Creation Science News


Como o maior conjunto de fósseis de mamíferos marinhos apareceu na beira de uma estrada?
29/03/2014, 5:21 PM
Filed under: :::::: PUBLICAÇÕES: A - Z ::::::

Pesquisadores chilenos e americanos estabeceram uma teoria para explicar a existência de um misterioso cemitério de baleias pré-históricas ao lado da rodovia Pan-Americana, no deserto do Atacama, no norte do Chile.

Cientistas usaram várias técnicas digitais para registrar e analisar os fósseis

Cientistas usaram várias técnicas digitais para registrar e analisar os fósseis

[Entre colchetes comentários de Daniel F. Zordan] Os cientistas acreditam que os cetáceos ancestrais podem ter morrido ao consumir algas tóxicas, e que seus corpos foram parar no local que se encontram hoje – conhecido como Cerro Ballena (“Colina da Baleia”) – por causa da configuração geográfica da região.

Os animais estão no local há 5 milhões de anos, e este acúmulo de fósseis seria o resultado de não apenas um, mas de quatro grandes encalhes.

Os dados recolhidos sugerem que todas as baleias ingeriram as algas. Os mamíferos mortos e os que estavam morrendo foram então arrastados para um estuário e, em seguida, para a areia onde, com o passar do tempo, foram enterrados. [Porque não arrastadas e soterradas por um forte fluxo de água e lama? Um dilúvio global provocaria catástrofes em formato cadeia, tais como: Terremotos, maremotos, tsunamis, vulcanismo, tornados, furações, tufões, mudança climáticas etc. Tudo isso em um único evento seria o suficiente para responder varias perguntas. DFZ]

Os estudiosos usaram modelos digitais em 3D dos esqueletos no sítio arqueológico e, depois, retiraram os ossos do local para mais análises em laboratório.

Os Clique resultados da pesquisa foram divulgados pela publicação especializada Proceedings B of the Royal Society.

Criaturas bizarras

Já se sabia que os fósseis bem preservados de baleias são comuns nesta área do deserto chileno, e eles podiam ser vistos saindo das rochas. [Isso significa que os fósseis foram soterrados em uma escala curta de tempo com muita água e lama, não é mesmo? DFZ]

Mas apenas quando começaram as obras para o alargamento da rodovia Pan-Americana que os pesquisadores tiveram a chance de estudar mais detalhadamente o local onde estavam os fósseis.

Eles tinham apenas duas semanas para completar o trabalho de campo antes do início das obras na rodovia. Por isso, a equipe de cientistas apressou os trabalhos para registrar o máximo possível de detalhes do local e dos fósseis.

Na análise feita no local onde os fósseis estavam foram identificados os restos de mais de 40 baleias.

Esqueletos estão em ótimo estado de conservação

Esqueletos estão em ótimo estado de conservação

Os cientistas também encontraram, entre estes fósseis de baleia, outros, de predadores marinhos importantes e também de herbívoros.

“Encontramos criaturas extintas como a baleia-morsa – que desenvolveram uma face parecida com a de uma morsa. E também havia estas ‘preguiças aquáticas’ bizarras”, disse Nicholas Pyenson, um paleontologista do Museu Nacional Smithsonian de História Natural.

“Para mim é incrível que, em 240 metros (de uma obra de) abertura de estrada, conseguimos amostras de todas as estrelas do mundo dos fósseis de mamíferos marinhos na America do Sul, no final do período Mioceno. É uma acumulação incrivelmente densa de espécies”, afirmou o cientista à BBC.

Quatro eventos

A equipe de cientistas notou que quase todos os esqueletos estavam completos e as posições em que foram encontrados tinham pontos em comum. Muitos estavam voltados para a mesma direção e de cabeça para baixo, por exemplo.

