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Nova teoria pode provar começo da vida e descarta Deus
27/02/2015, 9:01 AM
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Teoria feita por cientista da MIT tenta explicar origem da vida através de seres não-vivos e foi reportada em revista científica

Uma nova teoria pode responder questões importantes sobre como a vida começou e descarta a necessidade de Deus e sua criação Foto: The Independent / Reprodução

Uma nova teoria pode responder questões importantes sobre como a vida começou e descarta a necessidade de Deus e sua criação Foto: The Independent / Reprodução

[Entre colchetes comentários de Daniel F. Zordan] Uma nova teoria pode responder questões importantes sobre como a vida começou – e descarta a necessidade de “Deus” e sua criação. As informações são do The Independent. [Não, o que estão respondendo é de que ‘forma’ a vida pode ter começado. ‘Como’? Ainda está longe de se explicar.]

Um cientista da Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos, escreveu para o website da Fundação Richard Dawkins dizendo que a nova teoria poderá colocar Deus “na geladeira” e aterrorizará os cristãos. Segundo o estudo, a vida não teria surgido de um acidente, ou teria sido resultado de sorte de uma “sopa primordial”, mas ela teria surgido por necessidade – resultado das leis da natureza e seria “tão inevitável quanto rochas rolando ladeira abaixo”. [Primeiro, esta teoria não coloca Deus na geladeira e muito menos aterrorizará qualquer judeu, cristão ou islâmico. Segundo, acidente ou sorte faz muito mais sentido do que afirmar que foi por necessidade. Necessidade de, do, por quê? Resultado das leis da natureza?! Se for esse o motivo, eu pergunto – Qual a origem das leis da natureza? Seria acidente, sorte ou necessidade?]

O problema para os cientistas que tentam entender como a vida começou é apreender como os seres vivos – que tendem a ser muito melhores em tirar energia do ambiente e dissipá-la como calor – poderia acontecer vindo de seres sem vida. Porém, de acordo com a teoria de Paul Rosenberg, da MIT, reportada na revista científica Quanta Magazine, quando um grupo de átomos é submetido por um longo tempo a uma fonte de energia, ele irá se reestruturar para dissipar mais energia. Assim, a emergência da vida não poderia ter sido por sorte de arranjos atômicos, mas sim de um inevitável evento se as condições fossem corretas. [Disse certo “SE as condições fossem corretas”. Condições corretas são como jogo de sorte. As chances de um apostador que jogar seis números na ‘mega sena’ dentre os 60 disponíveis, é de uma em 50 milhões. Acertar a sequência de números seria acidente, sorte ou apenas escolhas de números corretos?]

“Você começa com um grupo aleatório de átomos; se você brilhar a luz sobre ele por muito tempo, não deve ser tão surpreendente que você obtenha uma planta”, explica Rosenberg. [Assim como não é surpreendente uma lente convergente exposta aos raios do sol queimar uma folha de papel.]

Como observa Rosenberg, a ideia de que a vida poderia ter evoluído a partir de coisas não-vivas tem sido afirmada há algum tempo, tendo sido descrita por filósofos pré-socráticos. [Pois é, mas até hoje nada concreto, apenas especulações.]

Terra

Referências:

1. “New theory could prove how life began and disprove God” (The Independent, 25 February 2015)

2. “God is on the ropes: The brilliant new science that has creationists and the Christian right terrified” (Richard Dawkins Foundation, Feb 24, 2015)

3. “A New Physics Theory of Life” (Quanta Magazine, January 22, 2014)



Não houve início do universo, segundo equação quântica
21/02/2015, 5:22 PM
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Ilustração da evolução do universo

Ilustração da evolução do universo

Uma das grandes descobertas científicas do século passado foi a confirmação de que o universo está em expansão, conforme previsto pela Teoria do Big Bang. Foi algo tão importante que os engenheiros que a fizeram ganharam o Nobel de Física.

