Creation Science News


Universo forma menos estrelas do que no passado, diz estudo
27/08/2011, 6:01 AM
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Cientistas estimam que volume de hidrogênio disponível antes era maior. Trabalho foi divulgado pela Real Sociedade Astronômica britânica.

Região de formação estelar em foto de arquivo do Telescópio Espacial Hubble. (Foto: Hubble / ESA / Nasa)

Um estudo da Commonwealth Scientific and Industrial Research Organisation (CSIRO), agência australiana de pesquisa científica, mostrou que o Universo atualmente produz menos estrelas do que no passado. O trabalho foi divulgado pela Real Sociedade Astronômica britânica.

Para chegar a esta conclusão, os cientistas liderados por Robert Braun, engenheiro aeroespacial da agência espacial norte-americana (Nasa), compararam a luz e as ondas de rádio de galáxias a 3 e 5 bilhões de anos-luz de distância com a radiação de galáxias mais próximas.

Estrelas podem se formar a partir de nuvens de hidrogênio. Quando menos moléculas do elemento existirem, menor será o número de astros gerados. Depois de criadas, as estrelas expelem gás durante vários estágios de sua vida, sendo que em alguns casos uma grande explosão pode ocorrer – são as supernovas, que se origiram a partir de estrelas com muita massa.

Essas explosões fazem o hidrogênio retornar ao espaço e permitem a formação de novas estrelas. Mas Braun alerta que 70% de todo o gás original ainda se encontra “aprisionado”, transformado em planetas, estrelas de nêutrons e anã-brancas.

Há 15 anos, os astrônomos defendem que o Universo tenha atingido um “pico” de atividade durante os primeiros bilhões de anos de idade. Desde então, a taxa de formação estelar diminuiu. Para os cientistas, o declínio está diretamente associado com a diminuição no volume de moléculas de gás hidrogênio disponíveis.

Fonte: G1

Referência:

1. R. Braun, A. Popping, K. Brooks, F. Combes “Molecular gas in intermediate-redshift ultraluminous infrared galaxies” (Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, 2011; DOI: 10.1111/j.1365-2966.2011.19212.x)

 



Geofísica acha rio subterrâneo de 6.000 km sob bacia do Amazonas
27/08/2011, 5:42 AM
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Uma aluna de doutorado do ON (Observatório Nacional) encontrou um rio de 6.000 km correndo embaixo da bacia do Amazonas.

A geofísica Elizabeth Tavares Pimentel achou indícios do rio ao analisar dados térmicos de 241 poços perfurados pela Petrobras de 1970 a 1980, quando a empresa procurava petróleo na região.

O objetivo da pesquisa dela, orientada pelo coordenador de geofísica do ON, Valiya Hamza, foi identificar sinais de fluidos em meios porosos.

Os resultados mostraram águas subterrâneas correndo entre sedimentos em profundidades de até 4.000 metros.

A velocidade das águas, de dez a cem metros por ano, é lenta se comparada à do rio Amazonas, que corre de 0,1 a 2 metros por segundo.

“Mas o ritmo se assemelha, por exemplo, ao rio do Sono, no Tocantins, que corre a céu aberto”, destacou Hamza.

O rio encontrado, que levou o nome do geofísico, tem cerca de 400 km de largura, ou seja, quatro vezes mais que o Amazonas “Ele é largo porque ocupa praticamente toda a área da bacia sedimentar amazônica”, diz o especialista.

A vazão (volume de água) do Hamza é significativa. São de 3.095 m³/segundo –mais que a do São Francisco.

Ambos os rios, Amazonas e Hamza, correm na mesma direção (de oeste para leste).

A diferença é que o fluxo do rio subterrâneo começa na vertical, de cima para baixo, em 2.000 metros de profundidade. Depois, fica quase horizontal e mais profundo.

De acordo com o coordenador do trabalho, a água do rio Hamza vem dos Andes, pelo Acre, e vai ganhando volume no caminho de oeste a leste.

Depois de atravessar as várias bacias da região, o rio chega ao mar perto da foz do Amazonas –o que explicaria os bolsões de baixa salinidade do mar na região.

Os pesquisadores devem agora complementar o trabalho de campo em parceria com a Ufam (Universidade Federal do Amazonas), onde Pimentel dá aulas.

Fonte: Folha.com



China possui fóssil do mais antigo mamífero com placenta
27/08/2011, 5:31 AM
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Ilustração do esqueleto e da morfologia do "Juramaia sinensis", que viveu no planeta há 160 milhões de anos

Onças, tamanduás, baleias, peixes-bois e seres humanos acabam de ganhar uma raiz na sua árvore genealógica, um animal que é o mais primitivo de todos os mamíferos cujos fetos são nutridos por uma placenta.

