Creation Science News


Grand Canyon não é tão antigo quanto se pensava, diz estudo
31/01/2014, 8:51 PM
Filed under: :::::: PUBLICAÇÕES: A - Z ::::::

Cientistas descobriram que ele tem entre 5 e 6 milhões de anos. Estudos anteriores estimavam que a formação datava de 70 milhões atrás.

 

Grand Canyon - EUA

Grand Canyon – EUA

O Grand Canyon é mais jovem do que se pensava: ele só tem entre 5 e 6 milhões de anos, de acordo com um estudo publicado esta semana na revista “Nature Geoscience”. Estimativas anteriores chegaram a estabelecer que o canyon, que fica no sudoeste dos Estados Unidos, havia se formado há 70 milhões de anos.

Segundo o pesquisador Karl Karlstrom, da Universidade do Novo México, o estudo demonstra que existem alguns segmentos de rocha mais antigos ao longo do Grand Canyon, mas que a formação como a conhecemos hoje é recente.

“O que é diferente aqui, eu acho, é que nós finalmente temos uma descrição do Grand Canyon que faz juz a todos os dados coletados”, disse Karlston à BBC.

O canyon tem um comprimento de 450 quilômetros e uma profundidade de 1.800 metros. Cerca de 5 milhões de turistas visitam o local a cada ano. Toda essa vastidão é um dos desafios para pesquisadores que estudam o local, já que é preciso coletar material de vários pontos da formação.

Nesse estudo, os cientistas usaram o método de termocronologia para obter a datação. A técnica permite descobrir a época em que as rochas foram trazidas à superfície da terra devido à remoção das camadas de rocha mais superficiais pela erosão.

A medida foi feita em quatro segmentos ao longo do canyon. Apesar de os pesquisadores terem encontrado alguns segmentos mais antigos, a conclusão é de que o Grand Canyon tornou-se o gigante que conhecemos hoje quando todos os segmentos menores de canyon  se uniram devido à erosão do Rio Colorado, o que ocorreu em um período mais recente.

G1

Referências:

1. “Grand Canyon ‘formed recently'” (BBC, 26 January 2014)

2. “Grand Canyon is not so ancient” (Nature, 26 January 2014)

3. Karl E. Karlstrom, John P. Lee, Shari A. Kelley, Ryan S. Crow, Laura J. Crossey, Richard A. Young, Greg Lazear, L. Sue Beard, Jason W. Ricketts, Matthew Fox & David L. Shuster “Formation of the Grand Canyon 5 to 6 million years ago through integration of older palaeocanyons” (Nature Geoscience, Published online 26 January 2014, doi:10.1038/ngeo2065)

ABSTRACT

The timing of formation of the Grand Canyon, USA, is vigorously debated. In one view, most of the canyon was carved by the Colorado River relatively recently, in the past 5–6 million years. Alternatively, the Grand Canyon could have been cut by precursor rivers in the same location and to within about 200 m of its modern depth as early as 70–55 million years ago. Here we investigate the time of formation of four out of five segments of the Grand Canyon, using apatite fission-track dating, track-length measurements and apatite helium dating: if any segment is young, the old canyon hypothesis is falsified. We reconstruct the thermal histories of samples taken from the modern canyon base and the adjacent canyon rim 1,500 m above, to constrain when the rocks cooled as a result of canyon incision. We find that two of the three middle segments, the Hurricane segment and the Eastern Grand Canyon, formed between 70 and 50 million years ago and between 25 and 15 million years ago, respectively. However, the two end segments, the Marble Canyon and the Westernmost Grand Canyon, are both young and were carved in the past 5–6 million years. Thus, although parts of the canyon are old, we conclude that the integration of the Colorado River through older palaeocanyons carved the Grand Canyon, beginning 5–6 million years ago.



Stephen Hawking surpreende ao dizer que buracos negros não existem
31/01/2014, 8:00 PM
Filed under: :::::: PUBLICAÇÕES: A - Z ::::::

Físico é um dos responsáveis pela teoria moderna sobre buracos negros. Para especialistas, proposta é plausível, porém radical.

