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Por que o ateísmo pode substituir a religião: estudo
02/02/2013, 6:43 PM
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Por que o ateísmo pode substituir a religião estudoA questão de por que o ateísmo é mais predominante em países ricos do que pobres tem ocupado os antropólogos por cerca de 80 anos. A crença em Deus declina na maior parte dos países desenvolvidos e o ateísmo está concentrado em países europeus como a Suécia (64% de descrentes), Dinamarca (48%), França (44%) e Alemanha (42%), enquanto que na África Sub-saariana a quantidade de ateus é inferior a 1%.

Baseado no fato que quanto mais educação, maior a taxa de descrentes, o antropólogo James Fraser propôs que as previsões científicas e o controle da natureza suplantaria a religião como forma de controlar a incerteza nas nossas vidas.

Ateístas são mais comuns entre pessoas com nível superior e que vivem em cidades, e estão mais concentrados em social-democracias europeias. O ateísmo parece florescer mais entre pessoas que se sentem economicamente seguras. Mas por quê?

Em um estudo feito em 137 países, o psicólogo evolucionista Nigel Barber aponta que, aparentemente, as pessoas se voltam à religião como uma proteção para as dificuldades e incertezas da vida. Em social-democracias, há menos medo e incertezas sobre o futuro por conta de programas de promoção do bem-estar. Países com melhor distribuição de renda também têm mais ateus.

Em contraste, países onde as doenças infecciosas são mais comuns também há a crença em Deus maior. E em países mais religiosos, a fertilidade também é maior, pela promoção do casamento pela religião. Por fim, a religiosidade também é maior em países onde a população rural é maior.

Mesmo as funções psicológicas da religião enfrentam uma competição acirrada nas sociedades modernas, com as pessoas procurando médicos, psicólogos e psiquiatras quando têm problemas psicológicos.

Segundo Nigel, as razões pelas quais as igrejas perdem expressão em países desenvolvidos podem ser resumidas em termos de mercado.

Primeiro, com uma ciência melhor, redes de segurança governamentais e famílias menores, há menos medo e incerteza na vida das pessoas, e, portanto, um mercado menor para a religião.

Ao mesmo tempo, muitos produtos alternativos estão sendo oferecidos, como medicamentos psicotrópicos e diversão eletrônica, exigindo menos compromissos e respeito servil à crenças não científicas.

Hype Science

Referências:

1. Barber, N. (in press). “A cross-national test of the uncertainty hypothesis of religious belief” (Cross-Cultural Research, 45, 318-333)

2. Zuckerman, P. (2007) “Atheism: Contemporary numbers and patterns”. In M. Martin (ed.),The Cambridge companion to atheism” (Cambridge: Cambridge University Press. This book is not held by any U.S. Library)

3. Sanderson, S. K. (2008). “Adaptation, evolution, and religion”. (Religion, 38, 141-156). (PDF)



Universo resfriando como a Teoria do Big Bang previu
01/02/2013, 8:40 PM
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Universo resfriando como a Teoria do Big Bang previu

Astrônomos usaram o Telescope Compact Array da CSIRO (Commonwealth Scientific and Industrial Research Organisation – Organização de Pesquisa Científica e Industrial da Commonwealth), próximo a Narrabri, Austrália para medir a temperatura de uma nuvem de gás e poeira a uma distância que corresponde aproximadamente à metade da idade do universo.

Basicamente, o que eles fizeram foi encontrar um gás em uma galáxia a 7,2 bilhões de anos-luz de distância. Estando afastada de estrelas e outras fontes de calor, a única coisa que aquece esta nuvem é o calor do Big Bang, o mesmo da radiação cósmica de fundo.

Por sorte, há um quasar, PKS 1830-211, por trás da nuvem de gás. Ondas de rádio do quasar atravessam a nuvem, interagindo com suas moléculas. O resultado é uma mudança no espectro luminoso do quasar – parte da energia é absorvida.

Esta marca deixada no espectro luminoso é usada para calcular a temperatura da nuvem de gás. O valor encontrado foi de 5,08 Kelvin, ou -267,92 °C. Uma temperatura extremamente baixa, mas mais quente que o universo atual, que está a 2,73 K, ou -270,27 °C.

Universo resfriando como a Teoria do Big Bang previuDe acordo com a Teoria do Big Bang, a temperatura da radiação cósmica de fundo cai suavemente conforme o universo expande. É exatamente isto que foi visto nas medições – poucos bilhões de anos atrás, o universo era poucos graus mais quente que hoje.

O trabalho, “A precise and accurate determination of the cosmic microwave background temperature at z=0,89″ (“Uma medição precisa e exata da temperatura da radiação cósmica de fundo em z=0,89″ em tradução livre), foi aceito para publicação no periódico Astronomy & Astrophysics.

