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Nossos antigos ancestrais bípedes eram muito diferentes dos macacos de hoje?
21/12/2013, 7:29 PM
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Nossos antigos ancestrais bípedes eram muito diferentes dos macacos de hoje

Uma equipe de paleoantropólogos da Universidade de Stony Brook (EUA) analisou o fêmur de um dos mais antigos ancestrais humanos, o Orrorin tugenensis, de seis milhões de anos de idade, e descobriu que o hominídeo bípede que vivia em árvores não se parecia com um macaco atual.

O pesquisador Sergio Almécija e seus coautores esclareceram e contextualizaram o lugar do Orrorin tugenensis na evolução humana. Através de análises de morfometria geométrica 3D sobre a forma e as características do fêmur de Orrorin, eles revelaram que sua morfologia era “intermediária” entre fósseis de macacos antigos e ancestrais humanos posteriores.

Os resultados abrem um novo caminho em pesquisas sobre a evolução bípede,já que ilustram que hominídeos e macacos vivos evoluíram em direções diferentes de macacos fósseis do Mioceno (23 a 5 milhões de anos atrás).

Não éramos chimpanzés

Orrorin tugenensis é um fóssil do leste da África considerado uma das melhores espécies candidatas a ser consideradas parte dos primeiros hominídeos. No entanto, seu status de hominídeo tem sido questionado por alguns cientistas.

Macacos do Mioceno são parentes fósseis da linhagem macaco-humana, com formas corporais em algum lugar entre os macacos e símios vivos. A maioria dos macacos do Mioceno se locomovia sobre quatro patas em árvores, em vez de suspender-se nos ramos.

Os pesquisadores analisaram o fêmur do Orrorin com instrumentos de ponta, e o compararam não só com outros fósseis hominídeos disponíveis, mas também com grandes macacos, gibões e, mais importante, com macacos fósseis que viveram no Mioceno. A análise incluiu mais de 400 espécimes.

“Nós descobrimos que o fêmur de Orrorin é surpreendentemente ‘intermediário’ na idade e anatomia entre macacos do Mioceno quadrúpedes e ancestrais humanos bípedes”, disse o Dr. Almécija. “Nosso estudo salienta a necessidade de incorporar os macacos fósseis em análises e discussões que tratam da evolução do bipedalismo humano, uma investigação que deve deixar de considerar os chimpanzés como padrão/ponto de partida para modelos futuros”.

O Dr. Almécija explica que, porque os chimpanzés são nossos parentes mais próximos, em termos de dados moleculares, a maioria dos paleoantropólogos presume que o último ancestral comum de chimpanzés e humanos se pareciam exatamente com um chimpanzé. Por essa razão, os macacos do Mioceno tem sido largamente ignorados na literatura científica sobre as origens humanas.

Embora os chimpanzés e outros grandes macacos ainda possam representar bons modelos ancestrais de outras regiões anatômicas, este novo estudo prova que não é o caso do fêmur proximal.

Com base na morfometria geométrica 3D, os pesquisadores chegaram a conclusão de que o fêmur do Orrorin é mais semelhante com o do macaco do Mioceno Proconsul nyanzae, e também intimamente ligado ao Australopithecus afarensis (espécie do famoso fóssil nomeado Lucy).

No geral, os pesquisadores apontam que o Orrorin não tinha uma aparência intermediaria entre humanos modernos e grandes macacos existentes, mas sim intermediária entre macacos plesiomórficos e hominídeos do Pleistoceno.

A reconstrução e os resultados da equipe também revelam que alguns macacos do Mioceno podem representar um modelo mais adequado para o ancestral morfológico de hominídeos evoluídos do que grandes símios, em particular o chipanzé de hoje.

“Macacos vivos têm histórias evolutivas longas e independentes da nossa, e suas anatomias modernas não devem ser assumidas para representar a condição ancestral da nossa linhagem humana”, explicou um dos autores do estudo, Dr. William Jungers. “Precisamos de uma melhor compreensão do paleobiologia de macacos do Mioceno, a fim de nos informar corretamente a respeito de como e quando andar sobre duas pernas tornou-se parte de nossa herança”.

Hype Science

Referência:

1. Sergio Almécija, Melissa Tallman, David M. Alba, Marta Pina, Salvador Moyà-Solà, William L. Jungers. “The femur of Orrorin tugenensis exhibits morphometric affinities with both Miocene apes and later hominins” (Nature Communications, 2013; 4 DOI: 10.1038/ncomms3888)

ABSTRACT:

Orrorin tugenensis (Kenya, ca. 6 Ma) is one of the earliest putative hominins. Its proximal femur, BAR 1002′00, was originally described as being very human-like, although later multivariate analyses showed an australopith pattern. However, some of its traits (for example, laterally protruding greater trochanter, medially oriented lesser trochanter and presence of third trochanter) are also present in earlier Miocene apes. Here, we use geometric morphometrics to reassess the morphological affinities of BAR 1002′00 within a large sample of anthropoids (including fossil apes and hominins) and reconstruct hominoid proximal femur evolution using squared-change parsimony. Our results indicate that both hominin and modern great ape femora evolved in different directions from a primitive morphology represented by some fossil apes. Orrorin appears intermediate between Miocene apes and australopiths in shape space. This evidence is consistent with femoral shape similarities in extant great apes being derived and homoplastic and has profound implications for understanding the origins of human bipedalism.


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