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Ossos achados na China podem ser de espécie humana desconhecida
19/03/2012, 2:10 AM
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Anatomia mistura traços de humanos arcaicos e modernos. Estudo foi publicado pela revista científica ‘PLoS One’.

Concepção artística do homem pré-histórico que viveu na região que é atualmente a China

Fósseis de pelo menos três indivíduos descobertos em uma caverna na China, e que datam da Idade da Pedra, pertenceriam a uma espécie humana até agora desconhecida, revelou um estudo publicado nesta quarta-feira (14).

Os fósseis mostram que estes indivíduos tinham características anatômicas muito diferentes, uma mistura de traços humanos arcaicos e modernos, destacaram estes paleoantropólogos na revista científica americana “PLoS One”.

Esses indivíduos viveram entre 11.500 e 14.500 anos atrás. É a primeira vez que os restos de uma nova espécie que viveu em um período tão próximo ao atual são encontrados no leste da Ásia, disseram os especialistas.

Estes fósseis são um raro aporte a uma etapa da evolução humana recente e ao começo do povoamento da Ásia.

Este grupo é contemporâneo aos humanos modernos (Homo sapiens) do começo da agricultura na China, uma das mais antigas do mundo, disseram os pesquisadores, liderados pelos professores Darren Curnoe, da Universidade de Nova Gales do Sul (UNSW), em Sidney, Austrália, e Ji Xueping, do Instituto de Arqueologia de Yunnan (sul da China).

Os paleoantropólogos foram cautelosos, contudo, em relação à classificação desses fósseis, devido ao incomum mosaico de características anatômicas que revelam.

“Estes novos fósseis poderiam ser de uma espécie até agora desconhecida, uma que sobreviveu até o final da Era do Gelo há cerca de 11 mil anos”, disse Curnoe.

Restos humanos de mais de 11 mil anos atrás,
encontrados na China (Foto: Divulgação/PLoS One)

“Também poderiam descender das tribos de humanos modernos desconhecidos até agora, que emigraram da África muito antes e que não contribuíram geneticamente a populações modernas”, acrescentou.

Os fósseis, que incluem crânios e dentes de, pelo menos, três pessoas, foram encontrados em 1989 em Maludong, ou Cova do Cervo Vermelho, na província de Yunnan, mas não foram estudados até 2008.

Um quarto esqueleto parcial tinha sido encontrado em 1979 em uma caverna no povoado de Longlin, na vizinha Região Autônoma Zhuang de Guangxi, mas permaneceu incrustado na rocha até ser finalmente extraído em 2009.

“Este descobrimento abre um novo capítulo na história da evolução humana — o capítulo da Ásia — e é uma história que apenas começa a ser contada”, disse Curnoe.

Fonte: G1

Referência:

1. Darren Curnoe, Ji Xueping, Andy I. R. Herries, Bai Kanning, Paul S. C. Taçon, Bao Zhende, David Fink, Zhu Yunsheng, John Hellstrom, Luo Yun, Gerasimos Cassis, Su Bing, Stephen Wroe, Hong Shi, William C. H. Parr, Huang Shengmin, Natalie Rogers “Human Remains from the Pleistocene-Holocene Transition of Southwest China Suggest a Complex Evolutionary History for East Asians” (PLoS ONE 7(3): e31918. March 14, 2012, doi:10.1371/journal.pone.0031918)

 

 



Como a ciência explica o que chamamos de pressentimento (e por que precisamos dele)
18/03/2012, 3:10 PM
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Você vê um amigo de longe e, em questão de pouquíssimos segundos, tem o “pressentimento” de que há algo errado. Quando os dois se sentam para conversar, ele conta que realmente está passando por problemas sérios. Como você sabia? O neurocientista David Eagleman, que dirige o Laboratório de Percepção e Ação do Baylor College of Medicine no Texas, traz uma explicação no livro “Incógnito – As Vidas Secretas do Cérebro”.

