Creation Science News


Você é o que você lê
19/05/2012, 9:26 PM
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Filme: Harry Potter e a Ordem da Fênix

Além do que você come e do que pensa, agora você também é o que você lê. Pesquisadores da Universidade Estadual de Ohio, EUA, descobriram que conforme você se envolve em alguma obra de ficção, de acordo com suas preferências por determinados personagens, você vai ficando cada vez mais e mais influenciado e sofrendo uma metamorfose mental para pensar e se comportar como o “ídolo”.

Apesar de eu pessoalmente pensar que não deve ser muito bom se confundir com o Harry Potter, os autores Geoff Kaufman e Lisa Libby afirmam que esse tipo de comportamento pode nos mudar em um bom sentido.

E a conexão só tende a aumentar. “Se você tem uma conexão forte com os personagens, pode ter um impacto duradouro. Pode inspirar você a reler algo. E então o impacto será reforçado com o tempo”, afirma Kaufman.

Mas vamos os fatos. Os pesquisadores fizeram uma série de experimentos com os voluntários para comprovar a hipótese. Em um deles, alguns participantes leram uma história na qual o protagonista se esforça muito para votar (lembre-se que nos EUA o voto é facultativo), enquanto outros não. Aqueles que leram se mostraram muito mais animados para votar do que os outros.

Em um outro momento, foi apresentada aos voluntários uma história na qual o personagem principal era homossexual. Mas eram duas versões: em uma, a verdade era revelada logo no início, na outra apenas no final. Aqueles que souberam apenas no fim acabaram mostrando, em entrevistas posteriores, sentimentos muito mais positivos para com os gays do que os outros.

Os pesquisadores explicam que nesse caso houve o processo de conexão, sem que pressupostos ou opiniões “contaminassem” o julgamento do leitor. Se você já sabe de antemão alguma característica chave do personagem que destoa de você, fica mais complicado a ideia de empatia e similaridade.

Isso poderia ser uma ferramenta interessante para a educação das crianças, não? E você, já foi (muito) influenciado por um personagem de livro, chegando ao ponto de imitá-lo em alguns aspectos ou deixar a influência agir? E só valem personagens de livros! Até porque, explica Kaufman, quando você assiste um filme, está mais para espectador do que realmente envolvido.

Hype Science

Referência:

1. Geoff F. Kaufman, Lisa K. Libby “Changing Beliefs and Behavior Through Experience-Taking”  (Journal of Personality and Social Psychology , 2012; DOI: 10.1037/a0027525)



Crocodilo gigante que viveu na África poderia engolir um humano
19/05/2012, 8:42 PM
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O Crocodylus thorbjarnarsoni poderia engolir um humano (Foto: Terra)

Pesquisadores da Universidade de Iowa, nos Estados Unidos, descobriram que o possível maior crocodilo que já existiu viveu entre 2 e 4 milhões de anos atrás no Quênia, na África Oriental. O animal, com mais de 8 metros de comprimento, era grande o bastante para engolir um humano.

“É o maior crocodilo já encontrado. Ele pode ter ultrapassado os 8 metros de comprimento. Para comparar, o maior animal desta espécie era o crocodilo-do-nilo, com quase 6,5 m de comprimento. E a maioria é bem menor”, disse o autor do estudo, Christopher Brochu.

Segundo o site Phenomenica, os pesquisadores reconheceram o Crocodylus thorbjarnarsoni a partir de fósseis examinados há três anos no Museu Nacional do Quênia, na cidade de Nairóbi. Alguns foram encontrados em lugares importantes para descobertas de fósseis humanos.

“Ele viveu com nossos ancestrais, e provavelmente se alimentou deles. Não temos fósseis humanos com mordidas de crocodilo, mas estes animais da época eram maiores que os de atualmente, e nós éramos menores, então provavelmente não teria muita mordida envolvida”, afirma Brochu.

Terra

Referência:

1. Christopher A. Brochu, Glenn W. Storrs “A giant crocodile from the Plio-Pleistocene of Kenya, the phylogenetic relationships of Neogene African crocodylines, and the antiquity ofCrocodylusin Africa” (Journal of Vertebrate Paleontology, 2012; 32 (3): 587 DOI: 10.1080/02724634.2012.652324)



Novas ruínas reabrem estudos sobre reinados de Davi e Salomão
19/05/2012, 8:09 PM
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Arqueólogos israelenses encontraram várias peças de culto em uma jazida perto da cidade de Beit Shemesh, a cerca de 35 quilômetros de Jerusalém, que permitirão interpretar a descrição que a Bíblia faz dos reinados de Davi e Salomão.

A descoberta, exposta nesta semana pelo professor Yosef Garfinkel, da Universidade Hebraica de Jerusalém, e por Saar Ganor, da Direção Israelense de Antiguidades, consiste em três caixas de pedra bem talhadas, e de até 20 centímetros de altura, usadas para conservar objetos de culto divino.

