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De que forma é que as asas das borboletas refutam a teoria da evolução?
28/12/2013, 9:04 PM
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De que forma é que as asas das borboletas refutam a teoria da evolução5

Por Brian Thomas – Qual é a melhor forma de repelir a água? Pesquisadores escrevendo para a revista Nature publicaram recentemente alguns resultados em torno de superfícies que imitam as pequenas escamas das asas das borboletas.(1) As asas destes insetos resistem a água com uma eficiência maravilhosa que pode inspirar melhores resultados em tudo – desde material têxtil até parques eólicos e motores de aeronaves.

A água desliza em superfícies lisas, e como tal, os repelentes de água têm sido tipicamente baseados nas folhas de plantas tais como o lótus. Neste novo estudo, um grupo de engenheiros do MIT revestiu superfícies de silicone com sulcos minúsculos que se assemelham às escalas das asas das borboletas. Nesta superfície, as gotas de água foram repelidas de uma forma 40% mais rápida do que nas superfícies com tecnologia baseada nos lótus.(1)

O grupo testou com superfícies por eles criadas, bem como com as asas das borboletas Morpho e com as folhas das plantas.

De que forma é que as asas das borboletas refutam a teoria da evolução

O autor principal do estudo, Kripa Varanasi, disse o seguinte à BBS News:

Há anos que a indústria tem copiado o lótus. Eles têm que começar a pensar em copiar as borboletas e os nasturtiums. (2)

Nasturtium é o nome científico dado às plantas de agrião.

A equipe gravou imagens de vídeo de gotas de água a colidir com o seu material rugoso arquitetado e a partirem-se pela metade, a formarem uma coroa de gotas, e a serem repelidas. Depois de resultados como este, será que há espaço para melhoria? Varanasi disse:

Os nossos estudos usaram cristas [inglês: “ridges”] únicas, mas as asas de borboletas têm cristas que se cruzam e elas partem as gotas em quatro.(2)

Um clip de vídeo que acompanha o abstrato do artigo na Nature ilustra porções deste conceito.(3)

Estudos prévios em torno da tecnologia dos repelentes de água focaram-se em imitar a camada de cera encontrada sobre as folhas de lótus. Ironicamente, tornar uma superfície lisa – o método mais intuitivo – não fez o que era necessário de maneira igualmente eficiente. Pequenos altos espaçados com o mesmo intervalo tal como as cristas nas asas das borboletas repeliram mais a água ao reduzirem o tempo que a água dura sobre essa superfície.

Essas cristas têm o tamanho exato e a forma exata para fragmentar as gotas de água em esferas mais pequenas que rapidamente se dispersam. E quanto mais rapidamente a água escorrer, mais seco o objeto permanece. Estas superfícies “super-hidrofóbicas” podem se revelar revolucionárias em coisas como casacos para a chuva e asas de avião de elas pudessem ser criadas de modo a que durassem e fossem eficientes. (2)

Quantos mais de perto os engenheiros copiam as características criadas por Deus, tais como as asas das borboletas, mais perfeitas ficam as soluções de engenharia.

ICR – Institute for Creation Research

Referências:

1. Bird, J. C. et al. 2013. “Reducing the contact time of a bouncing drop” (Nature, 503 (7476): 385-388, doi:10.1038/nature12740)


2. Morgan, J. “New waterproof surface is ‘driest ever.’” (BBC News, Posted on bbc.co.uk November 20, 2013, accessed November 21, 2013)

3. “Stay dry with a bounce” (NatureVideo online video. Posted on nature.com, accessed November 21, 2013).



A complexa bioengenharia das plantas está de acordo com a teoria da evolução?
27/12/2013, 6:33 PM
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A complexa bioengenharia das plantas está de acordo com a teoria da evolução3

Por Jeffrey Tomkins, Ph.D. – Você já se perguntou como é que as plantas sabem quando é a altura certa para florescer? Como é que elas sabem que é chegada a hora de florescer e reproduzir como forma de se perpetuar para as futuras gerações? Ao contrário dos animais, as plantas não podem levantar-se e mover-se como uma forma de se ajustarem ao seu meio ambiente. Essencialmente, elas têm que responder ao meio ambiente, no local onde se encontram plantadas, através de sistemas que detectam e respondem aos sinais ambientais importantes tais como a duração do dia, a qualidade da luz, a temperatura, a disponibilidade da água, e até sinais químicos emitidos por outros organismos. (1, 2)

