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Teoria do Design Inteligente: Evidências Científicas no Campo das Ciências Biológicas e da Saúde
28/06/2015, 1:54 PM
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Teoria do Design Inteligente Evidências Científicas no Campo das Ciências Biológicas e da SaúdePor Everton Fernando Alves

Descrição

Atualmente, tem havido um grande questionamento se a origem da vida é mais bem explicada pelo acaso ou design. A teoria do design inteligente tem tido crescente atenção, tornando-se um tema de debate e investigação principalmente no campo das Ciências Biológicas e da Saúde. Este livro te apresentará uma perspectiva científica ainda pouco conhecida. Aqui, você encontrará evidências da assinatura de um projeto intencional nas estruturas biológicas complexas presentes na natureza e nos seres vivos.

Clique aqui para ler o livro: “Teoria do Design Inteligente: Evidências Científicas no Campo das Ciências Biológicas e da Saúde”



Cientistas encontram sangue de dinossauro de 75 milhões de anos
12/06/2015, 9:05 AM
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Os cientistas descobriram que as células encontradas são semelhantes às dos emus, ave prima dos dinossauros

Os cientistas descobriram que as células encontradas são semelhantes às dos emus, ave prima dos dinossauros

Cientistas descobriram(1) o que parecem ser glóbulos vermelhos e fibras de colágeno em ossos de dinossauro, o que significa que restos orgânicos podem ser encontrados em muito mais fósseis do que eles pensavam.

Os fósseis analisados

Usando microscopia molecular, uma equipe britânica analisou oito fragmentos de ossos de dinossauros que viveram cerca de 75 milhões de anos atrás, no período Cretáceo.

Os fósseis estavam tão mal conservados que era impossível dizer exatamente qual tipo de animal alguns deles foram.

As amostras incluíram a garra de um dinossauro carnívoro, alguns ossos do dedo do pé de um ceratopsiano (grupo que incluía o chifrudo tricerátopo), o bico de um hadrossauro e fragmentos de costela de uma espécie desconhecida. Todos os ossos vieram de um parque em Alberta, no Canadá, e estavam no Museu de História Natural de Londres há 100 anos, desde quando foram desenterrados.

escaneamento do fóssil de dinossauro, mostrando o que podem ser filamentos de colágeno, por Sergio Bertazzo et al

Escaneamento do fóssil de dinossauro, mostrando o que podem ser filamentos de colágeno, por Sergio Bertazzo et al

“O que descobrimos são estruturas que poderiam ser células vermelhas do sangue, e também outras estruturas que poderiam ser fibras de colágeno originais”, disse um dos coautores do estudo, Sergio Bertazzo.

A surpresa

Há muito tempo se pensava que moléculas de proteína não podiam sobreviver por mais de quatro milhões de anos.

Bertazzo e sua equipe usaram um microscópio especial com um feixe de átomos pesados para fazer cortes de escala nanométrica (um nanômetro é um bilionésimo de um metro) nas amostras. “O microscópio também tem um braço robótico com uma micro agulha que pode ser usada para pegar e mover coisas no interior do microscópio”, explica Bertazzo.

Combinando o feixe e a agulha, os pesquisadores cortaram pequenos pedaços de fósseis e realizaram uma análise para verificar se havia fragmentos de aminoácidos.

A equipe tinha a intenção de analisar as lacunas deixadas no osso por material orgânico decomposto, e não imaginavam que iriam encontrar estruturas parecidas com células vermelhas do sangue e fibras de colágeno, uma proteína que compõe a maior parte dos tecidos conjuntivos em animais.

material de carbono amorfo (esquerda) e estruturas parecidas com as células de sangue (direita).

Material de carbono amorfo (esquerda) e estruturas parecidas com as células de sangue (direita).

Caça por sangue de dinossauro

Outros pesquisadores já encontraram(2)(3restos de material orgânico em ossos de dinossauros, mas apenas em fósseis excepcionalmente bem preservados(2)(3), que são raros.

Sendo assim, a nova descoberta indica que a probabilidade de encontrar material orgânico em fósseis é muito maior do que se pensava, pelo menos na escala microscópica.

No futuro

Por enquanto, mais evidências são necessárias para confirmar a natureza das estruturas. Caso fique provado que estamos diante de sangue de dinossauro, e mais amostras possam ser coletadas em outros fosseis, os pesquisadores poderão responder várias questões sobre a evolução animal.

Os dinossauros são ancestrais distantes das aves modernas, e os cientistas esperam que este tipo de pesquisa revele como e quando um lagarto de sangue frio deu origem a aves de sangue quente com um metabolismo rápido.