O novo fóssil é o Juramaia sinensis, descoberto na China. Como “mãe” de todos os mamíferos placentários, ele está na origem da grande maioria dos parentes modernos do homem, com exceção de marsupiais (como cangurus) e monotremados (bichos como o ornitorrinco).

“Jura” vem de Jurássico, “maia” significa mãe e “sinensis” é “chinês” em latim. O achado foi publicado na edição desta semana da revista “Nature”.

Duas análises morfológicas independentes determinaram que se trata do fóssil mais antigo de mamífero placentário já encontrado.

A datação determinou que ele viveu há 160 milhões de anos, no terço final do período Jurássico –uns cem milhões de anos antes da grande extinção dos dinossauros.

A idade é 35 milhões de anos mais antiga do que o Eomaia, anterior recordista (em velhice) desse grupo. A diferença é mais de dez vezes maior do que toda a existência do nosso gênero, o Homo.

Como esse novo fóssil é sem dúvida um placentário, segundo sua dentição típica, a descoberta joga a separação entre nós com placenta e os marsupiais para antes dos 160 milhões de anos.

“Essa descoberta é importante por diminuir o hiato temporal que existia entre a datação geológica do fóssil e a genética para essa separação entre marsupiais e placentários”, diz Lilian Paglarelli Bergqvist, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeriro). Agora as estimativas ficaram de acordo.

Como hoje marsupiais e mamíferos correspondem a 99,9% dos mamíferos do planeta, esse novo teto para a separação é critica para calibrar suas taxas de evolução.

DE DENTES E DEDOS

Medindo 7 cm e pesando de 15 g a 17 g, o Juramaia sinensis apresenta uma posição de fossilização rara.

“Ele está bem preservado numa placa plana de xisto, com os dentes bem expostos”, disse à Folha o primeiro autor do estudo, Zhe-Xi Luo, do Museu Carnegie de História Natural, em Pittsburgh (EUA) “Isso facilitou a identificação. Foi uma surpresa boa.”

A dentição indica alimentação baseada em insetos, e as patas mostram hábitos arbóreos, com capacidade para escalar troncos de árvores.

Dado que os fósseis anteriores à separação entre os ancestrais dos cangurus e os nossos indicam hábitos mais terrestres, essa nova forma de dedos marca uma diversificação de estilo de vida importante, que possibilitou ao nosso ancestral placentário explorar um novo nicho.

“O Eomaia, que era o recordista anterior do placentário mais antigo, também foi um ‘alpinista’. Juntos, eles reforçam a interpretação de que os primeiros grupos de placentários do Jurássico se beneficiaram das adaptações para escalar”, aponta Luo.

Fonte: Folha.com

Referência:

1. Zhe-Xi Luo, Chong-Xi Yuan, Qing-Jin Meng & Qiang Ji “A Jurassic eutherian mammal and divergence of marsupials and placentals” (Nature, Volume: 476, Pages: 442–445, 25 August 2011, DOI:doi:10.1038/nature10291)



Descobertos na Austrália fósseis de bactérias mais antigas da Terra
27/08/2011, 5:11 AM
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Cientistas encontraram bactérias com mais de 3 bilhões de anos em rochas na Austrália (Foto: David Wacey/Nature/AFP)

Uma equipe de cientistas divulgou nesta segunda-feira a descoberta de fósseis microscópicos com mais de 3,4 bilhões de anos de antiguidade no noroeste da Austrália, um achado que se trata da evidência mais antiga de vida na Terra, informou a imprensa local.

A pesquisa, conjunta entre a Universidade da Austrália Ocidental e da Universidade de Oxford do Reino Unido, foi realizada na região de Strelley Pool, na região de Pilbara.

Estes fósseis, descobertos em bom estado de conservação entre grãos de areia em uma rocha sedimentar pré-histórica, pertencem a bactérias que precisam de sulfureto para subsistir.

“Proporcionamos a primeira evidência de microorganismos que usam sulfureto em seu metabolismo”, assinalou o líder da pesquisa, David Wacey, da Universidade da Austrália Ocidental, em declarações citadas pelo “Sydney Morning Herald” [1] [2].

Os pesquisadores utilizaram técnicas muito sofisticadas para comprovar que estes micróbios sobreviveram graças ao sulfureto neste período da Terra em que o oxigênio era pouco e predominavam as altas temperaturas.

“A hipótese de sobreviver à base de sulfureto era uma característica que se pensava existisse em um dos primeiros períodos da Terra, especificamente durante a transição de um mundo não-biológico para um biológico”, acrescentou Wacey.

Já o professor da Universidade de Oxford Martin Brasier expressou que a descoberta dos fósseis confirma que há 3,4 bilhões de anos existiam “bactérias, que viviam sem oxigênio” na Terra.