Vivemos num mundo de flutuações sazonais. Quando se fala em florescimento e produção de sementes, o timing é tudo para as plantas. Em muitos climas, existem apenas alguns períodos do ano durante o qual este processo pode decorrer de modo eficaz. As plantas respondem tanto à duração do dia como à temperatura através duma elaborada rede de fotorreceptores e sistemas de detecção de temperatura. Estes sistemas de retorno ambiental encontram-se integrados na complexa interação interna entre os hormonas das plantas e as redes detectoras de carboidratos.(1, 2, 3)

Os dias mais longos e as temperaturas mais quentes da Primavera notificam uma variedade de proteínas receptoras presentas nas folhas das plantas.(4) Este processo ativa um conjunto de genes responsáveis pelo florescimento que produzem proteínas chamadas de “florigenes.” Estas agem como sinais à longa distância para as extremidades crescentes dos brotos, ativando a formação de flores. (1, 2, 3)

A complexa bioengenharia das plantas está de acordo com a teoria da evolução5

Embora os cientistas tenham feito um progresso extenso no entendimento dos fatores-chave e da operacionalidade dos fotorreceptores e dos hormonas (e do seu papel no florescimento), sabe-se muito menos em torno do papel que os carboidratos desempenham neste processo. Curiosamente, pesquisas recentes revelaram que mutações em genes-chave que codificam para uma variedade de enzimas envolvidas no metabolismo dos açucares e dos amidos afeta uma variedade de processos de desenvolvimento, incluindo o florescimento. (5)

A visão emergente da bio-complexidade neste campo é inacreditável.

É importante ressalvar que a sinalização à base dos carboidratos e o sistema de controle não são feitos em isolamento, mas co-processados de forma integral com os sinais sensoriais hormonais, fotorreceptores, e térmicos. Surpreendentemente, estas complicadas e integradas redes bioquímicas encontram-se implantadas nas plantas sem o uso dum sistema nervoso central tal como aquele que se encontra em muitos animais.

A combinação de vários sistemas sensoriais e sistemas de comunicação nas plantas, tais como aqueles envolvidos no florescimento, são um claro exemplo dum conjunto de características tudo-ou-nada. As plantas entrariam em colapso na sua capacidade de interagir com o meio ambiente e sobreviver se qualquer uma destas capacidades fosse removida.

Estas novas descobertas na biologia das plantas são testemunhos convincentes em favor do Criador Poderoso que arquitetou estes espantosos sistemas vivos. De modo crescente, as descobertas científicas revelam a sua complexidade, que se encontram em total oposição à tese de que ela é o efeito dum processo aleatório (isto é, causada pela evolução impessoal).

ICR – Institute for Creation Research

Referências:

1. Srikanth, A. and M. Schmid. 2011. “Regulation of flowering time: all roads lead to Rome” (Cellular and Molecular Life Sciences. 68 (12): 2013)

2. Wigge, P. et al. 2005. “Integration of Spatial and Temporal Information During Floral Induction in Arabidopsis” (Science”. 309 (5737): 1056-1059)

3. Paul, M. et al. 2008. “Trehalose metabolism and signaling” (Annual Review Plant Biology. 59 (1): 417-441)

4. In some plant species, this process is triggered by longer days and cooling temperatures in the late summer and early fall.

5. Wahl, V. et al. 2013. “Regulation of Flowering by Trehalose-6-Phosphate Signaling in Arabidopsis thaliana” (Science. 339 (6120): 704-707)

* Dr. Tomkins is Research Associate at the Institute for Creation Research and received his Ph.D. in Genetics from Clemson University.

Cite this article: Tomkins, J. 2013. Complex Bioengineering in Blooming Flowers. Acts & Facts. 42 (4): 16.



