Creation Science News


John C. Lennox: “Por Que a Ciência Não Consegue Enterrar Deus”
30/09/2011, 2:42 PM
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O debate entre cristãos e ateus sempre teve como campo de batalha mais áspero o ambiente científico. Neste espaço dedicado à ciência e ao conhecimento, os fundamentalistas estão atacando. E, desta vez, não são os religiosos cristãos, mas os novos ateístas, que propagam o ateísmo como religião, com cânones, dogmas, líderes ungidos (Richard Dawkins é considerado um papa), normas de conduta e proselitismo.

Veja o debate entre John C. Lennox e Richard Dawkins

Para dar aos cristãos embasamento científico suficiente para refutar os argumentos falaciosos com os quais os ateístas tentam esconder o fervor religioso e a parcialidade que nutrem contra as religiões, em especial a cristã, John C. Lennox escreveu este livro. Nele, o autor expõe como os ícones do movimento ateísta falham crassamente ao rejeitar o que mais alardeam: o debate honesto e racional sobre espiritualidade, fé e religião.

Discutindo temas complexos como os limites da ciência, biologia natural e biosfera, design intencional e a teoria da evolução, Lennox prova que, como cientistas, os ateístas não querem descobrir a verdade sobre a existência de Deus e ajuda o leitor a desmontar seus subterfúgios pseudocientíficos, misticismo e argumentação baseada em autoridade e mitos.

Por que a ciência não consegue enterrar Deus debate cosmovisões, cosmogonias, teoria da evolução, criacionismo, design inteligente, os limites da ciência e outros temas fundamentais para a correta análise de fé e razão.



Matemático polemiza em “Por que a Ciência Não Consegue Enterrar Deus”
30/09/2011, 2:33 PM
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O matemático britânico John C. Lennox, da Universidade de Oxford, defende com argumentos sólidos a possibilidade de coexistência entre o conhecimento científico e a religião em “Por que a Ciência Não Consegue Enterrar Deus”. O objetivo do livro é fornecer um amparo fortemente embasado para os cientistas, ou qualquer leitor, que sintam necessidade de debater em favor de sua crença.

Para o autor, alguns ateístas têm um “fervor religioso” tão grande, que chegam a perseguir homens da ciência que possuem algum tipo de fé. Em casos extremos, diz, eles não conseguem nem aceitar que pessoas com uma crença possam ser inteligentes e construir conhecimentos com base na realidade.

Ao longo dos capítulos, o autor usa linguagem simples e citações de outros autores para mostrar que as descobertas feitas pelo homem não excluem a existência de um Deus. Lennox também expõe o que considera as fraquezas da ciência e revela que a maior parte das respostas que ela oferece são especulações teóricas que precisam da da comunidade científica para existir. Ele ainda ressalta momentos em que os acadêmicos precisaram se desmentir e até voltar atrás com suas afirmações.

Entre os temas discutidos estão o embate entre as cosmovisões, a organização da natureza e do universo, a complexidade da biosfera, a origem da vida e do código genético e a proximidade com a religião mantida por grandes cientistas como Francis Bacon, Galileu Galilei, Isaac Newton e Clerk Maxwell.

Leia trecho inicial do capítulo “Deus – Uma Hipótese Desnecessária?”.

Deus – Uma Hipótese Desnecessária?

Versão Inglesa

A ciência tem alcançado êxito impressionante na investigação do Universo físico e na elucidação de como ele funciona. A pesquisa científica também levou à erradicação de muitas doenças horríveis e nos deu esperanças de eliminar muitas outras. E a investigação científica alcançou outro efeito numa direção completamente diferente: ela serviu para libertar muita gente de medos supersticiosos. Por exemplo, ninguém precisa mais pensar que um eclipse da Lua é causado por algum demônio assustador, que necessita ser apaziguado. Por tudo isso e por inúmeras outras coisas devemos ser muito gratos.

Porém, em algumas áreas, o próprio sucesso da ciência tem também conduzido à ideia de que, por conseguirmos entender os mecanismos do Universo sem apelar para Deus, podemos concluir com segurança que nunca houve nenhum Deus que projetou e criou este Universo. Todavia, esse raciocínio segue uma falácia lógica comum, que podemos ilustrar como segue.