HypeScience

Referência:

1. S. Muller , A. Beelen, J. H. Black, S. J. Curran, C. Horellou, S. Aalto, F. Combes, M. Guelin, C. Henkel A precise and accurate determination of the cosmic microwave background temperature at z=0.89″ (Astronomy & Astrophysics, 2013)



Pessoas religiosas agem por compaixão menos que ateus e agnósticos
01/02/2013, 8:16 PM
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Pessoas religiosas agem por compaixão menos que ateus e agnósticos

Quando se trata de ajudar o próximo, ateus e agnósticos são mais propensos a agir por compaixão do que pessoas religiosas. Pelo menos foi o que um novo estudo descobriu.

Os resultados não querem dizer que pessoas que são altamente religiosas não fazem doações ou não ajudam, mas sim que a caridade é movida por outras coisas, que não a compaixão.

Segundo Robb Willer, coautor do trabalho e psicólogo social da Universidade da Califórnia, Berkeley (EUA), o estudo descobriu “que para pessoas menos religiosas, a força de suas conexões emocionais a outras pessoas é crítica para determinar se elas vão ajudar esta pessoa ou não. As pessoas mais religiosas, por outro lado, baseiam sua generosidade menos na emoção, e mais em outros fatores, como doutrina, identidade comunal, ou preocupações com a reputação”.

O interesse nesta questão partiu de Laura Saslow, uma das coautoras e atualmente estudante de pós-doutorado na Universidade da Califórnia, São Francisco. Um amigo não religioso se lamentou ter doado dinheiro para a recuperação do terremoto no Haiti somente depois de ver um vídeo emocionante de uma mulher sendo retirada dos escombros, e não por uma compreensão lógica de que a ajuda era necessária.

A experiência de ateus sendo influenciados por emoções para mostrar generosidade para estrangeiros fora então replicada em três grandes estudos sistemáticos.

No primeiro, Saslow e colegas analisaram dados de uma pesquisa nacional que consultou mais de 1.300 adultos em 2004. Nesta pesquisa, atitudes de compaixão foram ligadas a comportamentos generosos, e se descobriu que esta ligação era mais forte entre ateus e pessoas com religiosidade fraca do que entre as que eram bem religiosas.

No segundo experimento, 101 adultos viram um vídeo neutro ou emocional sobre crianças pobres. Elas receberam então 10 dólares falsos e lhes disseram que poderiam dar quanto quisessem para um estranho. Os menos religiosos eram os que davam mais depois de ter visto primeiro o vídeo emocional.

Finalmente, 200 estudantes relataram seu nível atual de compaixão e então jogaram jogos econômicos em que eles recebiam dinheiro para compartilhar ou não com um estrangeiro. Os que eram menos religiosos, mas estavam passando por um momento de compaixão dividiram mais.

Para entender os fatores que motivam a generosidade nas pessoas religiosas são necessários mais estudos. Porém, a pesquisa recente mostra claramente que a compaixão e empatia não são os únicos fatores.

Willer resume as descobertas em uma frase: “A pesquisa sugere que, apesar de pessoas menos religiosas tenderem a ser vistas com mais desconfiança nos EUA, quando elas sentem compaixão, são muito mais inclinadas a ajudar seus semelhantes do que pessoas religiosas”.

HypeScience

Referência:

1. Laura R. Saslow, Robb Willer, Matthew Feinberg, Paul K. Piff, Katharine Clark, Dacher Keltner, and Sarina R. Saturn “My Brother’s Keeper?: Compassion Predicts Generosity More Among Less Religious Individuals” (Social Psychological and Personality Science, January 2013; vol. 4, 1: pp. 31-38., first published on April 26, 2012, Doi:10.1177/1948550612444137)



Estrela mais antiga já vista tem mais de 13 bilhões de anos, diz estudo
01/02/2013, 7:50 PM
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Astro é quase tão antigo quanto o próprio Universo, afirmam cientistas. Conhecida como HD 140283, estrela é estudada há mais de um século.

Solar activity

Estrela fica a uma distância de 190 anos-luz do
Sistema Solar e é estudada há mais de um século

Os astrônomos da Universidade da Pensilvânia, nos EUA, identificaram a estrela HD 140283 como a mais antiga já encontrada no Universo, com pelo menos 13,2 bilhões de anos, podendo chegar até 13,9 bilhões de anos.

A descoberta foi anunciada [no mês passado (10/01)], durante um encontro da Sociedade Astronômica Americana, em Long Beach, na Califórnia.

“Acreditamos que essa estrela seja a mais antiga do Universo entre as que conhecemos, com uma idade bem determinada”, disse o astrônomo Howard Bond, de Penn – como a universidade é conhecida.