Em vertebrados, quanto menor o glóbulo vermelho, maior a taxa metabólica. “Se pudermos encontrar células sanguíneas em muitos dinossauros diferentes, sua gama de tamanho pode fornecer uma linha independente de evidência sobre quando os dinossauros passaram a ter sangue quente”, disse Bertazzo.

Quanto à probabilidade de encontramos DNA dinossauro, não se empolgue. Muitos mais estudos devem ser feitos antes de os cientistas sequer poderem dizer se isso é possível ou não.

Hype Science

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COMENTÁRIO NOSSO:

Por Daniel F. Zordan

O que era raro (impossível) de se encontrar, agora se tornou comum.

Cientistas eram totalmente céticos a respeito da possibilidade de encontrar em um fóssil – com milhões de anos – qualquer vestígio de tecido macio. Para os naturalistas, isso seria impossível; mas para os criacionistas, uma questão de tempo. Os criacionistas sustentam que o homem e os dinossauros foram contemporâneos – e que ambos viveram juntos até, pelo menos, 6000 anos atrás – quando uma grande catástrofe (um dilúvio universal) teria dizimado boa parte da vida terrestre, incluindo, principalmente os dinossauros.

Em 2005, uma descoberta choca os céticos naturalistas, mas alegra os criacionistas. A paleontóloga Mary Schweitzer e a sua equipe anunciavam a descoberta de tecido macio dentro do osso de uma perna de Tiranossauro rex datado com 68 milhões de anos – era uma descoberta controversa levando em conta que os cientistas eram de opinião de que as proteínas do tecido macio se degeneravam em menos de 1 milhão de anos nas melhores das condições. Depois de ter sido recuperado, o tecido foi reidratado e os testes revelaram sinais de estruturas intactas tais como vasos sanguíneos, matrizes ósseas, e tecido conjuntivo.

“Sempre foi assumido que a preservação [de ossos de dinossauro] não se estendia ao nível celular e molecular […] Os caminhos para a deterioração celular dos animais modernos são bem conhecidos. Extrapolações preveem que todo o material orgânico desapareça por completo em 100,000 anos, no máximo. disse Mary Schweitzer.(4)

“Geralmente é difícil encontrar ADN que tenha mais de 100.000 anos, e trabalho com ADN fossilizado centra-se, principalmente, em material que é de algumas dezenas de milhares de anos, no máximo.” disse Anders Goetherstroem.(5)

Agora, em 2015,  Sergio Bertazzo e equipe, se chocaram com o que descobriram. Escaneando os pedaços cortados com um microscópio eletrônico, “não vimos cristalinos dos ossos”, como esperado, disse a paleontóloga Susannah Maidment.

“O que vimos foi tecido mole. Algo completamente inesperado. Minha resposta inicial ao resultado é que ele não era real”. (6)

A descoberta é tão interessante porque as amostras de fósseis usadas no estudo não possuíam nada de extraordinário. Os cientistas naturalistas, diferente do que acreditavam no passado, agora afirmam que se os resultados se concretizarem, isso pode significar que tecidos moles podem ser preservados em muitos outros fósseis. Ou seja, o que anteriormente era motivo de risos para os naturalistas contra os criacionistas, hoje é tortura. Como diz o ditado ” Quem ri por último, ri melhor”.

Referências:

1. Sergio Bertazzo, Susannah C. R. Maidment, Charalambos Kallepitis, Sarah Fearn, Molly M. Stevens and Hai-nan Xie “Fibres and cellular structures preserved in 75-million–year-old dinosaur specimens” (Nature Communications, 2015 DOI: 10.1038/ncomms8352)

Abstract

Exceptionally preserved organic remains are known throughout the vertebrate fossil record, and recently, evidence has emerged that such soft tissue might contain original components. We examined samples from eight Cretaceous dinosaur bones using nano-analytical techniques; the bones are not exceptionally preserved and show no external indication of soft tissue. In one sample, we observe structures consistent with endogenous collagen fibre remains displaying ~67nm banding, indicating the possible preservation of the original quaternary structure. Using ToF-SIMS, we identify amino-acid fragments typical of collagen fibrils. Furthermore, we observe structures consistent with putative erythrocyte remains that exhibit mass spectra similar to emu whole blood. Using advanced material characterization approaches, we find that these putative biological structures can be well preserved over geological timescales, and their preservation is more common than previously thought. The preservation of protein over geological timescales offers the opportunity to investigate relationships, physiology and behaviour of long extinct animals.

