Creation Science News


Livro mostra amizades improváveis entre animais
25/02/2012, 9:03 PM
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Fotos mostram parcerias inusitadas entre animais criados juntos em zoológicos ou em casas.

O livro ‘Unlikely Friendships’ (Amizades improváveis, na versão em português) mostra animais de espécies diferentes que foram flagrados em momentos de ‘amizade’.

As 47 histórias compiladas pela escritora da National Geographic Jennifer S. Holland, especializada em ciência e história natural, mostram desde casos conhecidos, como o da gorila americana Koko e seu gato de estimação All Ball, até outros mais recentes.

A autora diz que, em alguns dos casos, o comportamento dos animais pode ser explicado pelos benefícios que eles ganham com a companhia de outras espécies.

Outros, no entanto, permanecem inexplicáveis, como a amizade entre um cachorro golden retriever e uma carpa chinesa, criados por um casal americano.

O livro, ainda sem versão em português, pode ser comprado pela internet.

Fonte: G1



Jejum pode ajudar a proteger cérebro, diz estudo
21/02/2012, 12:42 AM
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Jejuar um ou dois dias por semana pode proteger o cérebro contra doenças degenerativas como mal de Parkinson ou de Alzheimer, segundo um estudo realizado pelo National Institute on Ageing (NIA), em Baltimore, nos Estados Unidos.

“Reduzir o consumo de calorias poderia ajudar o cérebro, mas fazer isso simplesmente diminuindo o consumo de alimentos pode não ser a melhor maneira de ativar esta proteção. É provavelmente melhor alternar períodos de jejum, em que você ingere praticamente nada, com períodos em que você come o quanto quiser”, disse Mark Mattson, líder do laboratório de neurociências do Instituto, durante o encontro anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência, em Vancouver.

Segundo ele, seria suficiente reduzir o consumo diário para 500 calorias, o equivalente a alguns legumes e chá, duas vezes por semana, para sentir os benefícios.

O National Institute of Ageing baseou suas conclusões em um estudo com ratos de laboratório, no qual alguns animais receberam um mínimo de calorias em dias alternados.

Estes ratos viveram duas vezes mais que os animais que se alimentaram normalmente.

Insulina

Mattson afirma que os ratos que comiam em dias alternados ficaram mais sensíveis à insulina – o hormônio que controla os níveis de açúcar no sangue – e precisavam produzir uma quantidade menor da substância.

Altos níveis de insulina são normalmente associados a uma diminuição da função cerebral e a um maior risco de diabetes.

Além disso, segundo o cientista, o jejum teria feito com que os animais apresentassem um maior desenvolvimento de novas células cerebrais e se mostrassem mais resistentes ao stress, além de ter protegido os ratos dos equivalentes a doenças como mal de Parkinson e Alzheimer.

Segundo Mattson, a teoria também teria sido comprovada por estudos com humanos que praticam o jejum, mostrando inclusive benefícios contra a asma.

“A restrição energética na dieta aumenta o tempo de vida e protege o cérebro e o sistema cardiovascular contra doenças relacionadas à idade”, disse Mattson.

A equipe de pesquisadores pretende agora estudar o impacto do jejum no cérebro usando ressonância magnética e outras técnicas.

Fonte: BBC Brasil

 

 



Peixe amazônico inspira engenheiros a criar cerâmica flexível
18/02/2012, 4:20 AM
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Coloque um cardume de piranhas famintas e um peixe de 120 quilos juntos. Quem sai vitorioso?

A surpreendente resposta – já que nós conhecemos a mordida perigosa da piranha – é o enorme peixe brasileiro Arapaima. O segredo do sucesso são suas escamas em formato intricado, que são inclusive fonte de “bioinspiração” para engenheiros desenvolverem cerâmicas flexíveis.

A origem desse estudo veio de uma expedição na bacia amazônica feita por Marc Meyers, professor de engenharia americano. Ele pensou muito sobre as escamas protetoras do Arapaima. Como ele consegue sobreviver em lagos infestados de piranhas, onde nenhum outro peixe consegue?

