Creation Science News


Marte perdeu um oceano de água no passado
01/04/2015, 5:24 AM
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Mapas indicam possíveis mares ancestrais e atuais reservatórios subterrâneos 

Por Charles Q. Choi e SPACE.com

Ilustração de como ser Marte com água

Ilustração de como ser Marte com água

[Entre colchetes comentários de Daniel F. Zordan] De acordo com pesquisadores, novos mapas da água atmosférica de Marte revelam que o Planeta Vermelho pode já ter tido o bastante para cobrir até um quinto do planeta.

Pesquisas adicionais para refinar esses mapas poderiam guiar a busca para identificar reservatórios subterrâneos em Marte. Um novo vídeo da Nasa descreve o oceano ancestral de Marte (Veja abaixo).


Ainda que atualmente a superfície marciana seja fria e seca, existem muitas evidências sugerindo que rios, lagos e mares cobriam o planeta há bilhões de anos (ver fotos das pesquisas de água em Marte).

Como existe vida praticamente em qualquer lugar onde haja água líquida na Terra, alguns pesquisadores sugerem que a vida pode ter evoluído em Marte quando ele ainda era úmido e que poderia haver vida por lá até agora, escondida em aquíferos subterrâneos. [É certo que onde tem água PODE ter vida. Porém, sugerir que vida TAMBÉM possa ter evoluído em Marte é força a imaginação. Segundo alguns evolucionistas, existe a possibilidade de que vida na Terra possa ter vindo do espaço abordo de asteroides ou cometas. Assim sendo, porque não sugerir que vida possa ter ido da Terra para Marte carregada em asteroides ou cometas?]

Ainda não se sabe muito sobre como Marte perdeu sua água e quanto ainda pode existir em reservatórios subterrâneos. Uma maneira de resolver esses mistérios é analisar os tipos de moléculas de água na atmosfera marciana.

Normalmente, moléculas de água são compostas de dois átomos de hidrogênio e um de oxigênio. Um ou ambos desses átomos de hidrogênio podem ser substituídos por átomos de deutério para criar água deuterada. (O deutério, assim como o hidrogênio, tem apenas um próton, mas também tem um nêutron).

A água deuterada é mais pesada que a água normal, assim ela se comporta de maneira diferente. A água normal, por exemplo, escapar de Marte com maior facilidade já que ela pode ser vaporizada mais rapidamente na atmosfera marciana. A radiação solar pode quebrar essa água em hidrogênio e oxigênio, e o hidrogênio pode escapar para o espaço.

Ao estudar a atual razão entre deutério e hidrogênio na água marciana, pesquisadores acreditam que poderão estimar a quantidade de água que o planeta vermelho costumava ter. Eles construíram novos mapas da razão entre hidrogênio e deutério na água atmosférica de Marte usando dados coletados entre 2008 e 2014 pelo Very Large Telescope, no Chile, pelo Observatório Keck e pela Instalação de Telescópios Infravermelhos da Nasa, no Havaí.

As proporções entre água deuterada e a água normal encontradas em algumas regiões de Marte foram mais altas que o esperado, até sete vezes superior à dos oceanos da Terra. Essa razão sugere que Marte perdeu uma grande quantidade de água ao longo do tempo. [Porque para os naturalistas tudo tem que ser ao longo do tempo, milhões e bilhões de anos? Deve ser por isso que nunca chega-se a um consenso.]

“Agora podemos obter uma estimativa consistente de quanta água foi perdida pelo planeta”, declara Geronimo Villanueva, autor do estudo e cientista planetário do Centro Goddard de Voos Espaciais em Greenbelt, no estado de Maryland.

Com base em suas descobertas, os cientistas estimam que Marte pode ter tido água o bastante para cobrir até 20% de sua superfície há cerca de 4,5 bilhões de anos. Eles sugerem que o planeta ainda possui consideráveis reservatórios subterrâneos de água. [Interessante! Não se sabe como Marte perdeu sua água e quanto ainda pode existir em reservatórios subterrâneos, mas sabem dizer a porcentagem de água que cobria a superfície (20%) e a época em que isso ocorreu (4,5 bilhões de anos)? Eles começam as pesquisas com crença de que isso tem que ter ocorrido em um período muito longo, devagar e gradual.]