2. Schweitzer MH, Wittmeyer JL, Horner JR and Toporski JK  “Soft-tissue vessels and cellular preservation in Tyrannosaurus rex” (Science25 March 2005, Vol. 307 no. 5717 pp. 19521955, DOI:10.1126/science.1108397)

3. Mary H. Schweitzer, Wenxia Zheng, Chris L. Organ, Recep Avci, Zhiyong Suo, Lisa M. Freimark, Valerie S. Lebleu, Michael B. Duncan, Matthew G. Vander Heiden, John M. Neveu, William S. Lane, John S. Cottrell, John R. Horner, Lewis C. Cantley, Raghu Kalluri, and John M. Asara “Biomolecular Characterization and Protein Sequences of the Campanian Hadrosaur B. canadensis” (Science, 2009; 324 (5927): 626 DOI: 10.1126/science.1165069)

4. “Protein links T. rex to chickens” (BBC News, 12 April 2007)

5. “Scientists Find 400,000 Year Old DNA” (NCbuy, 14 July 2006)

6. “Signs of ancient cells and proteins found in dinosaur fossils” (Science, 9 June 2015)



Fóssil de ave de 115 milhões de anos é descoberto no Brasil
06/06/2015, 5:52 AM
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Pesquisadores descobrem no Ceará fóssil de ave mais antiga do Brasil. A ave era conhecida por fósseis encontrados na China e na Espanha, sendo um registro inédito na América do Sul. Fóssil estará em exposição no museu de Santana do Cariri

Representação artística mostra como seria a ave fossilizada encontrada no Brasil

Representação artística mostra como seria a ave fossilizada encontrada no Brasil (Foto: Deverson Pepi//Nature Communications)

Uma espécie de ave colorida e adaptada ao clima árido, que viveu há 115 milhões de anos, no Período Mesozoico, teve sua imagem divulgada [este mês] na revista científica Nature Comunications. A reconstituição só foi possível após seis meses de pesquisa, com a descoberta do fóssil da ave mais antiga do Brasil, na Chapada do Araraipe, no interior doCeará.

Ainda sem nome, o pássaro foi encontrado pelos pesquisadores do Geopark Araripe e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em pesquisa coordenada pelo paleontologista Ismar de Souza Carvalho, do Instituto Geociências. “A lama, depois transformada em pedra de calcário, protegeu os fósseis. Desta forma, conhecemos desde o início a forma dos ossos e a estrutura das penas”, explicou Carvalho.

Fóssil de pássaro de 115 milhões milhões de anos foi encontrada na região que hoje equivale ao Nordeste brasileiro (Foto: Ismar Carvalho/Nature Communications)

Fóssil de pássaro de 115 milhões milhões de anos foi encontrada na região que hoje equivale ao Nordeste brasileiro (Foto: Ismar Carvalho/Nature Communications)

O paleontologista, autor principal da pesquisa, confirmou que trata-se de uma reconstrução inédita, pois os fósseis de ave são sempre de ossos ocos e achatados pelo empilhamento de rochas. A espécie, conforme o pesquisador Ypsilon Félix, é da Enantiornithes. “Está em qualidade excelente, principalmente porque as aves da era mesozoica são conhecidas por fósseis mal preservados, sem detalhes das penas e anatomia”, destacou Félix.

A ave era conhecida por fósseis encontrados na China e na Espanha, sendo um registro inédito na América do Sul. “Na época, a América estava unida à África e à Oceania, no supercontinente chamado Gondwana”, disse Carvalho.

O fóssil estará em exposição no Museu de Paleontologia de Santana do Cariri, nos próximos meses. “Trata-se de uma joia da paleontologia brasileira, podemos ver que a cauda tinha duas penas longa”, frisou Ismar.

(Imagem: Globo G1)

Comportamento

O estudo aponta que a ave desapareceu há cerca de 66 milhões de anos, na época da extinção dos dinossauros. A cauda poderia ter função sexual, pois era maior que o corpo, sem ligação com o equilíbrio ou voo.

“Em aves que ostentam uma cauda colorida e chamativa, como o pavão, sua principal função é a identificação de outros animais”, indicou Carvalho. A Chapada do Araripe é uma formação do relevo e sítio arqueológico localizado na divisa dos estados do Ceará, Piauí e Pernambuco.