Meyers e colegas criaram um laboratório experimental para colocar as piranhas contra Arapaima. Os dentes da piranha foram pressionados no sistema de escamas do Arapaima. Eles descobriram que os dentes conseguem penetrar parcialmente as escamas, mas se quebram antes de atingir o músculo.

As escamas do peixe combinam uma camada externa de minerais com um desenho interno que consegue resistir à mordida da piranha. “Você vê isso frequentemente na natureza, onde existe algo duro por fora, mas há algo mais mole dentro”, afirma Meyers.

É uma combinação que os engenheiros gostariam de reproduzir para aplicações como coletes de soldados, que precisam ser duros e flexíveis. Outras aplicações incluem células de combustível e design aeroespacial.

No caso do Arapaima, a criatividade das escamas serve como resistência para que possam coexistir com piranhas. Os experimentos realizados por Meyers sugerem algumas lições para os engenheiros bio-inspirados.

Por exemplo, a combinação de materiais duros e moles dá às escamas várias formas de repelir as mordidas. Por cima, material mineralizado resistente, e por baixo fibras de colágeno em direções alternadas.

A camada externa é cerca de duas vezes mais dura que a interna, dando ao peixe uma boa armadura. Ao mesmo tempo, a estrutura interna dá uma boa resistência às escamas. “Se você organiza as fibras dessa maneira, com diferentes orientações, consegue força para todas as direções”.

Também há liberdade de movimento. A camada interna resistente mais mole e a hidratação das escamas contribuem para a habilidade de ser flexível, ainda que forte. É uma solução de engenharia que permite que o peixe mantenha-se móvel ao mesmo tempo em que está bem armado, além de permitir que as escamas se deformem consideravelmente antes de quebrar.

Meyers afirma que o mundo natural está repleto de inspirações para materiais. Um de seus próximos projetos vai envolver escamas dos crocodilos.

Em certos aspectos, o campo da engenharia natural é um retorno às raízes das manufaturas, quando os humanos criavam a partir do couro, dos ossos e da madeira. “Nós temos produzido materiais com uma performance muito alta, mas estamos chegando ao limite dos sintéticos”, comenta Meyers. “Agora estamos voltando a olhar para esses materiais naturais e perguntar ‘como a natureza combina essas coisas’?

Fonte: Hype Science

Referência:

1. Y.S. Lin, C.T. Wei, E.A. Olevsky, Marc A. Meyers “Mechanical properties and the laminate structure of Arapaima gigas scales” (Journal of the Mechanical Behavior of Biomedical Materials, 2011; 4 (7): 1145 DOI: 10.1016/j.jmbbm.2011.03.024)



DAWKINS (o papa do ateísmo) não sabe o título de sua própria bíblia secular
18/02/2012, 3:58 AM
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Richard Dawkins

Mais humor por parte do militante ateu e ávido evolucionista Clinton R. Dawkins. Se depois de lerem e ouvirem as suas palavras ficarem com alguma réstia de respeito por este indivíduo, então se calhar são mais crédulos do que parece.

Se por acaso tentassem definir o que é a arrogância intelectual deslocada não poderiam fazê-lo de melhor forma do que pedir ao mais famoso ateu do mundo que dissesse quem é e quem não é Cristão.

O militante ateu Richard Dawkins anunciou triunfalmente que “um surpreendente número [de Cristãos] não consegue dizer qual é o primeiro Livro do Novo Testamento“.

A transcrição da discussão demonstra o quão embaraçoso foi o momento para Dawkins:

Fraser: Richard, se eu lhe perguntasse qual é o título completo do livro “A Origem das Espécies”, estou certo que você seria capaz de responder a isso.

Dawkins: Sim, seria.

Fraser: Então diga lá.

Dawkins: “A Origem das Espécies” . . . . uh . . . . . “Com” . . .oh Deus . . . “A Origem das Espécies”. . . . . . . Há um sub-título em torno da preservação das raças favorecidas no combate . . . . na luta pela vida.

Fraser: Se você perguntasse às pessoas que acreditam na teoria da evolução o que eu lhe perguntei e apenas 2% das pessoas respondesse da forma correcta, seria terrivelmente fácil para mim afirmar que eles, afinal, não acreditam na teoria da evolução. Portanto, não é justo você fazer este tipo de perguntas.