Mapas mais refinados da água atmosférica de Marte poderiam guiar a busca por esses aquíferos profundos, observa Villanueva. Na prática, pesquisadores examinariam esses mapas para verificar se superfícies conhecidas de água, como calotas de gelo, poderiam ser responsáveis por essa água atmosférica, “e quaisquer anormalidades poderiam ter origem em reservatórios ocultos”, conclui ele. [Os criacionistas afirmam que a origem das águas do grande dilúvio, que cobriu o planeta Terra há 5 mil anos atrás, vieram das profundezas do subsolo da terra e que estão até hoje nos oceanos. Entretanto, os naturalistas discordam dessa possibilidade. Mas acreditam que em Marte possa ter ocorrido algo similar.]

Scientific American

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COMENTÁRIO NOSSO:

Por Daniel F. Zordan

Não é de hoje que os cientistas tentam desvendar os mistérios de erosões na superfície de Marte. Alguns anos atrás sugeriram que Marte teria sofrido uma inundação catastrófica. Ou seja, Marte teria sido inundado por um grande dilúvio.

As perguntas que ficam são:

1 – De onde veio e para onde foi toda água da superfície de Marte? 2 – Pode ainda existir água em reservatórios subterrâneos? 3 – Poderia grandes colisões de meteoros e cometas serem os responsáveis pelo desaparecimento da água, bem como, os responsáveis pelos sinais de impactos na superfície, erosões e a evaporação água para atmosfera? Estas são algumas das perguntas que precisam ser respondidas.

O que mais me chama a atenção nas hipóteses levantadas pelos cientistas é o fato de afirmarem que Marte já teve, supostamente, “20% de sua superfície” coberto por água e, alegam que marte já sofreu grandes catástrofes, como por exemplo, um dilúvio. Não é no mínimo curioso pensar que o planeta Marte, que não tem nenhuma gota de água na sua superfície hoje, possa ter ocorrido uma grande inundação (dilúvio); ao passo que, o planeta Terra que tem 70% de sua superfície coberto por água nunca ocorreu um dilúvio?

No planeta Marte, assim como no planeta Terra e na Lua, houve grandes bombardeamento de meteoritos no passado. Alguns cientistas acreditam que esses impactos podem ser a causa que desencadeou o grande dilúvio no planeta terra há 5000 anos atrás, e que o mesmo pode ter ocorrido em Marte.

As evidências geológicas de uma única e grande catástrofe no planeta Terra são abundantes, vejamos:

1 – Imensos Cânions (Ex: Grand Canyon, nos EUA; Zhemchug Canyon no mar de Bering);

2 – A imensa Dorsal Meso-Ocêanica (Conjunto de montanhas que ficam abaixo do nível do mar, chegando a 70.000 quilômetros de extensão, em profundidades médias de 2.500 m);

3 – Cemitérios de Fósseis (Animais e plantas);

4 – Petróleo e Carvão;

5 – Principais cadeias de Montanhas (Ex: Himalaia, Cordilheiras etc.);

6 – Encaixe dos Continentes (Ex: América do Sul e África);

7 – Variações Magnéticas no Fundo dos Oceanos;

8 – Vulcões e Lava Vulcânicas;

9 – Plataformas Oceânicas e Talude Continental;

10 – Águas Subterrâneas (Água armazenada no subsolo da Terra nos lençóis freáticos e nos aquíferos). 

Onde é mais fácil explicar (e acreditar) que houve uma grande catástrofe envolvendo muita água (um dilúvio): Em Marte ou na Terra? Por incrível que pareça, muitos céticos ainda afirmam: “Marte, SIM! Terra, NÃO!”

Referência:

1. “NASA Research Suggests Mars Once Had More Water than Earth’s Arctic Ocean” (NASA, March 5, 2015)

2. G. L. Villanueva, M. J. Mumma, R. E. Novak, H. U. Käufl, P. Hartogh, T. Encrenaz, A. Tokunaga, A. Khayat, M. D. Smith Strong water isotopic anomalies in the martian atmosphere: Probing current and ancient reservoirs” (Science, 2015 DOI: 10.1126/science.aaa3630)

ABSTRACT

We measured maps of atmospheric water (H2O) and its deuterated form (HDO) across the martian globe, showing strong isotopic anomalies and a significant high D/H enrichment indicative of great water loss. The maps sample the evolution of sublimation from the north polar cap, revealing that the released water has a representative D/H value enriched by a factor of about 7 relative to Earth’s ocean (VSMOW). Certain basins and orographic depressions show even higher enrichment, while high altitude regions show much lower values (1 to 3 VSMOW). Our atmospheric maps indicate that water ice in the polar reservoirs is enriched in deuterium to at least 8 VSMOW, which would mean that early Mars (4.5 billion years ago) had a global equivalent water layer at least 137 meters deep.


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