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Unha de primatas já estava presente em fóssil de 55 mi de anos
19/08/2011, 4:45 PM
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Tipos de mandíbulas dos primatas que serviram para a investigação

O surgimento das unhas em fósseis de primatas há cerca de 55 milhões de anos permitiu o desenvolvimento de novas e críticas habilidades. Eles passaram a ter área dos dedos mais sensível ao toque e uma melhor capacidade para agarrar um objeto ou se coçar. Suas unhas permitiram a um ancestral parecido com um lêmure agarrar galhos e mover-se pelas árvores com mais agilidade.

No estudo mais recente sobre o Teilhardina brandti, publicado na edição on-line do “American Journal of Physical Anthropology”, cientistas da Universidade da Flórida analisaram os fósseis mais antigos de primatas que possuíam unhas em todos os dedos dos membros superiores e inferiores.

Eles chegaram à conclusão que essa estrutura orgânica anexa à pele se desenvolveu quando os primatas ainda eram pequenos. A hipótese contradiz teorias anteriores, que diz que a unha teria se desenvolvido quando os primatas foram ganhando tamanho ao longo da evolução. [“Grifo Nosso”]

“Essas são as menores unhas verdadeiras conhecidas até então, seja de animais vivos ou de fósseis”, disse o primeiro autor Ken Rose, professor do Centro de Anatomia Funcional e Evolução da Escola de Medicina da Universidade Johns Hopkins. “Isso certamente não sugere que as unhas tenham se desenvolvido em primatas com corpos maiores”, disse ele.

O material analisado consiste em restos de 25 exemplares da espécie Teilhardina brandti, encontrados nos últimos sete anos na Bacia de Bighorn (no Estado americano de Wyoming). Entre eles, havia partes da arcada dentária superior e dos ossos dos tornozelos, que indicam vivência nas árvores.

O Teilhardina brandti foi um pequeno primata, de mais ou menos 15 centímetros e parecido com o lêmure, e calcule-se que tenha habitado a Terra até meados do Eoceno. Esses animais onívoros viveram há 55,8 milhões de anos, em um momento de aquecimento da Terra que durou cerca de 200 mil anos, e, ao contrário de mamíferos anteriores, não tinham garras, mas unhas, além de olhos em posição frontal e um cérebro maior.

“Ao encontrar partes do esqueleto deste primata primitivo, somos capazes de testar se as unhas estavam presentes no ancestral comum do grupo que inclui lêmures, macacos e seres humanos –é evidência direta em oposição à especulação”, disse o coautor Jonathan Bloch, curador adjunto da paleontologia de vertebrados no Museu de História Natural da Flórida, no campus a Universidade da Flórida.

Tipos de mandíbulas dos primatas que serviram para a investigação

IMPLICAÇÃO BIOGEOGRÁFICA

Com base na idade dos fósseis e análises de espécies Teilhardina de outras partes do mundo, os pesquisadores também foram capazes de analisar a hipótese de que os mamíferos migraram da Ásia para a América do Norte via Estreito de Bering. Em vez disso, eles provavelmente passaram da Ásia, pela Europa para a América do Norte em conexões de alta latitude ao Norte da Terra.

“Esta pesquisa sugere que realmente estamos olhando para algo extremamente próximo [à espécie encontrada na Europa] e isso é de grande interesse”, disse Rose. “Nós podemos mostrar que essas espécies foram relamente próximas morfologicamente e viveram na mesma época na Europa e Wyoming.”

“Sempre que temos a oportunidade de adicionar mais informações morfológicas para analisar as relações dos animais para responder a estas questões biogeográficas, esperamos chegar mais perto de uma compreensão do que foi esta radiação grandes (diversificação) de primatas”, disse Gregg Gunnell, diretor da Divisão de Primatas fósseis na Duke Lemur Center.

Em suma, esse achado fóssil da menor unha verdadeira de primata permitiu tirar grandes conclusões evolutivas: a unha já estava presente no ancestral comum e esse ancestral possivelmente chegou nas Américas cruzando o Atlântico Norte vindo da Europa.

Fonte: Folha

Referência:

1. Kenneth D. Rose, Stephen G.B. Chester, Rachel H. Dunn, Doug M. Boyer, Jonathan I. Bloch “New fossils of the oldest North American euprimate Teilhardina brandti (Omomyidae) from the paleocene-eocene thermal maximum” (American Journal of Physical Anthropology, 2011; DOI: 10.1002/ajpa.21579)

 


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