Para entender, imagine outra situação: você e outras pessoas estão diante de uma mesa com quatro baralhos. Cada um precisa escolher uma carta a cada rodada – e o que aparecer nela pode significar perdas ou ganhos em dinheiro. Mas há um detalhe: dois desses baralhos têm mais cartas boas (ou seja, fazem você ganhar dinheiro) e dois têm mais cartas ruins. Quem escolhe o baralho é o próprio participante que está tirando a carta. Em todas as rodadas, enquanto toma a decisão, cada pessoa é interrogada sobre quais baralhos acredita serem bons ou ruins. Quanto tempo você acha que levaria para descobrir isso?

Um neurocientista chamado Antoine Bechara e alguns colegas fizeram um experimento exatamente assim em 1997 e descobriram que os participantes precisavam tirar, em média, 25 cartas para sacar quais baralhos eram bons ou ruins.

Mas havia um detalhe: eles também mediram, durante toda a tarefa, as reações elétricas da pele de cada participante – que seriam um reflexo da atividade do sistema nervoso autônomo, responsável pela reação de luta ou fuga, por exemplo. Assim, quando a pessoa se sentisse ameaçada, isso seria indicado por esse medidor.

E foi isso que permitiu uma descoberta espantosa: o sistema nervoso autônomo conseguia decifrar a estatística dos baralhos bem antes que a consciência dos participantes: por volta da 13ª carta. A essa altura, cada vez que um deles estendia a mão para pegar a carta de um baralho ruim, havia um pico de atividade elétrica em sua pele – em outras palavras, uma parte do seu cérebro lhes enviava um sinal de alerta, como que dizendo “Cuidado, cara! Esse baralho vai te fazer perder dinheiro!”.

Mas acontece que a mente consciente dessas pessoas ainda não era capaz de captar a mensagem claramente. Isso se manifestou, então, na forma de um “pressentimento”: elas começavam a escolher os baralhos bons antes mesmo de poderem explicar o porquê.

Esse pressentimento é necessário para fazermos boas escolhas. O experimento foi repetido com voluntários que tinham danos na área do cérebro responsável pela tomada de decisões – o córtex pré-frontal ventromedial. Descobriu-se que essas pessoas não eram capazes de formar aquele sinal elétrico de alerta na pele. Ou seja, seu cérebro não conseguia compreender as estatísticas tão rápido e, assim, não os advertia. Mas, mesmo quando sua mente consciente finalmente compreendeu quais eram os baralhos bons e ruins, eles continuaram a escolher as cartas dos montes errados. Se a sua consciência sabia o que fazer, mas mesmo assim eles não o faziam, isso indicaria que a atividade “escondida” do cérebro (que se manifesta nesse caso na forma do que chamamos de “pressentimentos”), é essencial para a tomada de decisões vantajosas.

Reconhecendo rostos

O resultado desses estudos condiz com uma descoberta posterior relacionada a pessoas consideradas prosopagnósicas – aquelas que são incapazes de reconhecer rostos. Fazendo essa medição dos impulsos elétricos de sua pele, pesquisadores concluíram que elas apresentavam uma atividade maior quando viam o rosto de uma pessoa que conheciam. Uma parte do seu cérebro ainda era capaz de distingui-los. O problema é que isso não chegava à sua mente consciente.

Voltando ao caso do primeiro parágrafo: o “pressentimento” que você teve em relação ao seu amigo pouquíssimos segundos após olhar para ele provavelmente tem uma explicação parecida. Antes que sua mente consciente sequer tomasse conhecimento de que ele estava ali, é possível que seu cérebro já tivesse analisado sua linguagem corporal e registrado sinais de que havia algo de errado com ele.

Isso ensina que: 1) Apesar de sua mente consciente (ou aquilo que você considera você) levar o crédito por tudo, ela sabe muito pouco das atividades todas que rolam na sua cabeça – no máximo, ouve sussurros dela. Mas isso não é um problema porque 2) graças a esses “pressentimentos”, podemos tomar decisões vantajosas mesmo sem estarmos conscientes da situação.

Quer tomar a decisão certa? Jogue uma moeda

Se a nossa mente consciente sabe tão pouco do mundo em comparação com o que está inconsciente, como podemos acessar as informações que não chegam até ela e tomar boas decisões?

