Creation Science News


Judeus ashkenazis possuem variação genética que protege do Parkinson
14/01/2012, 5:09 PM
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Os ashkenazis, judeus de origem centro-europeia, possuem uma variação genética que os protege do mal de Parkinson e que agora será analisada por cientistas da Universidade de Tel Aviv para o desenvolvimento de remédios contra esta doença. A pesquisa, realizada com 1.360 pessoas dessa origem étnica, uma parte portadora da doença e outra sadia, demonstrou que um em cada quatro ashkenazis que vivem em Israel é imune devido a uma modificação genética, informou nesta quarta-feira o jornal Israel Hayom.

Esta condição, que reduz as chances de sofrer a doença em mais de 30%, é comum em filhos de ashkenazis por parte de pai e mãe, embora também ocorra quando um só dos progenitores é desta origem, porém a porcentagem diminui. Os pesquisadores do Departamento de Genética da Universidade de Tel Aviv e do hospital Ikhilov chegaram à conclusão de que um em cada 70 judeus ashkenazis possui um variante genético capaz de neutralizar quase totalmente a doença. “As pessoas que têm esta variação possuem 90% menos chances de sofrer de Parkinson”, disse ao jornal o pesquisador Avi Or-Ortger.

Com estes resultados os médicos esperam detectar elementos genéticos que podem fornecer uma defesa efetiva contra essa e outras doenças degenerativas do cérebro. Em Israel, uma em cada 50 pessoas acima dos 60 anos padece de mal de Parkinson, o que equivale a 25 mil doentes.

Fonte: Terra

Referência:

1. “Ashkenazi genes may protect from Parkinson’s” (Israel Hayom, January 11, 2012)



Universo surgiu do nada e por acaso, diz astrofísico Lawrence Krauss
14/01/2012, 4:04 PM
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Lawrence Krauss

Um dos mais badalados cientistas da atualidade, devido, principalmente, aos esforços em popularizar a ciência, fazendo com que as pessoas deixem a religião de lado e aprendam sobre as belezas de um universo acidental e sem propósito, o astrofísico americano-canadense Lawrence Krauss causou polêmica com o lançamento do livro A Universe From Nothing (Um Universo do Nada, em tradução livre). Segundo o autor, o universo aconteceu por acaso e veio do nada – algo instável e que sempre acaba reagindo, sem precisar de interferência divina.

Krauss, quem tem algumas obras publicadas no Brasil, como A física de Jornada nas Estrelas, já havia enfurecido grupos religiosos americanos quando realizou uma apresentação sobre a origem do universo – o material, que parou no youtube (http://www.youtube.com/watch?v=7ImvlS8PLIo), já foi assistido por mais de um milhão de pessoas. Comentários acusando o astrofísico de querer acabar com Deus se multiplicaram na internet. Mas o autointitulado antiteista garante: essa era a intenção.

Em entrevista exclusiva ao Terra, em Washington, Krauss defende que um universo aleatório e uma vida sem supervisão divina proporcionam mais significado à existência. Confira a seguir a conversa com o cientista, que aborda a possibilidade de diversos universos serem resultantes de um nada com leis distintas da física.

Terra – De acordo com sua teoria, o universo é apenas um acidente que aconteceu sem a supervisão de um ser superior. A ideia de que estamos aqui por acaso não implica que a vida não tem um sentido maior?

 Lawrence Krauss Não há propósito evidente para o universo. A vida no nosso universo pode ser apenas um acidente. Podemos tentar entender como o universo foi criado, mas não temos como identificar um objetivo evidente. Mas isso não deve nos desolar. É motivo para sermos mais felizes. O propósito e o significado da nossa vida são criados por nós. Isso nos dá mais poder. Em vez de sermos governados por um ditador universal, como meu amigo Christopher Hitchens (famoso ateísta autor do best-seller Deus não é grande (Ediouro), que recente morreu de câncer) diria, criamos nosso próprio significado. Isso deve nos empolgar, pois dá mais sentindo a tudo que fazemos.

Terra – Você não acha que sua mensagem pode fazer com que muitas pessoas percam a vontade de viver, se acreditarem que não existe nada além desta vida, que não há um ser superior que se importa com elas e que não passamos de um acidente?

 Krauss – Ao contrário, temos que tirar o máximo de proveito deste incrível acaso. Temos muita sorte de estarmos aqui, de termos a capacidade de pensar, experimentar o universo em toda a sua glória, poder entender até os seus primeiros momentos. Somos incrivelmente sortudos. Devemos explorar tudo que for possível, todas as aventuras que encontrarmos, intelectuais e de outras naturezas.

