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Ateus buscam apoio na ciência durante momentos de estresse
25/06/2013, 1:46 AM
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Ateus buscam apoio na ciência durante momentos de estresse

Já foi demonstrado que a fé religiosa pode ajudar as pessoas a lidar com o estresse e a ansiedade (3), dando a elas uma sensação de controle em momentos de incertezas. Aparentemente, a “crença” na ciência e uma abordagem racionalista pode fazer o mesmo para as pessoas não religiosas (4) .

Para entender como uma pessoa não religiosa lida com estresse e incerteza, uma equipe de psicólogos da Universidade de Oxford (Reino Unido), liderados pelo professor Miguel Farias, procurou uma área da atividade humana cheia desses elementos: uma competição esportiva. No caso, uma competição de barcos a remo.

Pouco antes da competição, 52 remadores receberam um questionário sobre a “crença na ciência” e, para comparar, um grupo de remadores que estava começando um treino recebeu o mesmo teste. O teste pedia para eles darem uma nota sobre sua concordância com frases como “a ciência é a parte mais valiosa da cultura humana”, além de informar qual seu nível de estresse e qual o grau de sua crença religiosa.

O resultado do teste mostrou que remadores prestes a competir dão uma nota 14% maior à sua crença na ciência (5) do que os que estavam apenas treinando. Mas o trabalho tem suas limitações – ele não mediu se os níveis de estresse baixaram e se os participantes, atletas competitivos que seguem um regime de treinamento racional, provavelmente já tinham uma mentalidade mais racionalista.

Entretanto, o resultado vem se somar a um conjunto crescente de evidências psicológicas que as pessoas buscam conforto em tempos difíceis aproximando-se de certos aspectos de sua visão de mundo – pessoas conservadoras se tornam mais conservadoras, por exemplo, liberais ficam mais liberais, e religiosos ficam mais devotos.

A visão racionalista teria a mesma função, segundo Farias. “Qualquer tipo de sistema de crenças que lhe ajude a estruturar sua percepção da realidade vai permitir que você pense o universo de uma forma significativa particular”, comenta.

O próximo passado dos pesquisadores é realizar estudos com cientistas religiosos, para ver como os dois sistemas de crença interagem em resposta ao estresse.

HypeScience

Referências:

1. Miguel Farias, Anna-Kaisa Newheiser, Guy Kahane and Zoe de Toledo “Scientific faith: Belief in science increases in the face of stress and existential anxiety” (Journal of Experimental Social Psychology, 2013; DOI: 10.1016/j.jesp.2013.05.008)

2. “Atheists turn to science during times of stress” (New Scientist, 07 June 2013)

Fontes Adicionais:

3. “Neural Markers of Religious Conviction” (Psychological Science, March 2009, (DOI: 10.1111%2Fj.1467-9280.2009.02305.x)

4. “The God issue: Alain de Botton’s religion for atheists” (New Scientist, 23 March 2012)

5. “Analytic Thinking Promotes Religious Disbelief” (Science, 27 April 2012, DOI: 10.1126/science.1215647)

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COMENTÁRIO NOSSO:

Ateus buscam apoio na ciência durante momentos de estresse2

Por Daniel F. Zordan

A matéria começa bem ao dizer “crença” na ciência. Contudo, em entrevista à Science Daily (6) o pesquisador afirma:

“…that they have only shown this in one direction – that stress or anxiety increases belief in science.” (“…que eles têm demonstrado apenas em uma direção – de que o stress ou ansiedade aumentam a crença na ciência.”)

Eles também afirmam que é necessário fazer outros experimentos para confirmar se a crença na ciência poderia reduzir de fato o Stress e a ansiedade (“…other experiments should be done to examine whether affirming a belief in science might then reduce subsequent experience of stress or anxiety.”) 

Tenho pra mim que as respostas dos atletas estavam mais pra “confiança” do que pra “crença”.

Existem muitas teorias que de fato passaram a ser provas, leis, dentro da ciência. Porém, ainda existem muitas teorias que necessitam de “fé” para “crer”. Teorias que não podem ser “observadas e testadas” deve ser classificadas como “crença ou fé”.

Outro detalhe: Evidências não são provas, mas hipóteses de trabalho que nos levam às teorias. Ou são provas, ou são apenas evidências. Não podemos confundir as coisas. E não é por menos que o pesquisador Miguel Farias diz:

“Any kind of belief system helps you structure your perception of reality,” he says. “It allows you to think of the universe in a particular meaningful way.” (“Qualquer tipo de sistema de crenças que lhe ajude a estruturar sua percepção da realidade” diz ele. “Ela permite que você pense o universo de uma forma significativa particular”)

O fato é que assim como muitos teístas (os religiosos) não conhecem afundo a religião que acreditam – muitos ateus (descrentes em dividandades ou naturalistas), não conhecem afundo ciência que acreditam.

Vale lembrar por um momento o artigo publicado na New Scientist (7) em 2010 que trazia o titulo The faith that underpins science” (“A fé que suporta a ciência”). Em entrevista o pesquisador Brian E. Davies,  autor do livro “Why Beliefs Matter” dizia:

Scientists, like everyone else, have beliefs,”…”He is not only referring to religious beliefs but to philosophical ones, too. While religious beliefs can be easy to leave at the laboratory door, philosophical beliefs are much harder to sideline. (Cientistas, como qualquer outra pessoas, tem crenças,”…”Ele não refere-se apenas as crenças religiosas, mas também filosóficas. Embora as crenças religiosas possam ser mais fácil de deixar na porta (lado de fora) do laboratório, as crenças filosóficas são bem mais difíceis de deixar de lado.”)

Aqui ficam algumas perguntas: Onde fica a fronteira que divide “crença e razão” – “filosofia e ciência”?

Verdadeiramente é difícil para qualquer cientistas entrar no laboratório sem levar consigo suas crenças e filosofias.

Referências:

6. “‘Belief in Science’ Increases in Stressful Situations” (Science Daily, June 5, 2013)

7. “The faith that underpins science” (New Scientist, 9 August 2010)


30 Comentários so far
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Sobre o seu comentário final, concordo com você na comparação em que grande parte dos ateus não conhecem a fundo a ciência que pautam suas vidas assim como muitos teístas (e eu me incluo dentre essas pessoas, afinal, não tenho conhecimento técnico suficiente para entender grande parte das teorias, e acabo mesmo colocando minha “confiança/crença/fé” naqueles grandes nomes que a defende). Mas tenho para mim que essa comparação é um pouco equivocada. Afinal, se eu escolher uma área de atuação na ciência e resolver ir á fundo nas teorias, terei como as entender; terei como compartilhar delas de forma objetiva. Quero dizer que mesmo não as entendendo, elas estão acessíveis para serem refutadas, ou para serem comprovadas, por aqueles que quiserem ou puderem. Já na crença religiosa penso que as coisas funcionem de uma forma diferente, pois não há evidências ou provas que pautem a crença em uma divindade senão experiências subjetivas ou até mesmo idiossincráticas, que não podem ser compartilhadas objetivamente. Ou seja, não existe uma única evidência sequer que garanta a crença em uma divindade que possa ser compartilhada de forma objetiva.
Concordo também que provas e evidências são coisas distintas e poderia até usar uma célebre frase de Carl Sagan que diz que “a ausência de evidência não é a evidência da ausência” para ratificar sua afirmação, mas não existe nada que seja palpável ou refutável para pautar uma crença religiosa, seja ela teísta ou deísta. E o ônus da prova é de quem afirma, afinal, só podemos negar a existência de algo que tenha sido afirmado existir primeiro.
Particularmente, sou ateia porque fica claro para mim que os indícios de que deus tenha sido criado a nossa imagem e semelhança – e não o contrário – são enormes. Não afirmo que ele não existe, apenas digo que não acredito na sua existência devido as evidências (que sim, não são provas, porque, repito, o ônus da prova deve vir de quem afirma).
Quanto a sua pergunta do final “Onde fica a fronteira que divide “crença e razão” – “filosofia e ciência”?”, sempre me pego pensando se, da mesma forma que um teísta pode sugestionar os fatos para a sua crença pessoal, um ateísta não poderia fazer o mesmo. Será que eu, hoje, da mesma forma que inconscientemente sugestionei toda uma realidade em prol da minha crença religiosa, não estaria fazendo o mesmo hoje, sendo ateia? Considero pessoalmente que não, justamente por causa da questão “compartilhar de forma objetiva”, que se aplica na ciência, mas não no pensamento religioso.

Comentário por Pâmela

Pâmela,

Saiba que ciência é praticada tanto por ateístas como também por deístas. O próprio Designer Inteligente afirma que tudo pode ter evoluído, mas que é impossível de evoluir ao acaso.

Na ciência nem tudo deve ser levado ao pé da letra. A ciência muda dia após dia (origem do universo, da vida etc). Por isso também acredito que necessita de “fé” para crer (obs.: TEORIAS). Algo que é comprovado, testado e observado, não é crença e não fé. Fé, Crença e fé é tudo aquilo que não pode ser visto, testado ou observado, mesmo que exista evidências para tal. Um exemplo é o big-bang. Existe evidências que o universo surgiu atrás de uma explosão (big-bang), porém para crer nisso é somente pela FÉ. Mesmo porque big-bang é apenas uma dentre outras teorias.
impossível de um dia provar que o universo surgiu de uma explosão. Muitos menos ao acaso. Isso é o que chamamos de fé.

Assim como você diz que não conhece a ciência também digo que você não conhece a essência, Deus. Não confunda religião com Deus. As religiões transmitem sua teorias e interpretações. É verdade que não temos provas concretas para provar uma divindade. Porém na ciência existem muitas coisas sem provas. A própria origem da vida não existe provas, nem evidencias, de que tenha surgido por caso.

Eu sou um deísta, não sigo religião, porém, pela própria complexidade observado na ciência, acho impossível de tudo surgir por acaso. Tem que existir uma força superior.

