta quarta-feira pela Nasa (agência espacial americana), foi feita pelos telescópios espaciais Hale, na Califórnia, e Keck-2, no Havaí.



Matéria escapa de buraco negro em túnel magnético
26/03/2011, 8:35 PM
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”]O observatório de raios gama Integral, da Agência Espacial Europeia, detectou matéria extremamente quente apenas um milésimo de segundo antes que ela mergulhasse para sempre dentro de um buraco negro.

 

Mas será que essa matéria está realmente condenada para sempre?

Fuga do buraco negro

As observações sugerem que a sentença definitiva parece não valer para toda a matéria, e que uma parte dela está empreendendo uma grande fuga do maior bicho-papão do Universo.

Ninguém gostaria de estar tão perto de um buraco negro. Apenas algumas centenas de quilômetros de sua superfície mortal, o espaço é um turbilhão de partículas e radiação.

Vastas tempestades de partículas estão entrando no seu próprio inferno, quase à velocidade da luz, elevando a temperatura a milhões de graus.

Normalmente, leva apenas um milésimo de segundo para que as partículas atravessem esse corredor final, mas parece restar um fio de esperança para uma pequena parte delas.

Tecido magnético

Graças às novas observações do Integral, os astrônomos agora sabem que esta região caótica é dominada por uma malha de campos magnéticos.

Esta é a primeira vez que campos magnéticos foram detectados tão perto de um buraco negro.

Mais importante ainda, o observatório Integral relevou que esses campos magnéticos são altamente estruturados e estão formando um túnel de fuga para algumas das partículas.

Os dados indicam que o campo magnético é forte o suficiente para arrancar algumas partículas das garras gravitacionais do buraco negro e afunilá-las rumo ao exterior, criando jatos de matéria que disparam para o espaço.

Radiação síncrotron

As partículas nesses jatos assumem trajetórias em espiral conforme ascendem pelo campo magnético rumo à liberdade, e isso está afetando a propriedade da sua radiação na faixa dos raios gama conhecida como polarização.

Um raio gama, como a luz comum, é um tipo de onda e a orientação da onda é conhecida como a sua polarização.

Quando uma partícula rápida espirala em um campo magnético, ela produz um tipo de luz, conhecida como radiação síncrotron, que apresenta um padrão característico de polarização.

Foi essa polarização que a equipe do Integral encontrou nos raios gama. E não foi fácil.

“Tivemos que usar quase todas as observações já feitas pelo Integral de Cignus X-1 para fazer essa detecção”, disse Philippe Laurent, um dos membros da equipe.

Cignus X-1 é um buraco negro não muito distante de nós, que está destruindo uma estrela e se alimentando do gás que emana de seus destroços.

Jatos de matéria

Feitas ao longo de sete anos, as observações repetidas do buraco negro agora totalizam mais de cinco milhões de segundos – o equivalente a uma única imagem com um tempo de exposição de mais de dois meses.

“Nós ainda não sabemos exatamente como a matéria em queda se transforma em jatos. Há um grande debate entre os teóricos; essas observações irão ajudá-los a decidir,” diz Laurent.

Jatos em torno de buracos negros já foram vistos antes por radiotelescópios, mas tais observações não conseguem ver o buraco negro com detalhes suficientes para saber exatamente o quão perto do buraco negro os jatos se originam. Isso dá a estas novas observações um valor inestimável.

 

 

Referência:

1. “Integral spots matter a millisecond from doom” (European Space Agency, 24 March 2011)

2. “Matter Spotted a Millisecond from Black Hole — But Is It Really Doomed?” (Science Daily, 25 March 2011)



Menor cavalo do mundo completará seu primeiro ano de vida
26/03/2011, 8:20 PM
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O menor cavalo do mundo, com cerca de 51 centímetros, está prestes a completar seu primeiro ano de vida.

Einstein, que já apareceu em programas famosos como o da apresentadora americana Oprah Winfrey, chamou a atenção da mídia logo que nasceu, em abril do ano passado, devido a seu tamanho peculiar.

