Creation Science News


Com a ajuda de cientistas, Stephen Hawking poderá usar a mente para se comunicar
30/06/2012, 9:49 PM
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Pesquisadores gravaram atividade cerebral do físico e identificaram padrões que vão ajudá-lo a se comunicar usando apenas o pensamento

Stephen Hawking

O mais famoso físico do planeta, Stephen Hawking, é portador da esclerose lateral amiotrófica, uma doença degenerativa que paralisa todos os movimentos de suas vítimas ao longo dos anos. Por causa da gravidade da doença, os médicos deram a Hawking somente dois anos de vida, mas ele sobrevive a despeito da incapacidade de se mover. Seu cérebro continua intacto e produtivo.

Hoje, o físico movimenta a bochecha para ativar um aparelho feito sob medida que o ajuda a formar palavras e frases. Contudo, com o passar do tempo, Hawking também perderá a capacidade de mover a bochecha. Quando isso acontecer, suas chances de se comunicar com o mundo exterior serão reduzidas a zero, ou quase isso. Uma nova tecnologia, chamada de iBrain, porém, pode garantir que o gênio continue se comunicando. Philip Low, professor da Universidade Stanford e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), ambos nos Estados Unidos, vai substituir o movimento da bochecha, que controla o sistema de comunicação de Hawking, por um comando cerebral.

Low trabalha com Hawking há um ano utilizando um gravador de ondas cerebrais. “Ele me pediu que o visitasse e queria fazer parte dos nossos estudos”, diz Low, em entrevista ao site de VEJA. “Pedimos a ele que treinasse a mente a imaginar que estava mexendo os membros, mesmo impossibilitado”, diz. Esse pensamento seria a ordem para ativar o sistema de comunicação do físico.

Stephen Hawking

Provocação — Low conheceu Hawking há dois anos em uma conferência científica em Nova York.  Os dois se aproximaram por causa da objetividade de suas teses de doutorado: a de Hawking tem algumas laudas, enquanto que a de Low se resume a meia página. “A filha dele o provocou dizendo que a minha tese era mais resumida, algo que sempre foi motivo de orgulho para ele”, afirma Low.

O pesquisador se encontrou com Hawking duas vezes para gravar a atividade cerebral do gênio – uma em julho e a outra em novembro de 2011. Depois de analisar os dados com um algoritmo computacional, Low conseguiu definir quais são os padrões distintos que representam a ordem de mover os braços.

“Agora, já é possível construir um equipamento que se conectará ao dele, eliminando a necessidade de usar a bochecha para se comunicar”, relata Low. “Ele fará tudo com a mente.” Os resultados serão apresentados no dia 7 de julho, na Universidade de Cambridge, Inglaterra. Hawking deverá comparecer para mostrar o funcionamento da tecnologia.

O objetivo do gravador cerebral e algoritmo desenvolvidos por Low não é apenas dar solução ao problema de Hawking. De acordo com o pesquisador, o programa seria capaz de identificar atividades cerebrais presentes apenas em pessoas propensas a desenvolver certos tipos de doenças neurológicas, como Parkinson. “Estamos criando um banco de dados para comparar diferentes resultados e refinar os diagnósticos”, diz.

Veja



Estudo: Big Bang não precisou de Deus
30/06/2012, 9:28 PM
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No eterno debate sobre a existência de Deus, há quem argumente que, sem um Criador, o próprio Big Bang não teria existido. Para o astrofísico Alex Filippenko, da Universidade da Califórnia (EUA), porém, não é bem por aí. “O Big Bang pode ter ocorrido simplesmente graças às leis da Física”, disse recentemente durante a SETICon 2 (sigla em inglês para “2ª Conferência da Busca de Inteligência Extraterrestre”).

No bizarro mundo da Física Quântica – que opera em escala sub-atômica –, matéria e energia aparecem e somem de repente, sem qualquer explicação. E isso, sugerem alguns pesquisadores, pode estar por trás da origem do universo.

“Se aqui nesta sala você ‘torcesse’ o tempo e o espaço da maneira certa, poderia muito bem criar um novo universo. Talvez não conseguisse entrar nele, mas iria criá-lo”, sugeriu o astrônomo Seth Shostak, do Instituto SETI, durante a conferência.

Antes que os ateus possam levantar e dizer “ahá!”, Filippenko ressaltou que há uma grande distância entre mostrar que Deus não foi necessário para o Big Bang e provar que ele não existe de fato. “Não acho que você possa usar a ciência para provar a existência ou não existência de Deus”, opinou.