Entre em uma sala de Biologia, Física, Química e pergunte sobre a crença de cada um. Você vai tomar um choque ao saber que a maioria são teistas e deistas, poucos são ateistas.

É um grosseiro achar que ciência é somente praticado por ateus.

Comentário por Cielo

Cielo,
em momento nenhum eu disse que a ciência deveria ser praticada somente por ateus. Tanto que ao final do meu comentário eu levantei a questão sobre um ateu TAMBÉM sugestionar os fatos em prol de sua crença. Deve haver os dois, afinal, não sabemos se deus realmente existe ou não.
E realmente eu não conheço essa essência que você citou e chamou de deus, justamente, como eu disse, por ser uma experiência subjetiva, portanto, não sendo possível compartilhá-la de forma objetiva.
Eu mesma disse que a ciência não possui todas as provas, porém, diferentemente do que você disse, existem sim evidências que nos levam a acreditar que a vida tenha surgido por acaso, e sim, a teoria do big bang possui evidência massantes de que tenha ocorrido, apesar de não haver provas concretas. E nisso eu entendo o que você esplanou sobre fé.
Eu tenho ciência que a maioria das pessoas acreditam em um criador, afinal, os ateus fazem parte de menos de um por cento da população mundial, mas isso, de forma nenhuma, caracteriza como impossível a possibilidade de o Universo ter surgido por acaso. Mais uma vez entramos na questão da fé.

Comentário por Pâmela

Vamos direto ao assunto: Quais são as evidências de que vida e universo poderia ter surgido ao acaso?

Foi feito algum teste sobre ambos?

Comentário por Cielo

Cielo,
E poderia entrar nessa questão, mas me desculpe,eu não passei por aqui para deixar o meu comentário à caráter de convencimento, pois não tenho pretensão nenhuma de militar em prol do ateísmo. Portanto, se você desconhece as evidências, ou se as conhece, porém, não as valida por algum motivo (suponho que seja essa a hipótese certa), para mim, é indiferente poque eu julgo o ateísmo plausível e bom somente para mim e não tenho a intenção que ele o seja a qualquer outro. Entrar nesse tipo de debate, pessoalmente, julgo extremamente desgastante, porque, geralmente as opiniões já estão concretas dentro do indivíduo e dificilmente são mudadas. E justamente por isso que não tenho disposição e nem energia para encará-los esmiuçando todos os detalhes, ainda mais que, quando um indivíduo adere a uma posição ideológica é porque se identifica com ela e à partir daí, tudo mais pode ser sugestionável em prol dessa ideologia, e nisso, aproveito até para mencionar novamente que, na prática, eu custo a diferenciar o ateísmo do teísmo/deísmo, apesar de sempre procurar me nortear pela questão “compartilhar de forma objetiva” (que foi um dos pontos que concordei no meu primeiro comentário desse post). Mas de forma nenhuma acho que esses debates devem deixar de acontecer. Apenas me limito a participar de uma forma geral sobre o assunto.

Comentário por Pâmela

Pâmela,

Antes de qualquer coisa gostaria de agradecer sua participação no blog.

Vou separar por partes suas postagens para não ficarem desarranjadas as explanações que exporei.

“Sobre o seu comentário final, concordo com você na comparação em que grande parte dos ateus não conhecem a fundo a ciência que pautam suas vidas assim como muitos teístas (e eu me incluo dentre essas pessoas, afinal, não tenho conhecimento técnico suficiente para entender grande parte das teorias, e acabo mesmo colocando minha “confiança/crença/fé” naqueles grandes nomes que a defende). Mas tenho para mim que essa comparação é um pouco equivocada. Afinal, se eu escolher uma área de atuação na ciência e resolver ir á fundo nas teorias, terei como as entender; terei como compartilhar delas de forma objetiva. Quero dizer que mesmo não as entendendo, elas estão acessíveis para serem refutadas, ou para serem comprovadas, por aqueles que quiserem ou puderem.”

R: Não classifico como equivoco minhas ponderações. Pois somente neste tema de “crença, fé, confiança, razão etc” poderíamos abrir um leque com um vasto campo de “possibilidades e impossibilidades – certezas e incertezas – fatos e ficções etc” dentro da própria ciência.

De fato o meio científico está acessível para qualquer pessoa que queira averiguá-la. Concordo que uma pessoa que estuda uma determinada área científica está propensa a entender, desenvolver, propor, esclarecer, determinada teoria. Porém, não posso aceitar que tudo possa ser explicado de forma objetiva. Ou melhor, não acredito que tudo esteja respaldado em observações, testes ou fatos. Muitas das teorias propostas são em partes SUBJETIVAS.
Explico melhor: O ponto de partida pode ser objetivo, mas a interpretação não.

Veja um exemplo: Foi encontrado milhares de fósseis de dinossauros… FATO! (A prova são os próprios fósseis). Mas como, quando, em quais condições e o que levou a extinção desses animais? Daqui em diante entram em cena as interpretações e filosofias. Só neste tema existem pelo menos quatro teorias (veja algumas às teorias em meu comentário nessa publicação https://creationsciencenews.wordpress.com/2010/08/29/novo-estudo-sugere-dois-asteroides-podem-ter-sido-a-cauda-da-extincao-dos-dinossauros/). Aqui da para ter uma ideia de que nem toda teoria é objetiva. Na verdade, toda teoria e interpretação estão sujeitas a “erros veniais”, em alguns casos, “fraudes”.

Infelizmente nem todas as teorias que são refutadas deixam de ser validas.

Veja outro exemplo: A ciência naturalista afirma que o “granito” é resultado de resfriamento de milhares de anos. Porém, o físico nuclear, criacionista, Robert Gentry demonstrou explicitamente que o granito surgiu quase que instantaneamente. Sua pesquisa não somente quebrou paradigmas, como também deu uma versão bem diferente da noção popular. Ele apresentou que o granito nunca esteve em um estado fundido, porque os “halos pleocróicos” de “polônio” sobrevivem apenas na rocha sólida e a meia-vida do polônio é muito curta para sobreviver a um tempo de resfriamento de milhões de anos. Ele não somente provou que a teoria naturalista era falha, como também conseguiu, de certa formar, demonstrar uma idade mais jovem para o planeta terra. Seus estudos foram publicados nos maiores periódicos científicos, tais como: SCIENCE, NATURE, GEOPHYSICAL RESEARCH LETTERS, MODERN PHYSICS LETTERS, além de livro “Creation’s Tiny Mystery” (http://www.robertvgentry.com/).

O mais interessante é que faz mais de trinta anos desde suas primeiras publicações e até o presente momento sua teoria não foi refutada. Contudo, a noção popular continua nos livros escolares.

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“Já na crença religiosa penso que as coisas funcionem de uma forma diferente, pois não há evidências ou provas que pautem a crença em uma divindade senão experiências subjetivas ou até mesmo idiossincráticas, que não podem ser compartilhadas objetivamente. Ou seja, não existe uma única evidência sequer que garanta a crença em uma divindade que possa ser compartilhada de forma objetiva”.

R: É certo que não podemos demonstrar “empiricamente/matematicamente” existência de D’us, mas podemos dar evidências de sua existência dentro da ciência, bem como através da história, arqueologia e teologia.

O Naturalismo usa os métodos científicos para demonstrar que o universo e a vida surgiram “espontaneamente”. De forma análoga o Criacionismo (bem como o Designer Inteligente) emprega os mesmos métodos científicos para aduzir que tudo foi “planejado, criado”. Os mesmos métodos são aplicados por ambos os lados. O que diferencia entre si são as filosofias (Naturalista e Criacionista), que na qual são responsáveis pelas interpretações (Espontâneo e Projetado).

Ateísmo, Teísmo e Deísmo estão embasadas na origem do “universo, da vida, das Leis” e mais precisamente na origem da “informação”.

Quando observamos a complexidade contida na Natureza deparamos com uma pergunta: Toda essa complexidade é obra do acaso ou de um projetista?

O cientista Michael Behe, Bioquímico Molecular e defensor do Designer Inteligente, afirma em seu livro “A Caixa Preta de Darwin” que não há nenhuma chance da vida ter evoluído ao acaso. Para ele, D’us criou todos os sistema de informação necessário para que a vida pudesse evoluir ao longo dos milhões de anos. Ele argumenta em seu livro a respeito da “complexidade irredutível”, alegando que as estruturas moleculares são muito complexas para serem explicadas por um mecanismo “espontâneo”, mas que seria resultado de um “Designer Inteligente”.

O Geneticista Francis Sellers Collins, um dos mais respeitados cientista da atualidade – diretor do Projecto Genoma Humano – o homem que “mapeou o DNA humano” – que passou de ateu para Cristão Protestante, afirma em seu livro “A Linguagem de Deus – Um cientista apresenta evidências de que Ele existe”, que a teoria da evolução não entra em contradição com sua fé, mas que não vê margens para crer que tudo tenha surgido e evoluído ao “acaso”.

Não estamos falando de Biólogos, Físicos ou Geólogo, estamos falando de dois cientistas que conhecem muito bem as estruturas e complexidade da vida: um Bioquímico Molecular e um Geneticista. Um detalhe, o Biólogo Richard Dawkins recusou debater tanto com Behe quanto com Collins. Você deve imaginar o porquê da recusa.

Vamos fazer uma ilustração e tirarmos algumas conclusões.

Imagine um navio no atracado no porto.

Então você pergunta: “Como este navio surgiu e como chegou até aqui?” – Você recebe duas respostas:

1 – Este Navio foi projetado e construído por engenheiros muito bem qualificados;

2 – Este navio é resultado de uma gota de óleo que surgiu espontaneamente na água e após milhões de anos de evolução chegou nesse belíssimo navio.

Qual resposta você aceitaria como sendo verdade, ou pelo menos mais plausível?

Haveria necessidade de pedir “provas de que o navio foi projetado, assim como provas do projetista?” – Não seria mais coerente perguntar “Qual as provas que temos de que o óleo surgiu por acaso e que tenha evoluído durante milhões de anos até chegar neste suntuoso navio?”