Stephen Hawking surpreende ao dizer que buracos negros não existem

Um artigo publicado pelo físico Stephen Hawking na última semana tem provocado burburinho no mundo científico. Sendo ele próprio um dos criadores da teoria moderna sobre os buracos negros, ele afirmou no artigo que o fenômeno pode não existir.

O cientista parte da ideia de que a teoria corrente por trás dos buracos negros não se confirma sob a ótica da teoria quântica, somente sob a ótica da relatividade. Ele disse à revista “Nature” que, enquanto a teoria clássica afirma que não há como escapar de um buraco negro, a teoria quântica “permite que energia e informação escapem de um buraco negro”.

A teoria clássica, citada por Hawking, prevê a existência de um “horizonte de eventos” no buraco negro. Trata-se de uma região próxima de um buraco negro na qual a gravidade é tão forte que nada consegue escapar, nem mesmo a luz. É justamente a existência desse fenômeno que é contestada pelo físico em seu novo artigo.

“A ausência de um horizonte de eventos significa que não há buracos negros – no sentido de regimes dos quais a luz não pode escapar para o infinito”, diz o artigo de Hawking.

Firewall
Há cerca de um ano e meio, cientistas do Instituto Kavli de Física Teórica, em Santa Barbara, nos Estados Unidos, já haviam proposto uma teoria que levava em conta as regras da mecânica quântica – que rege o comportamento de partículas minúsculas como moléculas, átomos e elétrons – sobre a ação dos buracos negros.

Enquanto a teoria clássica defende que um objeto, ao passar pelo horizonte de eventos, é “sugado” de forma suave para dentro do buraco negro, a teoria formulada no Instituto Kavli defende que, ao atingir o horizonte de eventos, o objeto seria imediatamente reduzido a seus elementos fundamentais e, na prática, dissolvido. Isso por causa da presença de uma região altamente energética, batizada pelos cientistas de “firewall”.

Stephen Hawking surpreende ao dizer que buracos negros não existem2

Ilustração de um Buraco Negro (Foto: Nature)

Inspiração
A ideia para o artigo de Hawking, segundo a revista “Nature”, surgiu depois de uma conferência que Hawking fez via Skype em agosto de 2013 em uma reunião sobre “firewalls” organizada pelo Instituto Kavli. O físico propõe uma ideia que seja consistente tanto com a teoria quântica quanto com a relatividade.

Hawking descreve no artigo que o que existe no buraco negro não é nem o horizonte de eventos nem o “firewall”, mas um “horizonte aparente”. Esse fenômeno seria capaz de reter e manter a matéria temporariamente, com a possibilidade de liberá-la posteriormente, porém em um formato totalmente distorcido e “bagunçado”.

“O objeto caótico em colapso irá irradiar de forma determinística, porém caótica. Será como a previsão do tempo na Terra. Ela é determinada, mas caótica, então há perda efetiva de informação. Não é possível prever o clima com mais de alguns dias de antecedência”, compara Hawking, na conclusão de seu artigo.

Em entrevista à “Nature”, o físico Don Page, especialista em buracos negros da Universidade de Alberta, no Canadá, afirma que a nova teoria de Hawking é plausível, porém radical ao apresentar a possibilidade de que “qualquer coisa, em princípio, poderia sair de um buraco negro”.

O artigo de Hawking, foi publicado na quarta-feira passada (22) na plataforma “ArXiv.org”, arquivo online mantido pela Universidade de Cornell para artigos científicos nas áreas de física, matemática, ciência da computação, biologia, finanças e estatística. O título, “Preservação de informações e previsão do tempo para buracos negros”, brinca com a dificuldade de se prever o clima, citada pelo físico no texto do artigo.

G1

Referências:

1. “Stephen Hawking: ‘There are no black holes'” (Nature, 24 January 2014)

2. Stephen W. Hawking “Information Preservation and Weather Forecasting for Black Holes” (Cornell University Library – arXiv.org, Submitted on 22 Jan 2014)

ABSTRACT:

It has been suggested [1] that the resolution of the information paradox for evaporating black holes is that the holes are surrounded by firewalls, bolts of outgoing radiation that would destroy any infalling observer. Such firewalls would break the CPT invariance of quantum gravity and seem to be ruled out on other grounds. A different resolution of the paradox is proposed, namely that gravitational collapse produces apparent horizons but no event horizons behind which information is lost. This proposal is supported by ADS-CFT and is the only resolution of the paradox compatible with CPT. The collapse to form a black hole will in general be chaotic and the dual CFT on the boundary of ADS will be turbulent. Thus, like weather forecasting on Earth, information will effectively be lost, although there would be no loss of unitarity.