A HD 140283 fica a uma distância de aproximadamente 190 anos-luz do Sistema Solar. Ela vem sendo estudada há mais de um século e é formada quase inteiramente por hidrogênio e hélio, os mesmos componentes do Sol.

Para determinar a idade da estrela, Howard Bond e sua equipe fizeram uma série de cálculos, usando as imagens obtidas pelo Telescópio Espacial Hubble. Primeiro, os astrônomos fixaram a distância entre a estrela e o Sistema Solar para, em seguida, medir o brilho do astro e calcular sua luminosidade.

A equipe explorou, então, o fato de que a HD 140283 está em uma fase de seu ciclo de vida na qual o hidrogênio presente no núcleo está se esgotando. Nessa etapa, ocorre uma diminuição lenta da luminosidade da estrela, o que representa um indicador altamente sensível de sua idade.

O resultado dos cálculos apontou que esse corpo celeste tem 13,9 bilhões de anos, com uma margem de erro de 700 milhões de anos para mais ou para menos. Se essa margem for considerada, a idade da HD 140283 não entra em conflito com a idade do Universo, já que o Big Bang é calculado pelos cientistas como tendo ocorrido há cerca de 13,7 bilhões anos.

Outro astro, conhecido como “Methuselah 2” (Matusalém 2), já havia tido a idade calculada em 13,2 bilhões de anos, mas a equipe de astrônomos afirma que a idade da HD 140283 foi determinada com maior segurança.

Primeira e segunda geração
Para os cientistas, a HD 140283 faz parte de uma segunda geração de estrelas, criada após o Big Bang, por conter elementos mais pesados.

A primeira geração se formou a partir do gás primordial, que contém baixas quantidades de elementos mais pesados que o hélio. Acredita-se que elas se originaram algumas centenas de milhões de anos após o Big Bang.

Os primeiros astros morreram milhões de anos depois, explodindo em uma sucessão de supernovas, e foram substituídos centenas de milhões de anos depois por estrelas como a HD 140283.

G1

Referência:

1. Bond, H. E., Nelan, E., VandenBerg, D. A., Schaefer, G. H. & Harmer, D. Abstr. 443.08 221st meeting of the American Astronomical Society, Long Beach, California (2013). “Nearby star is almost as old as the Universe” (Nature, 10 January 2013, doi:10.1038/nature.2013.12196)



Pessoas espiritualizadas têm maior risco de problemas de saúde mental
01/02/2013, 6:56 PM
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Pessoas espiritualizadas têm maior risco de problemas de saúde mental

Pesquisadores da University College London, Reino Unido, descobriram que pessoas que alegam ter uma crença espiritual, mas não aderem a uma religião em particular têm mais chances de depender de drogas, sofrer alguma fobia, e de ter um transtorno de ansiedade generalizado. Além disso, elas têm mais chances de tomar alguma medicação para problemas de saúde mental.

Segundo o professor Michael King, “a principal descoberta é que pessoas que têm uma compreensão espiritual da vida têm uma saúde mental pior do que aqueles que têm uma compreensão da vida que não é nem religiosa, nem espiritual”.

No estudo, 7.403 pessoas selecionadas ao acaso entre homens e mulheres na Inglaterra responderam um questionário sobre suas crenças espirituais e estado mental.

Entre os participantes, 35% se descreveu como “religioso”, significando que frequentavam uma igreja, mesquita, sinagoga ou templo. Cinco de cada seis eram cristãos.

46% descreveram-se como não religiosos nem espirituais, e os 19% restantes afirmaram ter uma crença espiritual, mas não aderir a qualquer religião em particular.

Os membros do último grupo tinham 77% mais chances do que os outros de ser dependente de drogas, 72% mais chances de sofrer de alguma fobia, e 50% mais chances de ter um transtorno de ansiedade generalizado.

Além disso, eles tinham 40% mais chances de estar recebendo tratamento com alguma droga psicotrópica, e um risco 37% maior de ter um transtorno neurótico.

Na sua conclusão, os pesquisadores apontaram que a natureza desta associação – entre pessoas que professam crenças espirituais sem uma estrutura religiosa e uma maior vulnerabilidade a um distúrbio mental – precisa ser melhor investigada.

O estudo foi publicado no British Journal of Psychiatry de Janeiro de 2013.

HypeScience

Referência:

1. Michael King, Louise Marston, Sally McManus, Terry Brugha, Howard Meltzer and Paul Bebbington “Religion, spirituality and mental health: results from a national study of English households” (British Journal of Psychiatry,  January 2013 202:68-73; published ahead of print November 22, 2012, doi:10.1192/bjp.bp.112.112003)