Além disso, se o universo surgiu simplesmente a partir das Leis da Física, de onde surgiram as próprias Leis? Se Deus as criou, de onde Ele veio? E o debate continua…[Live Science]

Hype Science

Referência:

1. “The Big Bang Didn’t Need God to Start Universe, Researchers Say” (Live Science, 25 June 2012)

 



Ancestral do homem comia cascas de árvores, indica análise dentária
30/06/2012, 9:10 PM
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‘Australopithecus sediba’, que viveu há dois milhões de anos, tinha dieta semelhante a dos chimpanzés atuais

Pesquisa analisou tártaro na arcada dentária do ‘Australopithecus sediba’ e encontrou vestígios de cascas de árvore. Dieta assemelha-se à dos chimpanzés da savana africana (Reprodução)

O Australopithecus sediba, ancestral do homem, tinha uma dieta diferente da de outros hominídeos analisados até então.  Sua alimentação incluía cascas de árvore, em vez de folhas e frutas mais tenras. A descoberta foi publicada nesta quarta-feira (27) na revista Nature.

O estudo foi feito por um grupo de pesquisadores internacionais ligados ao Instituto de Antropologia Evolutiva Max Plank, da Alemanha. Eles analisaram o tártaro nos dentes do hominídeo, que serviu como meio para fossilizar os restos de alimentos.

“Devido à morfologia muito semelhante aos demais espécimes, esperávamos que os hábitos alimentares fossem mais ou menos parecidos com outros Australopithecus já estudados, ou mesmo com os primeiros homens”, disse Amanda Henry, do Max Planck. Para ela, os hábitos alimentares indicam que o Autralopithecus sediba, descoberto em 2008 em uma caverna de Joanesburgo (África do Sul), consumia alimentos de um habitat arborizado e fechado, incluindo alimentos duros.

Dieta dos chimpanzés — Para chegar a esta descoberta, o grupo de pesquisadores internacionais começou pelo bombardeamento dos dentes com um laser para extrair carbono acumulado no esmalte.

Diferente dos dentes de 81 outros hominídeos testados até hoje, que continham uma forma de carbono característica de folhas e plantas, os do Australopithecus sediba continham carbono das árvores e arbustos. A descoberta sugere que este primata comia, pelo menos durante parte do ano, casca e outros tecidos lenhosos.

Para verificar este resultado inesperado, os cientistas recorreram a uma nova técnica: recolher dos dentes um pouco de tártaro, a placa mineralizada dentária familiar para os dentistas modernos, e analisar os minúsculos fragmentos vegetais fossilizados que permaneceram presos por dois milhões de anos, onde foram encontradas as cascas de madeira.

“Tal dieta nunca foi atribuída a hominídeos africanos até o momento, e assemelha-se à forma de alimentação dos chimpanzés da savana africana atuais”, disse o antropólogo Paul Sandberg, da Universidade do Colorado, nos Estados Unidos, que participou do estudo. “A dieta alimentar é um dos aspectos fundamentais do animal. É o que dita seu comportamento e seu nicho ecológico”, disse.

“Parece que, há cerca de dois milhões de anos, havia várias espécies de hominídeos que utilizaram diferentes ambientes de diferentes maneiras. Cada espécie estava bastante focada em seu ambiente específico com um determinado comportamento”, afirmou o pesquisador. “Não muito tempo depois, vimos a chegada do Homo erectus, uma espécie que era capaz de se mover e se virar em todos esses ambientes diferentes, o que foi uma grande mudança.”

Veja

Referência:

1. Amanda G. Henry, Peter S. Ungar, Benjamin H. Passey, Matt Sponheimer, Lloyd Rossouw, Marion Bamford, Paul Sandberg, Darryl J. de Ruiter & Lee Berger “The diet of Australopithecus sediba” (Nature, 27 June 2012, doi:10.1038/nature11185)



Dinossauros tinham sangue quente e não eram ‘répteis típicos’, diz estudo
30/06/2012, 8:35 PM
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Artigo da ‘Nature’ aponta que dinossauros tinham fluxo sanguíneo intenso. Répteis atuais, ou típicos, não mantêm temperatura do corpo estável.

Durante muito tempo os cientistas assumiram que os dinossauros eram répteis de sangue frio, mas um estudo espanhol publicado nesta quarta-feira (27) na revista “Nature” sugere exatamente o oposto.

De acordo com os pesquisadores, os dinossauros não podem ser classificados como “répteis típicos” (nome dado aqueles que não conseguem manter a temperatura do corpo estável), porque teriam uma alta densidade de vasos sanguíneos em seus ossos, parecido com os vasos de mamíferos e aves, por exemplo.

