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Floresta amazônica reduz capacidade de absorção de dióxido de carbono
30/03/2015, 5:40 AM
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Floresta Amazônica

Floresta Amazônica

[Entre colchetes comentários de Daniel F. Zordan] A floresta amazônica reduziu sua capacidade de absorção de dióxido de carbono da atmosfera pela metade em função da velocidade de mortalidade das árvores na região, segundo relatório divulgado nesta quarta-feira na revista “Nature“. [Levando em consideração que num passado distante havia muito mais arvores do que hoje e, que a absorção de Carbono da atmosfera era muito maior, podemos afirmar que a quantidade de Carbono existente na atmosfera era bem menor do que hoje.]

A equipe internacional composta por quase 100 cientistas e liderada pela Universidade de Leeds, na Inglaterra, afirmou que a floresta amazônica perdeu capacidade de absorção líquida de dióxido de carbono.

Em 1990, até 2 bilhões de toneladas de carbono eram absorvidos por ano. Agora, pela primeira vez o nível de absorção está sendo superado pelas emissões provenientes dos combustíveis fósseis na América Latina. [Esses combustíveis fósseis são provenientes de tudo aquilo que encontramos no registro fóssil, tais como, carvão, petróleo e gás natural. (Veja o vídeo abaixo) Uma vez extraído e utilizados (queimados) em grande escala o Carbono contido no material será liberado, fazendo com que aumente a quantidade de Carbono na atmosfera.] 


Os resultados da pesquisa, realizada ao longo de 30 anos, mostram que nas últimas décadas a floresta amazônica agiu como um amplo reservatório de carbono, ajudando a diminuir o ritmo da mudança climática. No entanto, esta nova análise da dinâmica de florestas mostra um grande aumento na taxa de mortalidade de árvores na região.

“A taxa de mortalidade de árvores aumentou em mais de um terço desde meados da década de 80, isso está afetando a capacidade de armazenamento de carbono”, afirmou Roel Brienen, da Universidade de Leeds. [Menos arvores, menos Carbono absorvido da atmosfera. Isso significa que a quantidade de Carbono na atmosfera aumentará consideravelmente.]

De acordo com o especialista, inicialmente o aumento do dióxido de Carbono na atmosfera, componente fundamental para o processo de fotossíntese, levou a um período de crescimento das árvores na Amazônia. No entanto, o excesso de carbono parece ter tido consequências inesperadas.

As recentes secas e as temperaturas excepcionalmente altas na região também podem ter parte nesta situação.

“Independentemente das causas do aumento da mortalidade de árvores, este estudo indica que as previsões de um aumento contínuo do armazenamento de carbono nas florestas tropicais podem ser otimistas”, explicou Brienen.

O estudo, coordenado pela Rede Amazônica de Inventários Florestais (RAINFOR), foi realizado através de oito países da América do Sul.

As florestas “estão nos fazendo um grande favor, mas não podemos confiar somente nelas para resolver o problema do carbono. Será necessário reduzir as emissões para estabilizar o clima”, concluiu Oliver Phillips, da Universidade de Leeds. [Isto porque a temperatura atua diretamente no mecanismo de liberação e absorção do Carbono da atmosfera, tanto pelas plantas quanto pelos oceanos.]

Revista Galileu

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COMENTÁRIO NOSSO:

Por Daniel F. Zordan

Existem 4 reservatórios responsáveis por armazenar o Carbono: Atmosfera, oceanos, biomassa (plantas e seres vivos), rochas e fósseis (petróleo, carvão e gás natural). Vale lembrar que a atmosfera é o único reservatório responsável pela PRODUÇÃO de Carbono, os demais apenas armazenam.

Mas o que isso tem a ver com criacionismo?

