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O vídeo mais incrível já feito do misterioso peixe regaleco
12/04/2014, 10:49 PM
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Ilustração de um peixe regaleco.

Ilustração de um peixe regaleco.

O regaleco é um estranho peixe de águas profundas, que vive na região do Golfo do México, bem longe da costa. Ele também é conhecido como peixe-remo, relangueiro ou rei-dos-arenques. Mas o que há de tão curioso nesse peixe que faz com que ele não seja nem um pouco parecido com os demais que conhecemos?

Bom, como eles vivem em águas muito profundas, pouco se sabe a respeito dos regalecos. Sabemos, contudo, que alguns não têm olhos (até porque não precisam, já que nas profundezas do oceano é um breu total), outros emitem luz própria e outros são gigantes.

Outra coisa que sabemos é que, até agora, as imagens capturadas desses bichos vivos não eram lá grande coisa. Isso mudou depois que um grupo do aquário Shedd, de Chicago (Estados Unidos) viajou para Baixa Califórnia, um estado mexicano que faz fronteira com a Califórnia americana. Durante o passeio, os turistas tiveram a oportunidade de ver com seus próprios olhos um regaleco nadando por águas rasas. E a melhor parte da história é que eles filmaram para a gente poder ver também:

Até onde sabemos, esse é o único outro vídeo deste peixe em ação:

Hype Science

Referência:

1. “The Most Incredible Footage Of A Live Oarfish We’ve Ever Seen” (io9, 2014)



Fundamentalismo religioso poderá ser considerado doença mental
12/04/2014, 10:23 PM
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Fundamentalismo religioso poderá ser considerado doença mental4

Dizem por aí que tudo que é exagerado faz mal. No caso do fundamentalismo religioso, esse exagero pode ser tão ruim a ponto de ser considerado uma doença. É o que defende a neurologista Katheleen Taylor, da Universidade de Oxford (Inglaterra).

Segundo ela, pesquisas desenvolvidas recentemente sugerem que em breve seremos capazes de tratar o fundamentalismo religioso e outras formas de crenças ideológicas potencialmente prejudiciais para a sociedade como uma forma de doença mental.

Ela fez essa afirmação durante uma palestra no Festival Literário Hay, que aconteceu no País de Gales, na última quarta-feira. De acordo com ela, as ideologias muito radicalizadas em breve poderão ser vistas não como uma escolha pessoal, feita com base no livre-arbítrio, mas sim como uma categoria de transtorno mental. Katheleen também disse que os novos estudos da neurociência poderiam considerar extremistas, por exemplo, os integrantes do Hamas (Movimento da Resistência Islâmica), como pessoas com doença mental, ao invés de criminosos terroristas.

Prevendo o choque da sociedade, a neurologista disse: “Uma das surpresas pode ser a de ver pessoas com certas crenças como pessoas que podem receber tratamento médico por conta disso”.

Fundamentalismo religioso poderá ser considerado doença mental2

Muito além do islamismo…

Para Katheleen, o rótulo do que pode ser considerado “fundamentalismo” é um tanto abrangente, e pode ir além do que você imagina. “Eu não estou falando apenas dos candidatos óbvios, como o islamismo radical ou alguns cultos mais extremos. Estou falando sobre coisas como acreditar que bater nos filhos é normal. Essas crenças também são perigosas, mas normalmente não são categorizadas como doença mental”, afirma.

Complicações morais e éticas

A questão se torna complicada na hora de classificar e rotular coisas como o fundamentalismo. Afinal, o que é ser “fundamentalista”? Outra dificuldade é estabelecer um limite entre o que pode ser considerado uma escolha, consciente e feita com base no livre-arbítrio, e o resultado de uma lavagem cerebral, que pode ser diagnosticada como doença mental.

Do ponto de vista da mente ocidental, por exemplo, a tendência para equiparar “fundamentalismo” exclusivamente com o islamismo radical é muito tentadora, principalmente por conta do teor das notícias que estamos acostumados a ler sobre o que acontece no Oriente Médio. Mas fica a reflexão: quão menos “fundamentalista” que um Osama Bin Laden é uma nação capitalista que bombardeia impunemente regiões civis e urbanas de países como Laos, Camboja e Coreia do Norte?

Aliás, quão menos fundamentalista é uma pessoa que aceita vender todos os seus bens para entregar tudo o que tem a um pastor que garante a ela um terreno no céu?

Em uma escala muito maior, e potencialmente mais frutífera, está o reconhecimento de que todo o domínio das crenças religiosas, convicções políticas e fervor nacionalista patriótico poderiam ser considerados não só perigosos, mas uma ferramenta de manipulação em massa.

“Todos nós mudamos nossas crenças. Todos nós persuadimos uns aos outros para fazer certas coisas. Todos nós assistimos publicidade. Todos nós somos educados e temos experiências com religiões. E a lavagem cerebral, se você deixar, é o extremo disso. É forte, é coerciva, e é como um tipo de tortura psicológica”, declara Katheleen.

E você, o que acha de tudo isso?

Hype Science

Referência:

1. “Religious fundamentalism could soon be treated as mental illness” (Digital Journal, Jun 2, 2013)