O neurocientista David Eagleman dá a dica: pegue uma moeda, determine qual face equivale a qual decisão e vá no cara ou coroa. Não, não é que você vai decidir assim, pelo acaso. O truque é avaliar sua sensação depois que a moeda cair. Caso se sinta levemente aliviado com o resultado, essa é a decisão correta para você. Se, em vez disso, se irritar e achar isso ridículo, talvez devesse escolher a outra opção.

Fonte: Superinteressante

 



Circuncisão pode proteger contra câncer de próstata, diz pesquisa
12/03/2012, 11:00 PM
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A circuncisão antes da primeira relação sexual masculina pode ajudar a proteger contra o câncer de próstata, segundo estudo publicado na revista científica da Sociedade Americana de Câncer.

A relação foi encontrada através da observação de 3.400 homens, dos quais cerca de metade tinha a doença.

De acordo com a pesquisa, os homens circuncidados antes da primeira relação sexual tiveram 15% menos chance de desenvolver câncer de próstata do que os não circuncidados. Para o autor do estudo, Jonathan Wright, do Centro Hutchinson, ainda serão necessárias pesquisas que comprovem a relação.

A circuncisão dificultaria o desenvolvimento de processos infecciosos e inflamatórios, que poderiam levar ao câncer. Um dos vetores dessas infecções são doenças sexualmente transmissíveis que, de acordo com pesquisas científicas anteriores, podem ser prevenidas com a circuncisão.

Inflamações crônicas provocadas por DSTs criariam ambiente propício para o desenvolvimento de células cancerígenas. Assim, ao eliminar o espaço sob o prepúcio que pode contribuir para a proliferação de patógenos, a circuncisão preveniria estas infecções e consequentemente o câncer de próstata.

Fonte: G1

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A circunsisão no judaísmo

O que é berit milá [circunsisão] e como é realizado?

RESPOSTA:

Berit milá é circuncisão. É a mitsvá positiva de nº 215. Um recém-nascido judeu do sexo masculino junta-se ao povo judeu através do berit milá, realizado em seu oitavo dia de vida.

“Berit” significa “pacto.” A fé de nosso patriarca Avraham (Abraão) foi testada dez vezes por D’us, após o quê D’us estava certo de que suas convicções eram inabaláveis. A nona provação foi remover o excesso de pele de seu órgão masculino, denotando o domínio espiritual sobre a compulsão primitiva. Depois de todas as dez, Avraham entrou em um pacto de fé mútua com D’us, que vive para sempre.

Enquanto a Torá estabelece a data do berit milá para o oitavo dia, se o bebê está doente, com icterícia ou é prematuro, o berit milá é adiado até que esteja preparado.

Como se realiza o berit milá?

1. Cirurgia na sala de estar!

O nascimento em casa não é o único procedimento médico realizado em casa atualmente – os judeus têm realizado circuncisões no conforto e conveniência de seus lares por milênios. Na companhia de amigos e da família, o berit milá é realizado por um mohel, um especialista em circuncisão, que assegura o mínimo de desconforto para o recém-nascido. Entretanto, devido a problemas de espaço e o fato de que a maioria das circuncisões é feita pela manhã, geralmente faz-se em sinagogas, imediatamente após os serviços as preces de Shacharit.

2. Detalhes

Era isso que você queria, não era? Um berit milá na verdade é bastante higiênico: o bebê é trazido sobre uma almofada em meio a pompa e circunstância, e colocado no colo de alguém, geralmente o avô ou o parente mais idoso. Aquele que traz o bebê é chamado cvater; o que o segura no colo é chamado sandec. São recitados versículos do sidur, e a pele acima da coroa é puxada levemente em um utensílio de aço para proteção, e com uma lâmina afiada, o mohel a remove com um rápido golpe cirúrgico.