 

 

 



O que acontece quando morremos?
31/01/2014, 7:14 PM
Filed under: :::::: PUBLICAÇÕES: A - Z ::::::

O que acontece quando morremos4

Há apenas um grupo de pessoas que realmente sabe o que acontece quando você morre: os mortos. E uma vez que os mortos não irão revelar os seus segredos tão cedo, cabe aos cientistas tentar explicar o que acontece quando uma pessoa morre.

A morte, como a vida, é um processo, dizem os pesquisadores. A primeira etapa deste processo é conhecida como morte clínica. Ela dura de quatro a seis minutos, começando quando uma pessoa para de respirar e o coração deixa de bombear sangue. Durante esse tempo, pode haver oxigênio suficiente no cérebro para que não ocorra alguma lesão cerebral permanente. Outros órgãos, como os rins e os olhos, também permanecem vivos ao longo da morte clínica.

Na segunda etapa da morte, conhecida como morte biológica, as células do corpo começam a se degenerar e os órgãos do corpo – incluindo o cérebro – se desligam. Os médicos às vezes são capazes de parar a morte biológica através da indução de hipotermia – resfriamento do corpo abaixo de sua temperatura normal. Este método pode parar a degeneração das células e tem sido usado para reanimar pacientes com parada cardiorrespiratória.

Esses estágios da morte são bem compreendidos, porém o que permanece indefinido é o que acontece a uma pessoa uma vez que ele ou ela está clínica e biologicamente morta. Para obter algumas dicas sobre este mistério, os pesquisadores se voltam para o estudo das experiências de quase-morte (EQMs).

De acordo com o Centro de Pesquisa de Experiências Fora do Corpo, em Los Angeles (EUA), mais de 8 milhões de norte-americanos relataram EQMs, que ocorrem quando uma pessoa está clinicamente morta, perto da morte ou em uma situação onde a morte é provável ou esperada.

Muitas pessoas que tiveram experiências de quase-morte relatam sensações semelhantes: sentir-se como se estivessem flutuando fora do seu corpo, mover-se rapidamente através de um túnel em direção à luz ou ver seus entes queridos falecidos.

Pesquisadores continuamente estudam as EQMs em um esforço para dar sentido aos processos biológicos e neurológicos que podem estar por trás de tais eventos. Alguns estudos afirmam que as EQMs são apenas uma forma de sonho lúcido, enquanto outros vinculam essas experiências à privação de oxigênio no cérebro.

Hype Science

Referência:

1. “What Happens When You Die?” (Live Science,  January 29, 2014)

 



Estudos derrubam teoria do ‘DNA lixo’ em nova organização do genoma humano
25/01/2014, 5:03 AM
Filed under: :::::: PUBLICAÇÕES: A - Z ::::::

A descoberta foi possível graças a formação de um consórcio chamado ENCODE (sigla em inglês para Enciclopédia de Elementos do DNA)

Estudos derrubam teoria do DNA lixo em nova organização do genoma humano

Cientistas revelaram nesta quarta-feira que uma importante parcela do código genético dos humanos, conhecida como junk DNA (DNA lixo, composto por genes que não codificam proteínas), desempenha, sim, um papel importante no desenvolvimento e na manutenção do corpo.

Nos últimos anos, os cientistas haviam se concentrado na parcela mínima do DNA, os genes que codificam e regulam a produção de proteínas dentro das células, e que correspondem a cerca de 1% dos 22.000 genes que existem no genoma.

Essa desproporção no genoma, fez com que os cientistas levantassem dúvidas sobre se esse “DNA lixo”  tinha alguma importância. Ao procurar as repostas, os cientistas descobriram que 80% do DNA lixo desempenham pelo menos uma função biológica.

Segundo a equipe responsável pela pesquisa, as descobertas são a mudança mais significativa na compreensão do funcionamento do DNA desde a conclusão do projeto que mapeou o genoma humano, entre 2000 e 2003.