Tudo isto aponta para a possibilidade de as criaturas terem morrido devido à mesma catástrofe repentina. Mas as pesquisas mostram que as mortes não ocorreram apenas em um evento, foram quatro episódios separados durante um período de milhares de anos. [A catástrofe é a mesma, mas os episódios ocorreram separados durante um período de milhares de anos? Não seria mais plausível acreditar que os “período de milhares de anos” possam ser má interpretação dos fatos? Se o método de datação utilizado foi o “tempo geológico” é possível que seja uma má interpretação. DFZ]

A melhor explicação que encontraram é que todos estes animais foram envenenados pelas toxinas que podem ser geradas pela proliferação de algas. [Isso faz sentido. Pois, algumas algas podem produzir toxinas altamente potentes  e podem também produzir metabólitos que causam gosto e odor, alterando as características organolépticas das águas. Esse tipo de toxina, não somente poderia fazer mal aos animais marinhos, mas também como para animais selvagens e domésticos, inclusive intoxicação humana, devido ao consumo de águas contendo algas tóxicas e/ou toxinas liberadas pelas florações. Mas, como diz a matéria, não há evidências de que isso tenha ocorrido. DFZ]

Essa proliferação é uma das causas prevalentes para grandes encalhes de mamíferos marinhos que vemos hoje.

“Todas as criaturas que encontramos, sejam baleias, focas ou peixes-agulha, estão no topo da cadeia alimentar marinha e aquilo deve ter deixado (estes animais) muito suscetíveis a proliferações de algas tóxicas”, disse Pyenson.

Os pesquisadores também acreditam que a configuração do que era a costa em Cerro Ballena na época da morte dos animais contribuiu para que os corpos das baleias fossem levados para a areia, provavelmente além do alcance de animais marinhos necrófagos, que teriam consumido os cadáveres.

Centenas de fósseis ainda precisam ser analisados em Cerro Ballena

Centenas de fósseis ainda precisam ser analisados em Cerro Ballena

Além disso, por esta ser uma região que agora é um deserto, poucos animais terrestres apareceram nos últimos séculos para roubar os ossos.

Sem a prova ‘definitiva’

No entanto, por enquanto, os pesquisadores não podem afirmar com certeza que algas tóxicas foram responsáveis pelos encalhes.

Não há fragmentos de algas nos sedimentos, algo que poderia ser visto como a prova “definitiva”. [Ou seja, apenas um teoria sem qualquer evidência concreta. DFZ]

Cerro Ballena é uma região considerada como um dos sítios de fósseis mais densos do mundo. Os cientistas calculam que podem existir centenas de espécies na área que ainda precisam ser descobertas e investigadas.

No momento, a Universidade do Chile, em Santiago, está trabalhando para construir uma estação de estudos na área.

BBC Brasil

Referências:

1. “Cientistas ‘desvendam’ mistério de cemitério de baleias em deserto” (BBC Brasil, 26 de fevereiro, 2014)

2. Nicholas D. Pyenson, Carolina S. Gutstein, James F. Parham, Jacobus P. Le Roux, Catalina Carreño Chavarría, Holly Little, Adam Metallo, Vincent Rossi, Ana M. Valenzuela-Toro, Jorge Velez-Juarbe, Cara M. Santelli, David Rubilar Rogers, Mario A. Cozzuol and Mario E. Suárez Repeated mass strandings of Miocene marine mammals from Atacama Region of Chile point to sudden death at sea” (Proceedings of the Royal Society B: Biological Sciences, 2014; 281 (1781): 20133316 DOI: 10.1098/rspb.2013.3316)

ABSTRACT:

Marine mammal mass strandings have occurred for millions of years, but their origins defy singular explanations. Beyond human causes, mass strandings have been attributed to herding behaviour, large-scale oceanographic fronts and harmful algal blooms (HABs). Because algal toxins cause organ failure in marine mammals, HABs are the most common mass stranding agent with broad geographical and widespread taxonomic impact. Toxin-mediated mortalities in marine food webs have the potential to occur over geological timescales, but direct evidence for their antiquity has been lacking. Here, we describe an unusually dense accumulation of fossil marine vertebrates from Cerro Ballena, a Late Miocene locality in Atacama Region of Chile, preserving over 40 skeletons of rorqual whales, sperm whales, seals, aquatic sloths, walrus-whales and predatory bony fish. Marine mammal skeletons are distributed in four discrete horizons at the site, representing a recurring accumulation mechanism. Taphonomic analysis points to strong spatial focusing with a rapid death mechanism at sea, before being buried on a barrier-protected supratidal flat. In modern settings, HABs are the only known natural cause for such repeated, multispecies accumulations. This proposed agent suggests that upwelling zones elsewhere in the world should preserve fossil marine vertebrate accumulations in similar modes and densities.