Foi um minuto de ouro radiofónico. Para além de ser hilariante, foi bastante simbólico.

O que temos aqui portanto é o Richard Dawkins a demonstrar que não sabe o título integral do livro cuja obediência religiosa ele tão avidamente promove por todo o mundo.

Como já foi dito por várias pessoas, Dawkins é uma fraude intelectual de todo o tamanho. Este tipo de comportamento não foi um lapso de memória temporário mas sim uma característica sua.

Este indivíduo frequentemente finge ter conhecimento que ele obviamente não tem, e assume saber coisas que claramente não sabe. É precisamente por isto que ele evita debater com pessoas que estão cientes da sua arrogância intelectual e que facilmente o poderiam ridicularizar em publico.

É suficientemente mau que Dawkins não tenha sido capaz de dizer o título integral do livro que ele afirma ser o livro mais importante da história – logo depois de ter defendido que seria capaz. Mas mais importante ainda, ele esqueceu-se da parte do título que se refere ao mecanismo supostamente responsável pela evolução!

Lembrem-se deste tipo de vergonha da próxima vez que um militante evolucionista vier com ares de superioridade intelectual e moral. Lembrem-se disto sempre que alguém quiser citar o Dawkins como algum tipo de “autoridade” científica no que toca a questões em torno da Biologia.

Entretanto, fica aqui o título integral do livro que Dawkins promove como sendo o livro mais importante da história do homem mas cujo titulo ele não sabe.

On the Origin of Species by Means of Natural Selection, or the Preservation of Favoured Races in the Struggle for Life.

 Fonte: Darwinismo
Referência:

1. “Dawkins Forgets Name of Darwin’s Evolutionary Book During Epic Radio Debate With Priest” (The Blaze, February 15, 2012)



Pintura rupestre na Espanha pode ser a primeira feita por neandertais
13/02/2012, 9:10 PM
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Pesquisadores da Universidade de Córdoba acreditam que os desenhos podem ser de leões-marinhos

Pinturas rupestres encontradas na Espanha, mais exatamente em Málaga, podem ser as mais antigas já encontradas e também as primeiras de autoria de neandertais.

Os desenhos, que lembram a estrutura do DNA, podem ser de leões-marinhos que serviram de alimento para o grupo. Desde 1959, quando garotos que caçavam morcegos entraram nas cavernas Nerja, a questão está aberta.

A partir da análise dos restos de carvão, porém, os pesquisadores da Universidade de Córdoba puderam estipular recentemente a idade das seis figuras em cerca de 43,5 mil e 42,3 mil anos.

Se confirmada essa informação, elas seriam ainda mais antigas que as famosas pinturas com cerca de 30 mil anos da caverna Chauvet, na França.

Até recentemente, pensava-se que os neandertais seriam incapazes de produzir trabalhos artísticos. Agora, o pensamento predominante é que eles tinham também a habilidade para lidar com simbolismos, imaginação e criatividade tal qual os humanos modernos.

Paul Pettitt, da Universidade de Sheffield (Reino Unido), classificou o achado “potencialmente fascinante”. Ele acrescentou que é “vital” que os envolvidos saibam o quão antigas são as figuras.

Sem esse dado, é difícil determinar se foram mesmo os neandertais que traçaram o desenho ou se foram os Homo sapiens, que podem ter vivido no sul da Espanha no passado.

A análise não será finalizada até 2013 e as escavações continuam em andamento.

Fonte: Folha

Referência:

1. “First Neanderthal cave paintings discovered in Spain” (New Scientist, 10 February 2012)

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COMENTÁRIO NOSSO:

Por Daniel F. Zordan

O que vai determinar se as pinturas foram obras dos Neandertais ou Homo sapiens vai ser a datação? Vai ser na base do chutômetro?

A verdade é que não existem provas de que o homo sapiens tenha entrado pela Península Ibérica a partir do norte de África, nem existem lá amostras de arte semelhantes.

Apesar de não existir evidências da entrada do homo sapines, Pettitt diz: “We can’t be absolutely sure that Homo sapiens were not down there in the south of Spain at this time,” he says. [“Nós não podemos estar absolutamente certo de que o Homo sapiens não estava ali, no sul da Espanha, nesta época”, diz ele.]