“O DNA lixo, na verdade, é quem comanda os genes”, diz Mark Gerstein, da Universidade de Yale, que participou da pesquisa.

“Agora, o termo ‘DNA lixo’ é que precisa ir para o lixo”, disse o cientista Ewan Birney, do Instituto de Bioinformática de Cambridge (Reino Unido).

‘Guerra e Paz’ — Segundo a pesquisa, os resultados também vão ajudar a fornecer novas pistas para o desenvolvimento de tratamentos par doenças cardíacas e diabetes, que têm suas raízes em parte em falhas no DNA.

A descoberta foi possível graças a formação de um consórcio chamado ENCODE (sigla em inglês para Enciclopédia de Elementos do DNA) que a partir de 2003 reuniu cientistas que trabalharam para compreender melhor o volume de informações produzidas pelo projeto genoma humano.

Em 2000, o projeto  identificou a sequência das 3,2 bilhões de “bases” químicas ou “letras” que constituem o genoma humano. Agora, é como se a ENCODE agora tivesse colocado em ordem no enorme volume de informações produzidas pelo projeto.

“O genoma humano é como ter à mão uma versão do romance Guerra e Paz em russo. É um grande livro contendo tudo sobre experiências humanas, mas impossível de ler se você não sabe russo´”, disse Ewan Birney.

Os resultados dessa pesquisa geraram 30 trabalhos científicos, que foram publicados nesta quarta-feira nas revistas especializadas Nature, Genome Biology e Genome Research. Participaram mais de 400 cientistas espalhados por 32 laboratórios nos Estados Unidos, na Grã-Bretanha, no Japão, em Cingapura e na Espanha.

Veja



Teoria Orch OR: descoberta de vibrações quânticas cerebrais apoia teoria controversa sobre a consciência
24/01/2014, 11:00 PM
Filed under: :::::: PUBLICAÇÕES: A - Z ::::::

Teoria Orch OR descoberta de vibrações quânticas cerebrais apoia teoria controversa sobre a consciência

Uma das hipóteses para explicar a consciência mais controversas surgidas nos últimos 20 anos foi criada pelo físico-matemático Sir Roger Penrose. Segundo ela, a consciência seria o resultado de fenômenos quânticos acontecendo ao nível dos neurônios.

Esta hipótese ou teoria tem sido muito criticada. Um dos problemas alegados seria que o cérebro é um ambiente muito úmido, quente e ruidoso para que fenômenos como coerência quântica se manifestem. No entanto, já foram demonstrados fenômenos quânticos na orientação das aves, na fotossíntese, e no nosso sentido olfatório.

Em uma revisão de 20 anos da teoria “Orch OR” (Orchestrated Objective Reduction, ou Redução Objetiva Orquestrada), os autores Stuart Hameroff e Sir Roger Penrose afirmam que, das 20 previsões testáveis da teoria, 6 foram confirmadas, e nenhuma foi refutada.

A mais recente confirmação, segundo os autores, foi a descoberta de vibrações quânticas em microtúbulos dentro dos neurônios. A descoberta, realizada por um grupo de pesquisadores liderados por Anirban Bandyopadhyay, do Instituto Nacional de Ciências Materiais em Tsukuba, Japão (e atualmente trabalhando no Instituto de Tecnologia de Massachusetts, nos EUA) sugere que os ritmos observados em eletroencefalogramas (EEGs) derivam de vibrações em microtubos.

Outro trabalho, feito pelo laboratório de Roderick G. Eckenhoff, na Universidade da Pensilvânia (EUA), sugere que a anestesia, que desliga de forma seletiva a consciência, ao mesmo tempo que mantém as atividades não conscientes do cérebro, [2]também atua via microtúbulos nos neurônios cerebrais.

Os microtúbulos, vibrando na frequência de megahertz, acabam gerando padrões de interferência, ou “batimentos” em frequências menores, batimentos estes que aparecem nos EEGs. Em testes clínicos, o cérebro foi estimulado com ultrassom transcraniano, e foram relatadas melhoras de humor, que talvez venham a ser úteis no tratamento de Alzheimer e danos cerebrais no futuro.