De fato não existem provas ou evidências de que universo e vida tenha surgido ao acaso. E isso jamais poderá ser provado. Para ser provada é necessário que o “acaso” faça isso “espontaneamente”, sem a intervenção de cientistas qualificados. Caso contrário, apenas provará que um ser dotado de inteligência e qualificado é capaz de unir elementos essências para criar/gerar vida, mas nunca poderá ser demonstrar que o acaso possa fazer isso.
Portanto, é muito mais racional crer em um projetista do que crer no acaso!

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“Concordo também que provas e evidências são coisas distintas e poderia até usar uma célebre frase de Carl Sagan que diz que “a ausência de evidência não é a evidência da ausência” para ratificar sua afirmação, mas não existe nada que seja palpável ou refutável para pautar uma crença religiosa, seja ela teísta ou deísta. E o ônus da prova é de quem afirma, afinal, só podemos negar a existência de algo que tenha sido afirmado existir primeiro.”

R: A crença religiosa tem que ser discutida dentro da própria teologia. Concordo que o ônus da prova é por conta de quem afirma. Eu poderia indagar aos ateus: Onde está a prova de que “acaso/geração espontânea” são responsáveis pelo tudo no universo? Mas, entendo eu, que esses tipos de perguntas são simplórios, um modo de fugir do assunto uma vez que sabemos que não há como provar.

Teístas não podem provar a existência de D’us, assim como ateus não podem provar contra; Ateus não podem provar que “acaso/geração espontânea” é responsável pelo tudo, assim como os teístas não podem provar contra.

Portanto, só existe uma saída: “Para onde apontam as evidências: Geração espontânea ou Criação?”

Mas voltando ao assunto sobre a crença religiosa. Eu sou teísta-monoteísta, creio em um único D’us, o D’us de Israel – YHWH. Posso fazer uma pequena resenha:

– A primeira evidência da existência de D’us é o próprio Israel, bem como o povo judeu. Diferente de qualquer outra religião, o judaísmo tem um começo, um país, um povo, uma história, uma filosofia, uma crença, uma língua, uma cultura, uma raça. As escrituras judaicas são milenares, com um grande valor teológico, histórico, filosófico, arqueológico e antropólogo.

– A segunda evidência são as diversas descobertas cientificas que corroboram com as escrituras judaicas.

– A terceira evidência são as profecias.

– A quarta evidência são experiências pessoais.

Isto é um estudo muito complexo. O máximo que um cético poderia averiguar é a primeira e segunda evidência; a terceira e quarta fica mais restrita os crentes.

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“Particularmente, sou ateia porque fica claro para mim que os indícios de que deus tenha sido criado a nossa imagem e semelhança – e não o contrário – são enormes. Não afirmo que ele não existe, apenas digo que não acredito na sua existência devido as evidências (que sim, não são provas, porque, repito, o ônus da prova deve vir de quem afirma).”

R: Bom, como você mesma diz, fica a você o ônus de demonstrar o porquê D’us é a nossa imagem e semelhança e não ao contrário. O que é ser imagem e semelhança de D’us dentro do contexto teológico? Poderia expor as evidências que te faz não acreditar na existência de D’us?

Particularmente não percebo em você o “Ateísmo”, mas sim “Agnosticismo”. A maioria dos que alegam ser Ateus são na verdade “Agnósticos”. Dawkins mesmo, por muitos, é classificado com um Agnóstico.

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“Quanto a sua pergunta do final “Onde fica a fronteira que divide “crença e razão” – “filosofia e ciência”?”, sempre me pego pensando se, da mesma forma que um teísta pode sugestionar os fatos para a sua crença pessoal, um ateísta não poderia fazer o mesmo. Será que eu, hoje, da mesma forma que inconscientemente sugestionei toda uma realidade em prol da minha crença religiosa, não estaria fazendo o mesmo hoje, sendo ateia? Considero pessoalmente que não, justamente por causa da questão “compartilhar de forma objetiva”, que se aplica na ciência, mas não no pensamento religioso.”

R: É ai que está o ponto hermético de sua asseveração. Ciência e Religião atuam em campos diferentes – e ambas buscam respostas para perguntas diferentes, mas não totalmente diferentes. Pois, aceitar a existência de um CRIADOR é um ato RACIONAL (método científico); ao passo que aceitar quem é o CRIADOR é um ato de fé (Religião).

Tratamos nesse blog de “ciência criacionista” com “implicações teológicas”, mas não temas específicos teológicos. Pois, através da Religião sabemos que tudo foi “CRIADO” pela palavra de D’us, e pela ciência sabemos de que “FORMA”.

The Peace of G-d

Comentário por Daniel F. Zordan - Creation Science News

Daniel,
não vou detalhar o porquê de não concordar com grande parte dos pontos que você levantou por dois motivos: 1) você provavelmente já conhece todos eles e 2) entraríamos no que chamo de “círculo de argumentos infinito e desgastante”, o que não nos levaria a lugar nenhum, já que consideramos como evidência coisas distintas.
Coloquei meu comentário ciente que você discordaria (afinal, você não é ateu), visando a FORMA como discordaria para que eu pudesse entender melhor a proposta do blog (o que realmente aconteceu e foi realmente esclarecedor), me possibilitando ler os posts com a visão primeiro de quem escreve, para depois ponderá-los pessoalmente.

Se for de seu interesse, recomendaria a leitura de “Cérebro e Crença – Michael Shermer” caso você queira saber os argumentos que me levam a crer que a crença em deus é meramente produto da mente humana.

Quango a eu ser ateia ou agnóstica, digo o seguinte:

Considerando que o agnosticismo é um desdobramento de ateísmo fraco, poderia me classificar como agnóstica. Porém, me defino mesmo como ateia, aliás, mais precisamente como ateia fraca, porque diante da pergunta “Deus existe?” Eu responderia: “Não sei. Mas não acredito que ele exista por causa das evidências que considero válidas.” Eu considero a hipótese da existência de um deus criador apenas no âmbito filosófico, justamente porque as demais evidências levantadas como indícios de sua existência, para mim, e repito, para mim, não fazem o menor sentido.

Mas é sempre ótimo trocar ideias e se deparar com diferentes vieses.

Obrigada.

Comentário por Pâmela

Pâmela,

Como você bem frisou – debates entre ateísmo vs teísmo são realmente infinitos e desgastante. Participei de vários debates com ateus, mas verdadeiramente nunca chegamos a um acordo. E é justamente por esses motivos que hoje evito tais debates.

Por isso prefiro ficar na área científica, pois a ciência está disponível tanto para ateus, quanto para teístas. É uma área em que podemos navegar por igual, usnado os mesmo métodos de estudos, porém com implicações filosóficas e interpretações diferentes. Mas é certo que nem tudo é diferente, por exemplo: O criacionismo e o naturalismo concordam que existe “MICRO-EVOLUÇÃO”.

Sobre o livro “Cérebro e Crença – Michael Shermer”, pretendo ler sim. Conheço um pouco da teoria de Shermer. Shermer é um psicólogo. E a psicologia lida com o estudo dos fenômenos psíquicos e do comportamento do ser humano através de análises das emoções, ideias e valores.

Caso queira saber mais sobre evidências de uma mundo espiritual, procure ler sobre “Neurofísica”. Essa é uma área que está diretamente ligada com a “física quântica”.

Neurofísica é uma área recente no meio científico, mas que promete desvendar muitas coisas a respeito de espíritos, almas etc. Um dos cientistas mais famosos é Amit Goswami. Goswami afirma que “é possível provar D’us empiricamente”.

Leia sobre o experimento feito (em 1987 e 1994) pelo neurofísico Jacobo Grinberg. Seu experimento demonstra que a consciência possa ser, de fato, não local. É possível que cérebros possam se comunicar independentemente de condições físicas e temporais; o que chamamos de “telepatia”. E de fato seus experimentos demonstram que a telepatia pode ser real. Outros cientistas também fizeram o mesmo experimento e obtiveram as mesmas conclusões.

Leia também os trabalhos desses cientistas: Peter Fenwick, Waterman, Leanna Standish, Neil deGrasse Tyson etc.

Agradeço suas postagens.

Comentário por Daniel F. Zordan - Creation Science News

Daniel,

Poderia responder-me algumas perguntas.

Como conciliar: 1 – Gêneses com o Big-Bang?

2 – Dias da criação de Geneses com Bilhões de anos da Ciência?

3 – Luz que surge antes do Sol?

Aguardo respostas.

Abraços!!!

Comentário por Silva

Silva,

Vc perguntou:
“Poderia responder-me algumas perguntas.
Como conciliar: 1 – Gêneses com o Big-Bang?”

R: Não vejo nenhum problema entre Gênesis 1:1 e Big-Bang. Pois ambos concordam que houve um início. Como conciliar isso?

“No princípio criou D’us os céus e a terra” (Gn 1:1)… Pooooww… Big-Bang!

A teoria do Big-Bang é a melhor teoria que temos para tentar explicar de que FORMA o universo veio à existência. Contudo, não pode explicar quem, ou o que, provocou essa explosão.

Vou explicar um pouco mais na segunda pergunta.

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Vc perguntou: 2 “– Dias da criação de Geneses com Bilhões de anos da Ciência?”

R: Gênesis e Ciência não estão em contradição. O problema de ambas as partes é a interpretação.

A ciência nos diz que o universo tem 13,7 bilhões de anos (+/- 0,2 bilhões), baseando-se na observação de expansão entre galáxias e outras estrelas mais distantes da terra. Através disso chegam-se as datas aproximadas.

As escrituras afirmam que D’us criou tudo em apenas seis dias. Isso é uma contradição com os dados científicos? Não. Por quê? Pelo fato de que a ciência trabalha com os métodos de observação e testes em laboratório, e D’us com o poder supremo que possui.