É claro que o bebê chora bastante, mas 80% da dor é o choque, e dos 20% de dor, a maior parte deve-se ao frio do metal. A pele em si é muito tenra, e o corte leva menos que um piscar de olhos para ser feito, e o processo de cicatrização começa imediatamente. A maioria das crianças não demonstra sinais de dor após um ou dois dias. Logo após a circuncisão, o mohel ajuda o processo de cura, aplicando bandagens e pomadas.

O bebê recém-circuncidado, juntamente com a almofada, é levantado do colo do sandec e colocado nos braços de outro dignitário da família, intitulado sandec meumad. Um parente próximo escolhido pelo orgulhoso papai, geralmente seu próprio pai, recita versículos adicionais do sidur, e proclama em hebraico: “… e que seu nome em Israel seja chamado [aqui vai o nome]…” Depois de receber o nome, o bebê é passado para a mãe, e a família e amigos sentam-se para uma festiva refeição matinal, pois o berit milá geralmente é realizado pela manhã, tão cedo quanto possível, denotando entusiasmo pela mitsvá.

Avraham tinha 99 anos quando ele próprio fez sua circuncisão – teve o autocontrole de um Mestre jedi. Sua mente era poderosa – ele entendia o que estava fazendo e, conhecendo a importância crucial do pacto, circuncidou seu primeiro filho, Yishmael, aos treze anos. Naquele estágio, Yishmael era capaz de fazer perguntas inteligentes. Seu relacionamento com D’us, portanto, teve início com o intelecto.

O pequeno Yitschac contava apenas oito dias quando foi circuncidado. Oito é um passo adiante do natural. Sete simboliza a natureza: a interminável rotina de dias comuns e fins de semana, alvorada, pôr-do-sol, dia após dia. O oito além disso, simboliza o sobrenatural. Como um bebê de oito dias, Yitschac não tinha intelecto – apenas uma percepção vaga e permanente de D’us, gravada em seu subconsciente desde os primeiros dias. Seu relacionamento com D’us foi iniciado de maneira sobrenatural.

A sobrevivência do povo judeu é sobrenatural. Ninguém pode explicá-la. E a própria natureza da nação judaica é sobrenatural, porque descende não de Yishmael, o racionalista, mas de Yitschac, o humilde aceitador. Por esta razão, o berit milá é realizado no Dia Número Oito – o dia que simboliza a eterna sobrenatureza da Nação Judaica.

Fonte: Beit Chabad (www.chabad.org.br)



Cai neve em Jerusalém pela primeira vez em quatro anos
04/03/2012, 12:59 AM
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Apesar da neve, judeus ortodoxos rezam junto ao Muro das Lamentações, em Jerusalém

O clima ruim causou a morte duas pessoas nesta sexta-feira, em Israel, onde a neve cobriu grande parte do norte do país e nos Territórios Palestinos, pela primeira vez em quatro anos. Uma menina de sete anos morreu na colônia de Modiin Illit, na Cisjordânia, e uma senhora 96 anos morreu perto da cidade de Sderot (sul). Também nevou na Galileia (norte) e nas cidades palestinas de Ramallah e Belém, na Cisjordânia.

Fonte: Terra



O livre-arbítrio não existe, dizem neurocientistas
03/03/2012, 4:15 AM
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Novas pesquisas sugerem que o que cremos ser escolhas conscientes são decisões automáticas do cérebro. O homem não seria, assim, mais do que um computador de carne

São Paulo – Saber se os homens são capazes de fazer escolhas e eleger o seu caminho, ou se não passam de joguetes de alguma força misteriosa, tem sido há séculos um dos grandes temas da filosofia e da religião. De certa maneira, a primeira tese saiu vencedora no mundo moderno. Vivemos no mundo de Cássio, um dos personagens da tragédia Júlio César, de William Shakespeare.

No começo da peça, o nobre Brutus teme que o povo aceite César como rei, o que poria fim à República, o regime adotado por Roma desde tempos imemoriais. Ele hesita, não sabe o que fazer. É quando Cássio procura induzi-lo à ação. Seu discurso contém a mais célebre defesa do livre-arbítrio encontrada nos livros. “Há momentos”, diz ele, “em que os homens são donos de seu fado. Não é dos astros, caro Brutus, a culpa, mas de nós mesmos, se nos rebaixamos ao papel de instrumentos.”