Os autores Hameroff e Penrose afirmam que, depois de 20 anos de críticas céticas, “a evidência agora claramente apoia a Orch OR”. Eles acreditam que tratar as vibrações dos microtúbulos cerebrais poderá trazer benefícios a várias funções mentais, neurológicas e cognitivas.

Hype Science

Referências:

  1. Stuart Hameroff and Roger Penrose “Consciousness in the universe: A review of the ‘Orch OR’ theory” (Physics of Life Reviews, 2013 DOI: 10.1016/j.plrev.2013.08.002)
  2. Stuart Hameroff, MD, and Roger Penrose “Reply to criticism of the ‘Orch OR qubit’–‘Orchestrated objective reduction’ is scientifically justified” (Physics of Life Reviews, 2013 DOI: 10.1016/j.plrev.2013.11.00)
  3. Stuart Hameroff, Roger Penrose “Consciousness in the universe” (Physics of Life Reviews, 2013; DOI: 10.1016/j.plrev.2013.08.002)

————————————————————

NOTA: Para Stuart Hameroff e SirRoger Penrose, a mecânica quântica explica conceitos como alma e experiências de quase-morte. Eles consideram que a nossa consciência transcende a simples interação neural, apoiada pela teoria neurológica tradicional. Hameroff considera que consciência faz parte do próprio universo, desta forma, pode continuar a existir mesmo após a morte biológica. A ideia foi proposta em 1996 e a teoria quântica vem sofrendo fortes confirmações da ciência experimental. Os paradigmas parecem realmente estar mudando. É uma questão de tempo.



Nova pesquisa conclui que o universo é infinito
24/01/2014, 9:01 PM
Filed under: :::::: PUBLICAÇÕES: A - Z ::::::

Nova pesquisa conclui que o universo é infinito

Uma grande pesquisa cosmológica, a “Baryon Oscillation Spectroscopic Survey (BOSS) Collaboration”, anunciou os pré-resultados do seu estudo recentemente. Mesmo faltando coletar dados de 10% das galáxias que o programa pretende examinar, seus pesquisadores dizem que já é possível fazer certas análises e chegar a uma conclusão importantíssima: a de que o universo é provavelmente infinito no tempo e no espaço.

Essa descoberta veio a partir do registro do espectro luminoso de mais de um milhão de galáxias com desvio para o vermelho de 0,2 a 0,7, indo até 6 bilhões de anos no passado do universo.

Durante a análise dos dados coletados pelo BOSS, que fazem parte do Sloan Digital Sky Survey (SDSS-III), os astrofísicos liderados pelo professor de física e astronomia Martin White, do Berkeley Lab, notaram que o universo é “plano”, ou bem próximo disso. A “curvatura” do espaço-tempo é muito pequena.

O que eles estudaram foi a densidade da matéria, e descobriram que as galáxias se reúnem aproximadamente em “esferas” (bastante exageradas na imagem acima, feita por um artista), as “oscilações acústicas bariônicas” (BAO), que se formaram nos primórdios do universo, quando a densidade era maior.

Medindo o tamanho destas esferas, e comparando com o valor previsto pela teoria, os astrônomos foram capazes de determinar com uma precisão de 1% a que distância se encontram as galáxias.

Como comenta David Schlegel, “vinte anos atrás os astrônomos estavam discutindo sobre estimativas que diferiam em 50%. Cinco anos atrás, conseguimos refinar esta incerteza a 5%. Um ano atrás ela era 2%. 1% de precisão será o padrão por um longo tempo”.

Esse dado, combinado com as medições recentes da radiação cósmica de fundo, sugere que a energia escura é uma constante cosmológica cuja força não varia com o espaço ou o tempo.

Um universo “plano” implica que o mundo experimentou uma inflação prolongada, até um decilionésimo de segundo ou mais, logo após o Big Bang. E significa também que o universo provavelmente se estende para sempre, sem ter um fim, e também se prolongará para sempre no tempo. Em resumo, os dados são consistentes com um universo infinito.

A “curvatura” do universo é a primeira dica se ele é finito ou infinito. Um universo “plano” pode expandir sem parar, com paralelas nunca se tocando, e os ângulos internos de um triângulo somando exatamente 180°.

A pesquisa BOSS continuará até junho de 2014, embora o resultado da análise dos dados atuais já tenha sido publicado.