Segundo o jornal The Sun, o animal vive na fazenda de seus proprietários Charlie Cantrell e Rachel Wagner em Gilmanton, no estado de New Hampshire, Estados Unidos.

O casal afirmou que o pequeno já fez vários amigos, entre crianças, cachorros e cavalos, mas não pode conviver com outros equinos, por causa do risco de ser pisoteado.

“O mais extraordinário é que ele não parece ter consciência do seu próprio tamanho”, brinca Charlie.

A saga de Einstein vai se tornar livro, que deve ser lançado no mês que vem, quando completa um ano.

 

 

 

Referência:

1. “Tiniest horse is having a ball” (The Sun, 26 March 2011)



Estudo de 1958 pode ajudar a demonstrar como começou a vida na Terra
26/03/2011, 7:59 PM
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SÃO PAULO – Amostras de um estudo de 1958 encontradas recentemente podem trazer respostas na compreensão dos processos que criaram as primeiras formas de vida na Terra. O trabalho é apresentado na edição desta segunda-feira, 21, da revista Proceedings of the National Academy of Sciences.

Veja também:

linkVida na Terra pode ter vindo do espaço, dizem cientistas

linkFormação de vida na Terra pode ter sido influenciada por partículas vindas do espaço

Um ex-aluno de Stanley Miller encontrou amostras de um experimento similar à experiência de Urey-Miller (ou “sopa orgânica”). Jeffrey Bada decidiu então estudar as amostras que, até onde se sabe, permaneceram intocadas após o estudo original de Stanley Miller em 1958.

Na experiência de Urey-Miller, de 1953, os cientistas presumiram que a atmosfera da Terra recém-formada fosse similar à de Júpiter, rica em hidrogênio, água, amônia e metano. Então Miller e Urey dispararam cargas elétricas, simulando raios, nesta “sopa elementar”. O resultado, que surpreendeu a muitos, foi a formação espontânea dos aminoácidos glicina e a alanina, moléculas elementares para a vida na Terra.

Após esse experimento, considerado por muitos uma demonstração de como a vida começou no planeta, Miller realizou um estudo similar cinco anos depois. As amostras foram arquivadas e, segundo se sabe, nunca mais foram estudadas. Agora, mais de 50 anos depois, Jeffrey Bada relata que novas análises das amostras de Sulfeto de hidrogênio mostram que havia uma diversidade de compostos orgânicos na Terra no início de sua formação cuja existência ainda era desconhecida.

Stanley Miller

A análise de Bada utilizou métodos que ainda não estavam disponíveis para Miller e corroborou a tese de que erupções vulcânicas (principal fonte de Sulfeto de hidrogênio na Terra) acompanhadas por raios podem converter gases simples em uma ampla gama de aminoácidos, base das proteínas e da vida na Terra.

Bada também descobriu que os aminoácidos produzidos pelo experimento de Miller com Sulfeto de hidrogênio são similares àqueles encontrados em meteoritos. Isso apoia uma hipótese de que processos como os que foram realizados no laboratório são um modelo de como material orgânico pode se espalhar pelo universo, podendo proporcionar as sementes para a vida extraterrestre.

 

 

Referências:

1. Eric T. Parker, Henderson J. Cleaves, Jason P. Dworkin, Daniel P. Glavin, Michael Callahan, Andrew Aubrey, Antonio Lazcano, and Jeffrey L. Bada “Primordial synthesis of amines and amino acids in a 1958 Miller H2S-rich spark discharge experiment” (Proceedings of the National Academy of Sciences, 21 Mach 2011) (Em PDF)

2. “Classic ‘life chemistry’ experiment still excites” (BBC News, 22 March 2011)



Animal pré-histórico ‘gaúcho’ era herbívoro e tinha dentes-de-sabre
26/03/2011, 7:12 PM
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Espécie também possuía dentes no céu da boca. Fóssil foi encontrado em março de 2009, na localidade de Tiaraju.