“Seu meticuloso desenho responde a descrições feitas na Bíblia do palácio e do templo de Salomão”, diz Garfinkel, que está há cinco anos escavando em Khirbet Qeiyafa, também conhecido como Fortaleza Elá, um reduto circular amuralhado de 2,3 hectares e em uma localização estratégica entre as cidades filisteias e Jerusalém.

De cor bege rosada, duas das caixas têm uma espécie de pórtico cuja descrição, diz o pesquisador, aparece no primeiro livro de Reis. Foram achadas em casas da cidade e sua altura é exatamente o dobro da largura – como em prédios achados em Jerusalém -, o que provam a conexão entre a que Garfinkel acredita que era a cidade bíblica de Shearaim e a Jerusalém de Davi e Salomão.

“Shearaim, que estava aqui no vale de Elá, significa ‘Duas portas’. Esta cidade é a única da época do Primeiro Templo com duas portas, as demais tinham uma”, ressalta. Para o pesquisador, os últimos achados, e outros anteriores, reforçam a corrente que vê na Bíblia um relato fidedigno do que poderiam ser eventos históricos.

Prof. Yosef Garfinkel da Universidade Hebraica de Jerusalém

“A exatidão das descrições não nos deixa outra opção e, quem não acredita, deverá também explicar como é possível semelhante similaridade”, declarou à Agência Efe.

Mas, ao contrário de outros historiadores de sua mesma universidade, ele o faz com reserva, e acredita que, como qualquer outro texto de sua natureza, a Bíblia contém episódios fidedignos e outros que não o são.

O Antigo Testamento relata com todo luxo de detalhes os reinados de Davi e Salomão no século X a.C., mas até agora não existem provas inapeláveis que confirmem a magnificência presente no ideário e arte judaico-cristã posterior ou sequer sua existência.

Em Jerusalém e arredores, proliferam ruínas do Período do Segundo Templo (séculos VI a.C. a II d.C.), mas do Primeiro (século XI a.C. a 586 a.C.) existem pouquíssimos vestígios e a maioria continua sujeita a um intenso debate acadêmico e político.

Um deles é uma muralha de 70 metros com um monumental torreão e uma torre de vigilância desenterrados junto às muralhas da Cidade Antiga de Jerusalém, apresentada há dois anos como possível obra do rei Salomão.

Estruturas fortificadas do mesmo tamanho foram encontradas em Khirbet Qeiyafa, cuja construção os arqueólogos datam entre os séculos X e XI a.C., contemporâneas dos dois reis.

Seu desenho urbano, assinala Garfinkel, não responde ao de nenhuma cidade cananeia ou filisteia, também não ao de cidades no reino de Israel, mas se trata de um “planejamento típico” das cidades da Judeia. “É o exemplo mais recente que temos de uma cidade desse reino, e nos indica que este tipo de planejamento (urbano) já estava em uso nos tempos do rei Davi”.

Ali, em um pedaço de cerâmica, também foi descoberta em 2008 a inscrição hebraica mais antiga conhecida, e que testes de carbono-14 remontam ao mesmo período.

O especialista insiste que a construção da cidade tem implicações sem precedentes para compreender esse capítulo da Bíblia, e que, com cerca de 20% já escavada, sua distribuição prova a existência de um reino centralizado que tinha sob sua autoridade várias cidades.

Terra

Referência:

1. Yosef Garfinkel e Saar Ganor “3,000-year-old artifacts fuel Biblical archaeology debate” (The Times of Israel, 8 May 2012) (The Hebrew University of Jerusalem, May 2012)



Humanos já interagiam com cães e gatos na pré-história, diz estudo
07/05/2012, 11:44 PM
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Há 10 mil anos, cães ajudavam na caça e gatos afastavam os ratos. Escavações foram feitas na ilha de Chipre, no Mar Mediterrâneo.

Escavações no sítio arqueológico de Klimonas, no Chipre (Foto: PNAS/Divulgação)

Um estudo publicado nesta segunda-feira (7) encontrou os vestígios mais antigos de fixação humana no Chipre e, de quebra, descobriu que os primeiros habitantes da ilha mediterrânea criavam gatos e cachorros.

As escavações no sítio arqueológico de Klimonas mostraram objetos e restos de animais que contam muito sobre a sociedade estabelecida entre 11,1 mil e 10,6 mil anos atrás. A pesquisa feita pela equipe de Jean-Denis Vigne, do Museu Nacional de História Natural da França, e publicada pela “PNAS”, revista da Academia Americana de Ciências.