Hype Science

Referência

1. Lauren Anderson, Eric Aubourg, Stephen Bailey, Florian Beutler, Vaishali Bhardwaj, Michael Blanton, Adam S. Bolton, J. Brinkmann, Joel R. Brownstein, Angela Burden, Chia-Hsun Chuang, Antonio J. Cuesta, Kyle S. Dawson, Daniel J. Eisenstein, Stephanie Escoffier, James E. Gunn, Hong Guo, Shirley Ho, Klaus Honscheid, Cullan Howlett, David Kirkby, Robert H. Lupton, Marc Manera, Claudia Maraston, Cameron K. McBride, Olga Mena, Francesco Montesano, Robert C. Nichol, Sebastian E. Nuza, Matthew D. Olmstead, Nikhil Padmanabhan, Nathalie Palanque-Delabrouille, John Parejko, Will J. Percival, Patrick Petitjean, Francisco Prada, Adrian M. Price-Whelan, Beth Reid, Natalie A. Roe, Ashley J. Ross, Nicholas P. Ross, Cristiano G. Sabiu, Shun Saito, Lado Samushia, Ariel G. Sanchez, David J. Schlegel, Donald P. Schneider, et al. “The clustering of galaxies in the SDSS-III Baryon Oscillation Spectroscopic Survey: Baryon Acoustic Oscillations in the Data Release 10 and 11 galaxy samples” (Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, 2014)

ABSTRACT:

We present a one per cent measurement of the cosmic distance scale from the detections of the baryon acoustic oscillations in the clustering of galaxies from the Baryon Oscillation Spectroscopic Survey (BOSS), which is part of the Sloan Digital Sky Survey III (SDSS-III). Our results come from the Data Release 11 (DR11) sample, containing nearly one million galaxies and covering approximately 8500 square degrees and the redshift range 0.2<z<0.7. We also compare these results with those from the publicly released DR9 and DR10 samples. Assuming a concordance ΛCDM cosmological model, the DR11 sample covers a volume of 13Gpc3 and is the largest region of the Universe ever surveyed at this density. We measure the correlation function and power spectrum, including density-field reconstruction of the baryon acoustic oscillation (BAO) feature. The acoustic features are detected at a significance of over 7σ in both the correlation function and power spectrum. Fitting for the position of the acoustic features measures the distance relative to the sound horizon at the drag epoch, rd, which has a value of rd,fid=149.28Mpc in our fiducial cosmology. We find DV=(1264±25Mpc)(rd/rd,fid) at z=0.32 and DV=(2056±20Mpc)(rd/rd,fid) at z=0.57. At 1.0 per cent, this latter measure is the most precise distance constraint ever obtained from a galaxy survey. Separating the clustering along and transverse to the line-of-sight yields measurements at z=0.57 of DA=(1421±20Mpc)(rd/rd,fid) and H=(96.8±3.4km/s/Mpc)(rd,fid/rd). Our measurements of the distance scale are in good agreement with previous BAO measurements and with the predictions from cosmic microwave background data for a spatially flat cold dark matter model with a cosmological constant.



Fóssil de Âmbar: Milhões ou apenas alguns milhares de anos?
17/01/2014, 9:32 PM
Filed under: :::::: PUBLICAÇÕES: A - Z ::::::

Duas razões para não acreditarmos em datações de milhões de anos.

Fóssil de Âmbar Milhões ou apenas alguns milhares de anos

O Museu do Âmbar na cidade mexicana de San Cristóbal de las Casas tem um novo exemplar. Âmbar às vezes preserva insetos, mas este exemplar contém uma lagartixa inteira. Esta descoberta única confirma duas tendências claras encontradas em fósseis de âmbar.

O local da descoberta fica no estado de Chiapas, no extremo sul do México. A coleção de Âmbar tornou-se uma atividade econômica fundamental naquela região.

Âmbar às vezes preserva insetos, mas a Fox News Latino informou esta descoberta extraordinariamente rara, que não só preserva todo o corpo de um vertebrado, mas preserva também algum do tecido macio original da criatura.(1)

Em 2008 a “Creation Science Update” relatou a descoberta de uma lagartixa em Âmbar de Myanmar. Embora a datação tenha sido de 100 milhões de anos, ela era idêntica às lagartixas modernas e instantaneamente duplicou o alegado tempo de permanência no planeta Terra.(2) Essa descoberta confirma uma tendência clara: animais e plantas encontrados em fósseis de âmbar são notavelmente semelhantes aos que vivem hoje.