Como nem sempre é o caso com os temas filosóficos, a crença no livre-arbítrio tem reflexos bastante concretos no “mundo real”. A maneira como a lei atribui responsabilidade às pessoas ou pune criminosos, por exemplo, depende da ideia de que somos livres para tomar decisões, e portanto devemos responder por elas. Mas a vitória do livre-arbítrio nunca foi completa.

Nunca deixaram de existir aqueles que acreditam que o destino está escrito nas estrelas, é ditado por Deus, pelos instintos, ou pelos condicionamentos sociais. Recentemente, o exército dos deterministas – para usar uma palavra que os engloba – ganhou um reforço de peso: o dos neurocientistas. Eles são enfáticos: o livre-arbítrio não é mais que uma ilusão. E dizem isso munidos de um vasto arsenal de dados, colhidos por meio de testes que monitoram o cérebro em tempo real. O que muda se de fato for assim?

Mais rápido que o pensamento — Experimentos que vêm sendo realizados por cientistas há anos conseguiram mapear a existência de atividade cerebral antes que a pessoa tivesse consciência do que iria fazer. Ou seja, o cérebro já sabia o que seria feito, mas a pessoa ainda não. Seríamos como computadores de carne – e nossa consciência, não mais do que a tela do monitor. Continue lendo…

Fonte: Exame

 



Floresta mais antiga do mundo era mais diversa do que se pensava
03/03/2012, 3:59 AM
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Pesquisa traz novos e importantes dados sobre a evolução das plantas. Fósseis foram encontrados no estado norte-americano de Nova York.

Imagem reproduz como seria a antiga floresta Gilboa (Foto: Frank Mannolini/Nature)

Uma pesquisa publicada nesta quarta-feira (29) pela revista “Nature” traz uma análise da floresta fossilizada mais antiga do mundo. É uma área de cerca de 1,2 mil metros quadrados, situada no estado norte-americano de Nova York, onde viveram árvores bem diferentes das que existem hoje em dia.

O estudo revelou uma diversidade de espécies maior do que se imaginava e trouxe novos e importantes dados sobre a evolução das plantas.

Na década de 1920, foram descobertos pedaços de tronco fossilizados na escavação de uma pedreira, de onde se retiravam rochas para a construção de uma barragem. Esse fóssil – chamado de árvore de Gilboa, que era o nome da barragem – foi retirado e a pedreira foi preenchida novamente com terra.

Até recentemente, essas peças de museu eram a única fonte de informações dos cientistas. Em 2010, obras de manutenção da represa abriram a área novamente, e permitiram o trabalho da equipe na região, que levou ao mapeamento da floresta pré-histórica.

Quando os pesquisadores conseguiram fazer essa análise, descobriram que a floresta não tinha apenas as árvores de Gilboa. Além dessas árvores de grande porte – semelhantes a palmeiras –, eles encontraram outras duas espécies menores no entorno, o que foi uma surpresa.

“Tudo isso demonstra que a ‘floresta mais antiga’ em Gilboa era muito mais complexa ecologicamente do que suspeitávamos, e provavelmente continha mais carbono na madeira do que sabíamos antes. Isso permitirá uma especulação mais refinada sobre a maneira como a evolução das florestas mudou a Terra”, afirmou Chris Berry, um dos autores do estudo, em material divulgado pela Universidade de Cardiff, no País de Gales, onde ele trabalha.

Fonte: G1

Referência:

1. William E. Stein, Christopher M. Berry, Linda VanAller Hernick, Frank Mannolini “Surprisingly complex community discovered in the mid-Devonian fossil forest at Gilboa” (Nature, 2012; 483 (7387): 78 DOI: 10.1038/nature10819)



Alteração nos oceanos pode acabar com vida marinha neste século
03/03/2012, 3:26 AM
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As emissões de gás carbônico provocadas pelo homem não causam apenas o aquecimento global da Terra, mas também alteram o pH dos mares e oceanos, elevando sua acidez até níveis que poderiam acabar com a vida marinha em poucas décadas. A advertência faz parte de um estudo publicado nesta quinta-feira na revista Science e do qual participaram pesquisadores do Conselho Superior de Pesquisas Científicas (CSIC), da Instituição Catalã de Pesquisa e Estudos Avançados (ICREA), e da Universidade Autônoma de Barcelona (UAB).