A investigação científica realizada uma equipe do Instituto Catalão de Paleontologia Crusafont Miquel, da Espanha, aponta ainda que um fluxo sanguíneo significativo representaria um crescimento rápido de espécies, ou seja, que os dinossauros teriam um metabolismo acelerado, incompatível com animais de sangue frio, por exemplo.

Sinais característicos
Esta conclusão foi obtida através da detecção de linhas de crescimento nos ossos de alguns animais, como anfíbios e répteis – que têm a mesma função dos anéis nos troncos de árvores que indicam a idade daquela planta.

Os cientistas começaram a trabalhar com a possibilidade de que apenas animais de sangue frio é que apresentariam esses sinais. As linhas evidenciam que aquele animal teve um desenvolvimento lento, praticamente parado por fatores externos, como temperaturas baixas ou falta de alimentos. Além disso, foi alimentada a hipótese de que essas espécies, inclusive os dinossauros, tinham metabolismo lento, típico dos répteis atuais.

G1

Referência:

1. Meike Köhler, Nekane Marín-Moratalla, Xavier Jordana & Ronny Aanes “Seasonal bone growth and physiology in endotherms shed light on dinosaur physiology” (Nature, 27 June 2012, doi:10.1038/nature11264)



Arqueólogos descobrem pedaço mais antigo de cerâmica na China
30/06/2012, 8:17 PM
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Fragmento de 20 mil anos de idade foi encontrado em caverna e pode ter sido usado para cozinhar com água.

Pedaços do suposto caldeirão encontrado na
China (Foto: AFP/BBC)

Arqueólogos dos Estados Unidos encontraram no sul da China o que pode ser o pedaço de cerâmica mais antigo do mundo, com 20 mil anos de idade. A descoberta foi divulgada na revista “Science“.

Os arqueólogos acreditam que os fragmentos encontrados são parte de um pote de 20 centímetros de altura e de 15 a 25 centímetros de diâmetro.

Poderia ser um caldeirão usado para cozinhar alimentos ou para fermentação de bebidas alcoólicas.

Até recentemente, a maioria dos cientistas acreditava que potes de cerâmica e recipientes para bebidas haviam sido inventados depois do surgimento da agricultura, quando os humanos começaram a permanecer em um mesmo lugar por períodos mais longos.

A razão desta teoria é que objetos de cerâmica são grandes e podem se quebrar, portanto não seriam úteis para as sociedades de caçadores e coletores, que iam de um lugar para outro em busca de alimentos.

Mas, nos últimos dez anos, pesquisadores descobriram fragmentos de cerâmica de antes do surgimento da agricultura. Agora, acredita-se que os artefatos já eram utilizados 10 mil anos antes do que se pensava.

A última descoberta dos arqueólogos americanos ocorreu na caverna de Xianrendong, na Província de Jiangxi.

Segundo o chefe da pesquisa, Ofer Bar-Yosef, da Universidade Harvard, cozinhar em caldeirões permitia que as pessoas conseguissem mais nutrientes dos alimentos.

“Caçadores e coletores estavam sob pressão para conseguir o alimento necessário”, disse Bar-Yosef à BBC.

“Se a invenção é boa, se espalha rapidamente. E parece que naquela região do sul da China, a cerâmica se espalhou entre os caçadores e coletores em uma área grande”, afirmou.

Motivos
Um dos possíveis motivos para a invenção da cerâmica é que, há 20 mil anos, a Terra passava pelo período mais frio em 1 milhão de anos.

O professor Gideon Shelach, da Universidade Hebraica de Jerusalém, especula que também pode haver um motivo mais social para a invenção.

“As pessoas estavam em grupos maiores e você precisava de atividades sociais para lidar com o aumento das tensões”, disse Shelach à BBC.

“Talvez aquelas cerâmicas eram usadas para fermentação de bebidas alcoólicas”.

O professor acrescenta que antes, “acreditava-se que o início da (fabricação da) cerâmica estava associado à agricultura e um estilo de vida sedentário”.

Bar-Yosef quer descobrir o que estas pessoas cozinhavam há 20 mil anos. Ele acredita que, o que quer que seja, era cozinhado a vapor ou fervido na água.

“[O ato de] Cozinhar com óleo começou mais tarde. (…) Pensamos que era usado para cozinhar com água, então é mais como um caldeirão”, afirmou.