A Teoria do Big Bang, resultado da Teoria da Relatividade aplicada ao universo, causou uma comoção no início, sendo rejeitada pela comunidade científica e ganhando alguns inimigos importantes, como o astrofísico Fred Hoyle que, numa tentativa de ridicularizá-la, criou o nome “Big Bang”.

Apesar de bem aceita hoje, a Teoria do Big Bang tem os seus problemas. Ela explica de forma satisfatória o universo como está agora, e explica também os últimos 13 bilhões de anos, mas o problema é quando você avança mais ainda em direção ao passado e encontra um beco sem saída: a singularidade.

Não tem como evitar uma singularidade no passado, pelo menos não utilizando a Teoria da Relatividade.

Recentemente, alguns físicos, trabalhando com a relatividade e a mecânica quântica, acabaram chegando a um modelo (ainda mais incompleto que o Big Bang) em que não há uma singularidade.

Os cientistas Ahmed Farag Ali, da Universidade de Benha, Egito, e Saurya Das, da Universidade de Lethbridghe em Alberta, Canada, não estavam procurando resolver o problema da singularidade, mas de casar a relatividade com a mecânica quântica. Sem querer, acabaram criando uma nova teoria em que não há singularidade, em que o universo é eterno.

O trabalho deles parece bem complexo. A dupla estava analisando as ideias do físico teórico David Bohm, que estava explorando a substituição de geodésicas clássicas (o menor caminho entre dois pontos em uma superfície curva é chamada de geodésica) por trajetórias quânticas. Estas curvas foram aplicadas a equações quântica criadas nos anos 1950 pelo físico indiano Amal Kunar Raychaudhuri.

Usando as equações de Raychaudhuri corrigidas para a mecânica quântica, Ali e Das derivaram equações de Friedmann também corrigidas para a mecânica quântica. Estas equações de Friedman descrevem a expansão e evolução do universo dentro do contexto da Relatividade Geral.

Se você ainda está me acompanhando, aí vai mais algumas coisinhas: o novo modelo, além de não prever uma singularidade no Big Bang, também não prediz uma singularidade do tipo “big crunch” (o oposto do Big Bang). E ainda dispensam a energia escura.

O modelo descreve o universo como sendo preenchido por um fluido quântico, e neste caso um fluido feito de grávitons, partículas que não tem massa e que são mediadoras da força da gravidade. E só para não ficar muito nas nuvens, outro trabalho relacionado mostra que os grávitons podem formar um condensado de Bose-Einstein.

Essa nova hipótese tem o potencial de resolver o problema da singularidade, e ao mesmo tempo explicar a matéria escura e a energia escura. No entanto, os físicos planejam examiná-la com mais rigor antes de fazer afirmações baseadas nela.

Hype Science

Conclusão: É apenas uma hipótese e está longe de ser a mais aceita pelos físicos. O big-bang ainda é a teoria mais aceita pela comunidade científica, não somente por explicar o início e existência do universo, mas também de dar luz de como evoluiu galáxias, planetas, sóis, luas e até mesmo a vida. Entretanto, a teoria do universo eterno propõe que o universo revela claramente o ciclo de vida completo de corpos cósmicos que não apontam para um início, mas para um universo eterno e em constante evolução. Vamos esperar para ver os próximos capítulos desse filme. (by Daniel F. Zordan)

Referências:

1. Ahmed Farag Ali and Saurya Das “Cosmology from quantum potential” (Physics Letters B. Volume 741, 4 February 2015, Pages 276–279. DOI: 10.1016/j.physletb.2014.12.057. Also at: arXiv:1404.3093[gr-qc])

2. Saurya Das and Rajat K. Bhaduri “Dark matter and dark energy from Bose-Einstein condensate” (Preprint: arXiv:1411.0753[gr-qc])

3. “No Big Bang? Quantum equation predicts universe has no beginning” (PhysOrg, Feb 09, 2015)