Os melhores amigos do homem não seriam apenas animais de estimação, segundo os autores. Vestígios de porcos selvagens indicam que os primeiros cipriotas dependiam da caça. Os cachorros, então, teriam sido levados até a ilha para auxiliar nesta atividade, sugere o estudo.

A utilidade dos gatos também estava ligada à alimentação. Os habitantes cultivavam trigo, e há indícios da presença de ratos no local. Os roedores são uma praga que prejudica a produção do cereal, e os gatos teriam sido a solução encontrada para proteger as plantações.

Além da presença de gatos e cachorros, a pesquisa revelou características de uma sociedade complexa, que já tinha locais para armazenamento de alimentos, encontro da população e rituais religiosos.

A existência de uma sociedade tão antiga em uma ilha, relativamente pouco tempo após a descoberta da agricultura, mostra também que o ser humano já tinha capacidades avançadas de navegação, e que o alcance geográfico dos primeiros fazendeiros do Oriente Médio foi maior do que se pensava.

Fonte: G1

Referência:

1. Jean-Denis Vigne, François Briois, Antoine Zazzo, George Willcox, Thomas Cucchi, Stéphanie Thiébault, Isabelle Carrère, Yodrik Franel, Régis Touquet, Chloé Martin, Christophe Moreau, Clothilde Comby, and Jean Guilaine “First wave of cultivators spread to Cyprus at least 10,600 y ago” (PNAS, 7 May 2012, doi:10.1073/pnas.121693109)


 



Astrônomos flagram quatro fins do mundo
06/05/2012, 10:24 AM
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Durante bilhões de anos, tudo o que havia era um tranquilo sistema planetário. [Imagem: Mark A. Garlick/University of Warwick]

Sol Vermelho

Astrônomos flagraram quatro estrelas anãs brancas destruindo seus próprios planetas.

O fenômeno pode ser um exemplo do que acontecerá com o próprio Sistema Solar.

Conforme estrelas como o nosso Sol se aproximam do final de suas vidas, elas se tornam gigantes vermelhas, expandindo-se para muito além de suas dimensões usuais.

Embora ainda não esteja claro se nosso futuro “Sol Vermelho” será capaz de engolir a Terra, é certo que isso acontecerá com Vênus e Mercúrio.

Pode ser que a Terra saia “ilesa”, apenas com sua superfície totalmente tostada – sem vida e sem água, certamente.

Com o esgotamento do hidrogênio da estrela, ela tornou-se uma anã vermelha, engolindo seus planetas mais próximos e provocando turbulências que podem ter levado outros a se entrechocarem. [Imagem: Mark A. Garlick/University of Warwick]

Restos do fim do mundo

Não foi o que aconteceu com as estrelas agora observadas por uma equipe da Universidade de Warwick, no Reino Unido.

Eles identificaram quatro anãs brancas cercadas por poeira produzida por corpos planetários despedaçados.

O mais interessante é que essa poeira tem muitas semelhanças com a composição da Terra.

Os elementos mais abundantes na poeira em torno dessas quatro anãs brancas são oxigênio, magnésio, ferro e silício – quatro elementos que compõem cerca de 93% da Terra.

Uma observação ainda mais significativa é a de que este material também contém uma proporção extremamente baixa de carbono, muito semelhante à Terra e outros planetas rochosos que orbitam mais perto do nosso Sol.

Este é o quadro que os astrofísicos observaram agora, um autêntico resto do fim do mundo, com uma poeira com composição muito similar à da Terra. [Imagem: Mark A. Garlick/University of Warwick]

Fim de quatro mundos

Esta é a primeira vez que proporções tão baixas de carbono foram detectadas nas atmosferas de anãs brancas poluídas por detritos.

Isto é um indício muito claro de que essas estrelas tinham pelo menos um exoplaneta rochoso, destruído por elas próprias.

Ou seja, o que os astrofísicos encontraram são os restos do fim de pelo menos quatro mundos.

Fonte: Inovação Tecnológica

Referência:

1. B.T. Gaensicke, D. Koester, J. Farihi, J. Girven, S.G. Parsons, E. Breedt “The chemical diversity of exo-terrestrial planetary debris around white dwarfs (arXiv: 1 May 2012, arXiv:1205.0167v1)

2. “Four white dwarf stars caught in the act of consuming ‘earth-like’ exoplanets” (University of Warwick)

 



Raciocínio lógico pode afetar fé em Deus, diz pesquisa
04/05/2012, 10:08 PM
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Exposição a imagens de ‘O Pensador’ e verbos como ‘ponderar’ faz as pessoas se declararem menos religiosas

O “ministério da cultura” adverte: contemplar a escultura “O Pensador“, do francês Auguste Rodin (1840-1917), pode fazer com que você fique menos religioso.

A frase soa como loucura, mas esse é um dos achados de um estudo que acaba de sair na revista “Science“.