Desenho mostra como seria o animal, com dentes-de-sabre salientes e outros similares aos de capiravas, ideais para tritutar vegetais fibrosos. (Crédito: Cortesia Juan Carlos Cisneros)

Um animal que viveu há mais de 260 milhões de anos teria sido o primeiro terápsido – ancestral dos mamíferos – a possuir dentes-de-sabre, além de dentes parecidos com os da capirava, mas localizados no céu da boca (palato). O fóssil da nova espécie (Tiarajudens eccentricus) foi descoberto por uma equipe de pesquisadores no distrito de Tiaraju, em São Gabriel, no Rio Grande do Sul.

A novidade é tema da edição desta semana da revista “Science”, da Associação Americana para Avanço da Ciência (AAAS, na sigla em inglês), umas das principais publicações científicas do mundo.

O professor Juan Carlos Cisneros, da Universidade Federal do Piauí (UFPI) e um dos autores do estudo, explicou em entrevista ao G1 que este animal possui características únicas entre os que viveram na Era Paleozoica (entre 550 milhões a 250 milhões de anos atrás).

“Não se conhece nenhum outro animal com esse tipo de dente que seja herbívoro neste período”, afirma o paleontólogo. “Carnívoros com dentes-de-sabre até existiam, mas nenhum herbívoro. Pelo menos não nessa época tão distante.” [“Grifo Nosso”]

Segundo os pesquisadores, a espécie descoberta no Rio Grande do Sul possuia o tamanho de uma anta e tinha dentes muito parecidos com os de uma capivara, porém localizados no céu da boca.

“A forma como esse animal triturava alimentos é muito diferente do que temos hoje. Ele mascava com o céu da boca, não tinha dentes nas margens, como nós e outros animais temos”, explica o especialista.

Somente outras duas espécies de répteis conseguiam processar alimentos como o Tiarajudens eccentricus na época em que ele teria vivido – entre 265 milhões a 260 milhões de anos atrás.

“Isso é uma novidade evolutiva. Provavelmente esse animal tinha uma capacidade de mastigar muito boa”, diz o professor.

Procura pelo animal

Ossos do Tiarajudens eccentricus mostram dente-de-sabre e dentes no interior da boca (à direita), traços que diferenciam a espécie de outros terápsidos (Foto: Cortesia Juan Carlos Cisneros)

Para descobrir a ossada, a equipe de Juan Carlos Cisneros vasculhou a região de Tiaraju, próxima à cidade de São Gabriel, em busca de rochas com idade parecida com a do Tiarajudens eccentricus.

“Nada aconteceu por acaso, nós estávamos pesquisando em uma área onde ossos como esses seriam próvaveis de aparecer”, diz Juan Carlos. A prospecção começou em 2008.

Após detectarem os restos conservados do terápsido em março de 2009, um trabalho de limpeza cuidadosa e colagem dos fragmentos de ossos foi feito. “Assim que o esqueleto vai sendo montado, é possível enxergar melhor as características da anatomia do animal. Aos poucos, dá para saber com que tipo de terápsido estamos lidando”, afirma o cientista. “Todo esse trabalho nunca se faz em menos de um ano.”

A pesquisa divulgada na publicação americana trata somente dos dentes do animal, mas Cisneros afirma que estudos posteriores com membros anteriores e inferiores já iniciaram.

 

 

Referência:

1. Juan Carlos Cisneros, Fernando Abdala, Bruce S. Rubidge, Paula Camboim Dentzien-Dias and Ana de Oliveira Bueno “Dental Occlusion in a 260-Million-Year-Old Therapsid with Saber Canines from the Permian of Brazil” (Science, 25 March 2011, Vol. 331 no. 6024 pp. 1603-1605 DOI: 10.1126/science.1200305)

 

 



Crânio de 1ª brasileira Luzia tem feições de europeu e asiático
26/03/2011, 6:50 PM
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Reconstituição (Esquerda) e Fóssil (Direita) de Luzia

Para quem estranhava o fato de os primeiros habitantes da América terem cara de africanos, e não de índios modernos, uma nova pesquisa diz ter resolvido o enigma. Esse seria o “modelo básico” dos seres humanos na época.