Uma vez que sabemos que a quantidade de Carbono -14 na atmosfera não é constante, e que pode ser alterada por processos naturais ou atividades humanas, isso muda totalmente o modo de pensarmos a respeito das datações feitas através do C-14. Veja no vídeo abaixo como Ciclo do Carbono afeta diretamente o meio ambiente

Como podemos fazer a datação de um fóssil, baseando-se na quantidade de C-14 existente na atmosfera hoje, sabendo que o Carbono, possivelmente, não foi e não é constante na atmosfera? Isso afeta diretamente a datação do fóssil.

A datação do C-14 em um fóssil (planta, animal ou rocha) é calculada a partir da quantidade de C-14 encontrado nele. O valor admitido para a quantidade inicial atualmente é de 15,3 desintegração de C-14 por minuto grama de Carbono total. Admitindo que a concentração encontrada no fóssil fosse de 7,0, significaria que uma quantidade já havia se desintegrado, isso nos leva a crer que um determinado tempo já havia se passado (Caso contrário sua concentração deveria ser de 15,3). Sendo assim poderíamos dizer que a idade do fóssil seja (apenas por exemplo) de 6.500 anos. Mas e se no passado a quantidade encontrada de C-14 na atmosfera fosse de 12,0 e não 15,3? Isso nos daria uma idade de (apenas por exemplo) de 4.500 anos. Ou seja, o ponto inicial faz toda diferença. Leia também: A DATAÇÃO POR CARBONO CONFIRMA OS “MILHÕES DE ANOS”?

Outro detalhe, se for detectado uma quantidade mínima (0,05 pmc) de C-14 no fóssil, o mesmo não pode ter mais que 63.000 mil anos. Ou seja, qualquer fóssil que contenha C-14 não pode ter mais que 63.000 anos. Um fóssil que foi utilizado outros métodos de datação, e que obteve a idade de MILHÕES de anos, não pode conter C-14, caso contrário a idade estaria errada.

Foi feito teste em rochas datas de 540 milhões de anos onde na qual foi encontrado C-14. O que isso significa? Significa que essa rocha não tem mais que 63 mil anos.

Outro exemplo, são Diamantes encontradas em rochas do período pré-cambriano (600 milhões de anos) que também foram detectados C-14. Como pode o diamante, que teoricamente é muito mais antigo do que a rocha que o solidificou, ter uma idade mais jovem? (Jonathan Sarfati, Refuting Compromise, 2004, Master Books Inc., AR, p. 387).

Também no livro Refuting Compromise, Jonathan Sarfati afirma que “O diamante é a substância mais dura conhecida atualmente, sendo assim, é muito resistente a qualquer tipo de contaminação. Os diamantes requerem uma pressão altíssima para se formarem naturalmente abaixo da superfície terrestre. Desta forma, eles se formaram em uma profundidade aproximada entre 100-200 km. […] De acordo com os evolucionistas, os diamantes se formaram cerca de 1 à 3 bilhões de anos atrás.” [Diamond is the hardest substance known, so its interior should be very resistant to contamination. Diamond requires very high pressure to form—pressure found naturally on earth only deep below the surface. Thus they probably formed at a depth of 100–200 km.[…] According to evolutionists, the diamonds formed about 1–3 billion years ago.]

Ele vai mais além quando diz que “a presença de radiocarbono nestes diamantes, onde na qual não deveria haver nenhum vestígio, é de fato uma evidência fantástica de um planeta “jovem”, como descrito na bíblia.”  [“The presence of radiocarbon in these diamonds where there should be none is thus sparkling evidence for a ‘young’ world, as the Bible records. ”] Leia mais aqui e aqui

Concluindo… Isso tudo nos leva a crer que os diversos métodos de datação são no mínimo questionáveis.

Veja também: Estudo afirma que “as emissões de dióxido de carbono (CO2) nas florestas diminuíram mais de 25% entre 2001 e 2015… [e] que as emissões caíram nesse período de 3,9 a 2,9 gigatoneladas de CO2 por ano.”