Trata-se, na verdade, de um caso particular de um fenômeno mais amplo: aparentemente, levar as pessoas a pensarem de modo mais “racional”, por meio de influências sutis (como a exibição da célebre imagem do homem refletindo), reduz as tendências religiosas dos sujeitos.

A pesquisa é assinada por Ara Norenzayan e Will Gervais, da Universidade da Colúmbia Britânica (Canadá), que estão entre os mais destacados estudiosos da psicologia da religião.

Eles partiram de uma hipótese apoiada por outros estudos, segundo a qual pessoas religiosas preferem usar a intuição ao processar dados, enquanto os não religiosos usam o raciocínio detalhado.

Os religiosos, por exemplo, acabam caindo com mais facilidade em “pegadinhas” lógicas, independentemente de seu QI ou nível educacional.

A dupla de pesquisadores combinou esse dado com uma técnica comum de psicologia experimental, o chamado “priming”, que envolve o uso de um estímulo prévio para “preparar” a mente do participante de forma a reagir de certa maneira.

Sabe-se que o “priming” funciona em contextos educacionais. Se alunos de uma escola da periferia leem, antes de uma prova de ciências, sobre garotos pobres que se tornaram grandes cientistas, tiram notas melhores.

No estudo canadense, dezenas de voluntários tinham de realizar tarefas, metade das quais poderia levar a um “priming” do pensamento analítico, enquanto a outra metade era neutra.

Sabe-se que até ler um texto com letras miúdas pode favorecer a ativação desse tipo de raciocínio.

Os voluntários que fizeram as tarefas “analíticas” tiveram menos propensão a se declarar religiosos depois.

Para os pesquisadores, um motivo possível para isso é que a religiosidade depende de processos mentais intuitivos, como detectar “personalidade” no mundo -mesmo em contextos inanimados, como a natureza, o que levaria à crença em deuses. O raciocínio analítico poderia bloquear isso.

Fonte: Folha

Referência:

1. Will M. Gervais, Ara Norenzayan “Analytic Thinking Promotes Religious Disbelief” (Science, 27 April 2012, Vol. 336 nº. 6080 pp. 493-496, DOI: 10.1126/science.1215647)



Terremoto e tsunami no Chile teriam afundado solo marinho, diz estudo
04/05/2012, 9:18 AM
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Pesquisa detectou mudanças no movimento das marés em praias do país. Superfície terrestre teria sido modificada após tremor de magnitude 8,8.

As duas primeiras imagens mostram a situação da praia de Maule antes (before em inglês) e depois (after em inglês) do terremoto. As duas imagens a seguir mostram o antes e depois em Boyeruca. Solo marinho afundou depois de terremoto na costa do Chile. (Foto: Divulgação)

O forte terremoto que atingiu a região de Maule, no Chile, em 2010, pode ter afundado o solo marinho em determinadas áreas e causado o desaparecimento de habitats naturais, segundo estudo publicado na “PLoS ONE”.

A pesquisa, divulgada nesta quarta-feira (2) foi realizada por cientistas de universidades do Chile, Estados Unidos e Alemanha.

Eles apontaram casos de subsidência (deslocamento de superfícies terrestres para baixo) encontrados em algumas praias, o que modificou a altura de alcance das marés, por exemplo (veja imagem ao lado).

Tais fenômenos foram detectados em praias de Maule e Boyeruca, por exemplo. O estudo aponta ainda houve uma redução na quantidade de espécies e habitats naturais nessas áreas.

Em algumas praias de areia brancas, por exemplo, não há mais presença de alguns tipos de vegetais marinhos.

Impacto positivo
Já em localidades onde existiam barreiras construídas pelo homem (conhecidas como quebra-mar), agora é possível verificar a presença de invertebrados nos costões rochosos.

Segundo a pesquisa, já há indícios de colonização de invertebrados nessas áreas, que antes eram excluídos devido às barreiras impostas.

Esses animais teriam sido “afastados” dessas áreas devido às construções e agora “retomam” a região como consequência da catástrofe.

Em 27 de fevereiro de 2010 um terremoto de magnitude 8,8 atingiu o Chile e durou cerca de três minutos. O tremor causou um tsunami de 2,6 metros na região de Valparaíso e foram confirmadas 723 mortes. Porém, o governo chileno trabalha com um grande número de desaparecidos.

Fonte: G1

Referência:

1. Eduardo Jaramillo, Jenifer E. Dugan, David M. Hubbard, Daniel Melnick, Mario Manzano, Cristian Duarte, Cesar Campos, Roland Sanchez “Ecological Implications of Extreme Events: Footprints of the 2010 Earthquake along the Chilean Coast” (PLoS ONE, 2 May 2012, 7(5): e35348. doi:10.1371/journal.pone.0035348)