Tomemos um carro motorizado Ford. É concebível que alguém de uma parte remota do mundo que o visse pela primeira vez e nada soubesse sobre a engenharia moderna pudesse imaginar que existe um deus (o sr. Ford) dentro da máquina, fazendo-a funcionar. Essa pessoa também poderia imaginar que quando o motor funcionava suavemente o sr. Ford gostava dela, e quando ele se recusava a funcionar era porque o sr. Ford não gostava dela. É óbvio que, se em seguida a pessoa passasse a estudar engenharia e desmontasse o motor, ela descobriria que não existe nenhum sr. Ford dentro dele. Tampouco se exigiria muita inteligência da parte dela para ver que não é necessário introduzir o sr. Ford na explicação de funcionamento do motor. Sua compreensão dos princípios impessoais da combustão interna seria mais que suficiente para explicar como o motor funciona. Até aqui, tudo bem. Mas se a pessoa então decidisse que seu entendimento dos princípios do funcionamento do motor tornavam impossível sua crença na existência de um sr. Ford, que foi quem de fato projetou a máquina, isso seria evidentemente falso – na terminologia filosófica ela estaria cometendo um erro de categoria. Se nunca houvesse existido um sr. Ford para projetar os mecanismos, nenhum mecanismo existiria para que a pessoa entendesse.

Fonte: Livraria da Folha



Pegadas de 25 mil anos são encontradas no México
30/09/2011, 1:54 PM
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O Instituto Nacional de Antropologia e História (Inah) do México descobriu pegadas humanas com idade entre 4.500 e 25.000 anos na Serra Tarahumara, no estado mexicano de Chihuahua. Das cinco pegadas, quatro são de três adultos e uma é de uma criança de 3 a 4 anos

[Entre colchetes: Comentário de Daniel F. Zordan] CIDADE DO MÉXICO, 27 SET (ANSA) – Pegadas humanas feitas a cerca de 25 mil anos atrás foram encontradas por especialistas do Instituto Nacional de Antropologia e História (Inah) do México na região da Serra Tarahumara, no estado de Chihuahua, onde atualmente habita a etnia indígena homônima.

Para os estudiosos, estes rastros podem pertencer aos primeiros homens que povoaram a região, que são considerados por alguns como representantes dos mais antigos assentamentos humanos no continente americano. [25 mil anos? Não é bem isso que diz a matéria; mas sim entre 4.500 e 25.000 anos. Além do mais, tudo indica que se trata de uma família. É difícil acreditar que essas pegadas, em um mesmo local, tenham sido feitas em intervalos de milhares de anos. O mais provável é que sejam da mesma época. E quanto às datas: Realidade ou especulações? O mais provável é que seja apenas especulações!]

Segundo um comunicado publicado pelo instituto, este achado faz parte das “poucas impressões dos primeiros colonos do continente americano que foram conservadas no México”.

As pegadas foram feitas pelos pés de três adultos e de uma criança. “Somente um par de marcas correspondem aos pés de uma mesma pessoa, que tinha seis dedos em cada um, o que pode ter ocorrido devido a uma má formação”, acrescentou o Inah.

Acredita-se que estas pessoas viveram nas cavernas localizadas na região do Valle de Ahuatos, onde atualmente reside em condições precárias a população Tarahumara por conta da extrema pobreza.

Segundo o antropólogo José Jiménez, o achado foi possível a partir de um e-mail enviado por uma pessoa natural de Chihuahua sobre as marcas humanas. Os especialistas, no entanto, demoraram em encontrar as pegadas. (ANSA)

Fonte: Ansa.it



Quem disse que Darwin é unanimidade?
25/09/2011, 10:29 PM
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Cientistas doutorados proclamam suas dúvidas acerca da Teoria de Darwin

Traduzido e adaptado por Julio Severo

Charles Darwin

Mais de quinhentos cientistas doutorados assinaram uma declaração que expressa publicamente seu ceticismo a respeito da teoria contemporânea da evolução darwiniana.

A declaração diz: “Somos céticos das afirmações defendendo a capacidade da mutação casual e seleção natural para explicar a complexidade da vida. Deve-se incentivar um exame cuidadoso da evidência em prol da teoria darwiniana”.

A lista dos 514 signatários inclui cientistas membros da Academia Nacional de Ciências da Rússia e dos EUA. Os signatários incluem 154 biólogos, a maior disciplina científica representada na lista, bem como 76 químicos e 63 físicos. Todos eles têm doutorado em ciências biológicas, física, química, matemática, medicina, ciência da computação e disciplinas relacionadas. Muitos são professores ou pesquisadores em importantes universidades e instituições de pesquisas, tais como: o MIT; o Instituto Smithsoniano; a Universidade de Cambridge; a Universidade da Califórnia, em Los Angeles; a Universidade da Califórnia, em Berkeley; a Universidade de Princeton; a Universidade da Pensilvânia; a Universidade Estadual de Ohio; a Universidade da Geórgia; e a Universidade de Washington.