Referência:

1. R. J. W. BrienenO. L. PhillipsT. R. FeldpauschE. GloorT. R. BakerJ. LloydG. Lopez-GonzalezA. Monteagudo-MendozaY. MalhiS. L. LewisR. Vásquez MartinezM. AlexiadesE. Álvarez DávilaP. Alvarez-LoayzaA. Andrade. E. O. C. Aragão, A. Araujo-MurakamiE. J. M. M. AretsL. ArroyoG. A. Aymard C.O. S. BánkiC. BaralotoJ. BarrosoD. BonalR. G. A. Boot et al. “Long-term decline of the Amazon carbon sink” (Nature, 519, 344–348, 19 March 2015 DOI:10.1038/nature14283)

Abstract

Atmospheric carbon dioxide records indicate that the land surface has acted as a strong global carbon sink over recent decades, with a substantial fraction of this sink probably located in the tropics, particularly in the Amazon. Nevertheless, it is unclear how the terrestrial carbon sink will evolve as climate and atmospheric composition continue to change. Here we analyse the historical evolution of the biomass dynamics of the Amazon rainforest over three decades using a distributed network of 321 plots. While this analysis confirms that Amazon forests have acted as a long-term net biomass sink, we find a long-term decreasing trend of carbon accumulation. Rates of net increase in above-ground biomass declined by one-third during the past decade compared to the 1990s. This is a consequence of growth rate increases levelling off recently, while biomass mortality persistently increased throughout, leading to a shortening of carbon residence times. Potential drivers for the mortality increase include greater climate variability, and feedbacks of faster growth on mortality, resulting in shortened tree longevity. The observed decline of the Amazon sink diverges markedly from the recent increase in terrestrial carbon uptake at the global scale, and is contrary to expectations based on models.



A flor mais antiga do mundo é encontrada na China
29/03/2015, 2:23 AM
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EUANTHUS PANII (FOTO: DIVULGAÇÃO)

EUANTHUS PANII (FOTO: DIVULGAÇÃO)

[Entre colchetes comentários de Daniel F. Zordan] Um grupo de pesquisadores acharam no nordeste da China o que poderia ser a flor mais antiga do mundo, uma espécime de aproximadamente [segundo a cronologia evolucionista] 160 milhões de anos (período Jurássico).

O achado é descrito no último número da “Historical Biology“, uma publicação britânica especializada em paleontologia. A flor -denominada “Euanthus panii“-, poderia ter uma antiguidade de 162 milhões de anos.

O fóssil deste exemplar foi achado junto a outras espécimes em 1970 na cidade de Sanjiaocheng, na província oriental de Liaoning, pelo colecionador chinês de fósseis Kwang Pan.

Se confirmada, a descoberta suporia “uma nova perspectiva que não estava disponível para a evolução das flores”, assinalaram os dois autores do estudo, o professor Liu Zhongjian do Centro de Conservação Nacional de Orquídeas e seu colega Wan Xin do Instituto de Geologia e Paleontologia de Nanjing.

A busca pela flor mais antiga do mundo foi protagonista de várias controvérsias

Durante mais de um século, muitos pesquisadores afirmaram ter achado a flor mais ancestral, mas as amostras não superaram os exames posteriores e não ganharam a aceitação da comunidade botânica.

Anteriormente, a primeira flor amplamente aceita foi a “Callianthus dilae”, também achada na China e datada com aproximadamente 125 milhões de anos atrás.

No entanto, a flor Euanthus panii é diferente do resto das plantas achadas anteriormente da época jurássica, revelou a pesquisa publicada.

Os pesquisadores da jazida revelaram que o fóssil contém todas as estruturas “típicas” de uma flor e que está preservado em “perfeitas” condições.

A flor 

Ilustração artística de como deveria ser a flor Euanthus há 160 milhões de anos (Foto: SCMP Pictures)

Ilustração artística de como deveria ser a flor Euanthus há 160 milhões de anos (Foto: SCMP Pictures)

Este exemplar tem sépalas e pétalas assim como outros elementos comuns às flores modernas, “organizados de forma perfeita da mesma forma que as flores de angiospermas existentes (plantas com flores)”, agregaram.