Veja:

Tanto a ciência quanto o livro da B’reshit (Gênesis) ambos estão de acordo que o universo teve um início. Porém, a diferença esta na observação e interpretação dos fatos.

Os dados científicos possa ser que estão corretos e que o universo tenha 13,7 bilhões de anos.

Em Gn 1:1 nos diz que D’us criou o universo. Quando isso aconteceu? – Não sabemos. De que forma tudo isso veio à existência? – Sabemos que foi pela palavra de D’us. (Sl 33:9). Porém D’us pode ter feito o universo da forma que o vemos ou possa ser que ele tenha evoluído a bilhões de anos (assim como dizem os cientistas).

Um exemplo simples para você entender: Imagine você chegando ao Jardim do Éden minutos depois de Adão ter sido criado por D’us. Então você pergunta: “Adão, quanto anos você tem?” Adão responde: “Anos? Eu tenho apenas alguns minutos de vida!” Ou seja, a aparência de Adão era de uma pessoa mais velha, com aparência de uns 30 anos, mas que na verdade tinha sido criado a poucos minutos. Deu para entender?

Os dias de Gênesis são literais? Em suma, as escrituras não fala a idade da terra! O judaísmo tradicional, mais precisamente o Ortodoxo, acredita que são dias literais de 24 h. Porém, eu entendo que possa ser parcial-literal. Para responder essa pergunta termos que ver alguns detalhes nos dias da criação.

Muitos usam como argumento que a terra tenha 6000 anos devido a criação do HOMEM citado em Gen. 2:7. Mas isso não que dizer que a terra tenha 6000 anos de existência.

Mas será que foi somente SEIS dias de 24 h? Não vejo margens para crer que os dias sejam de 24 h.

A palavra “dia” em hebraico é “yowm” que pode significar: “dias, tempos, anos, eras”.

As escrituras de Gênesis Poderia ser somente um modo de D’US facilitar as coisas para que Mosheh (Moisés) pudesse escrever, para ficar mais fácil o entendimento. Podemos até dizer que D’us fez um RESUMO daquilo que criou.

É bem provável que esse intervalo de dias citado em Gênesis possa ser anos, milhares de anos ou bilhões de anos. O sexto dia é o maior exemplo de que a criação em Gênesis possa ser de anos, milhares ou bilhões de anos. Veja alguns detalhes interessantes.

Sexto dia:(Gn 1:26) (Gn 2:7) D’us cria o homem.

(Gn 2:8) D’us faz um jardim para o homem.
( Gn 2:9) D’us providenciando o alimento pro homem.
(Gn 2:15) D’us colocou o homem no jardim pra q ele cuidasse dele.
(Gn 2:17) D’us explica a Adão o que ele podia comer.
(Gn 2:18) D’us viu que não era bom q o homem estivesse só.

O homem sentiria falta de mulher em um dia de 24 horas?

(Gn 2:19) D’us traz os animais pra que Adão de nome a eles.

Se você tivesse que nomear todos os animais (Incluindo dinossauros); Quanto tempo acha que vai gastar? 24 horas?

(Gn 2:21) Adão dorme!

Por quanto tempo será que Adão dormiu? Não sei. Mas com certeza estava passando o tempo das 24 h.

(Gn 2:21-22) D’us forma a mulher das costelas de Adão.
(Gn 1:27-28) D’us abençoa os mulher e homem, e fala pra eles se multiplicarem.
(Gn 1:31) Assim D’us findou o sexto dia.

Será possível que os dias são de 24 h? Olhando desse ponto de vista, fica difícil crer que são dias de 24 h.
Analise comigo: No segundo dia da criação, D’us com todo seu poder, e por Ele mesmo fez tão somente céu (físico) e os mares! Ou seja, ele gastou todo seu dia apenas pra fazer isso! Pra Ele isso não seria nada!

Mas, Porque então no sexto dia parece ser tão demorado?

No sexto dia já não só exclusivamente depende dEle pra findar o dia: Haja visto que ele tinha que esperar o homem se formar, dar nome a animais, dormir, formar a mulher etc. Foram muitos eventos em um só mesmo dia de 24H.

O que tudo indica é que D’us Fez tudo em uma sequencia, a questão de dias é apenas um critério antropomórfico; Ou seja, apenas para homem entender! Porque se D’us não se apresentar de forma, e se suas atitudes não forem de forma antropomórfica, o homem não entendera D’us!

É o mesmo que dizer: O sol parou… … Quatro cantos da terra… etc.

Essa é uma linguagem que homem entendia naquele momento, haja visto que hoje sabemos que foi a terra que parou, e que a terra não tem 4 cantos (Eles pensavam que a terra era quadrada e plana no passado).

As escrituras estão cheia de figurativos, e linguagens daquela época, mas basta a nos analisarmos com o conhecimento mais amplo que nos temos hoje para entendermos a linguagem de D’us!

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Você perguntou: 3 – Luz que surge antes do Sol?

R: Sim, isso é totalmente científico! Todas as cosmogonias afirmam que primeiro surge ENERGIA, depois MATÉRIA.

A ciência diz:

“As primeiras estrelas que existiram eram feitas de hidrogênio e hélio, deram luz ao Universo. Quando morreram, despejaram material que continha elementos mais complexos como oxigênio e ferro, que foi aproveitado nos sóis que as substituíram”. (Veja a matéria que coloquei a respeito disse no início de 2011)

Os cientistas afirmam “Não havia luz (nos primórdios do surgindo do universo), por isso essa época é chamada de Idade das Trevas.”
.
Não há contradição!
.
The Peace of G-d

Comentário por Daniel F. Zordan - Creation Science News

Pamela.

A mente humana e’ brilhante, por isso tem vários meios de interpretações, isso faz com que a busca de conhecimento, seja incessante, faz parte do ser humano.
Mas ao mesmo tempo essa inteligencia cria dogmas e paradigmas, conceitos e preconceitos,que ao longo do tempo sao ratificados ou retificados. Este e’ o conceito humano, e por isto a diversidade de opinioes.
O ser humano ao aprender isto, que existem opinioes diferentes nao optam em abrir fronteiras ao seu conhecimento, simplesmente as limitam, sera que DEUS realmente e’ a semelhanca do Homem ?
O que estou expondo e’ a praia do que todo mundo nada, o planeta Terra.
Em um ambiente controlado, como se diz em quimica, CNTP, condicoes normais de temperatura e pressao.
Seria o ser humano capaz de criar o UNIVERSO ?
Seria o ser humano capaz de criar o Sistema Solar ?
Seria o ser humano capaz de criar o Planeta Terra ?
Aonde esta o acaso ?,
Tudo isto seria possivel se fossemos DEUSES !
Nao ! somos apenas seres humanos. limitados, procurando fundamentos que sustentem as nossas opinioes.
Entao digo ha algo superior a no’s.
CRER EM DEUS NAO DOI.
Senao sofreremos o efeito devastador de nossas limitacoes,

Abracos.
Eduardo.

Comentário por Eduardo Kaziyama

Eduardo,
achei muito bacana o que escreveu.
Vou detalhar o seu comentário porque ele foi de caráter filosófico e nesse âmbito acho válido debater.

Vamos lá:

{A mente humana e’ brilhante, por isso tem vários meios de interpretações, isso faz com que a busca de conhecimento, seja incessante, faz parte do ser humano.
Mas ao mesmo tempo essa inteligencia cria dogmas e paradigmas, conceitos e preconceitos,que ao longo do tempo sao ratificados ou retificados. Este e’ o conceito humano, e por isto a diversidade de opinioes. O ser humano ao aprender isto, que existem opinioes diferentes nao optam em abrir fronteiras ao seu conhecimento, simplesmente as limitam.}

Exato. Concordo com você e justamente por isso acho importante que haja tanto cientistas ateus, quanto cientistas teístas/deístas. Todos podemos sugestionar os fatos em prol da nossa ideologia, seja de forma consciente ou (e principalmente) inconsciente.

{…Será que DEUS realmente e’ a semelhanca do Homem ?
O que estou expondo e’ a praia do que todo mundo nada, o planeta Terra. (Em um ambiente controlado, como se diz em quimica, CNTP, condicoes normais de temperatura e pressao.)…}

Como sabemos, podemos levantar duas questões sobre isso: as condições do nosso planeta foram criadas para propiciar a vida ou a vida surgiu porque a s condições foram favoráveis? Em outras palavras: alguém ou algo as criou para nós ou por acaso surgimos, devido justamente às condições que nos propiciou? Sabemos que não existe respota objetiva definitiva (talvez, AINDA) e justamente por isso julgo os debates informais inválidos, porque, como disse o Daniel, “são os mesmos métodos científicos interpretados de forma diferente”. Cada um adere conforme se identifica com a interpretação, e por isso não concordo com qualquer tipo de militância direta. Considero que concordamos que um dos lados está errado. Mas como saber? Simplesmente não sabemos. Os dogmas religiosos podem estar “ludibriando” os fatos assim comos os dogmas ateístas também o podem. Cada lado tem 50% de chance de estar certo ou errado.