Terra – No seu novo livro, você fala em multiversos, ou seja, na existência de diversos universos passados, presentes e futuros, teorizando que talvez não existam leis universais da física e que as leis da física podem ser diferentes de acordo com cada universo. Como que o nada pode produzir resultados diferentes?

Krauss – Talvez não exista mesmo um conjunto universal de leis da física. No caso de multiversos, é muito possível que cada universo tenha leis diferentes. O fato de o nada poder produzir universos diferentes é, na verdade, bem simples. A mecânica quântica nos mostra que tudo está acontecendo ao mesmo tempo e que todas as possibilidades são realizadas. Mesmo em um espaço vazio, há partículas saindo do nada, constantemente. Não apenas isso acontece, como é vital. Na verdade, a maior parte da massa corporal de uma pessoa é determinada pelas partículas que saltam, constantemente, para dentro e para fora do espaço, neste exato momento. A mecânica quântica nos diz que o nada vai, eventualmente, produzir algo. O nada é instável.

Terra – Qual é a probabilidade de estes multiversos estarem interagindo com o nosso universo?

Krauss – Há diversos tipos de multiversos. Uma possibilidade é que existem muitos universos tão desconectados de nós que nunca interagirão com o nosso universo. Nesse caso, nunca os conheceremos empiricamente, eles sempre estarão separados de nós. No caso da teoria das cordas (string theory, o termo em inglês mais usado), há a possibilidade da existência de outros universos literalmente a um milímetro do meu nariz, em outra dimensão. Nesse caso, é possível que algo que acontece em um universo pode impactar outro universo. Portanto, algumas coisas que vemos no nosso universo podem ser fatores aleatórios que estão acontecendo em outro universo.

Terra – Então, você não acredita mesmo em Deus?

Krauss – Considero presunçoso se dizer ateísta, pois não posso garantir que o universo não foi criado com um objetivo, apesar de não haver nenhuma evidência disso. Mas posso dizer que não gostaria de viver em um universo onde existe um Deus, um universo onde eu não passaria de um cordeiro, sem controle sobre a minha existência. Um universo no qual, no caso de algumas religiões, se você faz algo errado, você fica condenado pela eternidade. É um conceito ridículo e horrível. Prefiro viver em um universo onde eu conquisto um significado para a minha vida e uso minha cabeça para agir, em vez de ser mandado por um Deus que, por vezes, é muito vingativo.

Fonte: Terra

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COMENTÁRIO NOSSO:

Por Daniel F. Zordan

Quero destacar apenas a última resposta de Krauss, onde disse: “Considero presunçoso se dizer ateísta, pois não posso garantir que o universo não foi criado com um objetivo, apesar de não haver nenhuma evidência disso.” – Ele não pode afirmar ser um ateu convicto pelo fato de não ter provas de que universo não foi desenhado, criado, por um Ser inteligente, a saber, D’us.  E conclui dizendo que não há nenhuma evidência disso.

A pergunta é:. Por acaso existem evidências de que o universo surgiu espontaneamente, por acaso, acidentalmente, do nada?

A resposta que ele deu vale para os dois lados. Eu, como teísta poderia dizer:  “não posso garantir que o universo não surgiu por acaso, acidentalmente, apesar de não haver nenhuma evidência disso.”

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A ciência pode nos mostrar de que forma o universo e a vida evoluíram, mas não pode nos mostrar como veio a existência.  Como dizia Albert Einstein “do mundo dos fatos [física/matéria] não conduz nenhum caminho para o mundo dos valores [espiritual/D’us]; porque estes vem de outra região”  – disse também, “Não existe nenhum caminho lógico para o descobrimento das leis elementares – o único caminho é o da intuição”



Arqueólogos acham selo para pães kosher com 1,5 mil anos em Israel
14/01/2012, 3:02 PM
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Artefato foi encontrado na cidade de Acre, no norte do país. Objeto mostra que judeus habitavam região cristã bizantina.

Selo traz sete candelabros que formam o símbolo menorá.(Foto:Autoridade de Antiguidades de Israel)

Arqueólogos israelenses encontraram um selo para identificar pães kosher usado para judeus há 1,5 mil anos. O artefato foi descoberto no sítio de Horbat Uza, a leste da cidade de Acre, As informações são do site do jornal israelense “Haaretz”.

Especialistas acreditam que o objeto pertencia a algum tipo de panificadora que vendia produtos à comunidade judaica no local, à época ligado ao Império Bizantino.