As mesmas fontes assinalaram que o descobrimento “provocou um replanejamento da origem da história das flores”.

O descobrimento de uma flor completa como o Euanthus no período jurássico não se ajusta às teorias atuais sobre a evolução das plantas, “o que implica também que estas teorias são imperfeitas e a história das plantas angioespermas é muito mais extensa do que a um princípio tínhamos suposto”, concluíram. [Grifo Nossso] [Flor perfeita, completa e complexa já existia há 160 milhões de anos atrás? É… acho que vão ter que reescrever a “estória” da evolução das plantas novamente. Logo, logo vão chegar nos bilhões de anos e terão a certeza de que as plantas sempre foram perfeitas, completas e complexas. É provável que os milhões de anos, proposto pelos naturalista-evolucionistas, não passe de uma ficção científica.]

Galileu

Referência: 

1. Zhong-Jian Liu & Xin Wang  “A perfect flower from the Jurassic of China” (Historical Biology, Published online: 16 Mar 2015, DOI: 10.1080/08912963.2015.1020423)

Abstract

Flower, enclosed ovule and tetrasporangiate anther are three major characters distinguishing angiosperms from other seed plants. Morphologically, typical flowers are characterised by an organisation with gynoecium and androecium surrounded by corolla and calyx. Theoretically, flowers are derived from their counterparts in ancient ancestral gymnosperms. However, as for when, how and from which groups, there is no consensus among botanists yet. Although angiosperm-like pollen and angiosperms have been claimed in the Triassic and Jurassic, typical flowers with the aforesaid three key characters are still missing in the pre-Cretaceous age, making many interpretations of flower evolution tentative. Thus searching for flower in the pre-Cretaceous has been a tantalising task for palaeobotanists for a long time. Here, we report a typical flower, Euanthus paniigen. et sp. nov., from the Middle–Late Jurassic of Liaoning, China. Euanthus has sepals, petals, androecium with tetrasporangiate dithecate anthers and gynoecium with enclosed ovules, organised just like in perfect flowers of extant angiosperms. The discovery of Euanthus implies that typical angiosperm flowers have already been in place in the Jurassic, and provides a new insight unavailable otherwise for the evolution of flowers.


Fóssil inédito de 120 milhões de anos é encontrado na Bacia do Araripe, no Ceará
28/03/2015, 7:49 AM
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Um artigo sobre a descrição do fóssil foi publicado recentemente nos anais da Academia Brasileira de Ciências para anunciar a descoberta do achado

O fóssil de uma folha em perfeito estado da Japecanga foi resgatado nas minas de calcário laminado, em Nova Olinda (FOTO: MIRELLY MORAIS)

O fóssil de uma folha em perfeito estado da Japecanga foi resgatado nas minas de calcário laminado, em Nova Olinda (FOTO: MIRELLY MORAIS)

Um achado fóssil inédito de 120 milhões de anos [foi] anunciado nesta quarta-feira (21), por pesquisadores da Universidade Regional do Cariri (Urca), no Geopark Araripe, em Crato. Trata-se de uma planta do período Cretáceo inferior que ainda possui representantes atuais na encosta da Chapada do Araripe, conhecida popularmente como Japecanga, da família da Smilacaceae. [Ou seja, mais um fóssil vivo. Durante 120 milhões de anos (segundo a cronologia evolucionista) este tipo de planta manteve suas carateristas, sem nenhuma mudança radical, até os dias de hoje. DFZ]

Um artigo sobre a descrição do fóssil foi publicado recentemente nos anais da Academia Brasileira de Ciências para anunciar a descoberta do achado, cujo nome Cratosmilax jacksoni é uma homenagem ao professor Jackson Antero (in memoriam). O docente foi um dos grandes nomes que se ergueu no Cariri na luta incansável pela preservação da Chapara do Araripe, e chegou a ser o chefe da Área de Proteção Ambiental da Chapada do Araripe (APA – Araripe).