Ecos do Big-Bang são detectados
29/03/2014, 5:06 PM
Filed under: :::::: PUBLICAÇÕES: A - Z ::::::

Cientistas detectam ecos diretos do Big-Bang

Cientistas revelaram a detecção pela primeira vez de ecos do Big-Bang, ocorrido há 14 bilhões de anos

Ecos do Big-Bang são detectados2

Washington – Cientistas americanos revelaram a detecção pela primeira vez de ecos do Big-Bang, ocorrido há 14 bilhões de anos, uma importante descoberta para entender as origens do Universo.

A “primeira evidência direta da inflação cósmica” foi observada com um telescópio no Polo Sul e foi anunciada por especialistas do Centro de Astrofísica (CfA) de Harvard-Smithsonian.

A existência destas ondulações de espaço-tempo, primeiro eco do Big Bang, previstas na teoria da relatividade de Albert Einstein, demonstra a expansão extremamente rápida do universo na primeira fração de segundo de sua existência, uma fase conhecida como inflação cósmica.

Somente as ondas gravitacionais que percorreram o espaço durante a inflação cósmica poderiam ter deixado estas marcas, garantem os pesquisadores.[Imagem: BICEP2 Collaboration]

Somente as ondas gravitacionais que percorreram o espaço durante a inflação cósmica poderiam ter deixado estas marcas, garantem os pesquisadores.[Imagem: CFA-Harvard Smithsonian]

“A detecção destas ondulações é um dos objetivos mais importantes da cosmologia na atualidade e resultado de um enorme trabalho realizado por uma grande quantidade de cientistas”, destacou John Kovac, professor de Astronomia e de Física no CfA e chefe da equipe de investigação BICEP2, que fez a descoberta.

“Era como encontrar uma agulha em um palheiro, mas em seu lugar encontramos uma barra de metal”, disse o físico Clem Pryke, da Universidade de Minnesota, chefe adjunto da equipe.

Para o físico teórico Avi Loeb, da Universidade de Harvard, o avanço “representa um novo esclarecimento sobre algumas das questões mais fundamentais para saber por quê existimos e como o universo começou”.

Exame

Referências:

1. “First Direct Evidence of Cosmic Inflation” (Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics (CfA), March 17, 2014)

2. BICEP2 2014 Results Release

 

 



Descoberta: interior da Terra tem tanta água como todos os oceanos juntos
21/03/2014, 6:52 PM
Filed under: :::::: PUBLICAÇÕES: A - Z ::::::

Diamante brasileiro indica reservatório de água imenso no fundo da Terra

O cientista Graham Pearson confirma a presença de quantidades imensas de água estão aprisionadas em uma zona entre 410 e 660 km abaixo da superfície,, entre as camadas superior e inferior da Terra.

O cientista Graham Pearson confirma a presença de quantidades imensas de água estão aprisionadas em uma zona entre 410 e 660 km abaixo da superfície,, entre as camadas superior e inferior da Terra. (Imagem: University of Alberta)

(Reuters – Por Will Dunham) – Um diamante marrom, de aparência suja e sem valor comercial encontrado no Brasil, está proporcionando informações sobre a composição de uma camada profunda de nosso planeta.

O diamante contém um mineral chamado ringwoodite, que absorveu uma quantidade significativa de água, relatou uma equipe internacional de cientistas nesta semana.

Amostra de diamante JUc29, procedente de Juína, no Mato Grosso, contém o mineral ringwoodite, que absorve água; formato de diamante foi esculpido por fluidos corrosivos do manto terrestre. (Foto: Richard Siemens, University of Alberta/Divulgação)

Amostra de diamante JUc29, procedente de Juína, no Mato Grosso, contém o mineral ringwoodite, que absorve água; formato de diamante foi esculpido por fluidos corrosivos do manto terrestre. (Foto: Richard Siemens, University of Alberta/Divulgação)

A descoberta do mineral rico em água indica que quantidades imensas de água estão aprisionadas em uma zona entre 410 e 660 km abaixo da superfície, entre as camadas superior e inferior da Terra, disseram os pesquisadores.

O ringwoodite é uma forma do mineral peridoto, que se acredita existir em grande quantidade sob enorme pressão debaixo da Terra. Descobriu-se que o mineral contém 1,5 por cento de seu peso em água.

“Esta amostra realmente fornece uma confirmação muito forte de que há trechos úmidos locais no fundo da Terra nesta área”, afirmou o cientista de diamantes Graham Pearson, da Universidade de Alberta, que liderou a pesquisa publicada no periódico Nature.