O Instituto Discovery publicou, pela primeira vez, sua lista de “Dissidência Científica” contra o darwinismo em 2001 para desafiar falsas declarações sobre a evolução darwiniana feitas na promoção da série Evolution, transmitida pelo canal PBS. Na época, a série afirmava que “virtualmente todos os cientistas do mundo crêem que a teoria é verdadeira”.

“Os darwinistas continuam afirmando que nenhum cientista sério duvida da teoria. Contudo, aqui estão mais de quinhentos cientistas dispostos a tornar público seu ceticismo acerca da teoria”, disse o dr. John G. West, diretor associado do Centro de Ciência & Cultura do Instituto Discovery. “Os esforços dos darwinistas para usar os tribunais, os meios de comunicação e os comitês acadêmicos para suprimir a dissidência e reprimir o debate estão, na verdade, inflamando mais dissidência e inspirando mais cientistas a pedir sua inclusão na lista”.

De acordo com o dr. West, foi o crescimento rápido no número de dissidentes científicos que incentivou o Instituto a lançar um site — http://www.dissentfromdarwin.org — para dar à lista um lugar permanente. O site é a resposta do Instituto à demanda de informações e acesso à lista por parte do público e de cientistas que querem que seus nomes sejam acrescentados à relação.

“A teoria da evolução de Darwin é o grande elefante branco do pensamento contemporâneo”, disse o dr. David Berlinski, um dos signatários originais, que é matemático e filósofo científico no Centro de Ciência & Cultura do Instituto Discovery. “A teoria de Darwin é volumosa, quase completamente inútil, e objeto de veneração supersticiosa”.

Outros signatários proeminentes incluem o dr. Philip Skell, membro da Academia Nacional de Ciências dos EUA; o dr. Lyle Jensen, membro da Associação Americana para o Avanço da Ciência; o dr. Stanley Salthe, biólogo evolucionário e autor de livros escolares; o dr. Richard von Sternberg, biólogo evolucionário do Instituto Smithsoniano e pesquisador do Centro Nacional de Informações de Biotecnologia dos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA; o dr. Giuseppe Sermonti, editor da Rivista di Biologia, o mais antigo periódico do mundo sobre biologia ainda em circulação; e o dr. Lev Beloussov, embriologista da Academia de Ciências Naturais da Rússia.

Fonte: ICP

Referencias:

1. “Over 500 PhD Scientists Proclaim Their Doubts About Darwin’s Theory” (LifeSiteNews, 22 Feb. 2006)

2. “A SCIENTIFIC DISSENT FROM DARWINISM” (Discovery, 2010)

3. “Dissent from Darwin”



Demorou, mas agora é definitivo: “Asteroide não causou a extinção dos dinossauros”
23/09/2011, 12:08 PM
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Asteroide suspeito não poderia ter causado extinção dos dinossauros. Teoria que indicava asteroides da família Baptistina foi desmentida. Meteoro atingiu a Terra há 65 milhões de anos.

Ilustração retrata o momento em que um asteroide se despedaça no espaço (foto: NASA)

Dados obtidos pelo telescópio espacial Wise, da Nasa, colocam em dúvida a origem do meteoro que caiu na Terra há 65 milhões de anos e encerrou a era dos dinossauros.

Em 2007, um estudo apontou que o que atingiu a Terra foi um fragmento de um asteroide gigante chamado Baptistina. De acordo com essa teoria, o Baptistina se chocou com outro asteroide no cinturão que fica entre Marte e Júpiter há cerca de 160 milhões de anos, espalhando pelo Sistema Solar detritos do tamanho de montanhas.

Porém, os novos dados obtidos pelo Wise, que usa raios infravermelhos, jogaram a teoria por água abaixo. A sonda observou mais de mil asteroides da família Baptistina – fragmentos de um único corpo original.

Na análise, os cientistas chegaram à conclusão de que a ruptura do Baptistina aconteceu há 80 milhões de anos – metade do que se imaginava. Não haveria, portanto, tempo suficiente para que um desses fragmentos chegasse à Terra a tempo de extinguir os dinossauros.

O cálculo foi possível porque o tamanho e a reflexibilidade dos asteroides indicam o tempo que eles levaram para alcançar as atuais posições. As informações obtidas pelos raios infravermelhos são mais precisas do que as do espectro visível, por isso a evidência pode ser considerada definitiva.