As escavações são realizadas pela Autoridade de Antiguidades de Israel, órgão governamental responsável pela conservação da riqueza arqueológica e histórica do país. As atividades acontecem antes da construção de uma rodovia que irá ligar Acre até a cidade de Carmiel.

O selo é feito de cerâmica e possui a imagem de Menorá, o candelabro de sete velas que simboliza o judaísmo. Essa marca indica que os pães marcados pela peça eram destinados aos judeus que moravam ali. Segundo os escavadores, esta é a primeira vez que um selo deste tipo é achado em uma área de escavações formais. Isso torna possível determinar a origem e a idade do objeto.

Para Danny Syon, um dos chefes da equipe de arqueólogos, o artefato é prova da presença dos judeus no sítio em Uza mesmo durante o período cristão bizantino. O sítio arqueológico, localizado em uma área rural, já revelou outros objetos antigos judeus como jarros com menorás pintados e uma luminária Shabbat e um caixão de barro.

No selo, ainda é encontrada uma inscrição com o nome “Launtius” escrita em letras gregas. Este nome era comum entre judeus no período bizantino.

Fonte: G1



Achado na Austrália mineral que se pensava exclusivo da Lua
07/01/2012, 7:29 AM
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Imagem: Science

Um mineral trazido à Terra pelos primeiros astronautas que viajaram à Lua, e que se pensava exclusivo do satélite natural, foi descoberto em rochas da Austrália de mais de um bilhão de anos, informaram cientistas nesta quinta-feira.

A tranquilitita tem esse nome por ter sido encontrada pela primeira vez em 1969 no mar da Tranquilidade, uma planície de basalto situada na Lua.

Durante muito tempo, considerou-se que o mineral era somente da Lua, mas também havia amostras no oeste da Austrália, declarou Birger Rasmussen, cientista da Universidade Curtin, em Perth, no mesmo país.

“Sempre houve este mineral na Terra; estas amostras não vieram da Lua”, destacou o cientista, que publicou sua pesquisa na revista “Geology”. “Isto significa basicamente que na Lua e na Terra ocorrem os mesmos fenômenos químicos e os mesmos processos”, acrescentou.

O mineral raro foi detectado em seis locais diferentes da Austrália e permite, entre outras coisas, datar com precisão a antiguidade das rochas que o contém.

Fonte: Folha

Referência:

1. “Rare Moon Mineral Found on Earth” (Science, 3 January 2012)

2. Birger Rasmussen, Ian R. Fletcher, Courtney J. Gregory, Janet R. Muhling and Alexandra A. Suvorova “Tranquillityite: The last lunar mineral comes down to Earth” (Geology, 30 August 2011)



Exposição em Paris revela a beleza das aranhas; veja imagens
07/01/2012, 7:11 AM
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Uma exposição dedicada exclusivamente às aranhas está em cartaz no Museu Nacional de História Natural de Paris.

Os organizadores querem que os visitantes conheçam melhor o universo das aranhas, que surgiram há mais de 500 milhões de anos na Terra.

“As pessoas conhecem muito pouco, mas se sentem atraídas por tudo o que é relacionado às aranhas”, diz o especialista Frédérik Canard, curador da mostra.

A exibição revela dados e características dos aracnídeos e mostra o importante papel na cadeia alimentar. Também aborda crenças e mitos relacionadas às aranhas de vários países.

Em partes da África, por exemplo, elas representam sabedoria e inteligência. Na Sibéria, as mulheres as comem para aumentar a fertilidade.

A exibição vai até 2 de julho.

Fonte: Folha



Tempo mundial pode mudar em 2012
04/01/2012, 1:18 AM
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Segundo bissexto

O tempo, tal como o conhecemos hoje, poderá não ser exatamente o mesmo tempo nos séculos que virão.

Tanto que os cientistas da área estão usando todo o seu tempo durante as festas de fim de ano para discutir uma nova definição da escala de tempo do mundo: o chamado Tempo Universal Coordenado (UTC).

E a principal questão em debate é o segundo bissexto – mais especificamente, a abolição do segundo bissexto.

Tempo tecnológico

Enquanto todo o mundo presta atenção aos anos bissextos, poucos sabem que uma “ajeitada” muito mais frequente no tempo, mas muito mais irregular, é feita constantemente.

Uma mudança que é essencial para manter o bom funcionamento dos sistemas de GPS, das telecomunicações, e até dos arquivos que você transfere pela internet.