Mão descoberta de 1,4 milhões de anos recua teoria da evolução homo
27/12/2013, 2:50 AM
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Mão descoberta de 1,4 milhões de anos recua teoria da evolução homo2

O terceiro metacarpo (da esquerda para a direita) nos símios, nos australopitecus, nos humanos e no fóssil do Quênia

Um osso de uma mão humana veio do passado para nos oferecer mais conhecimentos sobre a altura em que surgiram certas características anatômicas que nos permitem construir e manusear objetos com grande agilidade. O osso em questão – um metacarpo, com 1,4 milhões de anos – tinha sido descoberto no Quênia, no sítio arqueológico de Kaitio, na região do Turkana, e foi agora escalpelizado num artigo científico, na revista Proceedings of the National Academy of Sciences.

O que tem de especial este osso, o terceiro metacarpo, que se liga ao dedo do meio? “O que torna este osso tão distintivo é a presença de um processo estilóide, ou projeção do osso, na extremidade que se liga ao pulso. Até agora, este processo estilóide só tinha sido encontrado em nós, nos neandertais e noutros humanos arcaicos [surgidos após o Homo erectus]”, explica Carol Ward, da Universidade do Missouri, nos Estados Unidos, citada num comunicado.

Ora, a descoberta deste terceiro metacarpo de 1,4 milhões de anos com um processo estilóide faz recuar o aparecimento da mão humana com características modernas em cerca de 600 mil anos. “Antes desta descoberta, o primeiro aparecimento desta anatomia apenas tinha sido encontrado em humanos arcaicos após o ‘Homo erectus’”, lê-se no artigo científico.

Mão descoberta de 1,4 milhões de anos recua teoria da evolução homo

Sobreposição do terceiro metacarpo encontrado no Quênia numa mão humana moderna

Para o dono do osso, a equipe já tem um suspeito: o próprio Homo erectus, uma das primeiras espécies de humanos, por pertencer já ao gênero Homo. Este fóssil, dizem os cientistas, revela que esta característica da anatomia da mão surgiu cedo na evolução do gênero Homo – “e provavelmente na do Homo erectus em sensu lato”.

Já tinham sido encontrados ossos da mão de três espécies de hominídeos (que incluem todos os nossos antepassados depois da separação do ramo dos chimpanzés, há cerca de oito milhões de anos), mas eram todos mais antigos do que o metacarpo agora divulgado. Mais precisamente, encontraram-se ossos da mão de Ardipithecus ramidus (4,4 milhões de anos), de Australopithecus afarensis (3,4 milhões de anos) e Australopithecus sediba (1,9 milhões de anos).

Fósseis mais recentes escasseiam bastante, principalmente com 800 mil a 1,8 milhões de anos, altura em que proliferou a tecnologia acheulense de talhe da pedra (os bifaces de pedra) e para a qual era preciso ter umas mãos ágeis. Continuava assim por esclarecer quando é que as características anatómicas da mão que permitiram o fabrico desse tipo de tecnologia lítica tinham surgido na história da evolução humana. Aliás, o metacarpo – encontrado pela equipa do Paleoprojeto do Oeste do Turkana, liderado por Fredrick Manthi, dos Museus Nacionais do Quênia – estava perto de locais onde já se tinham descoberto ferramentas acheulenses antigas.

Destras e especializadas
Foi o processo estilóide do terceiro metacarpo que ajudou a que os ossos da mão se ligassem ao pulso, permitindo a aplicação, na própria mão e no pulso, de grande pressão exercida pelo polegar e pelos outros dedos, quando manuseiam objectos, refere ainda o comunicado. A ausência do processo estilóide do terceiro metacarpo colocava grandes dificuldades aos hominíneos nossos antepassados quando tentavam construir ou utilizar ferramentas. Também os grandes símios, como os nossos parentes chimpanzés, não têm esta projecção no terceiro metacarpo.

“O processo estilóide reflecte o aumento da destreza, permitindo às primeiras espécies humanas agarrar de forma poderosa, e ao mesmo tempo precisa, os objectos enquanto os manipulavam. Isto era algo que os seus antecessores não conseguiam fazer tão bem devido à ausência do processo estilóide e da anatomia que lhe está associada”, refere Carol Ward.

“Com esta descoberta, estamos a fechar o hiato da história evolutiva da mão humana. Este pode não ter sido o primeiro aparecimento da mão humana moderna, mas acreditamos que está perto da origem, uma vez que não vimos esta anatomia em fósseis humanos com mais de 1,8 milhões de anos”, diz ainda a investigadora. “As mãos destras e especializadas que temos têm estado connosco na maior parte da história evolutiva do nosso género, o Homo. Elas são – e têm sido há quase 1,5 milhões de anos – fundamentais para a nossa sobrevivência.”