Fonte: G1

Referência:

1. “Origin of Dinosaur-Killing Asteroid Remains a Mystery” (Nasa – Wide-field Infrared Survey Explorer (WISE), September 19, 2011)

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COMENTÁRIO NOSSO:

Por Daniel F. Zordan

Como havia reportado antes; são muitas as teorias que envolvem a extinção dos dinossauros. No entanto, nenhuma delas possui evidências o suficiente para testificar sua veracidade.

Apesar de muitos não concordarem, o dilúvio universal bíblico ainda é a teoria que apresenta mais evidências para tal extinção.

The Peace of God

 

 

 



Penas de até 90 milhões de anos indicam diversidade de dinossauros
23/09/2011, 11:32 AM
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Âmbar conservou filamentos com estruturas simples até tipos mais elaborados com pigmentos

Peças de âmbar que conservaram 16 penas diferentes, com cerca de 70 milhões a 90 milhões de anos de idade, dão pistas sobre a aparência de dinossauros que não voavam, apesar de serem plumosos.

Há filamentos com estruturas simples até tipos mais elaborados com pigmentos.

Os fósseis, encontrados na região oeste do Canadá, estão sendo estudados por uma equipe liderada por Ryan McKellar, da Universidade de Alberta. A pesquisa consta na edição da revista “Science”.

Uma análise paralela, realizada por Roy Wogelius e colegas da Universidade de Machester (Inglaterra), afirma que as penas de dinossauros podiam ser da cor preta, marrom e marrom avermelhado.

Fonte: Folha

Referência:

1. Ryan C. McKellar, Brian D. E. Chatterton, Alexander P. Wolfeand Philip J. Currie “A Diverse Assemblage of Late Cretaceous Dinosaur and Bird Feathers from Canadian Amber” (Science, 16 September 2011; Vol. 333 no. 6049 pp. 1619-1622, DOI: 10.1126/science.1203344)

 



Estudo sugere que ‘Australopithecus’ seja ancestral do homem moderno
23/09/2011, 11:18 AM
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Análise da anatomia dos fósseis mostra que hominídeo usava ferramentas. Acreditava-se que evolução da espécie era paralela à do gênero ‘Homo’.

Crânio de um jovem 'Au. sediba'

O Australopithecus sediba foi um hominídeo que viveu há cerca de 1,9 milhão de anos, com algumas características de chimpanzé — se balançava em árvores — e outras de humanos — conseguia fabricar ferramentas e andar ereto. Segundo um estudo publicado na edição desta quinta-feira (8) da revista Science, ele “tem o potencial de ser o ancestral que levou ao aparecimento do gênero Homo, do qual nós, humanos modernos, fazemos parte.

Até agora, acreditava-se que o primeiro fabricante de ferramentas tenha sido o Homo habilis. Esta crença se baseava em estudos de 21 ossos de mão fossilizados encontrados na Tanzânia, que datam de 1,75 milhão de anos atrás.

A pesquisa atual faz um exame mais detalhado de dois esqueletos parciais fossilizados de Au. sediba. Eles foram descobertos em 2008 em Malapa, na África do Sul, por Lee Berger, professor da Universidade de Witwatersrand, de Joanesburgo, no mesmo país. Neste sítio foram encontrados mais de 220 ossos de pelo menos cinco indivíduos, entre as quais crianças, jovens e adultos.

Além das mãos, o estudo incluiu o pequeno, porém avançado cérebro do Au. sediba, sua pélvis, que reflete uma postura ereta, e um conjunto único de pé e tornozelo que “combina características dos macacos e dos seres humanos em um único pacote anatômico”, segundo Berger, que é o autor principal da pesquisa.

Mão direita de fêmea 'Au. sediba' adulta, comparada à de um humano

Dedos fortes
Após analisar a mão mais completa encontrada até agora, os especialistas concluíram que o Au. sediba tinha um polegar extralongo e dedos fortes, que teria usado para fabricar ferramentas, demonstraram as descobertas.

Os ossos da mão encontrados pertenciam a uma fêmea adulta, que tinha entre 20 e 30 anos ao morrer. Seus restos foram encontrados perto dos de um macho na infância, cujos ossos fossilizados também foram incluídos no estudo.

“A mão sediba revela uma surpreendente mistura de características que não teríamos previsto que pudessem existir em uma mesma mão”, disse uma das cientistas, Tracy Kivell, do Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva em Leipzig, Alemanha.

“Tem um polegar longo, mas é surpreendente que este polegar seja ainda mais longo do que os que vemos nos humanos modernos”, comentou.

“O punho estava mais bem preparado para suportar cargas maiores do que o que poderia durante o uso de ferramentas, por exemplo,” e tinha dedos longos e estreitos, “capazes de agarrar com força”, acrescentou.

