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Fóssil inédito de 120 milhões de anos é encontrado na Bacia do Araripe, no Ceará
28/03/2015, 7:49 AM
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Um artigo sobre a descrição do fóssil foi publicado recentemente nos anais da Academia Brasileira de Ciências para anunciar a descoberta do achado

O fóssil de uma folha em perfeito estado da Japecanga foi resgatado nas minas de calcário laminado, em Nova Olinda (FOTO: MIRELLY MORAIS)

O fóssil de uma folha em perfeito estado da Japecanga foi resgatado nas minas de calcário laminado, em Nova Olinda (FOTO: MIRELLY MORAIS)

Um achado fóssil inédito de 120 milhões de anos [foi] anunciado nesta quarta-feira (21), por pesquisadores da Universidade Regional do Cariri (Urca), no Geopark Araripe, em Crato. Trata-se de uma planta do período Cretáceo inferior que ainda possui representantes atuais na encosta da Chapada do Araripe, conhecida popularmente como Japecanga, da família da Smilacaceae. [Ou seja, mais um fóssil vivo. Durante 120 milhões de anos (segundo a cronologia evolucionista) este tipo de planta manteve suas carateristas, sem nenhuma mudança radical, até os dias de hoje. DFZ]

Um artigo sobre a descrição do fóssil foi publicado recentemente nos anais da Academia Brasileira de Ciências para anunciar a descoberta do achado, cujo nome Cratosmilax jacksoni é uma homenagem ao professor Jackson Antero (in memoriam). O docente foi um dos grandes nomes que se ergueu no Cariri na luta incansável pela preservação da Chapara do Araripe, e chegou a ser o chefe da Área de Proteção Ambiental da Chapada do Araripe (APA – Araripe).

A Smilacaceae é uma família de plantas monocotiledôneas basais que ocorrem em basicamente todos os continentes e está relacionada com a origem de plantas com flores. Fósseis dessa família são conhecidos desde o Cretáceo Superior. No artigo é apresentado o novo gênero e espécie (Cratosmilax jacksoni) da família do Cretáceo Inferior (Aptiano-Albiano), encontrado em lâminas de calcário da Formação Crato, na Bacia do Araripe.

Ainda conforme os pesquisadores é o mais antigo registro de Smilacaceae. O fóssil descrito é baseado em uma folha com características semelhantes às do gênero Smilax, frequente nas Américas, Europa e sudeste asiático. [Sem dúvida, os fósseis são os melhores amigos dos criacionistas. DFZ]

Segundo o orientador da pesquisa, professor Álamo Feitosa, o fóssil em perfeito estado foi resgatado nas minas de calcário laminado, em Nova Olinda. O achado ocorreu em 2012. O trabalho de descrição foi realizado por uma equipe de pesquisadores da Urca, e tem como autora a professora Flaviana Jorge de Lima. Ela destaca que essa é a primeira pesquisa a ser descrita com localidade estratigráfica, possibilitando estudos detalhados das camadas das rochas.

Tribuna do Ceará

Referência:

1. FLAVIANA J. DE LIMA, ANTÔNIO A.F. SARAIVA, MARIA A.P. DA SILVA, RENAN A.M. BANTIM and JULIANA M. SAYÃO “A new angiosperm from the Crato Formation (Araripe Basin, Brazil) and comments on the Early Cretaceous Monocotyledons” (Anais da Academia Brasileira de Ciências (2014) 86(4): 1657-1672 [Annals of the Brazilian Academy of Sciences] Printed version ISSN 0001-3765 / Online version ISSN 1678-2690) [Em PDF]

ABSTRACT

The Crato Formation paleoflora is one of the few equatorial floras of the Early Cretaceous. It is diverse, with many angiosperms, especially representatives of the clades magnoliids, monocotyledons and eudicots, which confirms the assumption that angiosperm diversity during the last part of the Early Cretaceous was reasonably high. The morphology of a new fossil monocot is studied and compared to all other Smilacaceae genus, especially in the venation. Cratosmilax jacksoni gen. et sp. nov. can be related to the Smilacaceae family, becoming the oldest record of the family so far. Cratosmilax jacksoni is a single mesophilic leaf with entire margins, ovate shape, with acute apex and base, four venation orders and main acrodromous veins. It is the first terrestrial monocot described for the Crato Formation, monocots were previously described for the same formation, and are considered aquatics.Cratosmilax jacksoni is the first fossil record of Smilacaceae in Brazil, and the oldest record of this family.

Key words: Araripe Basin; Cratosmilax jacksoni ; Cretaceous; fossil leaf; Gondwana; Monocots

RESUMO

A paleoflora da Formação Crato é uma das poucas floras equatoriais do Cretáceo Inferior. É diversificada, com muitas angiospermas, especialmente representantes dos clados magnoliids, monocotiledôneas e eudico-tiledôneas, confirmando a hipótese de que a diversidade das angiospermas durante a última parte do Cretáceo Inferior era ralativamente alta. A morfologia de uma nova mocotiledônea fóssil é estudada e comparada com outros gêneros de Smilacaceae, especialmente a venação. Cratosmilax jacksoni n. gen. n. sp. pode ser relacionada com a família Smilacaceae, tornando-se o registro mais antigo da família, até então. Cratosmilax jacksoni consiste de uma única folha mesófila com margem inteira, ovada, com ápice e base agudos, quatro ordens de venação e veias principais acródromas. É a primeira monocotiledônea terrestre descrita para a Formação Crato, monocotiledôneas foram anteriormente descritas para a mesma formação, e são consideradas aquáticas. Cratosmilax jacksoni é o primeiro registro fóssil da família Smilacaceae no Brasil, e o registro mais antigo desta família.

Palavras-Chave: Bacia do Araripe; Cratosmilax jacksoni ; Cretáceo; folha fóssil; Gondwana; Monocotiledôneas


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