{…Seria o ser humano capaz de criar o UNIVERSO ?
Seria o ser humano capaz de criar o Sistema Solar ?
Seria o ser humano capaz de criar o Planeta Terra ?
Aonde esta o acaso ?,
Tudo isto seria possivel se fossemos DEUSES !
Nao ! somos apenas seres humanos. limitados, procurando fundamentos que sustentem as nossas opinioes. …}

Concordo contigo, mas ai também existe um dualismo e vou explicar o porquê. Como ateia, também posso levantar que o ser humano, ao se considerar especial sobre os demais animais a ponto de se colocar como o centro dessa vida, admitindo que tudo no Universo foi feito para ele, também me passa a ideia de superioridade, ou de narcisismo.
Não pense que todo indivíduo que adere ao ateísmo o faz por rebeldia, ou por falta de sensibilidade, ou por falta de humildade. Minhas dúvidas me levaram ao ateísmo, e daqui não consigo mais sair e, acredite, eu realmente tento. O ateísmo não foi uma escolha, mas antes uma consequência.
Particularmente, tenho admiração por quem consegue entender ou sentir dessa sua forma. A resposta que o Daniel me deu foi fascinante. Ele tem o que eu chamo de “verdadeira fé”, onde a pessoa CONHECE todas as evidências contrárias, mas mesmo assim consegue acreditar. Admiro muito isso e gostaria muito de conseguir ver, sentir e racionalizar dessa forma. Mas todas as evidências apresentadas pelo ateísmo contra a crença estão mais fortes dentro de mim. Já tive uma fé. Fui praticante dela. Era entregue e apaixonada. Mas eu classifico essa minha fé como “cega”, pois eu não conhecia as evidências contrárias a ela. Com os anos, dúvidas surgiram, e aqui estou. Voltar a crer tem sido impossível, pois, do mesmo jeito que existe uma complexa lógica interna que te leva a crer, existe uma complexa lógica interna que me impede de crer.
Talvez essa imagem que o ateu tem, de ser arrogante, presunçoso, auto suficiente, se dê porque o pensamento ateu é algo extremamente duro. Não há como “florear” o assunto. Mesmo numa abordagem mais branda, ela acaba sendo dura. Muitas vezes os argumentos são considerados ofensivos ou providos de “inferências”, o que explica os tantos conflitos entre as partes envolvidas (veja, não digo que não há quem não o faça, apenas digo que não se pode generalizar).

{…Entao digo ha algo superior a no’s.
CRER EM DEUS NAO DOI.
Senao sofreremos o efeito devastador de nossas limitacoes}

E não dói mesmo! Sou sincera em dizer que crer em um deus torna as coisas mais excitantes do que quando consideradas ao acaso, em sentidos específicos. Concordo quando se diz que a fé pode ser perigosa. Mas o ateísmo também pode! Toda ideologia, quando não encarada de forma saudável, pode trazer danos. O ateísmo me libertou de algumas “amarras” da religião, mas, por outro lado, me prendeu em outras existentes nele mesmo. E o mesmo acontece na religião ou na crença deísta. O que não podemos fazer é supor que nossa ideologia irá ser boa para outro unicamente porque ela foi para nós. Isso pode ser igualmente perigoso.
Se eu pudesse responder a sua frase com outra frase eu diria “SORRIA, DEUS NÃO EXISTE.” Sim! É possível haver paz e tranquilidade onde ele não está, em sentidos específicos.

Por fim, acho que o melhor que podemos fazer é nos policiar para não generalizar. Cada caso é um caso. Cada indivíduo é um universo único, um complexo infinito particular.

E neste post, me encerro neste comentário.
Obrigada a todos.

Comentário por Pâmela

Pamela.

Apreciei os seus comentarios.

Bom refutar argumentos religiosos ou procurar preceitos que amparassem a minha visao, foi uma constante em minha vida, pois meus pais são ditos ateus e sem influencia didatica e nem referencia em expoentes do ateismo, entao meu berco foi ateu, mas creem em uma forca superior. Isto de certa maneira foi construtivo para mim, pois parti do zero, mas cheguei a um momento em minha vida que mesmo com bons fundamentos morais e éticos, e carreira profissional bem sucedida, não foram suficientes. Essa busca me levou de certa maneira a dar muitas cabecadas e decepcoes, mesmo procurando denominacoes religiosas.

Ate criar o preceito de crer em D’us.

No percurso de minha vida fui coletando evidencias da existencia de D’us, Evidencias essas nem sempre claras, mas sutis, nao visiveis ou perceptiveis, mas que denotam uma grande caracterictica.aprender a racionalizar a FE,(FE PE NO CHAO) uma percepcao que nao encontrei neste mundo extremamente materialista e individualista, Ao trazer esse relato viso mostrar a minha experiencia em complemento as palavras dos debatedores que em vista sao bem ativos.
Gostaria de compartilhar este video que procura mostrar os dois lados, espero que esteja com a mente e coracao abertos.

Em suma o que posso dizer, e que as pessoas tem medo ou receio daquilo que nao entendem ( D’us).
Ai posso te dizer:
SIMPLESMENTE APRENDI A SORRIR, E APRENDI QUE D’US EXISTE. POIS EM D’US ENCONTREI ESPERANCA E PAZ DE ESPIRITO. E COM D’US POSSO COMPARTILHAR TUDO.
ALEM DE PAI E’ MEU AMIGO..

Abracos Eduardo Kaziyama

Comentário por Eduardo Kaziyama

Prezada Pâmela,
Não existem ateus! pois seu ardor, esforço e militância em provar a inexistência de Deus já é evidência de Sua Existência! por que não se perturbam e lutam em tentar provar a inexistência de papai noel, fadas, sereias, zeus, unicórnios? mas quando se trata do Deus judaico-cristão então a luta é ferrenha e implacável! como se vê em sites, blogs, movimentos etc… demonstrando claramente a crença NELE!

Comentário por Cícero

Já lhe disse, não participo dos debates á caráter de convencimento. Meu intuito é dividir pensamentos a fim de confrontar meus próprios dogmas. Vou encarar esse seu comentário apenas como um “desabafo” por causa daqueles que militam o ateísmo julgando que um mundo ateu seja melhor. E eu realmente não me enquadro dentre essas pessoas.

Comentário por Pâmela

Pâmela,

Se você perceber suas postagens também são de convencimento. Você pode até dividir pensamentos, mas não impor. Questionamentos fazem parte dos debates. É certo que as vezes a temperatura sobe, pessoas criticam, mas não podemos levar para o lado pessoal. Aparentemente você tem um bom conhecimento do ateísmo. Aproveite a oportunidade para testar sua crença.

Abraços!!!!

Comentário por Silva

Silva,
meu primeiro post pode ter passado a impressão de convencimento porque usei propositalmente componentes integrantes da linha de pensamento do chamado Ateísmo Forte para incitar uma resposta detalhada do blog, podendo, dessa forma, entrar em um debate rico e saudável para uma troca de informações. Tanto que à partir da resposta do Daniel fui desdobrando o assunto até chegar mais próximo da linha de pensamento que aderi, que é a do Ateísmo Fraco. Vejo que surtiu efeito e que podemos entrar em vertentes muito interessantes. Tenho certeza que vocês todos poderão me contribuir muito, o que me deixa muito empolgada.

Estou formulando uma linha de raciocínio para responder o que foi primeiramente uma questão levantada pelo Cícero e depois por você que as postarei em breve.

Obrigada.

Comentário por Pâmela

Estarei aguardando. E espero que todos nós possamos aprender e trocar ideias um com o outro.

Abraços!!!

Comentário por Silva

Pamela,

O Cicero me lembrou algo interessante nas postagens dele. Por ateus tem tanta implicações com os judeus e cristãos? Eu nunca vi um ateu criticar jupiter, mitra, zeus… mas somente o Deus da biblia? Não seria isso uma incerteza do que vocês acreditam?

Comentário por Silva

Olá Cícero,

Gosto de suas postagens. Afinal você estava sumido. Lembro daquele debate de você, Adriano e Daniel. Foi muito bom!

Abraços!!!

Comentário por Silva

Oi Silva!
quando dá, venho aqui sim…
Abrçs!

Comentário por Cícero

Pâmela,
Já lhe disse, não participo dos debates á caráter de convencimento.

Realmente não foi minha intenção em te convencer a te tornar crente/cristã ou algo semelhante. Isto é obra espiritual, divina.

Meu intuito é dividir pensamentos a fim de confrontar meus próprios dogmas.

Exatamente o que já estamos fazendo. Eu aprendo muito com opiniões e ideologias diversas da minha, respeito, porém não preciso concordar.

Vou encarar esse seu comentário apenas como um “desabafo” por causa daqueles que militam o ateísmo julgando que um mundo ateu seja melhor.

Aqui eu gostaria de citar uma dentre tantas falácias lógicas e incoerentes da “religião” ou militância ateísta.
Afinal quem fez o universo?… o deus nada? o deus acaso? o deus sorte?
Porém a fé descomunal e formidável dos crentes ateus militantes aceita isso! e ainda creem que LAMA inorgânica em ambiente estéril e hostil, partículas virem amebas (que já é um ser altamente complexo) e depois, em milhões de anos virem girafas, camelos e GENTE!! tudo regido pelas forças cegas do acaso e sorte, sem direção, sem intenção, sem ordem, sem inteligência…
Por isso não tenho fé suficiente pra ser ateu.

E eu realmente não me enquadro dentre essas pessoas.

Afirmaste ter dogmas – ateístas – pois os defendes. Mas para o defenderes, precisas Dele (Criador) também!
Veja, a própria idéia de Deus não seria possível se Ele não existisse para infundi-la em nossa mente (mas podemos aceitá-lo ou negá-lo). Somente o homem possui esta capacidade reflexiva entre os animais. Não somos apenas um pedaço de matéria formada por elementos químicos gerado do acaso caótico e impessoal, amoral, inanimado. Lembre-se, elementos químicos não tem vida em si mesmos.

O homem é o único ser que tem a cognição, idéias, pensamentos, por que não há em outros animais? só isso já refutaria as especulações transformistas de Darwin. Se o homem tem inteligência singular então é natural uma Causa Inteligente para ele e todo o fino equilíbrio, complexidade e harmonia do Universo e vida diversa aqui. 😉
Abçs.