Público

Referência:

1. Carol V. Ward, Matthew W. Tocheri, J. Michael Plavcan, Francis H. Brown, and Fredrick Kyalo Manthi “Early Pleistocene third metacarpal from Kenya and the evolution of modern human-like hand morphology” (PNAS – Proceedings of the National Academy of Sciences, December 16, 2013 DOI:10.1073/pnas.1316014110)

Abstract:

Despite discoveries of relatively complete hands from two early hominin species (Ardipithecus ramidus and Australopithecus sediba) and partial hands from another (Australopithecus afarensis), fundamental questions remain about the evolution of human-like hand anatomy and function. These questions are driven by the paucity of hand fossils in the hominin fossil record between 800,000 and 1.8 My old, a time interval well documented for the emergence and subsequent proliferation of Acheulian technology (shaped bifacial stone tools). Modern and Middle to Late Pleistocene humans share a suite of derived features in the thumb, wrist, and radial carpometacarpal joints that is noticeably absent in early hominins. Here we show that one of the most distinctive features of this suite in the Middle Pleistocene to recent human hand, the third metacarpal styloid process, was present ∼1.42 Mya in an East African hominin from Kaitio, West Turkana, Kenya. This fossil thus provides the earliest unambiguous evidence for the evolution of a key shared derived characteristic of modern human and Neandertal hand morphology and suggests that the distinctive complex of radial carpometacarpal joint features in the human hand arose early in the evolution of the genus Homo and probably in Homo erectus sensu lato.

 



Nossos antigos ancestrais bípedes eram muito diferentes dos macacos de hoje?
21/12/2013, 7:29 PM
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Nossos antigos ancestrais bípedes eram muito diferentes dos macacos de hoje

Uma equipe de paleoantropólogos da Universidade de Stony Brook (EUA) analisou o fêmur de um dos mais antigos ancestrais humanos, o Orrorin tugenensis, de seis milhões de anos de idade, e descobriu que o hominídeo bípede que vivia em árvores não se parecia com um macaco atual.

O pesquisador Sergio Almécija e seus coautores esclareceram e contextualizaram o lugar do Orrorin tugenensis na evolução humana. Através de análises de morfometria geométrica 3D sobre a forma e as características do fêmur de Orrorin, eles revelaram que sua morfologia era “intermediária” entre fósseis de macacos antigos e ancestrais humanos posteriores.

Os resultados abrem um novo caminho em pesquisas sobre a evolução bípede,já que ilustram que hominídeos e macacos vivos evoluíram em direções diferentes de macacos fósseis do Mioceno (23 a 5 milhões de anos atrás).

Não éramos chimpanzés

Orrorin tugenensis é um fóssil do leste da África considerado uma das melhores espécies candidatas a ser consideradas parte dos primeiros hominídeos. No entanto, seu status de hominídeo tem sido questionado por alguns cientistas.

Macacos do Mioceno são parentes fósseis da linhagem macaco-humana, com formas corporais em algum lugar entre os macacos e símios vivos. A maioria dos macacos do Mioceno se locomovia sobre quatro patas em árvores, em vez de suspender-se nos ramos.

Os pesquisadores analisaram o fêmur do Orrorin com instrumentos de ponta, e o compararam não só com outros fósseis hominídeos disponíveis, mas também com grandes macacos, gibões e, mais importante, com macacos fósseis que viveram no Mioceno. A análise incluiu mais de 400 espécimes.

“Nós descobrimos que o fêmur de Orrorin é surpreendentemente ‘intermediário’ na idade e anatomia entre macacos do Mioceno quadrúpedes e ancestrais humanos bípedes”, disse o Dr. Almécija. “Nosso estudo salienta a necessidade de incorporar os macacos fósseis em análises e discussões que tratam da evolução do bipedalismo humano, uma investigação que deve deixar de considerar os chimpanzés como padrão/ponto de partida para modelos futuros”.

