Creation Science News


Psicólogo holandês assume fraudes científicas
11/11/2011, 11:13 PM
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Psicólogo social holandês, Diederik Stapel

Há dois meses, um renomado psicólogo social holandês, Diederik Stapel, foi suspenso da Universidade de Tilburg, Holanda, por incorrer em fraudes científicas. A acusação foi feita por três jovens pesquisadores da mesma instituição de ensino.

Ao ser confrontado com as acusações, Stapel confessou à universidade que alguns de seus artigos continham dados inventados. Além da investigação realizada onde ele trabalhava, duas outras instituições onde ele já trabalhou -a Universidade de Groningen e a de Amsterdã- também abriram processo.

Um relatório conjunto da investigação das três universidades foi publicado no fim de outubro. Nele os investigadores concluem que “algumas dezenas” de artigos publicados em revistas de prestígio, incluindo a “Science”, apresentam dados inventados. Segundo o comitê, 14 das 21 teses de doutorado supervisionadas por ele também são fraudulentas.

Em comunicado público, Stapel assumiu que maquiou dados brutos e falsificou pesquisas várias vezes por muito tempo. Ele pediu desculpas aos seus colegas, diz que “falhou como um cientista” e que tem vergonha de suas ações.

Segundo ele, a constante pressão por produtividade científica o forçou a forjar os dados. Ele pesquisava discriminação e estereótipos. O “senhor dos dados brutos”, segundo o comitê, não deixava colaboradores terem acesso às informações.

Depois de entrevistar seus coautores, a investigação concluiu que ele era o único responsável pela fraude.

Fonte: Folha

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COMENTÁRIO NOSSO:

Por Daniel F. Zordan

É lamentável! Mas não é o único caso. Em 16 anos a má conduta científica triplicou somente nos Estados Unidos.

Ao longo da História, acusações de comportamento antiético levaram cientistas ao banco dos réus. Mas nunca como hoje erros e denúncias de má conduta científica foram tão frequentes.

A verdade é uma só: O sonho de qualquer cientista é poder um dia publicar sua pesquisa nas mais prestigiadas e periódicas revistas científicas, tais como Science, Nature e The Lancet. Publicar um trabalho em alguma dessas revistas rendem os pesquisadores muito prestígio, garantia de trabalho, salário mais altos etc.

Como disse John Maddox, diretor da revista Nature: Quem publica um artigo em Nature não demora a receber ofertas de trabalho e colaboração.”

Há cada vez mais sujeira por baixo dos jalecos brancos: nunca antes os Estados Unidos, grande potência científica mundial e pioneiro na tentativa de coibir fraudes nos laboratórios, teve tantos problemas com desvios de conduta de pesquisadores.

Em 1993, o governo federal dos Estados Unidos, criou uma agência (ORI – Agência para a Integridade em Pesquisa, na sigla em inglês) para apurar casos de suspeitas de fraudes científicas, na ocasião foram relatadas 86 denúncias de desvios [1].

Em um depoimento ao Congresso dos Estados Unidos, Jerome Jacobstein, da Universidade Cornell, afirmou que 25% dos comunicados científicos poderiam estar baseados em dados intencionalmente subtraídos ou manipulados.

Como um reflexo dessa situação, a Academia Nacional de Ciências recebe uma média anual de 1 500 denúncias contra seus sócios por “má conduta”. Um comportamento definido da seguinte forma pela comunidade científica norte-americana:

“Considera-se má conduta a fabricação, falsificação ou plágio na proposta, execução e comunicação das experiências. Excluem-se os erros de julgamento, registro, seleção ou análise dos dados; as divergências de opinião que afetem a interpretação dos resultados e as negligências não relacionadas com o processo de pesquisa”.

Eis a questão: Mas, como determinar onde fica a fronteira entre o erro e a fraude, entre o acidente e a má conduta profissional?

Para Sílvio Salinas, 67, físico da USP, a tentação é maior entre as gerações mais novas. “Hoje em dia, há uma enorme pressão, uma grande disputa por posições”, diz. “Mas os bárbaros não tomaram conta da ciência ainda.”

Em agosto do ano passado, o proeminente pesquisador e biólogo Marc Hauser, também admitiu a má conduta, e foi forçado a renunciar seu cargo na universidade de Harvard, Estados Unidos.

No Brasil, Claudio Airoldi, 68, químico da Unicamp foi acusado de fraudar 11 estudos científicos, é provavelmente a mais séria de má conduta científica registrada no País.

Casos no Brasil envolveram alto escalão da USP, um deles: Foi a demissão do docente Andreimar Soares, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto, foi demitido por ser o principal autor da pesquisa, que copiou imagens de trabalhos de 2003 e 2006, sem creditá-las aos autores, da UFRJ (Federal do Rio).

Poderíamos citar inúmeras más condutas científicas que ocorreram ao longo dos anos.

E quando falamos de evolução: Será que houve erros e fraudes? É claro que sim.

Exemplos:  Homem de Pequin, Homem de Nebraska, Archaeoraptor, Embriões do Haeckel, Fósseis de Neandertais por Von Zieten, Orgãos vestigiais, Junk DNA etc.


2 Comentários so far
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Um site teísta, um artigo desmoralizador do conhecimento científico….
Qual será a intenção?
Jogar a Ciência na mesma tábula rasa das religiões?

Comentário por Reinaldo Faria Tavares

Meu irmão, você não lê matérias cientificas? Não vê que a a cada dia são publicadas novas teorias?

A religião não muda! O monoteismo é o mesmo de 4 mil anos atrás.

Comentário por Léo




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