O segundo bissexto surgiu no início da atual era tecnológica, em 1972. Ele é adicionado para manter a escala de tempo medida pelos relógios atômicos em fase com a escala de tempo baseada na rotação da Terra.

A razão para isto é que, enquanto os relógios atômicos, que usam as vibrações dos átomos para contar os segundos, são incrivelmente precisos, a Terra não é um cronometrista tão confiável quanto se acreditava – isto graças a uma ligeira oscilação que ela sofre conforme gira sobre seu próprio eixo:

“Desde a década de 1920 já se sabe que o movimento da Terra não é tão constante como tínhamos pensado inicialmente,” explica Rory McEvoy, curador de “horologia” do observatório de Greenwich, no Reino Unido.

Essa variação natural da Terra significa que as horas medidas pelos relógios atômicos e as horas baseadas na rotação da Terra ficam cada vez mais defasadas conforme o tempo passa.

Assim, a cada poucos anos, antes que essa diferença cresça mais do que 0,9 segundo, um segundo extra – o chamado segundo bissexto – é adicionado ao tempo oficial, para colocar novamente os dois em sincronia.

“O Serviço Internacional de Rotação da Terra monitora a atividade da Terra, e eles decidem quando é apropriado adicionar um segundo bissexto em nossa escala de tempo,” explica McEvoy.

Guerra do segundo

Um dos maiores problemas é que, ao contrário dos anos bissextos, os segundos bissextos não são previsíveis. Eles são erráticos, porque as oscilações da Terra – o chamado balanço de Chandler – não é regular.

Mas a tentativa de se livrar do segundo bissexto está causando um racha dentro da comunidade internacional que estuda o tempo, o que deverá ser decidido pelo voto, durante a Conferência Mundial de Radiocomunicações, da União Internacional das Telecomunicações (UIT), em janeiro de 2012, em Genebra.

Uma pesquisa informal feita pela UIT no início deste ano revelou que três países – Reino Unido, China e Canadá – são fortemente contra a alteração do sistema atual.

No entanto, 13 países, incluindo os Estados Unidos, França, Itália e Alemanha, querem uma nova escala de tempo que não tenha segundos bissextos.

Mas, com quase 200 países membros, a grande maioria deles ainda terá que revelar o que realmente pensa sobre o tempo.

O Bureau Internacional de Pesos e Medidas (BIPM), em Paris, é a organização internacional de padronização que é responsável por manter o tempo do mundo.

A organização acredita que o segundo bissexto deve acabar porque esses ajustes estão se tornando cada vez mais problemáticos para sistemas que precisam de uma referência estável e contínua de tempo.

“Ele está afetando as telecomunicações, é problemático para a transferência de dados pela internet (como o Network Time Protocol, ou NTP), bem como dos serviços financeiros,” diz o Dr. Arias Felicitas, diretor do BIPM.

“Outra aplicação que está sendo realmente muito, muito afetada pelo segundo bissexto, é a sincronização de tempo nos Sistemas Globais de Navegação por Satélite (GNSS). Os GNSS exigem uma sincronização de tempo perfeita – e segundos bissextos são um incômodo,” completa Felicitas.

Tempos divergentes

Mas desacoplar o tempo civil da rotação da Terra também pode ter consequências a longo prazo.

“[Se você eliminar os segundos bissextos] o UTC irá se afastar continuamente do tempo baseado na rotação da Terra, fazendo-os gradualmente divergirem por uma quantidade crescente de tempo. Algo terá que ser feito para corrigir essa divergência cada vez maior,” explica Peter Whibberley, cientista do Laboratório Nacional de Física do Reino Unido.

Em algumas décadas, isso equivaleria a um minuto de diferença. E, ao longo de centenas de anos, isso significaria uma diferença de uma hora entre o tempo dos relógios atômicos e a escala de tempo baseada na rotação da Terra.

Em 2004, foi proposta a ideia da troca dos segundos bissextos por um salto de uma hora, a ser feita uma vez a cada alguns poucos séculos.

Uma possível solução, se o segundo bissexto for abolido, seria atrelar essa “hora bissexta” às mudanças no horário de verão.

“Os países poderiam simplesmente acomodar a divergência não adiantando os seus relógios na primavera, apenas uma vez a cada poucos séculos, assim você altera o fuso horário em uma hora para trazer de volta tempo civil em conformidade com a rotação da Terra,” propõe o Dr. Whibberley.

Fonte: Inovação Tecnológica

Referência:

1. “Changes to the world’s time scale debated” (BBC, 4 November 2011)