O Dr. Almécija explica que, porque os chimpanzés são nossos parentes mais próximos, em termos de dados moleculares, a maioria dos paleoantropólogos presume que o último ancestral comum de chimpanzés e humanos se pareciam exatamente com um chimpanzé. Por essa razão, os macacos do Mioceno tem sido largamente ignorados na literatura científica sobre as origens humanas.

Embora os chimpanzés e outros grandes macacos ainda possam representar bons modelos ancestrais de outras regiões anatômicas, este novo estudo prova que não é o caso do fêmur proximal.

Com base na morfometria geométrica 3D, os pesquisadores chegaram a conclusão de que o fêmur do Orrorin é mais semelhante com o do macaco do Mioceno Proconsul nyanzae, e também intimamente ligado ao Australopithecus afarensis (espécie do famoso fóssil nomeado Lucy).

No geral, os pesquisadores apontam que o Orrorin não tinha uma aparência intermediaria entre humanos modernos e grandes macacos existentes, mas sim intermediária entre macacos plesiomórficos e hominídeos do Pleistoceno.

A reconstrução e os resultados da equipe também revelam que alguns macacos do Mioceno podem representar um modelo mais adequado para o ancestral morfológico de hominídeos evoluídos do que grandes símios, em particular o chipanzé de hoje.

“Macacos vivos têm histórias evolutivas longas e independentes da nossa, e suas anatomias modernas não devem ser assumidas para representar a condição ancestral da nossa linhagem humana”, explicou um dos autores do estudo, Dr. William Jungers. “Precisamos de uma melhor compreensão do paleobiologia de macacos do Mioceno, a fim de nos informar corretamente a respeito de como e quando andar sobre duas pernas tornou-se parte de nossa herança”.

Hype Science

Referência:

1. Sergio Almécija, Melissa Tallman, David M. Alba, Marta Pina, Salvador Moyà-Solà, William L. Jungers. “The femur of Orrorin tugenensis exhibits morphometric affinities with both Miocene apes and later hominins” (Nature Communications, 2013; 4 DOI: 10.1038/ncomms3888)

ABSTRACT:

Orrorin tugenensis (Kenya, ca. 6 Ma) is one of the earliest putative hominins. Its proximal femur, BAR 1002′00, was originally described as being very human-like, although later multivariate analyses showed an australopith pattern. However, some of its traits (for example, laterally protruding greater trochanter, medially oriented lesser trochanter and presence of third trochanter) are also present in earlier Miocene apes. Here, we use geometric morphometrics to reassess the morphological affinities of BAR 1002′00 within a large sample of anthropoids (including fossil apes and hominins) and reconstruct hominoid proximal femur evolution using squared-change parsimony. Our results indicate that both hominin and modern great ape femora evolved in different directions from a primitive morphology represented by some fossil apes. Orrorin appears intermediate between Miocene apes and australopiths in shape space. This evidence is consistent with femoral shape similarities in extant great apes being derived and homoplastic and has profound implications for understanding the origins of human bipedalism.



Estudo questiona inteligência inferior do neandertal
21/12/2013, 7:12 PM
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Quais foram os genes responsáveis por moldar a inteligência privilegiada do homem moderno, permitindo que ele vencesse a disputa evolutiva com “primos” mais arcaicos, como os neandertais? A resposta, dizem cientistas brasileiros, talvez seja “poucos” ou “nenhum”.

Numa série de trabalhos apresentados [em setembro de 2013]  no Congresso Brasileiro de Genética, em Águas de Lindoia (SP), uma equipe da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) mapeou dezenas de genes que podem ser importantes para as capacidades mentais.

Estudo questiona inteligência inferior do neandertal

Compararam, então, a “receita” bioquímica presente nas versões humanas dos genes com as do genoma dos neandertais e denisovanos (misteriosos humanos arcaicos que viveram na Sibéria).

Resultado: as diferenças são nulas ou muito sutis, resume Maria Cátira Bortolini, geneticista da UFRGS e uma das coordenadoras do grupo.

“Elas não seriam suficientes para explicar grandes diferenças entre as espécies, de modo que elas seriam virtualmente iguais a nós em quase tudo, incluindo as habilidades cognitivas. Enfim, é algo controverso e contrário à visão de que a diferença cognitiva teria sido a causa de sua extinção”, diz Maria Cátira. [Grifo nosso!]