G1

Referência:

1. Xiaohong Wu, Chi Zhang, Paul Goldberg, David Cohen, Yan Pan, Trina Arpin, Ofer Bar-Yosef “Early Pottery at 20,000 Years Ago in Xianrendong Cave, China” (Science, 29 June 2012, Vol. 336 nº 6089 pp. 1696-1700, DOI: 10.1126/science.1218643)



Há 40 mil anos: neandertais seriam primeiros artistas rupestres
15/06/2012, 5:18 PM
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Os neandertais podem ter sido os primeiros artistas das pinturas rupestres, indicou nesta quinta-feira um estudo que detalha um novo método de análise de pinturas em cavernas na Espanha e mostra que elas podem ser as mais antigas já realizadas pelo homem.

Os testes foram feitos com 50 pinturas em 11 cavernas no norte da Espanha, como descrito na revista científica americana Science, e revelam um talento que pode ter sido explorado pelo neandertal há mais de 40 mil anos.

É a primeira vez que evidências de que os neandertais produziram arte rupestre são descobertas, mas já se sabia que eles enterravam os mortos, usavam técnicas decorativas primitivas e faziam enfeites a partir de ossos, explicaram os especialistas. [Leia mais aqui e aqui]

“Assim, não é surpreendente que o neandertal seja o primeiro pintor rupestre da Europa,” afirmou o coautor do estudo, o arqueólogo português João Zilhão, pesquisador da Universidade de Barcelona. As imagens analisadas incluem discos vermelhos e o contorno de uma mão, feito com aplicação de tinta na mão e colocação sobre a parede da caverna.

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Uma das figuras na caverna de El Castillo data de mais de 40,8 mil anos atrás, o que faz dela a arte rupestre mais antiga da Europa, segundo a equipe de pesquisadores.

Enquanto ainda não se comprova se as descobertas na Espanha são realmente obra dos neandertais, outras possibilidades são estudadas, como a teoria de que elas teriam sido realizadas com a chegada do homem moderno à Europa, cuja evidência mais antiga data de 41,5 mil anos atrás. O neandertal desapareceu da Terra há mais de 40 mil anos.

Terra

Referência:

1. A. W. G. Pike, D. L. Hoffmann, M. García-Diez, P. B. Pettitt, J. Alcolea, R. De Balbín, C. González-Sainz, C. de las Heras, J. A. Lasheras, R. Montes, and J. Zilhão “U-Series Dating of Paleolithic Art in 11 Caves in Spain”  (Science, 15 June 2012: 1409-1413 DOI: 10.1126/science.1219957)



Menino de 2 anos sobrevive após seu coração ficar 39 minutos parado
15/06/2012, 4:40 PM
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Britânico Zach Hilary teve danos cerebrais, mas se recuperou com terapias. Médicos disseram que foi um milagre, segundo a mãe do garoto.

O menino britânico Zach Hilary, de 2 anos, conseguiu sobreviver após seu coração ter ficado parado durante 39 minutos, segundo relato de sua família, citado pelo tabloide britânico “Daily Mail” [Mini-Muamba! Like football star, toddler makes a ‘miraculous’ recovery after his heart stops for 39 minutes].

O garoto chegou a ser desenganado pelos médicos.

Seu coração voltou a bater, mas ele teve de ser induzido ao coma para evitar danos a seu cérebro.

Quatro meses depois, ele segue em recuperação. Ele teve a fala e os movimentos afetados pelos danos cerebrais, mas está se recuperando rapidamente, segundo sua mãe, Trudy.

“É incrível de ver”, disse. “É como ver um recém-nascido em velocidade acelerada.”

A história de Zach começou em 26 de janeiro, quando a mãe o encontrou caído no chão na casa da família, em York.

Ela ligou para a emergência e começou a fazer respiração boca-a-boca no menino, orientada pelo telefone.

No hospital, ele recebeu injeções de adrenalina para que seu coração reiniciasse a bater.

O pai, Dave, foi ao encontro da família.

“Os médicos me disseram para me preparar para o pior”, disse Trudy. “Eu estava devastada. Disseram que não era certo que ele fosse sobreviver.”

O garoto foi movido à enfermaria e colocado em coma, e os médicos começaram a lutar para diminuir os danos em seu cérebro.

Nove dias depois, ele foi retirado dos aparelhos, mas um exame revelou danos cerebrais, e ele não reconhecia mais ninguém.

Mas, depois de duas semanas de fisioterapia e terapia de fala, ele conseguiu reconhecer a mãe.

Um mês depois de entrar no hospital, Zach voltou para casa ao lado dos pais e dos irmãos, Jake, de 5 anos, e Scott, de 6 meses.

Ele voltou ao normal, segundo a mãe.

“Eu perguntei aos médicos se esse era o desfecho que eles esperavam, e eles disseram: ‘Não, é um milagre'”, disse Trudy.

As causas do ataque cardíaco de Zach continuam sendo misteriosa.

G1