“Podemos estar muito certos da antiguidade (dos fósseis) porque as rochas se formaram entre duas sucessões vulcânicas que reduzem os cálculos sobre a idade para cerca de poucos milhões de anos”, explicou Brasier em comunicado citado pela agência local AAP.

O pesquisador britânico também destacou que estas bactérias são “comuns hoje em dia” e são encontradas em fontes de águas termais, respiradouros hidrotermais ou outros lugares com pouco oxigênio.

Fonte: Folha.com

Referência:

  1. David Wacey, Matt R. Kilburn, Martin Saunders, John Cliff, Martin D. Brasier “Microfossils of sulphur-metabolizing cells in 3.4-billion-year-old rocks of Western Australia” (Nature Geoscience, 2011; DOI: 10.1038/ngeo1238)


Osso frontal de homem de 170 mil anos é descoberto na França
19/08/2011, 5:36 PM
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Os restos encontrados pela paleontóloga Marie-Antoinette de Lumley era de caçador nômade com cerca de 25 anos

O osso frontal de um homem de 170.000 anos foi descoberto em uma gruta marítima situada em Lazaret (sudeste da França), informou um grupo de cientistas na quarta-feira.

O caçador nômade da Côte d’Azur francesa tinha cerca de 25 anos quando morreu. Os indícios, explica a paleontóloga Marie-Antoinette de Lumley, vêm das suturas dentadas do osso frontal, que ainda não estavam soldadas.

“Com esta fronte, bastante baixa e esmagada, é possível ver uma parte do rosto”, disse a pesquisadora, que destacou a raridade da descoberta feita por um grupo de estudantes que participam nas escavações.

Provavelmente a descoberta se trata de um dos últimos Homo erectus, cuja descoberta poderá proporcionar informações adicionais para entender a evolução de seu sucessor, o homem de Neandertal.

Fonte: Terra



A Lua é milhões de anos mais jovem do que se pensava, diz estudo
19/08/2011, 5:22 PM
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Novas análises de uma rocha trazida da Lua em 1972 pela missão Apollo 16 sugere que o satélite natural da Terra é milhões de anos mais jovem do que se pensava anteriormente. Os cientistas ainda afirmaram que possivelmente as teorias sobre como a superfície lunar esfriou nos seus primeiros anos estão totalmente erradas. As informações são da revista especializada Science. [“Grifo Nosso”]

A teoria vigente até agora propõe que, há mais de 4,5 bilhões de ano, um corpo celeste do tamanho de Marte colidiu com a Terra e grandes volume de material derretido foi lançado ao espaço e, ao resfriar-se, se solidificou no que hoje é a Lua. Mas pesquisadores do laboratório nacional Lawrence Livermore, nos Estados Unidos, acreditam que a Lua surgiu muito tempo depois do que se pensava.

Eles utilizaram diferentes técnicas para calcular a idade da rocha lunar, medindo os níveis de metais, minerais e isótopos de samário, e estimaram que o material se resfriou e solidificou há cerca de 4,36 bilhões de anos. É a primeira vez que uma mesma rocha é analisada com diferentes técnicas de cálculo de idade. Por sua estrutura, os cientistas estão bastante seguros que a rocha se formou ao mesmo tempo que o satélite.

As novas descobertas indicam que ou a estimativa da idade da Lua estava errada em milhões de anos, ou a teoria de como ela surgiu é que estava equivocada. No segundo caso, cientistas precisarão criar novas teorias para explicar como a matéria espacial se resfria e se solidifica. A equipe seguirá estudando esta e outras pedras trazidas da Lua.

Fonte: Terra

Referência:

1. Lars E. Borg, James N. Connelly, Maud Boyet, Richard W. Carlson “Chronological evidence that the Moon is either young or did not have a global magma ocean” (Nature, 2011; DOI: 10.1038/nature10328)

 



Leão e tigre viram melhores amigos em centro dos EUA
19/08/2011, 4:49 PM
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O leão Cameron e o tigre branco Zabu já eram amigos quando foram resgatados de um zoo precário

O leão Cameron e o tigre branco Zabu foram fotografados brincando no centro de tratamento de felinos de Tampa, na Flórida, Estados Unidos. Um encontro entre os dois animais seria impossível na natureza, já que eles habitam continentes diferentes, mas os dois viraram amigos em cativeiro.

Veja incríveis amizades e “adoções” animais

O leão e o tigre foram resgatados de um zoológico precário oito anos atrás, e desde então convivem em um local a céu aberto no centro. Ambos tem em torno de 11 anos de idade e já conviviam pacificamente quando foram retirados do zoo.

Fonte: Terra