Embora algumas plantas, protistas e insetos (ou frequentemente apenas as suas variedades) aparentemente encontram-se extinto, muitas são claramente identificáveis – incluindo aranhas, fungos, cabelos, formigas, moscas, borboletas, algas, amebas, e até ácaros das galhas – são facilmente reconhecidas. (3,4,5,6)

Uma segunda tendência presente entre os fósseis de Âmbar (que o fóssil do lagarto mexicano também confirma) são as idades estipuladas. Atribuir datações de milhões de anos para esses achados lança um problema – ainda não solucionado – de como explicar a preservação dos tecidos em excelentes condições, para além de todas as estruturas corporais, durante os alegados milhões de anos que supostamente se passaram deste que a forma de vida foi presa em âmbar.(7)

A Fox News Latino citou Francisco Riquelme da Universidade Autónoma Nacional do México descrevendo o espécime em âmbar como, “um animal completo e articulado que preservou também restos de tecido mole e de pele”.(1)

Como isso pode ser verdade, uma vez que “espécimes encontrados no estado tem no mínimo 23 milhões de anos, porque essa é a idade do âmbar que foi extraído de depósitos nos municípios de Simojovel, Huitihupan, El Bosque, Pueblo Nuevo , Palenque, Totolapa e Malpaso?”(1) Afinal, o tecido das lagartixas é feito de proteínas e estudos científicos demonstraram claramente que as proteínas transformam-se em pó após alguns milhares de anos – especialmente sob temperaturas tropicais.(8)

Como os bioquímicos originais e tecidos corporais intactas encontrados em depósitos de âmbar ao redor do mundo, esta lagartixa retém as suas qualidades bem preservadas. Se ele tivesse milhões de anos, o tecido corporal certamente teria virado pó. Obviamente, se este tipo de fóssil se originou nos últimos milhares de anos, então o problema da idade dissolve-se.

E ambas as tendências – os animais permanecem as mesmas, sem demonstrar evolução entre as formas básicas, e tecidos moles que permanecem neles nãos demonstra qualquer indício para a datação de milhões de anos – coincide com o conceito Bíblico da criação de uma terra jovem e completa.

By Brian Thomas, M.S. Whole Lizard Encased in Amber” (Institute for Creation Research)

Referências:

  1. 23-Million-Year-Old Lizard Fossil Found In Mexico. Fox News Latino. Posted on latino.foxnews.com July 8, 2013, accessed July 22, 2013.

  2. Thomas, B. Fossilized Gecko Fits Creation Model. Creation Science Update. Posted on icr.org September 8, 2008, accessed July 22, 2013.

  3. Thomas, B. Amber-Trapped Spider Web Too Old for Evolution. Creation Science Update. Posted on icr.org November 20, 2009, accessed July 22, 2013.

  4. Thomas, B. Scan of Amber-Trapped Spider Shows Recent Origin. Creation Science Update. Posted on icr.org May 27, 2011, accessed July 22, 2013.

  5. Thomas, B. ’45-Million-Year-Old’ Brewer’s Yeast Still Works. Creation Science Update. Posted on icr.org August 17, 2009, accessed July 22, 2013.

  6. Thomas, B. Why Do Creatures in Ancient Amber Look So Modern? Creation Science Updates. Posted on icr.org September 7, 2012, accessed July 22, 2013.

  7. Thomas, B. 2010. Amber Jewelry: A Conversation Piece for Creation Evidence. Acts & Facts. 39 (9): 17.

  8. Buckley, M., Collins, M.J. and 25 others. 2008. Comment on “Protein Sequences from Mastodon and Tyrannosaurus rex Revealed by Mass Spectrometry.” Science. 319 (5859): 33.

Image credit: Copyright © 2013 Fox News Latino. Adapted for use in accordance with federal copyright (fair use doctrine) law. Usage by ICR does not imply endorsement of copyright holders.

* Mr. Thomas is Science Writer at the Institute for Creation Research.