A Smilacaceae é uma família de plantas monocotiledôneas basais que ocorrem em basicamente todos os continentes e está relacionada com a origem de plantas com flores. Fósseis dessa família são conhecidos desde o Cretáceo Superior. No artigo é apresentado o novo gênero e espécie (Cratosmilax jacksoni) da família do Cretáceo Inferior (Aptiano-Albiano), encontrado em lâminas de calcário da Formação Crato, na Bacia do Araripe.

Ainda conforme os pesquisadores é o mais antigo registro de Smilacaceae. O fóssil descrito é baseado em uma folha com características semelhantes às do gênero Smilax, frequente nas Américas, Europa e sudeste asiático. [Sem dúvida, os fósseis são os melhores amigos dos criacionistas. DFZ]

Segundo o orientador da pesquisa, professor Álamo Feitosa, o fóssil em perfeito estado foi resgatado nas minas de calcário laminado, em Nova Olinda. O achado ocorreu em 2012. O trabalho de descrição foi realizado por uma equipe de pesquisadores da Urca, e tem como autora a professora Flaviana Jorge de Lima. Ela destaca que essa é a primeira pesquisa a ser descrita com localidade estratigráfica, possibilitando estudos detalhados das camadas das rochas.

Tribuna do Ceará

Referência:

1. FLAVIANA J. DE LIMA, ANTÔNIO A.F. SARAIVA, MARIA A.P. DA SILVA, RENAN A.M. BANTIM and JULIANA M. SAYÃO “A new angiosperm from the Crato Formation (Araripe Basin, Brazil) and comments on the Early Cretaceous Monocotyledons” (Anais da Academia Brasileira de Ciências (2014) 86(4): 1657-1672 [Annals of the Brazilian Academy of Sciences] Printed version ISSN 0001-3765 / Online version ISSN 1678-2690) [Em PDF]

ABSTRACT

The Crato Formation paleoflora is one of the few equatorial floras of the Early Cretaceous. It is diverse, with many angiosperms, especially representatives of the clades magnoliids, monocotyledons and eudicots, which confirms the assumption that angiosperm diversity during the last part of the Early Cretaceous was reasonably high. The morphology of a new fossil monocot is studied and compared to all other Smilacaceae genus, especially in the venation. Cratosmilax jacksoni gen. et sp. nov. can be related to the Smilacaceae family, becoming the oldest record of the family so far. Cratosmilax jacksoni is a single mesophilic leaf with entire margins, ovate shape, with acute apex and base, four venation orders and main acrodromous veins. It is the first terrestrial monocot described for the Crato Formation, monocots were previously described for the same formation, and are considered aquatics.Cratosmilax jacksoni is the first fossil record of Smilacaceae in Brazil, and the oldest record of this family.

Key words: Araripe Basin; Cratosmilax jacksoni ; Cretaceous; fossil leaf; Gondwana; Monocots

RESUMO

A paleoflora da Formação Crato é uma das poucas floras equatoriais do Cretáceo Inferior. É diversificada, com muitas angiospermas, especialmente representantes dos clados magnoliids, monocotiledôneas e eudico-tiledôneas, confirmando a hipótese de que a diversidade das angiospermas durante a última parte do Cretáceo Inferior era ralativamente alta. A morfologia de uma nova mocotiledônea fóssil é estudada e comparada com outros gêneros de Smilacaceae, especialmente a venação. Cratosmilax jacksoni n. gen. n. sp. pode ser relacionada com a família Smilacaceae, tornando-se o registro mais antigo da família, até então. Cratosmilax jacksoni consiste de uma única folha mesófila com margem inteira, ovada, com ápice e base agudos, quatro ordens de venação e veias principais acródromas. É a primeira monocotiledônea terrestre descrita para a Formação Crato, monocotiledôneas foram anteriormente descritas para a mesma formação, e são consideradas aquáticas. Cratosmilax jacksoni é o primeiro registro fóssil da família Smilacaceae no Brasil, e o registro mais antigo desta família.

