Creation Science News


Estudo genético indica que ser humano moderno surgiu no sul da África
12/03/2011, 9:36 PM
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Grupos africanos ainda mantêm a maior diversidade genética

[Obs.: Entre colchetes (verde), negritos e sublinhados – “Destaques e comentários nosso!” Por Daniel F. Zordan] Um novo estudo genético entrou na discussão sobre as raízes da humanidade, fortalecendo a versão de que o ser humano moderno surgiu no sul da África e não no leste do continente, como indicam pesquisas e descobertas anteriores.

Em um artigo divulgado na publicação científica Proceedings of the National Academy of Sciences, os pesquisadores americanos sustentam que o sul africano provavelmente ofereceu melhores condições para o surgimento do ser humano moderno.

“A África é apontada como o continente de origem de todas as populações humanas modernas. Mas os detalhes da pré-história e da evolução humana na África permanecem obscuros devido às trajetórias complexas de centenas de populações distintas”, afirma o estudo.

A coautora do estudo Brenna Henn, da Universidade de Stanford, na Califórnia, disse à BBC que a equipe encontrou uma “diversidade (genética) enorme” entre as populações caçadoras e coletoras da África – mais que entre as sedentárias, baseadas na agricultura.

Tais populações eram altamente estruturadas e relativamente isoladas umas das outras, provavelmente retendo grandes variações genéticas entre si, afirmou.

“Analisamos os padrões de diversidade genética entre 27 populações africanas atuais, e percebemos um declínio de diversidade que começa de fato no sul da África e progride à medida que a análise caminha em direção ao norte do continente”, contou Henn.

Marco

Os modelos usados pela equipe são consistentes com a perda de variedade genética que ocorre quando um número muito pequeno de indivíduos estabelece uma nova população a partir de uma população original mais numerosa.

“As populações no sul da África têm a maior diversidade genética de qualquer população de que temos notícia”, afirmou a pesquisadora. “Isso sugere que esta pode ter sido a melhor região para dar origem aos humanos modernos.” [“Pode ter sido” é uma suposição e não fato.]

O paleontólogo Chris Stringer, do Museu de História Natural de Londres, que não faz parte da equipe que elaborou o estudo, disse que a pesquisa é um “marco” no seu campo de pesquisa.

“É um marco, que conta com muito mais dados sobre os grupos de caçadores e coletores que qualquer outro, mas eu continuo cauteloso em apontar um local de origem (para os primeiros humanos)”, afirmou. [Stringer sabe que outros pesquisadores não vão deixar por menos e que isso não vai parar por ai. Sendo assim prefere não se precipitar em dar qualquer afirmação a respeito do local de origem.]

‘Jardim do Éden’

O professor discorda da visão de que tenha havido uma espécie de “Jardim do Éden” a partir do qual a humanidade evoluiu. [“Discordar” é algo comum no meio cientifico. Afinal, ninguém melhor do que ele para saber disso.]

“Diferentes populações da África antiga provavelmente contribuíram com os genes e o comportamento que formam o ser humano moderno.”

Stringer explicou que, embora a ocorrência de grupos caçadores e coletores seja bastante restrita atualmente, pinturas rupestres atribuídas a esses grupos sugerem que no passado eles se espalhavam por uma área muito maior. [Mais uma vez usa se uma palavra de suposição, “sugerem”, mas não podem ser afirmado.]

“O novo estudo sugere que os genes dos Khomani (grupo étnico do sul da África), dos Biaka (da África Central) e dos Sandawe (do leste) parecem ser os mais diversos, e por conseqüência estas são as mais antigas populações de Homo sapiens“, argumenta.

“É mais provável que os grupos sobreviventes de caçadores e coletores sejam hoje restos localizados de populações que em outras épocas se distribuíam por toda a África subsaariana há 60 mil anos”, afirmou o paleontólogo. [Mesmo havendo indícios que seres humanos modernos já andavam por Israel há 400 mil anos – tornando assim a mais antiga evidência da existência de um Homo sapiens. Ele mantem o ceticismo em “suposição” que o Homo sapiens de dividiram por toda a África subsaariana há 60 mil anos.]