Comentário por Cícero

Cícero,

quando escreves:

{… Não existem ateus! pois seu ardor, esforço e militância em provar a inexistência de Deus já é evidência de Sua Existência! […] demonstrando claramente a crença NELE!
[…] Afirrmaste ter dogmas – ateístas – pois os defendes. Mas para o defenderes, precisas Dele (Criador) também!
Veja, a própria idéia de Deus não seria possível se Ele não existisse para infundi-la em nossa mente (mas podemos aceitá-lo ou negá-lo). […]}

Não concordo contigo e gostaria de convidá-lo a seguir minha linha de raciocínio para entender o porquê.
Primeiramente precisamos considerar alguns conceitos dentro do Ateísmo, que são:

Ateísmo Forte – o indivíduo afirma veementemente que deus não existe com base nas evidências que considera palpáveis.

b1) Ateísmo Fraco – o indivíduo não afirma a existência nem a inexistência de deus, apenas afirma que não acredita que ele exista por causa das evidências que considera palpáveis.

b2) Agnosticismo – um desdobramento do Ateísmo Fraco em que o indivíduo não toma a posição de acreditar ou não acreditar na existência de deus por considerar válidas todas as evidências contra ou a favor, uma anulando a outra.

Mesmo dentro dessas definições, existem muitas formas de aplicá-los. Veja um exemplo:

1)  Se alguém considera como “deus”, o descrito na Bíblia, um ateu pode se enquadrar no Ateísmo Forte, por admitir impossível que um ser que se autointitula como a própria definição de Amor possa ter criado um lugar para mandar uma pessoa passar a eternidade em sofrimento (dentre tantos outros pontos dentro da Bíblia que podem ser considerados por ele ilógicos). E mesmo considerando qualquer outro livro sagrado de qualquer outra religião no mundo, ele pode não ver motivo para considerar apenas um como certo em detrenimento dos outros, já que cada um deles se descreve como o certo e, analisar um desses livros sagrados segundo ele mesmo se tornaria algo arbitrário.

2) Se alguém considera como “deus” um ser desconexo de qualquer religião, ou seja, um deus pessoal, com características próprias, o ateu pode se enquadar no Ateísmo Fraco, onde essa possibilidade é considerada menos impossível que o anterior, porém, podendo ser desconsiderada até que se apresentem provas ou evidências que fundamentem essa consideração. Caso contrário, será apenas considerado como um ser meramente inventado.
Ainda dentro desse pensamento, se alguém considera “deus” como uma força criadora do Universo, o ateu pode se considerar Agnóstico, justamente pela falta de PROVAS OBJETIVAS, seja contra ou à favor. É uma questão simplesmente sem resposta.

Esses posicionamentos podem variar de pessoa para pessoa, ou até mesmo uma mesma pessoa pode variar de posicionamento dependendo do argumento levantado.

Tendo tudo isso em mente, discordo que quando uma pessoa diz que não acredita em deus ela está demonstrando a crença nele. Ela está apenas dizendo que não acredita naquilo que foi afirmado existir primeiramente, afinal, não podemos negar que exista algo que nunca foi afirmado existir anteriormente. Não faz sentido.
Essa sua firmação, ao meu ver, se dê, ou porque você desconhece os conceitos, ou porque você os interpreta de uma forma distinta, o que eu diria que seria um erro de implicação de lógica. Explico:

Vamos considerar que alguém dê a seguinte explicação para o ato de espirrar (considerando que não houvesse ainda nenhuma explicação no mundo para ele):
“Existe um ser minúsculo e invisível, residente dentro do nariz do ser humano que, quando se movimenta, provoca o espirro. Mesmo sendo invisível, não é possível evidenciá-lo”
Por essa descrição, com certeza, qualquer um de nós, antes de acreditar que este ser é indubitavelmente real, esperaremos provas para considerá-lo propriamente real. Sem elas, alguns poderiam achar relevante a hipótese. Já outros, apenas não aceitariam essa explicação. E ISSO NÃO INCORRE DE FORMA ALGUMA QUE ESTE SER MINUSCULO E INVISIVEL EXISTA. Incorre apenas que ELE FOI AFIRMADO EXISTIR ANTES QUE ALGUÉM PUDESSE DESCONSIDERÁ-LO.
Dentro desse princípio, se eu fosse seguir sua linha de raciocínio, eu poderia afirmar que existe sim Papai Noel, Fadas, Duendes, Espíritos, Alienígenas, justamente porque existem pessoas que não acreditam nesse seres e dependem da existência deles para desconsiderá-los.

Existe ainda uma outra vertente que é a NEGAÇÃO de deus. Que é quando um indivíduo aceita que ele existe, ou seja, acredita em algum deus específico, porém o renega por algum motivo visceral. Isso sim implicaria que o indivíduo aceita a existência de um deus, mas não o nega. Numa visão popular, este também poderia ser considerado como Ateu.

{ Aqui eu gostaria de citar uma dentre tantas falácias lógicas e incoerentes da “religião” ou militância ateísta.
Afinal quem fez o universo?… o deus nada? o deus acaso? o deus sorte? …}
O Ateísmo não é uma religião (mesmo que você o tenha escrito com aspas), e poderia até usar uma frase de Don Hirschberg que diz que “chamar o ateísmo de religião é como chamar de calvície uma cor de cabelo.” O Ateísmo se aplica somente ao conceito de CRENÇA. Claro que existem sim ateus fanáticos, que se comportam como se suas leis fossem imutáveis e extremamente concretas, e em relação a esse tipo de ateu se aplica a sua crítica, e no qual também se aplicam minhas próprias críticas.

O importante é entender que, da mesma forma que o conceito de Teísta se desdobra para vários segmentos, no Ateísmo as coisas não são diferentes. Não podemos colocar “todos no mesmo saco” por conta da definição geral do termo. Acho relevante sabermos identificar a posição exata daquela pessoa com quem nos propomos debater, para termos uma discussão saudável. Dessa forma, acredito eu, evitaríamos facilmente tantas brigas que vemos por aí.
Veja esse artigo escrito por um ateu que pensa como eu. E veja também os comentários de outros ateus que discordam dele.
( http://sociedaderacionalista.org/2013/05/24/pessoas-merecem-respeito-ideias-nao/ )

E me parece que todos nós aqui estamos dispostos a fazer isso.

No mais, gostaria apenas de acrescentar que um ateu considera que não existe um ser criador, que tenha tido um propósito para a criação da vida. Antes considera que o único propósito que existe é o propósito que cada um dá para a sua própria vida. Ou, nas palavras de Shermer:

[… A ciência e o ceticismo tiram da vida qualquer significado? Acho que não. Pelo contrário. Se isso é tudo o que existe, nossa vida, nossa família, nossos amigos e nossa comunidade – e a maneira como tratamos os outros – se tornam significativos quando cada dia, cada momento, cada relacionamento e cada pessoa importam; não como uma peça de teatro encenada temporariamente antes de um eterno amanhã, quando o propósito maior nos será revelado, mas como essências valiosas no aqui e agora, onde criamos propósito provisório. A consciência dessa realidade nos eleva a um plano mais alto de humanidade e humildade á medida que passamos pela vida juntos neste tempo e espaço limitados – um momentâneo prólogo no drama do cosmo.] (Trecho tirado do livro Cérebro e Crença de Michael Shermer – página 178).

Lembrando que tudo que descrevi não serve de julgamento a ninguém. Estou apenas lhes transmitindo o posicionamento dos conceitos a fim de nos enterdermos melhor.

Obrigada pela oportunidade.

Comentário por Pâmela

Dito por Cícero

{… por que não se perturbam e lutam em tentar provar a inexistência de papai noel, fadas, sereias, zeus, unicórnios? mas quando se trata do Deus judaico-cristão então a luta é ferrenha e implacável! como se vê em sites, blogs, movimentos etc …}

Dito por Silva,

{O Cicero me lembrou algo interessante nas postagens dele. Por ateus tem tanta implicações com os judeus e cristãos? Eu nunca vi um ateu criticar jupiter, mitra, zeus… mas somente o Deus da biblia? Não seria isso uma incerteza do que vocês acreditam?}

Vou levantar aqui alguns pontos acerca do comentários de vocês que eu acho que JUNTOS respondem as suas perguntas. Eles estão numerados, mas não estão em ordem de relevância, afinal, vou expor apenas as minhas impressões, não estou me baseando em nenhum estudo ou pesquisa específicos.

As religiões que predominam no Brasil giram em torno do deus judaico-cristão.
Considero que justamente por estarem mais evidentes entre as existentes no nosso país, as críticam são igualmente evidentes.

Muitos ateus desconvertidos sairam de uma dessas religiões, exceto, claro, os que foram instruídos numa criação ateia.
Cito aqui um comentáio feito por Einstein em 28 de fevereiro de 1949, quando questionado sobre sua posição quanto a um deus criador:

“Pode me chamar de agnóstico, mas não compartilho do ESPIRITO MILITANTE DO ATEISTA PROFISSIONAL, CUJO FERVOR SE DEVE PRINCIPALMENTE A UM DOLOROSO ATO DE LIBERTACAO DAS ALGEMAS DA DOUTRINACAO RELIGIOSA DEFENDIDA NA JUVENTUDE. Prefiro uma atitude de humilde aceitação da fragilidade da nossa compreensão intelectual da natureza e de nosso próprio ser.”

Compartilho desse pensamento. Eu realmente acho que todo ateu milita mais fortemente contra a religião que ele seguia anteriormente, como uma forma de dizer que está livre da opressão das regras, da militância religiosa que diz “não” ao ato de pensar e questionar, que está contra as atrocidades cometidas em nome de deus, etc. Como todo crente fanático, o ateu fanático também não consegue definir hora e nem lugar. Assim como vemos crentes dentro de ônibus ou praças, com a Bíblia na mão, pregando aos gritos por aí, também existem ateus que invadem sites, blogs e igrejas, querendo desconverter as pessoas aos berros.

Será que vocês têm essa impressão de que ateu só critica o deus judaico-cristão por frequentar essencialmente sites, blogs, etc que militam ou comentam sobre o deus judaico-cristão?