O estudo, cuja primeira autora é Vanessa Paixão-Côrtes, está na revista “American Journal of Human Biology“.

O trabalho da equipe gaúcha foi facilitado pela publicação, nos últimos anos, da sequência completa do genoma dos neandertais e dos hominídeos de Denisova.

Os pesquisadores se concentraram em 162 genes possivelmente associados ao desenvolvimento cognitivo ou cerebral.

Eles compararam as versões desses genes presentes nos três hominídeos com as equivalentes em chimpanzés –a ideia era ter uma base para saber qual seria a “condição ancestral” desses genes, levando em conta que, do ponto de vista cognitivo, os chimpanzés estariam mais próximos do ancestral comum dos hominídeos.

A comparação mostrou que quase todas as alterações em relação a esse padrão ancestral estão presentes tanto entre nós quanto entre nossos parentes extintos. As características em questão envolvem genes que guiariam a formação de conexões entre neurônios e outros ligados à destreza manual.

AMBIENTE E CULTURA
Por que, então, o Homo sapiens prevaleceu? Por um lado, a resposta é que ao menos alguns hominídeos arcaicos se uniram aos humanos modernos, e essa mestiçagem deixou marcas nos genomas das pessoas de hoje.

Por outro lado, diz Cátira, fatores ambientais e culturais podem ter sido mais importantes. Ela lembra que, em muitos lugares, populações de humanos modernos continuaram usando ferramentas de pedra simples por milênios, por estarem isoladas e sem estímulo ambiental que favorecesse a inovação.

Alguns arqueólogos estimam que a densidade populacional dos neandertais era baixa, o que favoreceria esse isolamento –e poderia ter deixado esse povo mais vulnerável às variações ambientais do fim da Era do Gelo.

Para a pesquisadora da UFRGS, se eles tivessem conseguido escapar desse “gargalo” e chegado ao período de clima mais estável dos últimos 10 mil anos, poderiam até ter adotado a agricultura e desenvolvido civilizações.

Folha de S. Paulo

Referência:

1. Vanessa R. Paixão-Côrtes, Lucas Henriques Viscardi, Francisco Mauro Salzano, Maria Cátira bortolini, Tábita Hünemeier “The cognitive ability of extinct hominins: Bringing down the hierarchy using genomic evidences” (American Journal of Human Biology, Volume 25, Issue 5, September/October 2013, Pages: 702–705, DOI: 10.1002/ajhb.22426)

ABSTRACT :

The availability of the full genomes of Homo sapiens, Homo neanderthalensis, and Denisovans, as well as modern bioinformatic tools, are opening new possibilities for the understanding of the differences and similarities present in these taxa.

We searched for cognitive genes, examined their status in the genomes of these three entities. All substitutions present among them were retrieved.

We found 93 nonsynonymous substitutions in 51 cognitive genes, in which the derived allele was present in archaic and modern humans and the ancestral allele in other nonhuman primates.

The general picture obtained is of similarity in cognitive genes between extinct and extant humans



Ilha é formada após terremoto no Paquistão
02/12/2013, 6:56 PM
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Ilha é formada após terremoto no Paquistão

Você se lembra do último truque de mágica realizado pela Terra, em setembro desse ano, fazendo uma ilha aparecer do nada, certo? A nova porção de terra no meio do mar foi consequência de um grande abalo sísmico registrado no Paquistão (de magnitude 7,7), no dia 24 de setembro, cujo saldo de mortos havia ultrapassado mais 500 pessoas.

Dias depois, foi liberada uma série de imagens de satélite, que revelam mais detalhes sobre a ilha, que apareceu próxima à costa da cidade de Gwadar. O local possui formato arredondado e o relevo é predominantemente plano, embora existam rachaduras e fissuras nas rochas, como uma espécie de torta feita de lama por uma criança – além de ser muito maior do que se imaginava anteriormente.

O satélite francês Pleiades foi o responsável por mapear as dimensões do morro lamacento no meio do mar. Descobriu-se que a ilha possui 175,70 metros de comprimento em sua extensão máxima, por 160 metros no seu lugar mais largo. As estimativas anteriores, baseadas em fotografias aéreas registradas pelo Instituto Nacional de Oceanografia do Paquistão, indicavam que a nova ilha era muito menor do que os dados liberados pelo satélite Pleiades.