“Esta morfologia nos sugere, assim, que o sediba provavelmente ainda usava suas mãos para subir em árvores”, afirmou. “Mas é provável que também fosse capaz de executar as manobras de precisão que acreditamos ser necessárias para fabricar ferramentas de pedra”, ponderou Kivell.

Tamanho não é documento
O cérebro do Au. sediba tinha um volume de cerca de 420 cm³, que está muito mais próximo dos 380 cm³ do chimpanzé do que dos 900 cm³ do Homo erectus. Porém, o formato lembra mais o do cérebro humano do que o dos macacos, o que indica que certas partes do sistema nervoso já estavam mais desenvolvidas.

“Estamos bastante seguros em nossa sugestão de que essa é uma evidência de que a reorganização aconteceu antes do aumento do tamanho do crânio”, afirmou Kristian Carlson, também da Universidade de Witwatersrand.

“Certamente, nas comparações futuras, será interessante olhar para os primeiros espécimes do gênero Homo para tentar entender mais sobre como essa reconfiguração pode ter continuado e exatamente quão rápida foi o aumento do tamanho do crânio”, completou.

Pés para que te quero
Os ossos do pé e do tornozelo de uma fêmea surpreenderam os paleoantropólogos, devido a sua estranha mistura de um arco do pé e um tendão de Aquiles com os dos humanos, e de um calcanhar e uma tíbia como os do macaco.

“Se os ossos não tivessem sido encontrados grudados, a equipe poderia tê-los classificado como pertencentes a espécies diferentes”, disse outro dos autores do estudo, Bernard Zipfel, da Universidade de Witwatersrand.

Fóssil da pélvis do 'Au. sediba'

Sem comparação
A análise realizada por uma equipe de 80 cientistas internacionais, detalhada em cinco artigos na Science, oferece novas pistas sobre como pode ter ocorrido a transição do macaco para o ser humano, mas também suscita muitas dúvidas sobre a evolução da espécie humana.

Os cientistas não estão certos se o gênero Homo, que inclui os humanos contemporâneos, evoluiu diretamente do Au. sediba ou se o essa era uma das chamadas espécies “sem saída” e as espécies do gênero Homo evoluíram em separado.

Um dos principais problemas que os paleoantropólogos enfrentam é o pouco que se sabe sobre o esqueleto do Homo habilis, já que há pouco material disponível para comparação.

“O registro fóssil dos primeiros Homo é caótico”, disse outro cientista, Steven Churchill, da Universidade de Duke, na Carolina do Norte, Estados Unidos. “Muitos fósseis são duvidosamente atribuídos a várias espécies ou sua datação é muito vaga”, explicou.

Mas uma longa lista de todas as características avançadas que o Au. sediba compartilha com outras espécies de Homo, como o Homo habilis e o Homo rudolfensis, “sugere que é um bom ancestral da primeira espécie que todos reconhecem no gênero Homo: o Homo erectus“, emendou.

Fonte: G1

Fonte:

1. Tracy L. Kivell, Job M. Kibii, Steven E. Churchill, Peter Schmid, Lee R. Berger “Australopithecus sediba Hand Demonstrates Mosaic Evolution of Locomotor and Manipulative Abilities” (Science, 9 September 2011; DOI: 10.1126/science.1202625)

2. Kristian J. Carlson, Dietrich Stout, Tea Jashashvili, Darryl J. De Ruiter, Paul Tafforeau, Keely Carlson, Lee R. Berger “The Endocast of MH1, Australopithecus sediba” (Science, 9 September 2011; DOI: 10.1126/science.1203922)

3. Job M. Kibii, Steven E. Churchill, Peter Schmid, Kristian J. Carlson, Nichelle D. Reed, Darryl J. De Ruiter, Lee R. Berger “A Partial Pelvis of Australopithecus sediba” (Science, 9 September 2011; DOI: 10.1126/science.1202521)

4. Bernhard Zipfel, Jeremy M. Desilva, Robert S. Kidd, Kristian J. Carlson, Steven E. Churchill, Lee R. Berger “The Foot and Ankle of Australopithecus sediba” (Science, 9 September 2011; DOI: 10.1126/science.1202703)

5. Robyn Pickering, Paul H. G. M. Dirks, Zubair Jinnah, Darryl J. De Ruiter, Steven E. Churchil, Andy I. R. Herries, Jon D. Woodhead, John C. Hellstrom, Lee R. Berger “Australopithecus sediba at 1.977 Ma and Implications for the Origins of the Genus Homo” (Science, 9 September 2011; DOI: 10.1126/science.1203697)