Para os pesquisadores a gruta é a peça chave. Eles acreditam que nesta gruta pode se encontrar a chave que explica o desaparecimento dos Neandertais.

Sanchidrián não descarta a possibilidade de que as pinturas foram feitas por Homo sapiens, mas afirma que essa teoria é “um cenário mais hipotético” do que a idéia de que os neandertais foram atrás deles. [“Sanchidrián does not rule out the possibility that the paintings were made by early Homo sapiens but says that this theory is “much more hypothetical” than the idea that Neanderthals were behind them.’]

Vamos esperar para ver no que vai dar isso tudo.

The Peace of God



Mamíferos levaram 24 mi de gerações para ter tamanho de elefante
10/02/2012, 10:11 PM
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Dr. Alistair Evans com os crânios de um rato e um elefante.

A velocidade com que pequenos mamíferos se desenvolveram até chegar a sua maior massa demandou milhares de gerações, indicam dois pesquisadores.

Isso equivaleria a dizer que um animal do tamanho de um rato chegou ao de um elefante em um período que envolveu nada menos que 24 milhões de gerações.

“Nosso trabalho demonstra, pela primeira vez, o quão rápido as mudanças mais significativas no tamanho físico ocorreram na história dos mamíferos”, comentou Alistair Evans, biólogo evolucionista da Universidade Monash (Austrália) que liderou uma equipe formada por 20 biólogos e paleontólogos.

A pesquisa, publicada na revista científica “PNAS”, analisou 28 diferentes grupos de mamíferos –entre elefantes, rinocerontes, hipopótamos, carnívoros e baleias– dos quatro grandes continentes (África, Eurásia e América do Sul e do Norte), além de bacias oceânicas que conservaram informações dos últimos 70 milhões de anos.

A baleia foi o animal que aumentou duas vezes mais rápido do que os mamíferos terrestres. “Isso provavelmente porque é mais fácil ser grande dentro d’água”, comentou o coautor do estudo, Erich Fitzgerald, do Museu Victoria, na Austrália.

Já o processo de redução –ou “encolhimento”– se mostrou muito mais rápido, em “apenas” cem mil gerações.

A justificativa estaria no fato de as pequenas ilhas oferecerem um limite de recursos, o que teria influenciado no modo como os bichos se desenvolveram. “Quando você fica menor, precisa de menos alimentos e pode se reproduzir com mais rapidez, o que é uma vantagem real nesses locais”, explicou Evans.

Fonte: Folha

Referência:

1. Alistair R. Evans, David Jones, Alison G. Boyer, James H. Brown, Daniel P. Costa, S. K. Morgan Ernest, Erich M. G. Fitzgerald, Mikael Fortelius, John L. Gittleman, Marcus J. Hamilton, Larisa E. Harding, Kari Lintulaakso, S. Kathleen Lyons, Jordan G. Okie, Juha J. Saarinen, Richard M. Sibly, Felisa A. Smith, Patrick R. Stephens, Jessica M. Theodor, and Mark D. Uhen “The maximum rate of mammal evolution” (Proceedings of the National Academy of Sciences, 2012; DOI: 10.1073/pnas.1120774109)

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COMENTÁRIO NOSSO:

Por Daniel F. Zordan

Os cientistas tentam mostrar quão rápida a evolução em larga escala (muuuuiiiito tempo!) pode ocorrer em mamíferos, mostrando que leva (apenas) 24 milhões de gerações para que um mamífero pequeno (rato) se tornar um mamífero grande (elefante). E não foi por menos que Evans disse “a massive change, but also a very long time,” [uma mudança maciça, mas também um tempo muito longo] Sem o tempo o que seria dos evolucionistas? Apenas ficção.

O pesquisador Evans disse: “The huge difference in rates for getting smaller and getting bigger is really astounding—we certainly never expected it could happen so fast!” [A grande diferença no ritmo entre ficar menor e ficar maior é realmente surpreendente. Certamente nunca esperavamos que isso pudesse acontecer tão rápido!]

O que também é surpreendente é como os evolucionistas podem fazer tais medições.