Segundo a autoridade paquistanesa, o monte que emerge da água teria apenas 60 metros de comprimento. Em relação à altura da ilha, porém, a estimativa do Instituto Nacional de Oceanografia local continua sendo a mais aceita: cerca de 15 a 20 metros.

A cidade de Gwadar está localizada aproximadamente a 380 quilômetros do epicentro do terremoto. De acordo com Shuhab Khan, geocientista da Universidade de Houston, Estados Unidos, a mais provável origem do tremor de magnitude 7,7 foi a Falha de Chaman, que possui 850 quilômetros de extensão, o que faz dela a maior falha geológica ativa localizada no Paquistão e no vizinho Afeganistão.

Ilha é formada após terremoto no Paquistão2

Segundo os geólogos envolvidos no caso, a nova ilha, batizada de Zalzala Koh, foi criada a partir da lama expelida por um vulcão do fundo do mar quando alguns gases que estavam presos conseguiram escapar devido ao abalo ou por causa da água subterrânea, que foi violentamente expulsa durante o terremoto.

A nova ilha em si pode ser um vulcão de lama, que se forma quando a água quente subterrânea se mistura com sedimentos e gases como o metano e o dióxido de carbono. “Se essa pasta fluida e nociva encontra uma válvula de escape, como uma rachadura aberta por um terremoto, o vulcão de lama entra em erupção”, conta James Hein, cientista do Serviço Geológico dos Estados Unidos. Geólogos da Marinha do Paquistão Zalzala Koh relataram que a ilha está lançando gás inflamável. Entretanto, os sedimentos no fundo do mar frequentemente retêm bactérias produtoras de metano, de modo que o gás pode vir de lá.

O poderoso terremoto do mês passado pode ter afrouxado os sedimentos do fundo do mar no litoral do Paquistão, sacudindo-os como geleia. Os grandes rios que descem do Himalaia despejam toneladas de sedimentos nas águas do Mar Arábico a cada ano. “A nova ilha poderia ser um exemplo gigantesco de liquefação, quando um abalo sísmico faz com que sedimentos saturados ajam como se fossem líquidos e a água presa escapa de repente”, diz Michael Manga, geofísico da Universidade da Califórnia, Estados Unidos.

Hype Science

Fonte:

1. “New Photos of Pakistan’s Earthquake Island Released” (Live Science, October 01, 2013)

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COMENTÁRIO NOSSO:

Por Daniel F. Zordan

Quero fazer uma pequena observação: Se apenas um terremoto foi capaz de fazer surgir uma ilha o que poderia fazer centenas de terremotos em uma catástrofe global (um dilúvio universal)?

Os cientistas acreditam que a ilha pode ter se formado através de reação química quando a água quente subterrânea se mistura com sedimentos e gases como o metano e o dióxido de carbono.  O cientista James Hein disse: “Se essa pasta fluida e nociva encontra uma válvula de escape, como uma rachadura aberta por um terremoto, o vulcão de lama entra em erupção”. O geofísico Michael Manga completou: “A nova ilha poderia ser um exemplo gigantesco de liquefação, quando um abalo sísmico faz com que sedimentos saturados ajam como se fossem líquidos e a água presa escapa de repente”.

Uma inundação global teria efeitos devastadores: Mega terremotos liberando águas quentes subterrâneas e gases (como metano e dióxido de carbono); aos poucos o nível do mar subiria encobrindo toda parte seca acompanhado tsunamis; vulcões ativos superaquecidos começariam a ser invadidos por água o que provocaria ondas ainda mais gigantescas; tufões; tornados; chuvas etc.

Em nossos dias temos presenciado grandes catástrofes naturais: tufões, furações, tornados, terremotos, tsunamis com efeitos devastadores. Imagine do que seria capaz a natureza fazer onde todos essas catástrofes estivessem ativas em um único evento a nível universal?

Resumindo: Uma catástrofe nessas proporções seria a responsável pelas grandes montanhas, divisão da pangeia, rios, aquíferos, cemitério de fósseis de animais e florestas inteiras soterradas, mudança climática etc.