Palavras-Chave: Bacia do Araripe; Cratosmilax jacksoni ; Cretáceo; folha fóssil; Gondwana; Monocotiledôneas



Descoberto o mais antigo fóssil humano com 2,8 milhões de anos
15/03/2015, 4:19 AM
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Descoberto o mais antigo fóssil humano com 2,8 milhões de anos

[Entre colchetes comentários de Daniel F. Zordan] O registro mais antigo conhecido do gênero Homo – o do ser humano – representado por uma mandíbula inferior com dentes, foi encontrado recentemente na região de Afar, na Etiópia, e data de 2,8 a 2,75 milhões de anos atrás, de acordo com uma equipe internacional de geocientistas e antropólogos. Eles também dataram outros fósseis entre 2,84 e 2,58 milhões de anos atrás, o que ajudou a reconstruir o ambiente em que este indivíduo primitivo viveu. [Espere! Acho que não entendi direito. Estão afirmando que “o registro mais antigo conhecido do gênero Homo – o do ser humano”, datado entre 2,84 e 2,58 milhões de anos atrás, está sendo baseado em apenas ‘uma mandíbula inferior com dentes’? Como vão descrever (ilustração artísticas) do gênero Homo: estilo lêmure, chimpanzé, gorila…?  Estou curioso para ver os resultados finais das pesquisas.]

Segundo a pesquisadora associada do Departamento de Geociências da Universidade Estadual da Pensilvânia, nos Estados Unidos, Erin N. DiMaggio, o registro da evolução dos hominídeos de 3 a 2,5 milhões de anos é pouco conhecida em sítios superficiais, particularmente na região onde foram encontrados. Hominídeos são o grupo de primatas que incluem o Homo sapiens – humanos modernos, vulgo “nós” – e seus ancestrais. O termo é usado para o ramo da linha evolutiva humana que existe depois da separação dos chimpanzés.

Datar diretamente fósseis tão velhos é impossível, então geólogos usam uma variedade de métodos para descobrir a idade das camadas de rocha em que os fósseis são encontrados. [Ou seja, usam vários métodos para tentar a qualquer custo enquadrar o fóssil nos milhões de anos que eles necessitam.]

Os pesquisadores dataram a recentemente descoberta mandíbula fóssil de Ledi-Geraru, conhecida por seu número de catálogo LD 350-1, datando várias camadas de cinzas vulcânicas ou tufo usando argônio 40 e argônio 39, um método que mede os diferentes isótopos de argônio e determina a idade da erupção que criou a amostra. Seus resultados foram publicados na edição online da revista “Science Express”.

“Estamos confiantes”, garantiu DiMaggio, autora principal do artigo. “Nós usamos vários métodos de datação radiométrica, incluindo a análise de camadas de cinzas vulcânicas, e todos mostram que o fóssil hominídeo tem entre 2,8 e 2,75 milhões de anos de idade”. [Deixando de lado a datação, pois existem divergências, em alguns casos até manipulação de datação, o que interessa agora são os resultados filogenéticos do fóssil. Espero que não seja mais um erro venial, como por exemplo, mandíbula de um macaco ou uma mandíbula de homo sapiens com deformação natural ou devido à pressão dos anos soterrada.] 

A área da Etiópia onde a LD 350-1 foi encontrada é parte do Sistema Rift do Leste Africano, uma área que sofre extensão tectônica, o que permitiu que as rochas de 2,8 milhões fosses depositadas e depois expostas pela erosão. Na maioria das áreas em Afar, rochas que datam entre 3 e 2,5 milhões de anos estão incompletas ou foram erodidas, de modo que datar essas camadas e os fósseis que elas abrigam é impossível. Na área de Ledi-Geraru, essas camadas de rochas estão expostas, pois a área é dividida por falhas que ocorreram após as rochas sedimentares terem sido depositadas.