Os cientistas verificaram que a evolução é rápida em encolhê-los, mas lenta em aumentá-los. Também revelam que o ritmo na redução do tamanho dos mamíferos é muito maior do que o do aumento. São necessárias apenas 100 mil gerações para grandes encolhimentos, levanto para o nanismo, ocorrerem. Diz também que o estudo é único porque a maior parte das pesquisas anteriores se focou na chamada “microevolução”, as pequenas mudanças que acontecem dentro de uma mesma espécie.

Ao contrário da noção popular, os cientistas se concentraram nas mudanças de grandes escalas no tamanho dos corpos: “Instead we concentrated on large-scale changes in body size. We can now show that it took at least 24 million generations to make the proverbial mouse-to-elephant size change — a massive change, but also a very long time,”…”A less dramatic change, such as rabbit-sized to elephant-sized, takes 10 million generations.” Dr Evans said [“Ao contrário, nos concentramos em mudanças de grande escala no tamanho dos corpos. Agora, podemos demonstrar que foram necessárias pelo menos 24 milhões de gerações para fazer a proverbial alteração de tamanho de um rato para um elefante — uma mudança maciça, mas também um tempo muito longo.”…”Uma alteração menos dramática, como do tamanho de um coelho para o de um elefante, leva 10 milhões de gerações.” disse Dr Evans]

Alguém poderia perguntar como os evolucionistas poderiam alcançar tal feito. Como foi medido o período de tempo, e o número de gerações, para que a evolução de ratos para elefantes pudessem de fato acontecer? Como se chega ao numero de datas e gerações?

A complexidade e diferença entre ambos (ratos e elefantes) são gritantes. A verdade é que os cientistas não chegaram a fazer qualquer medição e tal. Pelo menos não de forma objetiva. O que fizeram foi comparar diferentes fósseis de mamíferos, calculando tempo necessário que levaria para evoluir de um para o outro.

Obs.: Textos originais (azul) da fonte: Science Daily

The peace of God



Fóssil altera data de surgimento da vida animal na Terra
10/02/2012, 7:11 PM
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Uma equipe de pesquisadores descobriu na Namíbia fósseis de esponja, que podem ser a primeira prova de vida animal na Terra, o que faz remontar em milhões de anos a data estimada da aparição desta forma de vida.

Os fósseis estavam, em sua maioria, no Parque Nacional de Etosha e também em outros pontos do país africano, em rochas de até 760 milhões de anos.

A descoberta é de uma equipe internacional de dez pesquisadores que publicaram seus resultados no “South African Journal of Science”.

Até agora, a comunidade científica considerava que a vida animal havia surgido na Terra entre 600 milhões e 650 milhões de anos. Com os fósseis recém-encontrados, essa origem remontaria entre 100 milhões e 150 milhões de anos a mais.

Segundo o estudo, as minúsculas esponjas esféricas, do tamanho de um grão de pó e cheias de buracos que permitem a passagem da água, são nossos ancestrais mais distantes, assegura Tony Prave, um dos coautores do estudo, da Universidade de St Andrew (Escócia).

“Se pegarmos a árvore genealógica e remontarmos até o que se chama grupo mãe, o ancestral de todos os animais, então, sim, esta seria nossa mãe comum”, afirmou.

Para o professor Prave, a descoberta de fósseis de 760 milhões de anos é coerente com a hipótese dos especialistas da genética, que trabalham com o “relógio molecular”.

Trata-se de um método que permite determinar a idade de uma espécie comparando as variações de seu DNA com as de outras espécies vizinhas.

A esponja seria o primeiro advento de uma forma de vida multicelular, acrescentou Prave.

Fonte: Folha

Referência:

1. C.K. ‘Bob’ Brain,  Anthony R. Prave,  Karl-Heinz Hoffmann,  Anthony E. Fallick,  Andre Botha,  Donald A. Herd,  Craig Sturrock,  Iain Young,  Daniel J. Condon,  Stuart G. Allison“The first animals: ca. 760-million-year-old sponge-like fossils from Namibia” (South African Journal of Science, 2012; 108(1/2), Art. #658, 8 pages. Doi:10.4102/sajs.v108i1/2.658) (PDF)