Aqui precisamos discernir a diferença em ATEU e CÉTICO.
A definição de Ateu eu já abordei. Agora vejamos a defição de ceticismo:

CETICISMO
s.m. Ausência de qualquer tipo de crença.
Característica daquele que é cético ou comportamento de quem duvida de tudo – descrente.
Filosofia. Doutrina cujos preceitos afirmam que o espírito humano não possui capacidade para alcançar a certeza sobre a verdade, por isso, o ser vive em constante dúvida ou renúncia por uma incapacidade intrínseca de compreensão metafísica: Pirro defendia o ceticismo universal.
Um ateu NÃO precisa ser necessariamente um cético. Um indivíduo pode ser ateu (não acreditar em deus), mas pode acreditar em vida após a morte, ou em paranormalidade, ou em espíritos bons e ruins, ou em alienígenas, ou em duendes, ou em lobisomem, ou em macumbaria e feitiçaria, ou no poder do pensamento positivo… Existem ainda ateus que sequer acreditam na Teoria do Big Bang!!
Eu, por exemplo, que me defino como Ateia e Cética, frequento muitos sites e blogs que tratam desses assuntos. Vou dar alguns exemplos:
Ateus que militam contra a pseudo-ciência”
http://www.ufrgs.br/frontdaciencia/

Ateus que militam contra a “maquiagem” histórica:
http://historica.com.br/assine-no-itunes
Ateus comentando sobre a Mitologia:
http://www.mitografias.com.br/tag/papo-lendario/

Ateus que militam contra a Astrologia:
http://ateus.net/artigos/ceticismo/astrologia-nao-e-ciencia/
Ateus que militam contra o espiritismo:
http://ateupraticante.blogspot.jp/2007/08/critica-ao-espiritismo.html

Quanto a pergunta do Silva:
{Não seria isso uma incerteza do que vocês acreditam?}
Eu acho que toda pessoa que participa de um debate INFORMAL tem duas intenções: ou ela está procurando uma forma de confrontar sua própria crença, para reciclá-la, ou para ter certeza que não deixou de considerar nenhum ponto ao tomar a sua decisão (que é o meu caso) ou ela está querendo deixar seu oponente sem respostas, buscando inconscientemente se auto-afirmar na sua própria crença.
Claro que eu não posso em hipótese nenhuma responder por todos os ateus. Essas são apenas as minhas impressões pessoais.
Pessoalmente, estou aqui unicamente pelo tema “Criacionismo Científico”, que envolve o Designer Inteligente. Acredito que esta forma de abordar o criacionismo seja o único que possa me proporcionar uma linha de raciocínio capaz de me convencer que existe um criador. Isso porque eu adoraria ser capaz de declarar como declarou o Daniel: “Pois, aceitar a existência de um CRIADOR é um ato RACIONAL (método científico); ao passo que aceitar o CRIADOR é um ato de fé (Religião). E é justamente por esse motivo que quero trocar informações com vocês, para saber, entender e analisar a linha de raciocínio que vocês aderiram que garante a existência de deus sabendo que, ao fim, eu terei dois finais: os eu serei convencida por esta linha de raciocínio, ou permanecerei como ateia. Mas JAMAIS entraria nessa troca de informações para julgá-los errados.
Espero que possam surgir ainda muitos tópicos para podermos abordarmor juntos.
Obrigada.

Comentário por Pâmela

Pâmela,

As religiões que predominam no Brasil giram em torno do deus judaico-cristão.
Considero que justamente por estarem mais evidentes entre as existentes no nosso país, as críticam são igualmente evidentes.

Concordo. Mas os ateus gostam muito de comparar o Deus-Criador-Universal; além dos seres mitológicos inventados por nós; com a falácia do bule voador de Bertrand Russel conheces?

Cito aqui um comentáio feito por Einstein em 28 de fevereiro de 1949, quando questionado sobre sua posição quanto a um deus criador:

Einsten, apesar de não aceitar diretamente o Deus-judaico-cristão fez várias declarações Teístas também:

“Deus é a lei e o legislador do Universo. Sem Deus, o universo não é explicável satisfatoriamente.”
“Deus não joga dados no Universo”.
“A ciência sem religião é manca, a religião sem a ciência é cega”.
“A harmonia da lei natural revela uma inteligência de tão magna superioridade, que em comparação a ela, todo pensamento e ação sistemático dos humanos é absolutamente insignificante”
Albert Einsten.

Abçs.

Comentário por Cícero

Cícero, eu estou ciente das várias declarações de Einstein sobre deus que causam ambiguidade. Eu não quis entrar na questão sobre sua posição. Apenas quis dizer que compartilho da ideia de que “… ESPIRITO MILITANTE DO ATEISTA PROFISSIONAL, CUJO FERVOR SE DEVE PRINCIPALMENTE A UM DOLOROSO ATO DE LIBERTACAO DAS ALGEMAS DA DOUTRINACAO RELIGIOSA DEFENDIDA NA JUVENTUDE…” Utilizando uma frase dele.

Comentário por Pâmela

Prezada Pâmela,
Ateísmo Forte – o indivíduo afirma veementemente que deus não existe com base nas evidências que considera palpáveis.

O que torna uma crença religiosa, pois a afirmação: “Deus não existe” apresenta uma declaração de fé que requer evidências; sendo o ônus da prova de qualquer um que faça uma alegação, neste caso a fé ateísta, em que ACREDITAM na inexistência de Deus.

Ateísmo Fraco – o indivíduo não afirma a existência nem a inexistência de deus, apenas afirma que não acredita que ele exista por causa das evidências que considera palpáveis.

Pelo contrário, teríamos muitas evidências do Deus-Criador em vários temas:
cosmológico, teleológico, ontológico, moral, religioso, o mal, a alegria, causalidade, princípios antrópicos, a razão, experiências, histórias-profecias cumpridas, Jesus, mistos, citações de ateus, consciência, …qual vc prefere?

Agnosticismo – um desdobramento do Ateísmo Fraco em que o indivíduo não toma a posição…

Não existe agnosticismo!
Pois ele implica conhecimento da realidade. Mas conhecer o suficiente da realidade e afirmar que nada pode ser conhecido dela (no caso Deus) é ilógico. Será possível saber que algo existe; sem saber nada dele? Então não poderiam sequer; fazer afirmações sobre ele.
Isso, são conceitos absolutistas incompatíveis com o agnosticismo, que tem como base não se poder conhecer sobre as coisas de Deus e Ele. Mas este conceito já implica conhecimento sobre este assunto.
Assim, o agnosticismo destrói-se a si mesmo, quebrando suas próprias regras, pois pressupõe conhecimento de algo sobre as questões de Deus.

1) Ora, ninguém gosta de ficar perto de pessoas que nos rejeitam. Vc moraria numa casa onde todos de rejeitassem? Assim Deus nos deixa livre para segui-lo ou não.
Roubar dos homens sua liberdade e dignidade, levando-os à força para o céu e a contra gosto seria um “INFERNO” pra eles, já que não pertencem ao lugar onde todos adoram e amam a Pessoa que eles mais queriam evitar!
No final só haverá dois tipos de pessoas: aquelas que dizem a Deus “que seja feita a tua vontade” e aquelas que Deus diz: ”que seja feita a tua vontade”.
Na verdade o inferno foi criado para satanás e seus demônios, mas também para aqueles que seguem suas mentiras. Este lugar proclama a justiça de Deus, pois Ele não poderia destruir sua própria imagem/semelhança nos homens, pois são eternos. Um pai não deve matar o filho que está sofrendo. Até alguns ateus concordam em que a liberdade consciente é preferível a aniquilação.

Jonathan Edwards disse:”Parece-te incrivel que Deus seja tão absolutamente negligente com o bem-estar do pecador, a ponto de mandá-lo para um abismo ou sofrimento infinito? Isso te choca? E não é chocante para ti que sejas tão absolutamente negligente como tem sido para com a honra e a glória do Deus infinito?”
“Não parece nem um pouco cruel da parte de Deus infligir sofrimento a criaturas extremamente cruéis e perversas.” – Gerstner.

2) Neste caso o ateu, está correto em seu questionamento a Deus. Sim, Deus está desconexo de qualquer religião, tem qualidades pessoais, tem características próprias. Sendo Jesus a imagem de Deus na forma humana, note que Ele sofreu as mais severas perseguições justamente dos religiosos da época.
Jesus foi bem incisivo em sua doutrina demonstrando com ações poderosas sua missão neste mundo; e suas ações continuam plenamente hoje em dia!

discordo que quando uma pessoa diz que não acredita em deus ela está demonstrando a crença nele. Ela está apenas dizendo que não acredita naquilo que foi afirmado existir primeiramente, afinal, não podemos negar que exista algo que nunca foi afirmado existir anteriormente. Não faz sentido.

O que os ateus não percebem é: mesmo para esta afirmação de descrença, é preciso Deus insuflar nos elementos químicos do cérebro as qualidades metafísicas e transcendentais para formular tal pensamento/idéia negativa a respeito Dele sendo ativadas pela cognição. Note que meras reações químicas físicas elétricas no cérebro não teriam tal virtude. São impessoais, amorais, inanimadas e incogniscíveis.

Essa sua firmação, ao meu ver, se dê, ou porque você desconhece os conceitos, ou porque você os interpreta de uma forma distinta, o que eu diria que seria um erro de implicação de lógica.

É sua interpretação. Se tu não fosses crente, não estaria aqui defendendo tua ideologia filosófica religiosa da descrença em Deus, na qual defendes sua inexistência. Logo, não existem ateus descrentes, pois sua CRENÇA no Deus Yahweh é clara e evidente para negá-lo.

Vamos considerar que alguém dê a seguinte explicação para o ato de espirrar…
E ISSO NÃO INCORRE DE FORMA ALGUMA QUE ESTE SER MINUSCULO E INVISIVEL EXISTA. Incorre apenas que ELE FOI AFIRMADO EXISTIR ANTES QUE ALGUÉM PUDESSE DESCONSIDERÁ-LO.

O príncipio da causalidade bem aceito pelos físicos diz: todo efeito tem uma causa, ou seja do nada não pode advir nada, porque não existe. Inexistência não gera existência. Sabemos que o espirro (mundo) tem um Agente Causador – um ser.
A Causa Primeira é Auto-existente, atemporal, imaterial e está fora do universo físico-temporal-espacial. Deus está na esfera metafísica.

