Creation Science News


Primeiro ser vivo da Terra era mais complexo do que se imaginava
28/10/2011, 6:18 PM
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Você já ouviu falar no conceito de “Último Ancestral Universal Comum”? Nada mais é do que um primeiro ser vivo na Terra, a partir do qual todos os demais se originaram. Ao longo dos anos, o imaginário das pessoas é que tal ser seria o organismo mais primitivo o possível, contendo o mínimo necessário para que se pudesse chamar de ser vivo. Uma pesquisa da Universidade de Illinois (EUA), contudo, indica que não se tratava de um ser tão simplório. 

Mesmo entre os cientistas, sempre se imaginou que este primeiro ser seria algo como um amontoado de compostos químicos, uma espécie de “sopa de moléculas”, algo muito distante de uma estrutura celular desenvolvida. A universidade americana agora refuta essa ideia.

O surgimento deste ser primitivo está estimado, segundo as teorias mais recentes, em 3,8 bilhões de anos. Embora o primeiro organismo não fosse multicelular (porque isso exigiria uma estrutura eucariótica, algo que está milhões de anos à frente na escala evolutiva), sua composição era semelhante à de uma célula complexa.

A aparência desse corpo primitivo sempre foi um mistério, e os pesquisadores têm a teoria de que era parecido com as arqueias, um grupo de microorganismos semelhante às bactérias atuais.

A maior evidência de que se tratava de um organismo complexo, segundo os pesquisadores, está na produção de energia. Os cientistas determinaram uma “árvore genealógica” da vida na Terra, e concluíram que a origem da energia “celular” está no armazenamento de polifosfato.

E esse é justamente o ponto: o mecanismo que o primeiro organismo usava, para armazenar o polifosfato acumulado, caracteriza a primeira organela da vida na Terra. Seria o início da história da célula.

Os cientistas defendem que essa estrutura mínima já apareceu desde muito cedo nos organismos, condição sem a qual não haveria como seguir o ritmo da evolução celular. Outra pesquisa, da Universidade de Montreal (Canadá) vai ainda mais longe: aparentemente, os primórdios da estrutura celular foram feitos de RNA, e o DNA só surgiria posteriormente.

Enquanto os pesquisadores de Illinois basearam seus estudos no armazenamento de energia, a equipe de Montreal focou sua pesquisa em outro ponto primordial: a resistência à temperatura. Nas últimas décadas, cientistas vinham teorizando que o primeiro ser vivo esteve na Terra em um período de altíssima temperatura do globo, ou seja, era adaptado ao calor.

Essa ideia é negada pelos cientistas canadenses, que defendem a ideia de um ser primitivo preparado para temperaturas de até 10 graus Celsius. Uma estrutura complexa de moléculas, segundo eles, não seria possível em um ambiente tão quente. A partir de um clima mais ameno, portanto, estaria pronto o gatilho para a evolução da estrutura celular.

Fonte: Hype Science

Referência:

1. Manfredo J Seufferheld, Kyung M Kim, James Whitfield, Alejandro Valerioand Gustavo Caetano-Anollés  “Evolution of vacuolar proton pyrophosphatase domains and volutin granules: clues into the early evolutionary origin of the acidocalcisome” (Biology Direct, 5 October 2011, doi:10.1186/1745-6150-6-50)



Cientistas são mais religiosos do que se acreditava
21/10/2011, 7:01 PM
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Tipos específicos de religião

Um estudo realizado na Universidade de Rice (EUA) mostra que apenas 15% dos cientistas das principais universidades daquele país veem a religião e a ciência como estando em conflito permanente.

Apenas 15% dos entrevistados veem a religião e a ciência como sempre em conflito.

Outros 15% dizem que os dois nunca estão em conflito.

Mas 70% acreditam que a religião e a ciência apenas algumas vezes estão em conflito.

O estudo mostrou que a maioria dos que acredita em um conflito permanente tem um tipo particular de religião em mente (e de pessoas e de instituições religiosas).

Grande parte dos entrevistados atribui a crença no conflito entre ciência e religião a problemas na esfera pública, sobretudo o ensino do criacionismo versus evolução e as pesquisas com células-tronco.

Caminhos válidos de conhecimento

Ao longo da história, a ciência e a religião têm aparecido como estando em conflito perpétuo.