O Povo OnLine

Referência:

1. Ismar de Souza CarvalhoFernando E. NovasFederico L. AgnolínMarcelo P. IsasiFrancisco I. Freitas & José A. Andrade A Mesozoic bird from Gondwana preserving feathers” (Nature Communications, 6, 7141, 02 June 2015, doi:10.1038/ncomms8141)

ABSTRACT

The fossil record of birds in the Mesozoic of Gondwana is mostly based on isolated and often poorly preserved specimens, none of which has preserved details on feather anatomy. We provide the description of a fossil bird represented by a skeleton with feathers from the Early Cretaceous of Gondwana (NE Brazil). The specimen sheds light on the homology and 3D structure of the rachis-dominated feathers, previously known from two-dimensional slabs. The rectrices exhibit a row of rounded spots, probably corresponding to some original colour pattern. The specimen supports the identification of the feather scapus as the rachis, which is notably robust and elliptical in cross-section. In spite of its juvenile nature, the tail plumage resembles the feathering of adult individuals of modern birds. Documentation of rachis-dominated tail in South American enantiornithines broadens the paleobiogeographic distribution of basal birds with this tail feather morphotype, up to now only reported from China.



Quem vivia na Terra? Equipe encontra ferramentas anteriores ao primeiro homem
06/06/2015, 4:59 AM
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Ferramentas de pedra encontradas nas camadas sedimentares foram datados de 3,3 milhões de anos.

Ferramentas de pedra encontradas nas camadas sedimentares foram datados de 3,3 milhões de anos.

Uma descoberta feita no Quênia está deixando cientistas e paleontólogos de todo o mundo extremamente inquietos. Trata-se de um conjunto de ferramentas encontrada em um sítio arqueológico datado do período Plioceno, ou seja, há mais de 3,3 milhões de anos. O dado é que esse tempo é anterior ao surgimento dos primeiros homens.

O primeiro homem conhecido é o Homo habilis, que surgiu milhares de anos depois do período Plioceno. Por conta disso, cientistas e especialistas acreditam que a nova descoberta poderá fazer com que toda a história da humanidade — e talvez do planeta — seja reescrita. Isso porque, além da data em questão, as ferramentas são consideradas bastante sofisticadas: há martelos, bigornas e seixos esculpidos.

Em artigo publicado na Nature 1, revista especializada no ramo, os responsáveis pela descoberta deram o nome de Lomekwian a essa produção proto-humana. Ela é 700 mil anos mais velha que a produção olduvaiense 2, até então a mais antiga já descoberta. Mais do que a antiguidade, os pesquisadores agora se preocupam com a única pergunta sem resposta: se essas ferramentas são anteriores ao homem, quem as teria produzido e utilizado? (Grifo nosso)

Yahoo! Notícias

Referência:

1. Sonia Harmand, Jason E. Lewis, Craig S. Feibel, Christopher J. Lepre, Sandrine Prat, Arnaud Lenoble, Xavier Boës, Rhonda L. Quinn, Michel Brenet, Adrian Arroyo, Nicholas Taylor, Sophie Clément, Guillaume Daver, Jean-Philip Brugal, Louise Leakey, Richard A. Mortlock, James D. Wright, Sammy Lokorodi, Christopher Kirwa, Dennis V. Kent, Hélène Roche “3.3-million-year-old stone tools from Lomekwi 3, West Turkana, Kenya” (Nature, 2015; 521 (7552): 310 DOI:10.1038/nature14464)

ABSTRACT

Human evolutionary scholars have long supposed that the earliest stone tools were made by the genus Homo and that this technological development was directly linked to climate change and the spread of savannah grasslands. New fieldwork in West Turkana, Kenya, has identified evidence of much earlier hominin technological behaviour. We report the discovery of Lomekwi 3, a 3.3-million-year-old archaeological site where in situ stone artefacts occur in spatiotemporal association with Pliocene hominin fossils in a wooded palaeoenvironment. The Lomekwi 3 knappers, with a developing understanding of stone’s fracture properties, combined core reduction with battering activities. Given the implications of the Lomekwi 3 assemblage for models aiming to converge environmental change, hominin evolution and technological origins, we propose for it the name ‘Lomekwian’, which predates the Oldowan by 700,000 years and marks a new beginning to the known archaeological record.

2. Shannon P. McPherronZeresenay AlemsegedCurtis W. MareanJonathan G. WynnDenné ReedDenis GeraadsRené Bobe & Hamdallah A. Béarat “Evidence for stone-tool-assisted consumption of animal tissues before 3.39 million years ago at Dikika, Ethiopia” (Nature, 466, 857–860, 01 June 2010, doi:10.1038/nature09248)