A pesquisa é assinada pelos brasileiros Mark Hubbe e Walter Neves, que há vários anos estudam o povo ao qual pertencia a célebre “Luzia”, esqueleto da região de Lagoa Santa (MG) que é a mulher mais antiga do continente, com mais de 11 mil anos.

As reconstruções de Luzia com traços “negros” se tornaram famosas. Outras dezenas de crânios achados em Lagoa Santa, pouco mais recentes, também apresentam o mesmo formato, enquanto os indígenas mais próximos da época atual lembram povos do leste da Ásia.

Neves, da USP, e Hubbe, da Universidade Católica do Norte (Chile), compararam os crânios de Lagoa Santa e de outras regiões das Américas com idade semelhante aos encontrados em países europeus e na China no fim da Era do Gelo.

Eles também fizeram uma comparação com crânios modernos do mundo inteiro.

O resultado: independentemente da origem geográfica, os crânios antigos se parecem muito uns com os outros, mas são um bocado diferentes dos crânios atuais.

Os antropólogos propõem que isso acontece porque o formato “africanizado” do crânio é a morfologia original dos seres humanos modernos quando eles começaram a deixar a África e colonizar o planeta há uns 60 mil anos.

A expansão relativamente rápida teria levado gente com esses traços rumo à América. Isso ajudaria a explicar os traços africanos de Luzia e seus companheiros.

A pesquisa está na revista científica “American Journal of Physical Anthropology”.

 

 

Referência:

1. Hubbe M, Harvati K, Neves W.“Paleoamerican morphology in the context of European and East Asian late Pleistocene variation: Implications for human dispersion into the new world” (American Journal of Physical Anthropology, March 2011, Volume 144, Issue 3, pages 442–453, DOI: 10.1002/ajpa.21425)



Galáxia abrigaria até 2 bilhões de “Terras”, diz pesquisa
26/03/2011, 6:06 PM
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Apenas na nossa galáxia, a Via Láctea, podem existir até 2 bilhões de planetas de tamanho semelhante ao da Terra. E isso é apenas a ponta do iceberg estelar. Cientistas estimam que existam mais de 50 bilhões de outras galáxias no Universo.

Os primeiros dados do telescópio Kepler, divulgados em fevereiro, mas reunidos agora em um novo estudo de pesquisadores do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, na Califórnia, sugerem que entre 1,4% e 2,7% das estrelas parecidas com o Sol possam ter planetas com tamanho entre 0,8 e 2 vezes o da Terra.

A maioria deve estar na chamada zona habitável –a distância da estrela que permite a presença de água líquida, considerada condição essencial à vida.

Esse detalhe animou os cientistas. “Com um número assim tão grande de planetas com tamanho parecido com o da Terra, há uma boa chance de existir vida, talvez até inteligente, em alguns deles”, disse ao site Space.com o astrônomo da Nasa José Catanzarite, um dos responsáveis pela pesquisa.

DISTANTES

Ainda assim, nas cem estrelas semelhantes ao Sol mais próximas da Terra (a até umas poucas dezenas de anos-luz daqui), deve haver apenas duas com planetas do tamanho do nosso.

Mas, segundo os autores do trabalho publicado no “Astrophysical Journal”, a quantidade de “gêmeas” nas redondezas pode aumentar. Catanzarite notou que outro tipo de estrela –as gigantes vermelhas– também pode abrigar planetas desse tipo.

Nesses astros, que são mais antigos e já esgotaram o suprimento de gás hidrogênio, a detecção é mais complexa. Os cientistas pretendem localizar os planetas pela força gravitacional que eles exercem, e não por alterações no brilho da estrela, como no telescópio Kepler.

Como estrelas desse tipo são bem mais comuns do que as do tipo do Sol, é muito provável que possam existir ainda mais “Terras” por aí.

 

 

Referências:

1. Joseph Catanzarite and Michael Shao “The Occurrence Rate of Earth Analog Planets Orbiting Sunlike Stars” (Cornell University Library, 8 March 2011) (Em PDF)

2. “New Estimate for Alien Earths: 2 Billion in Our Galaxy Alone” (Space.com, 21 March 2011)