“Aquela zona da Terra em particular, a zona de transição, pode ter tanta água quanto todos os oceanos do mundo juntos, declarou Pearson em um comunicado.

Descoberta interior da Terra tem tanta água como todos os oceanos juntos3Essa água não está na forma de oceanos líquidos subterrâneos, e sim aprisionada nos minerais, disseram os cientistas.

O diamante, formado nas profundezas do solo, foi descoberto em 2008 em Juína, no interior do Mato Grosso, onde os mineradores o encontraram entre o cascalho de um rio pouco profundo. Ele foi transportado para a superfície do planeta por uma rocha vulcânica conhecida como kimberlito, segundo os pesquisadores.

Os ringwoodites têm sido visto em meteoritos, mas esta foi a primeira amostra terrestre encontrada, afirmaram, porque é difícil demais fazer trabalho de campo científico em profundidades extremas.

Há um debate em andamento entre alguns cientistas sobre a composição da zona de transição da Terra e se está repleta de água ou não. Determinar que existe água lá tem implicações para o estudo do vulcanismo e das placas tectônicas, de acordo com os pesquisadores.

“Uma das razões de a Terra ser um planeta tão dinâmico é a presença de alguma água em seu interior,” disse Pearson. “A água muda tudo no funcionamento de um planeta”.

Reuters – Brasil

Referências:

1. “Rare mineral points to vast ‘oceans’ beneath the Earth” (University of Alberta, March 12, 2014)

2. D. G. Pearson, F. E. Brenker, F. Nestola, J. McNeill, L. Nasdala, M. T. Hutchison, S. Matveev, K. Mather, G. Silversmit, S. Schmitz, B. Vekemans & L. Vincze “Hydrous mantle transition zone indicated by ringwoodite included within diamond” (Nature, 507, p. 221–224, 13 March 2014, doi:10.1038/nature13080)

ABSTRACT:

The ultimate origin of water in the Earth’s hydrosphere is in the deep Earth—the mantle. Theory and experiments have shown that although the water storage capacity of olivine-dominated shallow mantle is limited, the Earth’s transition zone, at depths between 410 and 660 kilometres, could be a major repository for water, owing to the ability of the higher-pressure polymorphs of olivine—wadsleyite and ringwoodite—to host enough water to comprise up to around 2.5 per cent of their weight. A hydrous transition zone may have a key role in terrestrial magmatism and plate tectonics, yet despite experimental demonstration of the water-bearing capacity of these phases, geophysical probes such as electrical conductivity have provided conflicting results, and the issue of whether the transition zone contains abundant water remains highly controversial. Here we report X-ray diffraction, Raman and infrared spectroscopic data that provide, to our knowledge, the first evidence for the terrestrial occurrence of any higher-pressure polymorph of olivine: we find ringwoodite included in a diamond from Juína, Brazil. The water-rich nature of this inclusion, indicated by infrared absorption, along with the preservation of the ringwoodite, is direct evidence that, at least locally, the transition zone is hydrous, to about 1 weight per cent. The finding also indicates that some kimberlites must have their primary sources in this deep mantle region.

—————————————————-

COMENTÁRIO NOSSO:

Por Daniel Froes Zordan

Está informação corrobora com o grande dilúvio de Noé quando diz que “naquele mesmo dia se romperam todas as fontes das grandes profundezas […] E as águas prevaleceram excessivamente sobre a terra; e todos os altos montes que havia debaixo de todo o céu, foram cobertos. […]  E prevaleceram as águas sobre a terra cento e cinquenta dias.” (Gênesis 7)

A narração do dilúvio bíblico descreve que as águas vieram – não somente da chuva,  como muitos pensam – mas do subsolo. A teoria criacionista propõe que boa parte das águas que estão nos mares, oceanos e rios vieram do subsolo – tendo como causa um dilúvio universal.