Mas o novo estudo sugere que apenas uma minoria dos cientistas acredita que religião e ciência exigem fronteiras.

“Quando se trata de questões como o que é a vida, formas de compreensão da realidade, as origens da Terra e como a vida se desenvolveu sobre ela, muitos veem a ciência e a religião como estando em desacordo e até mesmo em conflitos irreconciliáveis,” conta Elaine Howard Ecklund, coordenadora da pesquisa.

Mas, excluídos os fundamentalismos de ambas as partes, a maioria dos cientistas entrevistados por Ecklund e seus colegas acredita que tanto a religião quanto a ciência são “caminhos válidos de conhecimento” que podem trazer um entendimento mais amplo de questões importantes.

Aproximadamente metade dos cientistas expressou alguma forma de identidade religiosa.

“Grande parte do público acredita que, conforme a ciência se torna mais proeminente, a secularização aumenta e a religião decresce,” disse Ecklund. “Descobertas como essa entre cientistas de elite, que muitos acreditam não serem religiosos, põem definitivamente em questão as ideias sobre a relação entre a secularização e a ciência.”

Estratégias de ação

O estudo identificou três estratégias de ação utilizadas por esses cientistas de elite para gerenciar os limites entre a religião e a ciência e as circunstâncias em que os dois poderiam se sobrepor.

– Redefinição de categorias – os cientistas gerenciam o relacionamento ciência-religião alterando a definição de religião, ampliando-a para incluir formas não-institucionalizadas de espiritualidade.

– Modelos de integração – os cientistas usam deliberadamente a visão de outros cientistas influentes que eles acreditam que integraram com êxito as suas crenças religiosas e científicas.

– Discussões – os cientistas se engajam ativamente em discussões sobre as fronteiras entre ciência e a religião.

Integração entre ciência e religião

Veja uma lista de outras conclusões do estudo:

68% dos cientistas entrevistados se consideram espirituais em algum grau.

Os cientistas que se veem como espirituais/religiosos são menos propensos a ver a religião e a ciência como sendo irreconciliáveis.

No geral, mesmo os cientistas mais religiosos foram descritos em termos muito positivos pelos seus pares não-religiosos, o que sugere que a integração da religião e da ciência não é tão desagradável para todos os cientistas.

Os cientistas como um todo são substancialmente diferentes do público norte-americano na forma como veem o ensino do design inteligente nas escolas públicas.

Quase todos os cientistas – tanto religiosos quanto não religiosos – têm uma impressão negativa da teoria do design inteligente.

Fonte: Diário da Saúde



Cristãos perseguidos
21/10/2011, 6:21 PM
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Morte de egípcios que protestavam contra atentado a uma igreja expõe o ódio aos seguidores de Jesus Cristo, algo que vai além do Oriente Médio

Nas ruas: Protesto contra o massacre de cristãos, no Egito: perseguição também ocorre na Ásia

Imagine um país onde a filiação religiosa deva constar no documento de identidade de todos os cidadãos, onde sua crença implique restrições para ocupar postos de trabalho, ter acesso à educação e se casar. No Egito, predominantemente islâmico, isso acontece e as principais vítimas da intolerância religiosa são os cristãos, que representam 10% da população. Na semana passada, o mundo testemunhou um derramamento de sangue no país. Vinte e cinco pessoas – a maioria fiéis coptas, como são chamados os cristãos que não seguem o Alcorão – morreram no domingo 9, no Cairo, em confronto com outros civis e o Exército. Tanques passavam por cima dos manifestantes sem dó. Carregando cruzes e imagens de Jesus, milhares de pessoas estavam nas ruas em um protesto inédito contra a opressão histórica patrocinada pelos muçulmanos. Os representantes do cristianismo se revoltaram depois de mais um incêndio sofrido por uma igreja copta. “A primavera no mundo árabe parece que acordou muita gente, inclusive os coptas”, diz o sacerdote católico Celso Pedro da Silva, professor emérito da Pontifícia Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção, de São Paulo.