Mas Quem deu origem ao Universo? Quem formou o Big-Bang? Se Deus inexiste por que existe o mundo em vez do nada?
Gênesis é bem mais lógico, racional e coerente. Mas qual evidência do nada-acaso-sorte do ateísmo ter criado o incrível e ajustado universo com mais de 100 constantes físicas que não poderiam surgir aos poucos e a complexa vida orgânica e inteligente aqui?!
O descobridor da radiação pós-explosão (big-bang) Robert Wilson admitiu:
“Certamente houve alguma coisa que fez tudo funcionar. Se você é religioso, é certo que não posso pensar numa teoria melhor da origem do Universo do que aquela relatada no Gênesis”
Até o cético Voltaire disse: “O mundo foi feito com inteligência. Por conseguinte, foi feito por uma Inteligência… A inteligência de Newton veio de outra Inteligência.”

Dentro desse princípio, se eu fosse seguir sua linha de raciocínio, eu poderia afirmar que existe sim Papai Noel, Fadas, Duendes, Espíritos, Alienígenas

Mas já sabemos 100% que tais seres são fictícios e mitológicos; criados pela mente humana. (exceto os espíritos: anjos, demônios).

Existe ainda uma outra vertente que é a NEGAÇÃO de deus. Que é quando um indivíduo aceita que ele existe, ou seja, acredita em algum deus específico, porém o renega por algum motivo visceral. Isso sim implicaria que o indivíduo aceita a existência de um deus, mas não o nega. Numa visão popular, este também poderia ser considerado como Ateu.

Existem vários motivos que a pessoa se afasta de Deus. Mesmo tendo experiências espetaculares com Ele, ainda assim, pode se desviar… por amor ao mundo, ao pecado etc.

O Ateísmo não é uma religião (mesmo que você o tenha escrito com aspas), e poderia até usar uma frase de Don Hirschberg que diz que “chamar o ateísmo de religião é como chamar de calvície uma cor de cabelo.”

Mas a calvície também tem cor!

O Ateísmo se aplica somente ao conceito de CRENÇA. Claro que existem sim ateus fanáticos, que se comportam como se suas leis fossem imutáveis e extremamente concretas, e em relação a esse tipo de ateu se aplica a sua crítica, e no qual também se aplicam minhas próprias críticas.

É apenas mais um “ismo” uma religião como outras, pois ateus não creem na inexistência de Deus, eles na verdade CREEM Nele, por isso lutam pra negá-lo. Assim, a afirmação de crença é relacionada à religião – conquanto negativa – logo, não deixa de ser uma crença religiosa com conceitos, ideologias, movimentos, site, blogs etc. Não deixam a militância ferrenha de lado e vivem uma verdadeira obsessão contra O que não têm, contra O que não acreditam.
É verdade que há ateus não militantes e desligados de tudo… (talvez esses sejam os verdadeiros ateus! :-D)

Acho relevante sabermos identificar a posição exata daquela pessoa com quem nos propomos debater, para termos uma discussão saudável. Dessa forma, acredito eu, evitaríamos facilmente tantas brigas que vemos por aí.

É natural num debate, a temperatura aumentar, desde que não baixe o nível e educação. No seu caso, noto que és bem detalhista na explanação de seus pontos e dogmas q defendes, podendo até causar uma interpretação incorreta mas sem culpa, de quem lê.

No mais, gostaria apenas de acrescentar que um ateu considera que não existe um ser criador, que tenha tido um propósito para a criação da vida. Antes considera que o único propósito que existe é o propósito que cada um dá para a sua própria vida.

Sinceramente creio que se dependêssemos do nada do acaso e sorte, jamais estaríamos aqui (pós big-bang). Seríamos uma eterna sopa de partículas, gases e radiação dispersos pelo cosmos. Uma Causa Inteligente é Necessária pra organizar e manter esse belo e intricado universo e nós.

e a maneira como tratamos os outros – se tornam significativos quando cada dia, cada momento, cada relacionamento e cada pessoa importam; não como uma peça de teatro encenada temporariamente antes de um eterno amanhã, quando o propósito maior nos será revelado, mas como essências valiosas no aqui e agora, onde criamos propósito provisório.

Mas o próprio Shermer reconhece que há um propósito maior depois dessa vida!
Concordo com ele.
Os ateus se orgulham de ser racionais. Mas para que ser racional se o universo é o resultado do acaso irracional? Não há razão para ser racional num universo aleatório. E para que seguir um propósito nesta vida se não há objetivo nem significado final para a vida, nem destino após ela? Logo, o maior orgulho dos ateus não é possivel sem Deus.

E se não há vida após a morte comamos e bebamos e pecamos e morramos, será mesmo esse o sentido da vida? E nossa voz interior não fala? Pra que seguir padrões morais então numa sociedade? Mas se nos homens há padrão moral, logo implica um AUTOR moral.
A lagarta não morre vira borboleta, assim é o homem, a imagem e semelhança de Deus (moral, espiritual) por isso é eterno mas terá que decidir nesta vida onde passar a eternidade longe de Deus ou perto Dele. Lei de Lavoisier? Não somos parte da natureza?
Até o ateu francês Albert Camus disse: “Nada pode desencorajar o apetite pela divindade no coração do homem” (O rebelde p.147).

A consciência dessa realidade nos eleva a um plano mais alto de humanidade e humildade á medida que passamos pela vida juntos neste tempo e espaço limitados – um momentâneo prólogo no drama do cosmo.

Tal “momentâneo prólogo” pode ser decisivo e por em xeque nossas crenças e futuro.
Veja o que disse Nietzsche:”…para todos os que de alguma forma ainda tinham um “Deus” como companhia …Minha vida agora consiste no meu desejo de que fosse diferente …e de que alguém pudesse fazer minhas “verdades” parecerem inacreditáveis para mim” (The portable, p.441).
A Bíblia diz “que somos os mais infelizes dos homens se acharmos que nossas vidas se resumem a Cristo só nesta terra”.

O ex-ateu, escritor, filósofo C.S. Lewis argumenta assim sobre isso: “se sinto um desejo que nenhuma experiência nesse mundo pode satisfazer, provavelmente fui feito para outro mundo.”
Eis a sua lógica:
1. Todo desejo natural inato tem um objeto real que pode satisfazê-lo. (como sede, fome, bens, atração sexual etc).
2. Os seres humanos tem um desejo natural, inato, pela IMORTALIDADE.
3. Logo, deve haver uma vida imortal após a morte.
Sim, há este vácuo perceptível, pois na verdade até ateus sentem desejo pelo céu, paraíso, eternidade por mais difícil, incompreensível e inexplicável que seja esse sentimento.
Reclamamos de tudo. Do mundo, da dor, da morte, das doenças, dos outros, mas nunca reclamamos da eternidade!
Ficar solteiro não significa que não haja alegria no matrimônio.
Morrer de fome não prova que não haja comida. Morrer de desidratação não prova que não haja água.
Enfim, crentes e incrédulos evidenciam uma necessidade definitiva por Deus.

Abçs.

Comentário por Cícero

Achei muito interessante sua linha de raciocínio. Vou tentar tirar os “óculos” da minha ideologia e analisá-la minuciosamente. Em breve responderei. Obrigada.

Comentário por Pâmela

Cícero,
entendi tudo o que você escreveu, realmente acho interessante sua visão, mas obviamente não concordo por intermináveis refutações científicas que conheço para cada ponto que você levantou. Mas não vou entrar em detalhes. Isso porque, quando você afirma “Não existem ateus” e fornece uma linha de raciocínio para justificar essa afirmação, fica evidente que você julga a existência de deus tão consolidada que não consegue ver sentido no termo “ateu”, já que nele mesmo (no termo) você embute a existência de deus, desconsiderando a hipótese de ele não existir efetivamente. Essa postura de afirmação impossibilita um debate de caráter filosófico, onde tudo é possível, mas não provável, e que é o único que me permito participar, pois realmente não quero entrar no que já citei “círculo de argumentos infinito e desgastante”, onde eu levanto argumentos, você refuta os meus com outros, e assim sucessivamente e infinitamente. (E esse é apenas um comentário, não uma crítica). Acho que o maior motivo de isso acontecer é porque o nosso (de ateus e crentes) conceito de “evidência” também difere drásticamente.
Mas, obrigada.
Guardarei o que foi levantado aqui para analisar em um outro momento da minha vida. Quem sabe um dia essas palavras façam algum sentido para mim 🙂
Até mais.

Comentário por Pâmela

Cara Pâmela,
mas obviamente não concordo por intermináveis refutações científicas que conheço para cada ponto que você levantou.

Na verdade inclusive, a ciência em diversas áreas confirma vários eventos bíblicos, sendo uma forte aliada da Escritura.

você embute a existência de deus, desconsiderando a hipótese de ele não existir efetivamente.

Posso considerar a hipótese de Sua inexistência, porém nunca vi argumentos filosóficos ou não, fortes, lógicos e factuais para isso. Pelo contrário me baseio na Escritura e na ciência:

“Digno és, Senhor, de receber glória, e honra, e poder; porque tu criaste todas as coisas, e por tua vontade são e foram criadas.” Ap 4:11
“Deus nunca fez um milagre para convencer um ateu porque suas obras comuns já mostram provas suficientes”. zoólogo PhD – Ariel Roth.

Porém, eu gostaria de saber qual sua opção, idéia, crença para o surgimento do espetacular e belo universo e da variada e complexa vida aqui?
Mas fique a vontade para responder ou não. Não precisa continuar se assim desejas…

Guardarei o que foi levantado aqui para analisar em um outro momento da minha vida. Quem sabe um dia essas palavras façam algum sentido para mim
Até mais.

Também é meu desejo. Que o Senhor te ilumine e te ajude em tudo! fique na paz! 🙂
Abçs.

Comentário por Cícero




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