Descoberto o mais antigo fóssil humano com 2,8 milhões de anos2

Ao datar camadas de cinzas vulcânicas abaixo dos fósseis e, em seguida, acima dos fósseis, os geólogos podem determinar as datas mais antigas e as mais novas nas quais o animal que se tornou o fóssil poderia ter vivido.

Outros fósseis encontrados nesta área incluem os de antílope pré-histórico, herbívoros dependentes de água, elefantes pré-históricos, um tipo de hipopótamo, crocodilos e peixes. Estes fósseis estão no intervalo de tempo entre 2,84 e 2,54 milhões de anos.

A professora universitária e integrante do Instituto de Origens Humanas da Universidade do Estado do Arizona, Kaye E. Reed, analisou o aglomerado de fósseis para tentar aprender sobre a comunidade ecológica em que oHomo primitivo LD 350-1 viveu.

Os fósseis sugerem que a área era um habitat mais aberto de pastagens mistas e terras arbustivas com uma floresta de galeria – árvores ao redor de rios ou zonas úmidas. A paisagem foi provavelmente semelhante a locais africanos como as planícies do Serengeti ou o Kalahari. Alguns pesquisadores sugerem que a mudança climática global que se intensifica a cerca de 2,8 milhões de anos resultou na variabilidade climática e aridez africanas, e isso estimulou mudanças evolutivas em muitas linhas de mamíferos.

Descoberto o mais antigo fóssil humano com 2,8 milhões de anos3

“Podemos ver sinais de aridez de 2,8 milhões de anos de idade na comunidade faunística Ledi-Geraru”, disse Reed. “Mas ainda é muito cedo para dizer que isso significa que a mudança climática é responsável pela origem do Homo. Precisamos de uma amostra maior de fósseis de hominídeos e é por isso que continuamos a vir para a área de pesquisa de Ledi-Geraru”.

Hype Science

Referência:

1. Erin N. DiMaggio, Christopher J. Campisano, John Rowan, Guillaume Dupont-Nivet, Alan L. Deino, Faysal Bibi, Margaret E. Lewis, Antoine Souron, Lars Werdelin, Kaye E. Reed, J. Ramón Arrowsmith “Late Pliocene fossiliferous sedimentary record and the environmental context of earlyHomo from Afar, Ethiopia” (Science, Published Online March 4 2015, DOI: 10.1126/science.aaa1415)

ABSTRACT

Sedimentary basins in eastern Africa preserve a record of continental rifting and contain important fossil assemblages for interpreting hominin evolution. However, the record of hominin evolution between 3 and 2.5 million years ago (Ma) is poorly documented in surface outcrops, particularly in Afar, Ethiopia. Here we present the discovery of 2.84-2.58 Ma fossil and hominin-bearing sediments in the Ledi-Geraru research area that have produced the earliest record of the genus Homo. Vertebrate fossils record a faunal turnover indicative of more open and probable arid habitats than those reconstructed earlier in this region, in broad agreement with hypotheses addressing the role of environmental forcing in hominin evolution at this time. Geological analyses constrain depositional and structural models of the Afar and date the LD 350-1 Homomandible to 2.80-2.75 Ma.



A datação por carbono confirma os “milhões de anos”?
03/03/2015, 12:08 PM
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A datação por carbono confirma os “milhões de anos”

Por John D. Morris, Ph.D.  – É bem provável que nenhum outro conceito seja tão mal entendido na ciência como a “datação por carbono”. A maioria das pessoas acredita que a datação por carbono confirma que a Terra tem milhões ou milhares de milhões de anos, mas a realidade dos fatos é que este tipo de datação não pode ser usado para as rochas e nem para os fósseis, mas pode ser útil em formas de vida que ainda tenham carbono dentro de si (carne, ossos ou madeira). Uma vez que as rochas e os fósseis são compostas unicamente por material inorgânico, eles não podem ser datados segundo este método de datação.