Fonte: BBC Brasil

Referência:

1.Brenna M. Henn, C.R. Gignoux, M. Jobin, J.M. Granka, J.M. Macpherson, J.M. Kidd, L. Rodriguez-Botigue, S. Ramachandran, L. Hon, A. Brisbin, A.A. Lin, P.A. Underhill, D. Comas, K.K. Kidd, P.J. Norman, P. Parham, C.D. Bustamante, J.L. Mountain, and M.W. Feldman“Hunter-gatherer genomic diversity suggests a southern African origin for modern humans” (Proceedings of the National Academy of Sciences, DOI: 10.1073/pnas.1017511108)  (Em PDF)

2.”Early humans began in southern Africa, study suggests” (BBC News, 8 March 2011)

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COMENTÁRIO NOSSO:

Bosquimanos, povo indígena do sul da África

 

Por Daniel F. Zordan

De acordo com a revista New Scientist é de nosso conhecimento que os seres humanos noutras partes do mundo perderam muito de sua diversidade, até porque há 70 mil anos atrás houve uma queda na população e muitos genes raros foram perdidos.  Hans-Peter Uerpmann da Universidade de Tübingen, na Alemanha chama isso de “pesquisa séria e resultados sólidos”. Mas outra coisa é tentar descobrir onde a população ancestral do homem moderno viveu simplesmente com base de onde vivem hoje.

O homem moderno começou a expandir para fora de África entre 125.000 e 60.000 anos atrás. Nós simplesmente não sabemos se os ancestrais dos bosquímanos (Povo indígena do sul da África) vivem na região Sul-Africana desde os primórdios ou se mudaram para a região há algum tempo não muito distante.

Sarah Tishkoff , da Universidade da Pensilvânia, na Filadélfia, diz:

“Genetic studies like this can teach us a lot about the demographic histories of African peoples, but we have to be extremely careful when making inferences about their geographic origin. Modern populations may not have originated in the location where they are currently living. It is important to combine archaeological, linguistic, and genetic data to obtain a complete picture of modern human origins. “ [Estudos genéticos como este podem nos ensinar muito sobre a história demográfica dos povos africanos, mas temos de ser extremamente cautelosos ao fazer inferências (dedução / suposição) sobre sua origem geográfica. Populações modernas podem não ter se originado no local onde vivem atualmente. É importante conciliar dados arqueológicos, linguísticos e genéticos para obter uma visão mais ampla da origem humana moderna.]

Hans-Peter Uerpmann diz:

“I am sceptical with regard to the conclusions drawn from recent patterns of genomic variability. In particular the geographic distribution of hunter-gatherers was greatly affected during the Holocene by the spread of pastoralists. Southern Africa is sort of a “refugium” for these peoples, which may have lived farther north at the time under consideration for the first occurrence of “moderns”. “ [Eu sou cético em relação às conclusões a partir de padrões recentes da variabilidade genômica. Em particular a distribuição geográfica dos caçadores-coletores foi muito afetada durante o holoceno pela propagação dos pastores. África Austral é uma espécie de “refúgio” para estes povos, que pode ter vivido mais ao norte na época considerado para a primeira ocorrência dos “modernos”.]

Carlos Bustamante argumenta que a explicação mais simples para os novos dados genéticos é que a população humana moderna surgiu quando grupos expandiram da África Austral. Mas ele enfatiza que não está tentando argumentar que os humanos evoluíram por aí:

“We think the most recent set of common ancestors expanded from south Africa. But they could have evolved in east Africa, moved to south Africa, then dispersed. The archaeological record in east Africa goes back 5 million years, so that is a pretty reasonable hypothesis.“ [Nós acreditamos que o grupo mais recente de ancestrais comuns expandiu-se da África do Sul. Mas eles poderiam ter evoluído na África Oriental, migrando-se para a África do Sul, então dispersos. O registro arqueológico na África Oriental remonta a 5 milhões de anos, de modo que é uma hipótese bastante razoável.]

Referência:

3. “Humans came from southern Africa – maybe” (New Scientist, 9 March 2011)

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A discordância aparece também na publicação da revista Nature por parte da PHd Sarah Tishkoff.
A equipe usou a localização geográfica de diversos grupos genéticos de pessoas para determinar onde os primeiros seres humanos possam ter surgido.

Os pesquisadores notaram que os pigmeus Biaka que habitam as florestas tropicais da África central e os Sandawe (Leste da África), e tanto os Khomani e os bosquímanos da Namíbia vivem na África Austral. Através de observações e combinação de dados genéticos de outras populações, levou a equipe a sugerir que a origem do homem moderno ocorreu na África do Sul.

This suggestion is creating disagreement. African populations have had complex demographic histories and there is no a priori reason to believe that populations evolved in situ in the regions where they exist today. Some could have migrated from other regions,” says Tishkoff. [Esta sugestão está criando a discordância. “As populações africanas tiveram histórias demográficas complexas e não há nenhuma razão a priori para acreditar que as populações se desenvolveram “in situ” nas regiões onde eles existem hoje. Alguns podem ter migrado de outras regiões,” diz Tishkoff]

Referência:

1. “Out of southern Africa” A genetic study challenges the idea that modern humans evolved in eastern Africa. (Nature, 7 March 2011, doi:10.1038/news.2011.144)


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