O estudo explica que, nos últimos 300 milhões de anos, a química marinha sofreu “profundas mudanças”, embora nenhuma “tão rápida, grande e global como a atual”. A acidificação marinha acontece à medida que o CO2 emitido pela atividade humana – originada fundamentalmente pela queima de combustíveis fósseis – é absorvido pelos oceanos.

Esse processo prejudica muitas formas de vida marinha e interfere principalmente no desenvolvimento das espécies com carapaça ou esqueleto de carbonato cálcico, como corais e moluscos. O pesquisador do Instituto de Ciências do Mar Carles Pelejero adverte que a acidificação dos oceanos já está afetando algumas espécies de fitoplânctons próprias de altas latitudes que são a base principal da dieta de salmões e baleias, entre outros animais marítimos, e portanto um elo essencial das redes tróficas dos oceanos.

Segundo o especialista, “as águas de altas latitudes, como o oceano Ártico ou o Austral, que são muito frias e, portanto, muito ácidas e ricas em CO2, alcançarão em uma ou duas décadas condições químicas que impedirão que os organismos com carapaça sobrevivam”.

Além disso, os experimentos desenvolvidos em áreas mais quentes com corais, como a grande barreira australiana, demonstraram que, “neste lado (do Pacífico), esta cadeia de corais está bastante afetada, enquanto na parte do Índico – provavelmente porque estas águas são mais temperadas – os corais continuam crescendo”.

Atualmente a zona mais afetada, segundo Pelejero, é a costa oeste do Pacífico, onde os criadores de ostras já percebem que a fertilidade e o crescimento dos moluscos são cada vez menores. “O estudo permite aventurar que nas zonas tropicais – que por terem águas mais quentes não toleram tanto CO2 -, a insaturação chegará mais tarde, em cinco décadas”, especificou.

Embora as pesquisas sobre a acidez dos oceanos costumem basear-se em simulações realizadas em aquários, para este estudo foram realizadas análises paleontológicas e geoquímicas. O trabalho também detalhou momentos da história da Terra associados com uma profunda acidificação, como o máximo térmico do Paleoceno-Eoceno há 56 milhões de anos, quando as emissões vulcânicas e os hidratos de metano congelados nos fundos marítimos liberaram na atmosfera grandes quantidades de CO2.

Até mesmo nesse momento, quando aconteceram grandes extinções, a injeção de CO2 aos oceanos foi, pelo menos, dez vezes mais lenta que a atual, o que permite prever consequências mais catastróficas à mudança antropogênica atual”, advertiu Pelejero. A única solução é reduzir as emissões de CO2 de maneira drástica e mudar o mais rápido possível o atual modelo energético, ressaltou outra colaboradora do estudo, a pesquisadora Patricia Ziveri.

Fonte: Terra

Referências:

1. Bärbel Hönisch, Andy Ridgwell, Daniela N. Schmidt, Ellen Thomas, Samantha J. Gibbs, Appy Sluijs, Richard Zeebe, Lee Kump, Rowan C. Martindale, Sarah E. Greene, Wolfgang Kiessling, Justin Ries, James C. Zachos, Dana L. Royer, Stephen Barker, Thomas M. Marchitto Jr., Ryan Moyer, Carles Pelejero, Patrizia Ziveri, Gavin L. Foster, Branwen Williams “The Geological Record of Ocean Acidification” (Science, 2 March 2012, Vol. 335 nº 6072 pp. 1058-1063, doi: 10.1126/science.1208277)

2. “Se acelera la acidificación de los océanos” (CSIC – Consejo Superior de Investigaciones Científicas)

3. “La velocitat actual d’acidificació dels oceans, sense precedents en 300 M d’anys” (UAB – Universidad Autónoma de Barcelona)