ADN comprova que Neandertais são apenas humanos
09/03/2014, 12:48 AM
Filed under: :::::: PUBLICAÇÕES: A - Z ::::::

ADN comprova que Neandertais são apenas humanos2

Por Jeffrey Tomkins – O estudo de ADN antigo (aDNA) é, atualmente, uma das áreas com maior atividade dentro do campo da genômica, com cada vez mais pesquisadores a envolverem-se na “luta”. Apesar do fato de existirem ainda muitos problemas na área, muitos artigos de pesquisa novos estão atualmente a alegar que os cientistas podem agora detectar e estudar a sequência genômica do Neandertal presente nas bases de dados de ADN de humanos modernos usando apenas ferramentas eletrônicas.1,2

O consenso entre os pesquisadores seculares da disciplina em torno das origens humanas é que os Neandertais representam um grupo antigo de humanos que – apesar de algumas controvérsias iniciais em favor do contrário – se acredita hoje terem cruzado de forma bem constante com outros seres humanos por toda a Europa e algumas partes da Ásia. A aceitação desta ideia foi o que levou vários grupos de pesquisa diferentes a desenvolver metodologias eletrônicas que alegadamente iriam desentocar as variadas e díspares regiões de ADN introgressadas no genoma dos humanos modernos.

Em dois estudos recentes, ambos os grupos de pesquisas enveredaram por caminhos ligeiramente diferentes; um dos grupos usou a estratégia duas-etapas. Na primeira etapa, eles tentaram mapear as áreas do genoma humano sensível à variação entre os grupos de pessoas globais modernos. Depois disso, eles compararam estas regiões com o genoma de referência dos Neandertais e determinaram se haviam sido encontradas semelhanças que vão para além do acaso. Na sua conclusão eles declararam que “35-70pct [porcento] do genoma dos Neandertais ainda persiste no ADN dos humanos atuais.”1

ADN comprova que Neandertais são apenas humanos3

O segundo grupo combinou três fontes diferentes de variações genéticas para identificar padrões da alegada linhagem do Neandertal. Tal como o estudo prévio, eles utilizaram também sequência genômica do ADN do Neandertal como referência. Se todas as 3 fontes da variabilidade retornassem com um resultado positivo, e estivesse de acordo com o Neandertal, então o segmento seria demarcado como sendo com origem nos Neandertais. Tal como no outro estudo, eles fizeram isto para todas as variações do genoma humano representado por todo o globo. O compromisso deste grupo com a persistência do genoma do Neandertal a permanecer nos humanos modernos era menor, mas eles disseram que, “identificamos vários alleles derivados dos Neandertais que conferem o risco de doenças, sugerindo que os alleles do Neandertal continuam a moldar a biologia humana.“2

Embora estes estudos demonstrem a amplamente propagada mistura do ADN do Neandertal nos mais variados níveis entre os humanos modernos, existem vários problemas com estes estudos. O primeiro é que o nosso conhecimento do genoma do Neandertal baseia-se apenas em alguns indivíduos – só um deles era completo e com uma sequência genômica bem desenvolvida.3 Como é que se pode usar a sequência de ADN de apenas um ou de apenas alguns indivíduos para se fazerem declarações estatísticas com um alcance sobre os genomas modernos dos humanos espalhados por todo o globo?

O segundo problema é que os pesquisadores tiveram que usar múltiplos modelos estatísticos e posteriormente aplicar a metodologia da “regra da maioria” para decidir qual dos resultados era válido e quais é que não eram. Claramente, houve muitos casos onde a decisão em torno do segmento do ADN poderia ter pendido para qualquer dos lados – mostrando claramente que tudo isto era ADN humano.

Do ponto de vista criacionista, estes estudos acrescentam muito pouco as já de si claras evidências genéticas que demonstram que os Neandertais nada mais eram que outra variação na linhagem humana derivada dos 8 indivíduos que sobreviveram o Dilúvio Global, tal como registrado no Livro de Gênesis. Visto que os restos destes seres humanos arcaicos se encontram em locais de enterro nas cavernas e não em sedimentos de inundação, podemos desde logo inferir que a sua idade não é maior do que 4,000 anos – e não os 40,000 anos tipicamente atribuídos pelos evolucionistas.

“DNA Proof That Neandertals Are Just Humans” (* Dr. Tomkins is Research Associate at the Institute for Creation Research and received his Ph.D. in genetics from Clemson University)

Referências:

1. Vernot, B. and J. M. Akey “Resurrecting Surviving Neandertal Lineages from Modern Human Genomes” (Science Express. Published on sciencemag.org January 29, 2014)

2. Sankararaman, S. et al. “The genomic landscape of Neanderthal ancestry in present-day humans” (Nature. Published on nature.com January 29, 2014)

3. Prüfer, K. et al. 2014 “The complete genome sequence of a Neanderthal from the Altai Mountains” (Nature. 505 (7481): 43-49)

* Dr. Tomkins is Research Associate at the Institute for Creation Research and received his Ph.D. in genetics from Clemson University.



