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Furo na evolução humana: Homo floresiensis ‘Hobbit’ era apenas um indivíduo com síndrome de Down
21/08/2014, 2:02 AM
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Os cientistas australianos e indonésios batizaram a espécie de Homo floresiensis. Alguns passaram a chamar esses seres anormalmente pequenos, que aparentemente viveram na ilha há cerca de 15 mil anos, de “hobbits”. Parecia incrível que pessoas com cérebros do tamanho do de chimpanzés, com um terço daquele do Homo sapiens moderno, tenham conseguido criar as ferramentas de pedra encontradas na caverna ao seu redor.

Quase desde o início, alguns céticos levantaram bandeiras de alerta. Será que o único crânio poderia representar evidência suficiente de uma espécie humana distinta? Aquelas pessoas eram pequenas, sim, mas como o crânio de Flores poderia ser comprovado como normal, e não aquele de um humano moderno com qualquer problema de crescimento que altere o tamanho da cabeça e do cérebro?

Agora os céticos retomaram o debate com dois artigos [1 e 2] publicados recentemente no periódico “The Proceedings of the National Academy of Sciences”. Um deles aponta o que são consideradas falhas na pesquisa original. O segundo descreve evidências sugerindo que o indivíduo teria nascido com síndrome de Down.

Entre as falhas, segundo os críticos, estavam subavaliações da estatura e do tamanho do cérebro do esqueleto mais completo, designado como LB1, da caverna Liang Bua. Em sua visão, a estatura do LB1 seria pouco superior a 120 cm, e não 90 cm como na estimativa original. Novas medições do possível tamanho do cérebro foram igualmente maiores.

Os autores do primeiro artigo publicado – Robert B. Eckhardt e Alex S. Weller da Universidade Estadual da Pennsylvania, Maciej Henneberg da Universidade de Adelaide, na Austrália, e Kenneth J. Hsu do National Institute of Earth Sciences, em Pequim – concluíram que os traços cruciais do espécime, conforme descritos originalmente, “não estabelecem a singularidade ou a normalidade necessárias para atender os critérios formais de uma nova espécie”.

Escavação. Trabalhos de pesquisa são realizados na caverna de Liang Bua, na ilha indonésia de Flores

Escavação. Trabalhos de pesquisa são realizados na caverna de Liang Bua, na ilha indonésia de Flores

Hipótese. O principal autor do segundo artigo sobre a hipótese da síndrome de Down foi Henneberg, professor de anatomia e patologia, com Eckhardt, professor de genética de desenvolvimento e evolução, como coautor.

Com base em um novo exame das evidências disponíveis, os pesquisadores afirmaram que as dimensões revistas do crânio e do fêmur do LB1 entram na faixa prevista para um indivíduo com síndrome de Down naquela região da Indonésia. A estimativa de maior tamanho também se encaixa com algumas pessoas de hoje em Flores e outras ilhas do Pacífico.

Os cientistas também citaram a assimetria do crânio, uma incompatibilidade entre direita e esquerda dos traços faciais, como característica de pessoas com síndrome de Down, uma das alterações genéticas mais comuns em seres humanos. Eles apontaram que ela ocorre em mais de um nascimento humano em cada mil.

O Tempo

Referências:

1. Robert B. Eckhardt, Maciej Henneberg, Alex S. Weller, and Kenneth J. Hs. “Rare events in earth history include the LB1 human skeleton from Flores, Indonesia, as a developmental singularity, not a unique taxon” (PNAS, 2014; DOI:10.1073/pnas.1407385111)

Abstract

The original centrally defining features of “Homo floresiensis” are based on bones represented only in the single specimen LB1. Initial published values of 380-mL endocranial volume and 1.06-m stature are markedly lower than later attempts to confirm them, and facial asymmetry originally unreported, then denied, has been established by our group and later confirmed independently. Of nearly 200 syndromes in which microcephaly is one sign, more than half include asymmetry as another sign and more than one-fourth also explicitly include short stature. The original diagnosis of the putative new species noted and dismissed just three developmental abnormalities. Subsequent independent attempts at diagnosis (Laron Syndrome, Majewski osteodysplastic primordial dwarfism type II, cretinism) have been hampered a priori by selectively restricted access to specimens, and disparaged a posteriori using data previously unpublished, without acknowledging that all of the independent diagnoses corroborate the patent abnormal singularity of LB1. In this report we establish in detail that even in the absence of a particular syndromic diagnosis, the originally defining features of LB1 do not establish either the uniqueness or normality necessary to meet the formal criteria for a type specimen of a new species. In a companion paper we present a new syndromic diagnosis for LB1.

2. Maciej Henneberg, Robert B. Eckhardt, Sakdapong Chavanaves, and Kenneth J. Hs. “Evolved developmental homeostasis disturbed in LB1 from Flores, Indonesia, denotes Down syndrome and not diagnostic traits of the invalid species Homo floresiensis. (PNAS, 2014; DOI:10.1073/pnas.1407382111)

Abstract:

Human skeletons from Liang Bua Cave, Flores, Indonesia, are coeval with only Homo sapiens populations worldwide and no other previously known hominins. We report here for the first time to our knowledge the occipitofrontal circumference of specimen LB1. This datum makes it possible to link the 430-mL endocranial volume of LB1 reported by us previously, later confirmed independently by other investigators, not only with other human skeletal samples past and present but also with a large body of clinical data routinely collected on patients with developmental disorders. Our analyses show that the brain size of LB1 is in the range predicted for an individual with Down syndrome (DS) in a normal small-bodied population from the geographic region that includes Flores. Among additional diagnostic signs of DS and other skeletal dysplasiae are abnormally short femora combined with disproportionate flat feet. Liang Bua Cave femora, known only for LB1, match interlimb proportions for DS. Predictions based on corrected LB1 femur lengths show a stature normal for other H. sapiens populations in the region.

 


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