O carbono normalmente ocorre como Carbono-12, mas o radioativo Carbono-14 pode por vezes ser formado na atmosfera externa à medida que o Nitrogênio-14 sofre bombardeamento de raios cósmicos. O resultante C-14 é instável e entra em decaimento de volta para N-14 com uma meia-vida medida na ordem dos (aproximadamente) 5,730 anos. Consequentemente, o rácio do C-12 estável para o instável N-14, que é conhecido no ambiente aberto atual, altera com o passar do tempo dentro das espécies isoladas.

Consideremos a datação de um pedaço de madeira. Enquanto a árvore estiver viva, ela absorve o carbono proveniente da atmosfera sob a forma de dióxido de carbono – tanto o C-12 como o C-14. Mal a árvore morre, ela para de absorver novas quantidades de carbono, e o C-14 que se encontra presente entra em decaimento. O rácio da mudança de C-12 para C-14 indica a duração temporal desde que a árvore parou de absorver carbono, isto é, desde o momento em que morreu.

Obviamente que se metade de C-14 decai no espaço de 5,730 anos, e mais outra metade noutros 5,730, depois de 10 meias-vidas (57,300) já não existiria quase nenhum traço de C-14. Logo, ninguém considera usar a datação por carbono para datas com estes intervalos. Teoricamente, esta datação pode ser útil para a arqueologia, mas não para a geologia ou a paleontologia.

Para além disso, as pressuposições sobre as quais assenta esta datação, e as condições que têm que ser satisfeitas, são altamente duvidosas; em prática, ninguém confia neste método para datas que estão para além dos 3,000 ou 4,000 anos – e mesmo assim, só se ela poder ser confirmada através de outro método histórico.

Entre outras coisas, este método assume que a idade da Terra excede o tempo que demoraria para que a produção do C-14 esteja em equilíbrio com o decaimento do C-14. Uma vez que só seriam precisos 50,000 anos para se atingir o equilíbrio (a partir de um mundo onde inicialmente não existia nenhum C-14), esta pressuposição parecia ser boa. Mas esta crença só durou até que as aferições tivessem começado a revelar desequilíbrios significativos.

As taxas de produção ainda excedem o decaimento em cerca de 30%. Segundo as atuais taxas de produção e acumulação, todo o C-14 atual iria acumular em menos de 30,000 anos! Isto significa que a atmosfera não pode ser mais antiga que isto. Os esforços que visam salvar a datação por carbono são muitos e variados – com curvas de calibração a tentar harmonizar as “datas” de C-14 com as datas históricas – mas previsivelmente estes esforços produzem resultados altamente suspeitos.

Um tipo de pensamento de-regresso-a-Gênesis insiste que o Dilúvio que ocorreu nos dias de Noé teria removido uma grande parte do carbono que existia na atmosfera e nos oceanos, especialmente à medida que o calcário (carbonato de cálcio) era precipitado. Mal os processos do Dilúvio terminaram, o C-14 lentamente começou a acumular rumo ao equilíbrio com o C-12 (uma acumulação que ainda não está completa).

Portanto, a datação por carbono não nos diz nada sobre os milhões de anos, e frequentemente exibe falta de precisão com espécimes históricos, negando da forma que nega o grande Dilúvio. Na verdade, o seu desequilíbrio aferido aponta para tal evento catastrófico que ocorreu a não muitos anos atrás.

* Dr. John Morris is President of ICR.

Referência:

1. Cite this article: Morris, J. 1998. “Doesn’t Carbon Dating Prove The Earth Is Old?” Acts & Facts. 27 (6). (Institute for Creation Research)