Será que o universo começou com um Big Bang?
08/03/2014, 2:05 AM
Filed under: :::::: PUBLICAÇÕES: A - Z ::::::

Será que o universo começou com um Big Bang

Um físico da Universidade de Heidelberg afirma que não.

De acordo com seu modelo teórico , o professor  e doutor  Christof Wetterich, contrapõe a ideia de expansão cósmica a partir de uma grande explosão.

Segundo sua teoria o nascimento do universo se estenderia para o passado infinito, a partir de um estado extremamente frio e estático que então ao longo de trilhões de anos vem se aquecendo paulatinamente, se expandido e se tornando dinâmico.

Este ponto de vista se sustenta a partir de pressupostos teóricos fundamentados na ideia de que as massas de todas as partículas estariam aumentando constantemente, como consequência da ação dos bósons de Higgs e que ao invés do universo se expandir  a partir de uma grande explosão, ele estaria se expandindo lentamente e também estaria eventualmente encolhendo ao longo de períodos de tempo muito prolongados.

Na teoria do Big Bang quando mais nos aproximamos do instante dessa grande explosão mais forte a geometria do espaço-tempo é curvada pela ação da gravidade até um ponto onde as leis físicas não são mais consideradas, o que é denominado de singularidade.

Nesse cenário a curvatura do espaço-tempo se torna infinita a ponto de produzir uma ignição. Decorrido infinitésimos de segundos após essa grande explosão o universo extremamente quente e denso iniciaria sua expansão, com a criação do tempo e do espaço, da matéria e da energia.

No entanto, segundo Wetterich uma interpretação bastante distinta desta abordagem é também possível, valendo-se dos mesmos dados obtidos pelo conjunto de observações astronômicas realizadas até hoje.

Se as massas de todas as partículas elementares crescerem ao longo do tempo e atuarem sobre a força gravitacional, é possível deduzir um inicio lento e frio para o universo, contrastando com a teoria da grande explosão – porém, sem invalidá-la.

Nesse novo ponto de vista, o universo sempre existiu e sua primeira situação seria praticamente estática, sem um instante de ignição como o que preconiza o modelo do Big Bang, mas sim uma inflação lenta e paulatina que se estenderia por um longo período de tempo imerso no passado.

Por seus cálculos se assume que os primeiros eventos significativos, e que são indiretamente observáveis hoje, ocorreram ao longo de 50 bilhões de anos no passado e não no bilionésimo de bilionésimo de bilionésimo de segundo logo após o Big Bang.

Seu modelo teórico explica a energia escura e a questão do “universo inflacionário ” por meio de um único campo escalar que muda com o tempo, com todas as massas se tornando cada vez maiores em função do valor deste campo, acorde às descobertas sobre o bóson de Higgs  que apontam  que as massas de partículas , de fato, dependem desses valores de campo.

Além de descrever o “nascimento” do universo sem a necessidade de uma singularidade, e mesmo de um “instante de criação”, a nova abordagem pode responder facilmente a questão base do que deve ter existido antes do Big Bang.

Algo que vem incomodando tanto a comunidade de físicos que o próprio Stephen Hawking se saiu com a piada, de que antes do Big Bang se estaria preparando o inferno para pessoas que fazem esse tipo de pergunta.

Piadas a parte, tudo indica que muita coisa ainda vai sair dessa cornucópia.

Quem viver verá!

Hype Science

“Wie begann das Universum: Heißer Urknall oder langsames Auftauen?” (Heidelberg University, 25/02/2014)

Referências:

1. C. Wetterich “Hot big bang or slow freeze?” (arXiv:1401.5313 [astro-ph.CO]) (PDF)

2. C. Wetterich “Variable gravity Universe” (Physical Review D 89, 024005, 6 January 2014, doi: 10.1103/PhysRevD.89.024005)

3. C. Wetterich “Universe without expansion” (Physics of the Dark Universe, Vol 2, Iss 4, December 2013, 184-187, doi: 10.1016/j.dark.2013.10.002)