Com o estado de insegurança que domina o Egito após a queda do ex-presidente Hosni Mubarak, em fevereiro, grupos muçulmanos tentam demarcar mais territórios em meio à indefinição do poder público. E os coptas, historicamente marginalizados pelo governo, estão levantando a voz. Há severas restrições – só para citar uma fonte de discriminação – para a construção e reformas de templos cristãos, patrulha que não ocorre entre os muçulmanos. Em solo egípcio há apenas duas mil igrejas perante as 93 mil mesquitas. Na quinta-feira 13, o papa Bento XVI manifestou-se no Vaticano: “Uno-me à dor das famílias das vítimas e de todo o povo egípcio, desgarrado pelas tentativas de sufocar a coexistência pacífica entre suas comunidades.” O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu proteção à minoria copta e afirmou estar profundamente preocupado com o Egito.

A intolerância religiosa contra os cristãos não ocorre só no Egito. Um levantamento feito, em maio, pela Comissão sobre Liberdade Religiosa Internacional dos Estados Unidos mostra quanto a violência anticristã está disseminada mundo afora. Na China, segundo a comissão, pelo menos 40 bispos católicos estariam presos ou desaparecidos. Na Nigéria, cerca de 13 mil pessoas teriam morrido em conflitos violentos entre muçulmanos e cristãos desde 1999. Mais: na Arábia Saudita, lugares de cultos não muçulmanos são proibidos e livros escolares seguem pregando a intolerância a outras etnias. Irã e Iraque também são citados. No primeiro, mais de 250 cristãos teriam sido presos arbitrariamente desde meados de 2010. Já o país vizinho registra uma das maiores quedas no número de cristãos da sua história – em oito anos, esse grupo caiu pela metade e soma, hoje, 500 mil. “Os atos de violência têm como objetivo pressionar a população a abandonar suas terras”, explica Keith Roderick, secretário-geral da Coalizão para a Defesa dos Direitos Humanos.

Infelizmente tem funcionado. O Oriente Médio, berço do cristianismo, era constituído, no início do século XX, por cerca de 20% de seguidores de Jesus Cristo. Estimam os especialistas que o povo cristão atualmente não represente nem 2% dos habitantes daquela região. O papa Bento XVI chama a investida dos muçulmanos de “conquista à base da espada”. No ano passado, o Sumo Pontífice manifestou-se a favor da libertação de uma paquistanesa cristã condenada à forca por blasfêmia, no Paquistão, país onde mais de 30 pessoas foram assassinadas com essa justificativa. Asia Bibi, então com 45 anos, teria dito ao ser insultada por mulheres muçulmanas: “O que Maomé fez por vocês? Jesus, pelo menos, sacrificou-se por mim”. Graças à pressão internacional, a pena não foi cumprida, mas Asia aguarda novo julgamento. Ela é a primeira mulher na história a receber uma pena de morte por conta de perseguição religiosa. Um título que nenhum país deveria se orgulhar.

Fonte: ISTO É



Cientistas registram raios de alta energia que desafiam teoria atual
21/10/2011, 6:01 PM
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Pulsar emite raios gama com energia superior a 100 bilhões de elétrons-volt. Fenômeno ocorre na Nebulosa do Caranguejo.

Ilustração de como seria pulsar feita sobre uma foto da Nebulosa do Caranguejo, tirada pelo telescópio Hubble (Foto: Science Daily)

Uma descoberta publicada nesta semana pela revista Science desafia as atuais teorias da astrofísica. Com dados do telescópio Veritas, nos EUA, uma equipe internacional de pesquisadores detectou pulsos de raios gama com energia superior a 100 bilhões de elétrons-volt na Nebulosa do Caranguejo. Essa energia é um milhão de vezes maior do que um raio-X usado na medicina.

“É a primeira vez que raios gama de energia muito alta foram detectados num pulsar – uma estrela de nêutrons que gira rapidamente, que tem o tamanho de uma cidade e massa maior que a do Sol”, disse Frank Krennrich, da Universidade do Estado de Iowa, nos EUA, um dos autores do estudo.

Segundo ele, o conhecimento que a ciência tem hoje sobre os pulsares não explica uma emissão tão alta de energia. Nenhuma emulsão com mais de 25 bilhões de elétrons-volt tinha sido encontrada até hoje nessa nebulosa.

“Os resultados colocam novos obstáculos sobre o mecanismo de como a emulsão de raios gama é gerada”, completou Nepomuk Otte, outro autor da pesquisa.

Fonte: G1

Referência:

1. The VERITAS Collaboration et al “Detection of Pulsed Gamma Rays Above 100 GeV from the Crab Pulsar” (Science, October 7, 2011 DOI: 10.1126/science.1208192)