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A datação por carbono confirma os “milhões de anos”?
03/03/2015, 12:08 PM
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A datação por carbono confirma os “milhões de anos”

Por John D. Morris, Ph.D.  – É bem provável que nenhum outro conceito seja tão mal entendido na ciência como a “datação por carbono”. A maioria das pessoas acredita que a datação por carbono confirma que a Terra tem milhões ou milhares de milhões de anos, mas a realidade dos fatos é que este tipo de datação não pode ser usado para as rochas e nem para os fósseis, mas pode ser útil em formas de vida que ainda tenham carbono dentro de si (carne, ossos ou madeira). Uma vez que as rochas e os fósseis são compostas unicamente por material inorgânico, eles não podem ser datados segundo este método de datação.

O carbono normalmente ocorre como Carbono-12, mas o radioativo Carbono-14 pode por vezes ser formado na atmosfera externa à medida que o Nitrogênio-14 sofre bombardeamento de raios cósmicos. O resultante C-14 é instável e entra em decaimento de volta para N-14 com uma meia-vida medida na ordem dos (aproximadamente) 5,730 anos. Consequentemente, o rácio do C-12 estável para o instável N-14, que é conhecido no ambiente aberto atual, altera com o passar do tempo dentro das espécies isoladas.

Consideremos a datação de um pedaço de madeira. Enquanto a árvore estiver viva, ela absorve o carbono proveniente da atmosfera sob a forma de dióxido de carbono – tanto o C-12 como o C-14. Mal a árvore morre, ela para de absorver novas quantidades de carbono, e o C-14 que se encontra presente entra em decaimento. O rácio da mudança de C-12 para C-14 indica a duração temporal desde que a árvore parou de absorver carbono, isto é, desde o momento em que morreu.

Obviamente que se metade de C-14 decai no espaço de 5,730 anos, e mais outra metade noutros 5,730, depois de 10 meias-vidas (57,300) já não existiria quase nenhum traço de C-14. Logo, ninguém considera usar a datação por carbono para datas com estes intervalos. Teoricamente, esta datação pode ser útil para a arqueologia, mas não para a geologia ou a paleontologia.

Para além disso, as pressuposições sobre as quais assenta esta datação, e as condições que têm que ser satisfeitas, são altamente duvidosas; em prática, ninguém confia neste método para datas que estão para além dos 3,000 ou 4,000 anos – e mesmo assim, só se ela poder ser confirmada através de outro método histórico.

Entre outras coisas, este método assume que a idade da Terra excede o tempo que demoraria para que a produção do C-14 esteja em equilíbrio com o decaimento do C-14. Uma vez que só seriam precisos 50,000 anos para se atingir o equilíbrio (a partir de um mundo onde inicialmente não existia nenhum C-14), esta pressuposição parecia ser boa. Mas esta crença só durou até que as aferições tivessem começado a revelar desequilíbrios significativos.

As taxas de produção ainda excedem o decaimento em cerca de 30%. Segundo as atuais taxas de produção e acumulação, todo o C-14 atual iria acumular em menos de 30,000 anos! Isto significa que a atmosfera não pode ser mais antiga que isto. Os esforços que visam salvar a datação por carbono são muitos e variados – com curvas de calibração a tentar harmonizar as “datas” de C-14 com as datas históricas – mas previsivelmente estes esforços produzem resultados altamente suspeitos.

Um tipo de pensamento de-regresso-a-Gênesis insiste que o Dilúvio que ocorreu nos dias de Noé teria removido uma grande parte do carbono que existia na atmosfera e nos oceanos, especialmente à medida que o calcário (carbonato de cálcio) era precipitado. Mal os processos do Dilúvio terminaram, o C-14 lentamente começou a acumular rumo ao equilíbrio com o C-12 (uma acumulação que ainda não está completa).

Portanto, a datação por carbono não nos diz nada sobre os milhões de anos, e frequentemente exibe falta de precisão com espécimes históricos, negando da forma que nega o grande Dilúvio. Na verdade, o seu desequilíbrio aferido aponta para tal evento catastrófico que ocorreu a não muitos anos atrás.

* Dr. John Morris is President of ICR.

Referência:

1. Cite this article: Morris, J. 1998. “Doesn’t Carbon Dating Prove The Earth Is Old?” Acts & Facts. 27 (6). (Institute for Creation Research)


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